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Estamos à beira de uma teocracia?

Líderes religiosos ditando regras em todas as esferas da administração pública brasileira. Projetos de lei que visam limitar, ou manter limitadas, diversas liberdades individuais. Frentes parlamentares que se dizem defensoras da moral e dos bons costumes, mas que são compostas majoritariamente por políticos com processos criminais.

A laicidade do Estado Brasileiro tem se encontrado sob constante ataque dos teocratas, e eles são cada vez mais influentes. Se você ainda não parou para pensar sobre o assunto, é melhor prestar atenção no perigo que isso representa!

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Olhos-Azuis e Olhos-Castanhos, A Experiência de Jane Elliott

Poucos aqui no Brasil sabem o que aconteceu numa pequena escola na cidade de Riceville no interior do estado de Iowa nos EUA no dia 5 de abril de 1968. Talvez muitos saibam o que aconteceu no dia anterior, que foi a ignição para o evento que desejo narrar aqui: o assassinato de Martin Luther King, Jr. Muita gente na época comemorou, outras não se importaram e muita gente se lamentou, mas pouquíssimas reagiram como Jane Elliott. Inconformada com o preconceito e o racismo em nossa sociedade, ela resolveu tomar uma atitude e ensinar os alunos de sua escola o que significa de fato esse comportamento tão abominável.

Munida apenas de suas habilidades como professora de 34 anos, de sua determinação em levar as situações até o limite e de sua conhecida máxima: “Oh, Grande Espírito, não me deixe jamais julgar um homem antes de andar em seus sapatos.”, ela elaborou uma dinâmica para realizar com seus alunos do ensino elementar na manhã seguinte.

Quando os alunos chegaram, ela perguntou aos alunos o que eles achavam dos negros. A turma (que não tinha nenhum aluno negro) respondeu que negros eram burros, não tomavam banho e que tinham dificuldades de se manter nos empregos. (Alunos do ensino elementar! Meramente repetiam o que a família dizia.) Então ela perguntou a eles como seria se fossem negros por um dia. Ao ver que ninguém respondeu, ela comentou “Seria difícil saber, não seria, a menos que nós mesmos realmente experimentássemos a discriminação.” e então pegou um conjunto de braçadeiras e separou a turma em dois grupos: os de olhos azuis e os de olhos castanhos, dando as braçadeiras aos do primeiro grupo.

Assim que as dezessete crianças de olhos azuis colocaram seus braceletes, enquanto que as demais oito de olhos castanhos e as três de olhos verdes ficaram somente olhando, Jane declarou enfaticamente: “As pessoas de olhos castanhos são as melhores pessoas nesta sala. Elas são mais limpas e mais espertas.” E com essas palavras ela desencadeou um processo que nem ela mesma previa o final.

Para deixar as crianças mais impressionadas, ela resolveu escrever a palavra MELANINA no quadro negro e explicar que o pigmento que altera a cor dos olhos estava intimamente ligado à inteligência da pessoa. Ela sabia que agindo dessa forma, impressionaria os estudantes até o ponto de fazê-los acreditar que aquilo era verdade. Para impressioná-los ainda mais, Jane, que tinha olhos azuis, começou a derrubar o material de trabalho para fingir que era desastrada. Os alunos logo lembraram que isso se devia ao fato dela ter olhos azuis e pensaram que se ela tivesse olhos castanhos já seria diretora ou superintendente, ao invés de ser mera professora.

E então, para testar o quanto os alunos haviam assimilado a ideia, Jane perguntou à turma se os alunos de olhos azuis se lembravam da última tarefa, no que foi surpreendida com um sonoro “Não!” vindo dos alunos com olhos castanhos. Em instantes, o grupo que havia sido distinguido com a braçadeira já tinha sido apelidado pejorativamente como os “azuizinhos”. Uma aluna que nunca tivera problemas com multiplicação começou a cometer diversos erros de uma hora para outra. Alunos de olhos marrons juntaram-se sobre um “azulzinho” que estava correndo e exigiu que ele pedisse desculpa porque era inferior (e ele de fato pediu). Os alunos levaram a sério e no mesmo dia começaram uma verdadeira ditadura opressiva dos castanhos contra os azuis. No mesmo dia!

Surpreendente na época, tal reação não espantaria muitos psicólogos hoje em dia. Para quem leu o artigo Suscetibilidade ao Estereótipo: Ênfase na Identidade e Mudanças no Desempenho Quantitativo publicado na revista Psychology Science em 1999 e que traduzi e publiquei aqui, já é sabido que uma estereotipagem ruim afeta diretamente o desempenho quantitativo em testes. A aluna que nunca errava, ao descobrir que fazia parte dos mais burros, começou a cometer erros que normalmente não cometia. Não é somente o desprazer de ser lembrado que é inferior, mas se tornar de fato inferior devido somente ao esteriótipo que torna o preconceito uma prática tão abominável.

Naquela sexta-feira, os alunos com olhos azuis sentiram na pele o que é ser um negro. Foram ofendidos e humilhados. O estigma de pertencerem ao grupo dos burros se refletiu sobre a sua atitude e sobre o seu desempenho. Eles foram negros por um dia. E na segunda-feira, quando voltaram para a escola e descobriram que a professora havia se enganado, e que na verdade os alunos de olhos castanhos que eram mais burros, não houve vingança na mesma moeda. Sabendo eles mesmos como é estar no sapato dos outros, trataram os “castanhozinhos” com mais respeito do que receberam quando a situação ainda não tinha sido invertida. E no final da aula, quando Jane pediu para os alunos de olhos castanhos retirarem suas braçadeiras, a cena que se seguiu a marcou toda a sua vida: os alunos começaram a se abraçar, alguns até mesmo chorando. Todos eles haviam aprendido o que era preconceito com aquela dinâmica aparentemente boba.

Na terça-feira, os alunos resolveram escrever uma carta à esposa de Martin, pois tinham ficado sensibilizados com os quatro filhos que ele deixou órfãos. As cartas foram parar no jornal local de Riceville, e depois publicadas nacionalmente. Em algumas semanas, Jane Elliott foi chamada para uma entrevista na televisão. Ao ser questionada por uma telespectadora que dissera: “Como você ousa tentar esse experimento cruel em crianças brancas? Crianças negras estão acostumadas com tal comportamento, mas crianças brancas, não tem jeito delas entenderem isso. É cruel com as crianças brancas e vai causar grandes danos psicológicos a elas.”, Jane respondeu de prontidão: “Por que nós estamos tão preocupados com os frágeis egos de crianças brancas que experimentaram algumas horas de racismo simulado por um dia enquanto crianças negras experimentam racismo real todos os dias de suas vidas?”

Dois anos depois, Jane Elliott fora chamada para realizar o experimento na Casa Branca. E daí em diante, ela replicou o experimento dezenas de vezes, inclusive para a televisão, e se tornou a cidadã mais famosa de Riceville. Em certa ocasião, ela tirou fotos dos alunos nos dois dias da dinâmica. Podia-se ver claramente como elas sempre estavam mais felizes quando não estavam com o colar que marcava os inferiores. Os efeitos chegam a ser visíveis neste ponto! Sua história se tornou um símbolo de como o racismo, mesmo simulado, pode ter efeitos reais e devastadores em nossas vidas. Pudessem todas as pessoas andar com os sapatos dos outros por um dia que seja, e os pedidos por respeito seriam apenas mais um clichê.

Um relato escrito por Stephen G. Bloom da Universidade de Iowa, em inglês, da história de Jane Elliott, no qual me baseei para escrever este texto, pode ser encontrado neste link. Também podemos saber mais sobre ela na wikipedia. A seguir, alguns vídeos no Youtube com documentários que registraram algumas das dinâmicas performadas por Elliott com grupos de pessoas (adultos e crianças). Apenas o primeiro está com legendas em português que, apesar de longo, vale a pena dar uma olhada.

Santa Maria, a Torre de Siloé e as Teodiceias

Não faz parte dos objetivos deste blog, e muito menos dos meus objetivos pessoais, divulgar teologia por aí. E também eu tinha decidido não falar sobre o caso porque acredito que este não era um caso sobre religião. Contudo, o caso acabou sendo misturado com religião por motivos que remetem à ignorância cultivada por uma parcela dos cristãos (como verão, não somente dos cristãos atuais), e este vídeo veio justamente para resolver o problema.

E o fato de ter sido feito por um pastor tira da boca de muita gente a desculpa de não querer dar ouvidos por ser “coisa de ateu.”

Kivitz lembra passagens bíblicas que afirmam que nem tudo que acontece na vida do “ímpio” é punição divina e que nem tudo que acontece na vida do “justo” é a recompensa. Pelo contrário, coisas ruins acontecem a pessoas boas e coisas boas acontecem a pessoas ruins, por puro e mero acaso. A teodiceia que coloca o problema da justiça nos primeiros termos coexiste na Bíblia com aquela que coloca nos segundos termos, e isto nos faz ver que, um, a Bíblia contém reflexões interessantes sobre a condição humana, e na verdade por vezes fornece excelentes pontos de partida para muitas discussões, e dois, que a preferência pessoal por uma ou outra teodiceia na hora de avaliar casos como o de Santa Maria diz muito sobre o caráter da pessoa.

As passagens abaixo são aquelas às quais Kivitz faz referência:

E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém?

Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.
Lucas 13:4-5

Deveras todas estas coisas considerei no meu coração, para declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras, estão nas mãos de Deus, e também o homem não conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante ele.

Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.

Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol; a todos sucede o mesmo; e que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade, e que há desvarios no seu coração enquanto vivem, e depois se vão aos mortos.
Eclesiastes 9:1-3

De toda forma, é interessante saber que a Bíblia não propõe apenas uma relação pecado-punição na hora de explicar os males naturais do mundo. Tragédias acontecem aos bons pelos mesmos motivos que levam os “ímpios” aos sucessos: não existem interferências de ninguém para impedir nada disso. Evidente que alguns vão pensar que deuses não interferem por não querer, mas do meu mais sincero ponto de vista, isto é um pensamento aceitável.

Inaceitável é seguir exemplos como os das imagens abaixo, dizendo que se alguém morreu em um desastre que é porque Deus está punindo, e que se Deus estava punindo é porque eram pecadores que mereciam a morte. Ironicamente, se o Jesus da Bíblia estivesse acompanhando uma discussão entre certos seguidores dele e eu, ele com certeza daria razão a mim, como a passagem da Torre de Siloé (aquela passagem de Lucas que coloquei) deixa bem claro. Nela, Jesus diz claramente que as 18 pessoas que morreram no desabamento da torre foram vítimas do acaso e não de punição, e que nenhum daqueles homens poderia ser julgado como mal só por ter morrido no desastre. Mas os “seguidores” abaixo preferem ignorar as palavras do próprio profeta, fazer o quê?




As três primeiras tiradas do excelente tumblr Deus me perdoe, mas…, que segue a mesma linha do tumblr Os Melhores Comentários do G1 (que agora estão na lista de recomendados daqui) e a última retirada do facebook.

A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 3: Parsons errou, Dawkins não

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Título Original: Intro to Logic: The Genetic Fallacy
Autor: Luke Muehlhauser
Publicado Originalmente em: Common Sense Atheism (06/10/2009)
Tradução: Marco Aurélio Suriani (Mr. Monk)
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Bem vindos ao meu curso de Introdução à Lógica (índice). Aqui, nós aprendemos as habilidades básicas do bom pensamento e de seus benefícios na vida real.

Hora de outra falácia! Hoje nós discutiremos a falácia genética, sobre a qual há um surpreendente grau de debate e confusão.

Olhando assim, a falácia genética é bastante simples. Ela é cometida quando se diz que:

X é acreditado por razões não justificadas.
Logo, X é falso.

Isto é obviamente falacioso. A justificação epistêmica para a crença e sua veracidade não são relacionados. Por exemplo, uma criança Bakuba pode acreditar que as estrelas possuem idade finita porque ela acredita que elas foram criados por Mbombo. Sua crença de que as estrelas são finitas é verdade, mas não se justifica.

Mas não precisamos chegar para um exemplo tão exótico. Na verdade, pode ser que as crenças mais verdadeiras não sejam justificadas. Nós todos acreditamos em milhares de coisas sobre assuntos científicos ou filosóficos que acabam sendo verdadeiros, mesmo que não os estudemos sequer minimamente e não estejamos justificados em acreditar eles. [1]

Exemplo UM: Tentando esquivar da falácia

Mesmo um filósofo profissional como Keith Parsons pode cometer a falácia genética. Parsons afirma que, porque sabemos como a crença em Deus se originou (e não era justificada), isso prejudica o teísmo. Este argumento é uma falácia genética, mas Parsons tenta se defender:

… Às vezes, de fato, a história causal de uma crença não tem qualquer influência sobre a sua credibilidade: … Se um amigo, conhecido por ser de confiança, nos disse que ele só viu Bill Clinton andando na rua, e nós acreditamos que suas funções cognitivas e sensoriais estavam normais, provavelmente aceitaremos que Bill Clinton estava na área. Mas se nós sabemos que o nosso amigo sofre uma condição psicológica peculiar que o torna propenso a ter alucinações com o Bill Clinton, nós iremos rejeitar veementemente a alegação de que Bill Clinton estava na vizinhança. Da mesma forma, se nós identificamos na psique humana um poderoso mecanismo que inclina as pessoas a acreditar em deuses – quer eles realmente existam ou não – então nós devemos, salvo quando houverem razões fortes para o contrário, rejeitar a crença em deuses.

Mas, como eu respondi antes:

Vamos chamar o rapaz com alucinações de Clinton de “George”, e considerar dois cenários diferentes para ele. Em ambos os cenários, nós sabemos que George tem alucinações frequentes com Bill Clinton. Em nosso primeiro cenário, George não tem nenhuma razão especial que ter visto Bill Clinton (em pessoa) recentemente. Em nosso segundo cenário, George é um jornalista do The Washington Post. No primeiro cenário, nós não damos crédito às reivindicações de George ter visto Bill Clinton recentemente. No segundo cenário, podemos não desacreditá-lo com tanta confiança. E ainda assim a confiabilidade da faculdade mental que causou sua crença de estar vendo Bill Clinton é a mesma em ambos os casos.

Portanto, não é a falta de confiabilidade da causa da crença de George que nos faz acreditar nele. Como este exemplo mostra mais uma vez, a causa da crença de alguém não tem nada a ver com o fato de ser ou não verdade. Pelo contrário, é a ausência de boas razões para pensar que a crença de George é verdadeira que nos faz desacreditar nele no primeiro cenário. E assim, a falácia genética continua a ser uma réplica válida a argumentos como:

(1) Como nossas intuições morais são produtos da evolução biológica e cultural, nossas intuições morais estão incorretas.

ou

(2) Como nossas intuições religiosas são produtos da evolução biológica e cultural, nossas intuições religiosas estão incorretas.

Contudo, Parsons alega:

Todo mundo ignora todos os tipos de ideias por nenhuma outra razão além do fato de sabermos como essas ideias surgiram. Suponha que hajam alguns fãs fanáticos de J.R.R. Tolkien por aí que acham que Hobbits realmente existem e que ainda por cima afirmam isso de maneira agressiva. Nós temos a responsabilidade de levar as reivindicação dos crentes nos Hobbits a sério? Você pode refutar a existência de Hobbits? Acho que não. A razão por que ninguém, ou quase ninguém, leva a existência real dos Hobbits a sério é que todos nós sabemos de onde a ideia de Hobbits veio. Tolkien inventou tais ideias. Se os crentes nos Hobbits nos acusam de cometer a falácia genética, misturando a questão de onde a ideia de Hobbits veio com a questão de sua existência real, nós apenas riríamos deles.

E eu respondi:

Mas, novamente, eu acho que Parsons confundiu as coisas. Nós todos sabemos que, por exemplo, a ficção científica regularmente se torna fato científico. Se eu falar sobre um videogame jogado com um joystick, você não irá responder: “Isso é um absurdo. HG Wells inventou essa ideia na história The Land Ironclads, de 1903!” Ou se eu contar sobre o meu cortador de grama robô, você não vai responder: “O que é uma ideia boba. Isso foi inventado por Clifford Simak em sua história City, de 1944!”

Então, nós não ignoramos “todos os tipos de ideias por nenhuma outra razão além do fato de sabermos como essas ideias surgiram.” Muito especificamente, há uma outra razão, e isso é mais importante do que de onde a ideia veio. A razão pela qual ignoramos certas coisas é que não temos boas razões para pensar que eles são verdadeiras.

A falácia genética continua a ser uma falácia, seja quando implantada por teístas contra a moralidade secular, seja quando implantada por ateus contra crenças religiosas.

Exemplo Dois: Mau uso da acusação de falácia

A acusação “Falácia Genética! Falácia Genética!” é muitas vezes mal aplicada. Alguém muitas vezes grita “falácia genética!” mesmo quando a causa de uma crença é sequer mencionada. Mas lembre-se, uma falácia genética deve tomar esta forma:

X é acreditado por razões não justificadas.
Logo, X é falso.

Este erro é cometido no seguinte vídeo no YouTube, em que o usuário cristão do Youtube meaningfulscience1 tenta mostrar que Dawkins cometeu a falácia genética:

É claro, muitos cristãos aceitaram essa acusação sobre Dawkins, sem pensar nisso. Mas Dawkins não cometeu a falácia genética aqui.

Um membro da platéia perguntou Dawkins, “E se você estiver errado?” Dawkins mostrou a irrelevância da questão, apontando que todos nós poderíamos muito bem estar errados sobre a não-existência de Zeus ou Wotan ou Shiva. Mas não ando por aí preocupados, “E se eu estiver errado sobre Wotan?”

O vídeo do YouTube diz: “Dawkins está cometendo a falácia genética”, e corta para um clipe de William Lane Craig explicando que uma falácia genética tenta “ao explicar como uma crença se originou, mostrar a crença é falsa.”

Mas em nenhum lugar nesse video Dawkins diz que “A crença em Deus se origina de uma doutrinação cultural, portanto, a crença em Deus é falsa.” Ele nunca disse nada disso! (NdoT.: Pelo menos não neste vídeo, imagino que seja isso que Luke quis dizer.) Ele estava fazendo um ponto completamente diferente. Então, Dawkins não cometeu a falácia genética.

A falácia genética é frequentemente cometida, mas há muita confusão sobre isso. Espero que meus exemplos acabem com mal-entendidos comuns sobre o assunto.

Ver a série completa aqui:
A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 2: O Erro de Parsons


[1] Evidentemente, nós todos também possuímos uma grande quantidade de crenças falsas também.