Índice do Blog

====================================================
Série: Ressurreição de Cristo
====================================================

+ ————————————————————————— +
[ARTIGO PRINCIPAL]
Ressurreição de Jesus: Uma Conclusão
+ ————————————————————————— +

Todo mundo tem direito de evangelizar, mas ninguém tem o direito de impôr seu ponto de vista. É por isso que peço para que não acreditem em difamadores da fé como Craig, que querem tirar da religião aquilo que ela sabe fazer de melhor e transformá-la, mesmo que de maneira inocente, em um instrumento político e de alienação intelectual.

+ ————————————————————————— +
Craig x Ehrman: o Debate
+ ————————————————————————— +

(1) Craig x Ehrman Parte 1: Introdução
No dia 28 de março de 2006, no Colégio da Cruz Sagrada na cidade de Worcester em Massachusetts/EUA, ocorreu um debate entre o Dr. Willian L. Craig e o Dr. Bart. D. Ehrman cujo tema foi a pergunta acima (“Existem evidências históricas para a Ressurreição de Jesus?”).

(2) Craig x Ehrman Parte 2: Discurso de Abertura de Craig
Enfim, Craig parte para a exposição de seu argumento histórico pela ressureição de Jesus: (I) Existem quatro fatos históricos que precisam ser explicados por alguma hipótese histórica adequada: o sepultamento de Jesus, a descoberta de seu túmulo vazio, suas aparições post-mortem, e a origem da crença dos discípulos em sua ressurreição; e (II) A melhor explicação para estes fatos é que Jesus ressuscitou dentre os mortos.

(3) Craig x Ehrman Parte 3: Discurso de Abertura de Ehrman
Ehrman completa sua abertura salientando que a explicação de Craig não é histórica, mas sim teológica. Tanto é verdade que ela pressupõe a existência de Deus como agente causador do milagre. Ora, historiadores não podem pressupor a existência de um deus, muito menos a existência de Deus especificamente, pois eles não possuem acesso a Ele. A pesquisa histórica só tem acesso àquilo que ocorre no plano terreno, sendo que supostos eventos que ocorreram em outros planos são discussões teológicas.

(4) Craig x Ehrman Parte 4: A primeira Refutação de Craig
Ehrman havia afirmado anteriormente que é contraditório afirmar que um milagre – que é a maior das explicações improváveis – é a explicação mais provável. Mas Ehrman só diz isso porque confunde Pr(R|B & E) com Pr(R|B). A probabilidade do primeiro pode ser muito alta enquanto a do segundo pode ser muito baixa. Desse modo, não é contraditório considerar a ressurreição como a hipótese mais provável.

(5) Craig x Ehrman Parte 5: A primeira Refutação de Ehrman
Bill, que alega ser um historiador, analisou criticamente os documentos que usou em sua pesquisa? Se sim, ele foi capaz de encontrar algum erro neles? E se ele não encontrou nenhum erro, como espera que acreditemos que ele está avaliando historicamente tais fontes? Por ser um adepto da inerrância bíblia, Craig deve pensar que os textos necessariamente são corretos.

(6) Craig x Ehrman Parte 6: A segunda Refutação dos debatedores
Craig também argumenta que um historiador não precisa ter acesso direto às entidades explicativas em suas hipóteses, a exemplo dos físicos contemporâneos e teorias como a das cordas. Além disso, um historiador não tem acesso direto a nenhum dos objetos de seus estudo pois, como o próprio Ehrman tinha dito, o passado já passou.

+ ————————————————————————— +
Craig x Ehrman: uma Análise
+ ————————————————————————— +

(1) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 1: O Erro Matemático Escandaloso de Craig
Mais uma vez: Craig afirma que devemos preocupar apenas com Y – a chance da hipótese naturalista ser correta. Ele diz que um Y pequeno fará um p grande e que portanto ele é a principal variável da equação, mas isso é falso. A interpretação matemática que ele fez da equação está errada e a interpretação correta não diz nada que ninguém já não soubesse. Craig distorceu algo trivial a seu favor e cometeu um Erro Matemático Escandaloso, para não dizer coisa pior.

(2) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 2: Uma visão geral do debate
No geral, acho que ninguém em sã consciência dirá que um dos debatedores bateu o outro com facilidade. Sim, o argumento matemático do Craig foi, pelo menos em uma primeira vista, avassalador, porém Ehrman se recuperou razoavelmente bem do golpe e chegou a deixar o Craig um pouco atordoado. Em sua segunda resposta, Craig começa reclamando que a primeira resposta de Ehrman fora sem conteúdo e termina dizendo que não teve tempo de responder tudo. Ora, se houve pouca substância, então porque faltou tempo para responder?

(3) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 3: Estratégias dos debatedores
Por fim, ele chega ao absurdo de dizer que aquele debate não envolvia questões metodológicas como Ehrman estava propondo. Como não? Se o debate é sobre a existência de evidências históricas, faz todo sentido discutir metodologia histórica! Ou será que Craig ficaria feliz se algum ateu usasse um argumento teológico que contivesse erros metodológicos contra o cristianismo? Com certeza não!

(4) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 4: Guarnecendo o Plano B
Plano A: Fazer eles engolirem que os relatos bíblicos são fatos e forçá-los a discutir se esses fatos levam à ressurreição de Jesus ou não.
Plano B: Discutir o método histórico e verificar se os relatos Bíblicos são históricos o não.
Em última análise, o argumento matemático de Craig também visava se proteger no Plano B: ele precisava se defender da ideia de que a história não pode concluir que houveram milagres.

(5) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 5: Por que Craig venceu o debate antes mesmo dele começar?
Por hora a questão é o título do debate: Is There Historical Evidence for the Resurrection of Jesus? / Existem Evidências Históricas para a Ressurreição de Jesus?
A resposta correta pode chocar muitos ateus a princípio, porque ela é SIM.

(6) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 6: Craig, o Mr. C do Power Point
Todos os reais argumentos de Craig naquela rodada poderiam ter sido resumidos em algumas linhas, e ele não precisaria de mais de cinco minutos para dizer todos eles. É de espantar como aquele que é considerado o melhor debatedor dos cristãos resolva perder seu precioso tempo em um debate para dar espaços a falatórios retóricos como este: “Mas isto fica ainda pior. Existe outra versão da objeção do Dr. Ehrman que é ainda mais falaciosa que o “Erro Escandaloso de Ehrman”. Eu o chamo de “A Mancada do Ehrman”.”

(7) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 7: A Cagada Calamitosa de Craig
Qualquer versão da fórmula que nós usemos, deduzimos que a probabilidade da ressurreição de Jesus dada a evidência é igual ao número de alegações de ressurreição verdadeira sobre o número de alegações. E isto nada mais é do que a probabilidade intrínseca de qualquer alegação de ressurreição ser verdadeira. Em outras palavras, a ressurreição de Jesus é tão possível de ter acontecido quanto qualquer outra alegação de ressurreição.

(8) 
Algumas pessoas podem argumentar que a chance de Jesus ter ressuscitado não é essa. Concordo. Essa é a chance de Jesus ter ressuscitado dada a evidência de que seus contemporâneos alegavam que ele o fez. E vejam como estou sendo generoso: estou considerando aqui que as alegações bíblicas são legítimas! Estou considerando que as pessoas realmente alegaram isso. O que eu não posso considerar, assim como qualquer historiador, é que suas alegações eram verdadeiras. Não me culpem por não acreditar em toda alegação feita!

+ ————————————————————————— +
Teologia da Ressurreição de Jesus
+ ————————————————————————— +

(1) Teologia da Ressurreição de Jesus – Parte 1: A Trindade Cristã contradiz o Monoteísmo?
Ver Craig dizendo que o cristianismo está certo porque a Trindade é verdade não tem preço. Só faltou ele dizer que é porque é e pronto. E em saber que ele é ovacionado por certos grupos de cristãos… é, uma hora a máscara cai.

(2) Teologia da Ressurreição de Jesus – Parte 2: Afinal, qual a finalidade da morte de Jesus?
Várias respostas já foram dadas a essa pergunta e hoje vou tentar explicar porque todas que conheço ou que posso imaginar falham de alguma forma. Faço isso partindo principalmente do ponto de vista teológico (não desejo analisar respostas como “Jesus morreu porque foi crucificado”… meu foco é no intuito do evento e não em suas causas, rs), então vou procurar saber se as respostas dadas pelos seguidores do cristianismo fazem sentido dentro das próprias doutrinas.

====================================================
Série: Moralidade Cristã x Moralidade Secular
====================================================

+ ————————————————————————— +
Craig e o Massacre de Newtown
+ ————————————————————————— +

(1) Craig e o Massacre de Newtown
Então me ocorreu que longe de ser incongruente com o Natal, essa terrível tragédia de certa forma reverbera o Natal original, que envolveu a morte de crianças por Herodes. É um lembrete de para quê serve o Natal, o que ele representa. Esse é o modo que Deus usa para entrar no mundo, que está decadente, cheio de maldades impronunciáveis e de sofrimentos terríveis. E é a mensagem de Natal de que Deus não nos abandonou neste mundo, mas que ele próprio entrou na história humana através da pessoa de Jesus para acumular sob si mesmo toda essa maldade e esse sofrimento, para assim nos redimir do mal, nosso próprio mal, e nos trazer a um relacionamento correto com ele, e nos dar cura e vida eterna.

(2) Craig e o Massacre de Newtown – Parte 2: O que está em jogo
Aliás, segundo Craig, Deus não só permite o mal, como o usa como forma de nos lembrar que devemos nos relacionar com ele! Será que nos relacionar com ele é mais importante do que uma vida menos miserável? Será que é moralmente aceitável um ser que usa crimes para nos deixar em pânico e nos forçar a buscar auxílio dele? Será que é moralmente aceitável ser coagido a se relacionar com alguém, mesmo que esse alguém seja nosso criador?

====================================================
Série: A Ilusão Cristã da Superioridade
====================================================

(1) A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 1: As superioridades racional e moral
Eu vou começar com aquilo que muitos cristãos assumem sobre a fé deles. Eles assumem um certo tipo de superioridade racional e/ou moral sobre qualquer outro sistema de crença e de pensamento, especialmente sobre o ateísmo. De acordo com eles, suas crenças são racionalmente superiores de modo que o cristianismo vence com uma mão nas costas no mercado de ideias.

(2) A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 2: Padrões Éticos
A crítica básica à visão de Adams foi colocada de maneira suficientemente adequada pelo falecido Louis P. Pojman: “Se nós preferimos a teoria do comando divino modificada à teoria do comando divino, então nós devemos dizer que a teoria modificada do comando divino é falsa, e a teoria do comando divino se torna equivalente a: Deus ordena o bom (ou o correto) porque ele é bom (ou correto), e o bom (ou correto) não é bom (ou correto) simplesmente porque Deus ordena isso.” Portanto, “nós podemos descobrir nossas obrigações éticas através da razão, independente do comando de Deus. O que é bom para suas criaturas o é objetivamente. Não precisamos que Deus nos diga que causar sofrimento desnecessário é ruim ou que aliviar o sofrimento é bom; a razão pode fazer isso. Começa a parecer que a verdadeira versão da ética é o que chamamos de ‘ética secular’.”

(3) A Ilusão Cristã da Superioridade – Parte 3: A Ilusão de que Ateus São Imorais
Este problema obriga os cristãos a especificar exatamente de onde eles tiram sua moralidade. Se eles podem enfatizar uma parte da Bíblia em detrimento de outra parte, como eles fizeram para decidir isso? Eu sustento que cristãos adquirem sua moral no mesmo lugar que eu – do avanço de uma melhor compreensão de quem somos nós e do que nos faz feliz como ser humano em sociedade. Os cristãos não adquirem sua moralidade exclusivamente da Bíblia. Os cristãos simplesmente aprenderam a interpretar a Bíblia de maneira diferente ao longo dos tempos para mantê-la de acordo com nosso senso comum de moralidade, e isso é tudo, já que nossos valores morais mudam com os tempos.

====================================================
Série: Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres
====================================================

(1) Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres – Parte 1: Entrando no Jogo
E, no entanto, é o que eu vou fazer aqui. É simplesmente uma experiência de pensamento. Vou assumir como verdadeiro o caráter essencialmente histórico dos “eventos” que precederam a ressurreição. A única diferença é a seguinte: eu não acho que alguém tem que ir muito longe para chegar a uma explicação completamente natural para a suposta ressurreição. Tenha paciência comigo enquanto eu me aventuro na defesa da Teoria do Desmaio, da Teoria do Reenterro, da Teoria da Identidade Trocada, e da Teoria da Dissonância Cognitiva (“Transformação dos Discípulos”). 

(2) Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres – Parte 2: Jesus não morreu
O que sugere a Teoria do Desmaio? Logo acima eu a retratei como um produto de pressupostos Racionalistas: como uma explicação, é tudo o que restou a eles. Mas agora vou comprovar que há muito mais do que isso. Eu acho que os próprios textos sugerem isso, e na verdade sugerem com tanta força, que me parece que o modelo de Scheintod foi o ensinamento real dos Evangelhos, em algum estágio anterior. Desde então, tal ensinamento foi editado no curso da evolução da crença cristã.

(3) Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres – Parte 3: A Tumba Provisória
Ao ler o relato de Páscoa em João 20:11-15, eu não preciso impor algum tipo de ódio de Jesus ao ceticismo para que ele pudesse “escapar” das implicações do texto. Não, eu me vejo lendo o texto com reverência, valorizando sua atmosfera sobrenaturalmente refrescante nessa história maravilhosa e, de repente, sou surpreendido com Maria Madalena não encontrando ninguém no túmulo: Ó Deus! Haverá um fim para os horrores desse fim de semana? E agora?

(4) Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres – Parte 4: Os Sósias
Vamos dar aos apologistas o benefício da dúvida e agir como se essas histórias evangélicas da Páscoa fossem, como eles insistem, narrativas genuínas de encontros. Todo esse negócio de não reconhecimento, que nós jamais esperaríamos, inevitavelmente convida à suspeita de que os encontros de Páscoa eram realmente avistamentos de, encontros com, figuras só mais tarde identificadas como Jesus, e depois como um meio de escapar da tristeza e do desespero.

(5) Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres – Parte 4b: Mudanças de aparência
Agora me digam: o que é mais provável? Que pessoas tenham visto homens parecidos com Jesus e, dado o enorme burburinho de ressurreição, os tomaram pelo Cristo ressurreto e depois contornaram alegando que ele mudava de aparência ou será que Jesus ressuscitou e ficou trocando de forma física, sendo que já mostrei que tal mudança é teologicamente problemática? Como podem ver, não preciso supor nenhum milagre para explicar nada.

(6) Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres – Conclusão: A Dissonância Cognitiva (ou: Não é preciso nenhum milagre aqui!)
Eis o que acho dos discípulos de Jesus: eles tinham abandonado todos os trabalhos e atividades mundanas, até mesmo a família, a fim de juntar-se a Jesus e sentar-se à sua direita e à sua esquerda em sua glória que estava se aproximando. Agora ele é vergonhosamente morto, e só se pode imaginar as piadinhas que guardavam, por exemplo, para os dois discípulos assim que voltassem para a casa em Emaús. Talvez eles tenham programado de chegar em casa na calada da noite!

====================================================
Série: Porque não sou Cristão – Keith Parsons
====================================================

(1) Porque não sou Cristão – Introdução
Ainda temos a passagem em I Samuel 15 onde o profeta Samuel, falando em nome do Senhor, ordena a Saul que destrua completamente os Amalequitas: “Não poupe ninguém; leve a morte a todos eles, homens e mulheres, crianças e bebês de colo, animais e rebanhos, camelos e asnos” (I Samuel 15:3). O que o Senhor tem contra camelos e asnos (sem citar bebês de colo)?

====================================================
Argumentos que os Ateus não Deveriam Usar
====================================================

(1) A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 4: Precisamos mesmo dela?

(2) Jesus e os Mitologistas

(3) Sobre o Humanismo e sua relação com o Mitologismo

====================================================
Outros textos
====================================================

(1) Quem é Craig?
Acredito que esta pergunta soa de forma ridícula para a maioria das pessoas que estiverem lendo isso já que Craig é um dos apologistas mais famosos da atualidade, se não o mais famoso. Sua influência sobre a tropa de choque do cristianismo contra o ateísmo e contra as objeções feitas por outras religiões é evidente e extensa. Mas parto do pressuposto de que nem todo mundo conhece o indivíduo e  também de que devo dizer a todos o que penso dele para que se preparem para o que está por vir.

(2) O Apologista Cristão Caduco
Há algum tempo atrás eu traduzi alguns exemplares desse meme chamado “Oblivious Christian Apologist” – traduzido por mim como “Apologista Cristão Cadudo” – para o Gilmar, que colocou no Rebeldia Metafísica. Na ocasião, eu aproveitei e criei os meus próprios.

(3) Você quer só ganhar o debate? – Parte 2: Prove o que sei que está errado
O criacionista que fica gritando “prooove que a evolução aconteceu, ateu, proooove!!1!!” provavelmente não pode defender seu ponto de vista. Se pudesse, o faria ao invés de pedir algo que ele (acha) que não pode ser feito.

(4) Sexo, Mulheres e Homossexualidade na Idade Média
A homossexualidade – após ter sido condenada, depois tolerada, a ponto de constituir-se no século XVII, segundo Boswell, em uma cultura “gay” no próprio seio da Igreja – torna-se, a partir do século XVIII, uma perversão por vezes associada ao canibalismo.

(5) Milagres e Método Histórico
Palestra de Richard Carrier no Youtube (inglês sem legenda).

(6) Sobre Falhas Catastróficas
Artigo sobre o suicídio de Roberta Baêta.

(7) Métodos Teológicos e Apologistas Aplicados a Super-Heróis

(8) Santa Maria, a Torre de Siloé e as Teodiceias

====================================================
Série: Pseudoceticismo e Pseudociência
====================================================

(1) Pseudoceticismo: introdução
E como identificar um pseudocético? Simples, basta perguntar à pessoa como ela chegou à brilhante conclusão à qual ela chegou supostamente usando o ceticismo. A pessoa deve provar que partiu de uma dúvida e que as observações dela mostraram que faz mais sentido crer naquilo que ela alega. Se não conseguir montar este passo-a-passo então o alegado cético é pseudocético.

(2) O grande pseudocético e pseudocientista Luciano
Existem os céticos gnosiológicos que consideram não ser possível obter certeza de nada neste mundo e que a verdade não existe ou se existe é ou inalcançável ou irrelevante ou ambos. O cético metódico aplica a dúvida como método de verificação, e é a esse ceticismo que me refiro aqui.

(3) Pseudoceticismo: Pode isso, Arnaldo?
A investigação pressupõe, por via de regra, a ausência de certeza sobre o objeto de estudo. […] Não existe método na insistência ou na ingenuidade de procurar contra-provas contra aquilo que você julga ser falso de qualquer maneira. Dúvida metódica não é confirmação planejada.

(4) Você quer só ganhar o debate? – Parte 2: Prove o que sei que está errado
Aproveitando o último post do Fomon chamado Pseudoceticismo: pode isso, Arnaldo?, vou comentar algumas considerações que tenho. Lá ele disse que só se investiga o que não se sabe, certo? Pois então. Suponha que você tem certeza que o universo seja finito no tempo, certeza absoluta mesmo. Isso não é sequer uma conclusão derivada de fatos, você acha que isso é um fato mesmo. Existe alguma coisa que alguém possa dizer que te provará que isso está errado? Neste caso, é claro que não!

(5) Pseudoceticismo: o cérebro que cai (1)
Que quem se abre a todas as possibilidades de maneira igual não está agindo de forma dogmática, pode até ser. Mas de forma cética, definitivamente não está agindo também. Talvez de forma ingênua ou, como neste caso, de forma malandra.

(6) Pseudoceticismo: Pode isso, Arnaldo? (2) O contrário de cético é o que?
Muitos podem até achar que sim, e não condeno quem comete essa engano parcial. Na verdade, se uma pessoa disser que cético é o contrário de crédulo, eu não teria nenhuma objeção a fazer – e é exatamente por isso que não condeno quem acha que a recíproca seja verdadeira.

(7) Pseudociência (1) Que isso?
Em suma, pseudociência significa usar a palavra ciência ou os conhecimentos da ciência de forma inadequada para aumetar artificialmente a confiabilidade de uma ideia. Ocorre tanto quando o idealizador declara estar fazendo ciência quanto quando ele não declara. E ocorre tanto quando a ideia defendida se diz científica quanto quando ela não se diz. O importante é tentar pegar carona na ciência de forma indevida.

(8) Pseudociência quântica
Na verdade, a fascinante física quântica aplica-se somente a sistemas físicos na escala atômica, jamais a questões profissionais ou jurídicas. As analogias podem ser exercícios criativos ou poéticos até interessantes, mas não passam disso.

(9) Pseudociência: Darwinismo Social
E eu não me importaria muito com eles se não se baseassem especialmente em preceitos cristãos. Salvo raras exceções de teor mais do que duvidoso, todos eles sonham com o dia em que o Brasil será governado pelos justos. Ques justos? Ora, eles mesmos! Eles que são guiados pelos único deus que existe e que é o mais forte dentre todos os outros (sic). Mas enquanto a semana sobre secularismo não chega, vou divertir meus leitores um pouco com uma pequena dose da poderosa… pseudociência reacionária!

====================================================
Série: Estatística
====================================================

+ ————————————————————————— +
Craig x Ehrman
+ ————————————————————————— +

(1) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 1: O Erro Matemático Escandaloso de Craig
Tá duvidando? Pega a calculadora do Windows aí. Pegue um Y absurdamente pequeno, algo ao redor de 0,000001. Calcule p para a) X = 0,1 e b) X = 0,000000000001. Façam as contas usando a primeira equação e a equação com R para verem como bate. Quais os resultados? a) 0,99999 (99,9%) e b) 9,999e-7 (quase 0%).  Qual a conclusão à qual chegamos? Y pode ser pequeno o quanto for, se X for menor que ele, então p poderá ser quase zero. Craig havia dito que um Y pequeno só poderia levar a um p igual a aproximadamente 1. Acabei de mostrar que também pode levar a quase zero.

(2) Craig x Ehrman – Uma Análise, Parte 7: A Cagada Calamitosa de Craig 
Qualquer versão da fórmula que nós usemos, deduzimos que a probabilidade da ressurreição de Jesus dada a evidência é igual ao número de alegações de ressurreição verdadeira sobre o número de alegações. E isto nada mais é do que a probabilidade intrínseca de qualquer alegação de ressurreição ser verdadeira. Em outras palavras, a ressurreição de Jesus é tão possível de ter acontecido quanto qualquer outra alegação de ressurreição.

(3) 
Algumas pessoas podem argumentar que a chance de Jesus ter ressuscitado não é essa. Concordo. Essa é a chance de Jesus ter ressuscitado dada a evidência de que seus contemporâneos alegavam que ele o fez. E vejam como estou sendo generoso: estou considerando aqui que as alegações bíblicas são legítimas! Estou considerando que as pessoas realmente alegaram isso. O que eu não posso considerar, assim como qualquer historiador, é que suas alegações eram verdadeiras. Não me culpem por não acreditar em toda alegação feita!

+ ————————————————————————— +
Estatística na Ciência
+ ————————————————————————— +

(1) Estatística na Ciência (1) Momentos e Estimadores

(2) Estatística na Ciência (1b) FDPs e Estimadores

(3) Estatística na Ciência (2) Testes de Hipótese

(4) Estatística na Ciência (2b) Testes de Normalidade

(5) Estatística na Ciência (3) Intervalos de Confiança

====================================================
Racionalidade é uma Obrigação?
====================================================

(1) Racionalidade é uma obrigação?
Eu, por exemplo, não acho que ninguém é melhor por ser ateu. E aos ateus que discordam dessa minha última declaração e que dizem que a fé é o oposto total da razão, eu digo: vocês estão errados. A ingenuidade também é oposta à razão. A falta de questionamento também é. A ignorância também é. Quem falta com a razão não age com fé necessariamente, pode estar agindo meramente de forma ingênua. E quem falta com fé, não necessariamente está agindo com a razão.

(2) Racionalidade é uma obrigação? (2) Um estudo de caso envolvendo política
Mas mais importante, apesar de não podermos ser criaturas sem emoções, somos capazes da racionalidade. E apesar de ser verdade que pessoas racionais possam ter divergências profundas, eu continuo acreditando que o discurso racional é nossa melhor chance de chegar a um consenso. O que precisamos é de debates acalorados – do tipo de participação engajada no discurso político capaz de usar apelos emocionais para suportar argumentos racionais. Mas talvez eu esteja sendo muito otimista.

====================================================
História da Ciência e da Filosofia Natural por David Deming
====================================================

+ ————————————————————————— +
A Falha da Ciência e da Filosofia Natural na Era das Trevas
+ ————————————————————————— +

(1) A Falha da Ciência e da Filosofia Natural na Era das Trevas – Parte 1: Introdução
O início de uma Era das Trevas na Europa foi o culminar inevitável da história. A ausência quase que completa de avanços em áreas como a filosofia natural, matemática e astronomia na Europa durante este tempo foi resumida de forma sucinta em uma citação famosa de Alfred North Whitehead (1861-1947): “No ano de 1500 dC a Europa sabia menos do que Arquimedes, que morreu no ano 212 aC.”

(2) A Falha da Ciência e da Filosofia Natural na Era das Trevas – Parte 2: O Problema do Conhecimento
Os filósofos teriam feito bem se tivessem ouvido os médicos. Desde pelo menos o tempo de Hipócrates (c. 460-370 aC), os médicos haviam reconhecido o valor do empirismo. A escola hipocrática rejeitava o sobrenaturalismo, abraçava o naturalismo, e acreditava na causa e efeito. A observação foi enfatizada, e o raciocínio puramente teórico foi abandonado por possuir pouco ou nenhum valor. Hipócrates observou que o fato de os filósofos naturais se contradizerem todos uns aos outros era evidência “da sua ignorância do assunto como um todo.” Ele defendeu que “os fatos são muito superiores ao raciocínio.”

(3) A Falha da Ciência e da Filosofia Natural na Era das Trevas – Parte 3: Desdém Pela Tecnologia
Ao separar-se da tecnologia, a filosofia natural assegurou que não teria nenhuma utilidade prática. Ele foi amplamente considerada como sendo nada mais do que especulação. Nenhum filósofo nunca fez nada para melhorar a vida da pessoa comum. “a ciência [grega] pouco ou nada fez para transformar as condições de vida ou para abrir qualquer vista para o futuro.” Sem uma ligação vital com a tecnologia, a filosofia natural era filosofia, não ciência.

(4) A Falha da Ciência e da Filosofia Natural na Era das Trevas – Parte 4: Mendel e as Impressoras
Em 1884, Mendel morreu em relativa obscuridade e o novo abade queimou todos os seus artigos. Pouco antes de sua morte, Mendel declarou: “eu passei por muitos momentos amargos na minha vida. No entanto, admito com gratidão que os bons e belos momentos foram muito mais numerosas do que os outros. Meu trabalho científico me trouxe muita satisfação e estou convencido de que o mundo inteiro irá reconhecer os resultados desses estudos.”

(5) A Falha da Ciência e da Filosofia Natural na Era das Trevas – Conclusão: A (Falta de) Influência do Cristianismo
Se Whitehead estivesse correto, e o cristianismo tivesse promovido ciência na Europa, então é sensato afirmar que o Islã deveria ter feito o mesmo nas terras do Oriente Médio. Tanto o islamismo quanto o cristianismo são religiões monoteístas que retratam um cosmos ordenado regidos por uma divindade pessoal. No entanto, o registro histórico é muito claro e convincente. O oposto aconteceu. A ortodoxia religiosa islâmica expulsou a ciência e a filosofia racional para fora da existência.

+ ————————————————————————— +
Idade Média
+ ————————————————————————— +

(1) Estagnação Econômica durante o Feudalismo (disponível a partir de 29/03)
A produção agrícola era ineficaz e limitada. Com a rotação de culturas e a fertilização limitadas, os campos tinham de repousar a cada dois ou três, reduzindo drasticamente a produtividade da terra. A única forragem de inverno disponível era o feno cortado nas pradarias. Como a maioria do rebanho tinha de ser abatida no outono , nunca havia muito estrume disponível para fertilizar os campos. O comércio agrícola era limitado pelo simples fato de que havia pouco ou nenhum excedente para o comércio. Mesmo quando um excedente estava disponível, era difícil para transportá-lo por uma grande distância. As estradas eram inseguras e sua condição “era tão ruim que elas pareciam ter sido meros faixas, utilizáveis para passageiros a pé ou a cavalo, mas de pouca utilidade para o tráfego de carroça.” Viajar não era apenas difícil, mas perigoso. “Assaltos e violência eram ocorrências regulares e normais … estudantes indo estudar na Inglaterra eram encorajados a portar armas na viagem.”

(2) Atitude Cristã Contra a Filosofia
“Portanto, é melhor e mais rentável pertencer à classe simples e analfabeta…. Uma pessoa não deve possuir nenhum conhecimento sobre a razão pela qual uma única coisa na criação foi feita, mas deve acreditar em Deus, e continuar em Seu amor…. Ela não deve procurar nenhum conhecimento que não seja [o conhecimento de] Jesus Cristo, o Filho de Deus.”

(3) Summa Theologica
Pouco antes de sua morte aos 48 anos, ele teve uma experiência de êxtase. “Um arrebatamento maravilhoso … tomou conta dele, e abalou toda sua estrutura, enquanto celebrava a missa.” Thomas perdeu o interesse pela escrita, e ” tornou-se totalmente perdido na contemplação.” Ele explicou aos seus amigos, “Eu não posso mais escrever … tudo o que eu escrevi parece-me simplesmente como lixo.”

(4) Declínio da Ciência e da Filosofia Islâmicas

(5) Nascimento das Universidades

+ ————————————————————————— +
Civilização Clássica
+ ————————————————————————— +

(1) Introdução à Ciência nas Civilizações Clássicas (a definir)

(2) Filosofia Helenista em Roma (a definir)

====================================================
Divulgação Científica
====================================================

(1) Suscetibilidade ao Estereótipo: Ênfase na Identidade e Mudanças no Desempenho Quantitativo

====================================================
Método Científico
====================================================

(1) Redução Interteórica

====================================================
Outros Textos
====================================================

(1) O que é um argumento? – Parte 2b: Outras definições
Vou entrar de gaiato na série do Mr. Monk para apresentar rapidamente três outras definições da palavra argumento. Essas definições não possuem relação direta com o assunto tratato por ele, eu to colocando aqui mais como um curiosidade mesmo.

(2) Você quer só ganhar o debate? – Parte 1: Eu sou…
Então, se uma pessoa faz uma alegação do tipo “eu possuo a característica X”, a proposição “eu possuo a característica X com intensidade Y e nas situações Z” normalmente fica implícita no contexto. Normalmente, porque nem tudo é perfeito, mas arrisco dizer que só um demente mental faz a pergunta: “possui a característica X em relação a quê?”, porque só dementes mentais não conseguem tirar isso a partir do contexto.

(3) Dois textos de Einstein
“Indução e Dedução na Física” e “Geometria e experiência”

====================================================
Série: Argumentação
====================================================

+ ————————————————————————— +
O que é um Argumento?
+ ————————————————————————— +

(1) O que é um Argumento? – Parte 1: O Debate
A argumentação é a base do debate. Metaforicamente falando, o argumento é a matéria que compõe um debate. E da mesma forma que nossa realidade física não se compõe só de matéria, mas também de energia, um debate precisa também de algo que vá além da argumentação, ele precisa de ideias. Nesta metáfora, as ideias são a energia que movem os debates. Assim como a diferença de potencial entre dois pontos gera energia, a diferença de opiniões gera debates e ideias novas!

(2) O que é um Argumento? – Parte 2: Definição
Um argumento é uma série de afirmações e proposições conectadas, algumas das quais intencionam prover suporte, justificação ou evidência para a veracidade de outra afirmação ou proposição. Argumentos consistem de uma ou mais premissas e de uma conclusão. As premissas são aquelas afirmações usadas para dar suporte ou evidência; a conclusão é o que alega-se que as premissas suportam.

(3) O que é um argumento? – Parte 2b: Outras definições
No português, a palavra discussão tem função semelhante. Apesar de discussão poder ser qualquer troca de argumentos, também pode ser sinônimo de briga verbal de baixo nível. Podemos entrar numa discussão sobre as origens do universo mas tbm podemos entrar numa discussão de futebol e acabarmos no meio da pancadaria.

(4) O que é um Argumento? – Parte 3: Forma e conteúdo
A análise da forma de um argumento se dá inteiramente no campo da lógica. É por isso que algumas pessoas preferem exluir todo o conteúdo de um argumento durante uma análise da formalidade, substituindo as ideias por letras.

(5) O que é um Argumento? – Parte 3b: Validade e Solidez
Segundo o IEP: Um argumento é válido se e somente se possuir uma estrutura formal logicamente correta ou se for impossível que a conclusão seja falsa quando as premissas forem verdadeiras. Um argumento é sólido se e somente se for válido e suas premissas forem verdadeiras.

(6) O que é um Argumento? – Parte 4: Tipos de Debate
Mas devemos ter um pouco de atenção aqui. Em um sentido mais amplo, qualquer troca de ideias entre duas partes pode ser considerada como um debate, apesar de definições amplas assim esvaziarem os verbetes e os tornarem um pouco inúteis. Num sentido mais restrito, a palavra debate se refere somente a discussões como aquelas do Craig contra ateus, e assim temos um verbete mais conciso.

(7) O que é um Argumento? – Tipos de Argumento

+ ————————————————————————— +
O que Não é um Argumento?
+ ————————————————————————— +

(1) O que Não é um argumento? – Parte 1: Alegações e Opiniões
Normalmente, uma alegação visa convencer um interlocutor de alguma ideia que o locutor possui, tendo portanto um objetivo similar ao argumento. A diferença está na forma: uma alegação e uma opinião não apresentam premissa alguma, não sendo portanto a conclusão de nada. Vejam como a mesma ideia pode ser expressa de formas diferentes:
“Choveu durante essa madrugada.” Alegação
“Eu acho que choveu durante essa madrugada.” Opinião
“Lá fora está tudo molhado, então choveu essa madrugada.” Argumento

(2) O que Não é um argumento? – Parte 2: Justificativas, causas e explicações
“O filho do Pedro está no hospital, por isso ele se ausentou do serviço nos últimos dias.” Isto é um argumento ou não é? Acertou quem disse que depende do contexto.

====================================================
Série: Falácias
====================================================

(1) Falácias: uma breve introdução
Falácias são erros de argumentação ou de raciocínio cometidos durante algum tipo de debate. Estes erros podem ser puramente lógicos, mas também podem ter origem no conteúdo psicológico e emocional em maior ou menor escala. As falácias que possuem o primeiro tipo de erro são as falácias formais, que nada mais são além de argumentos inválidos. Já as demais são as chamadas falácias informais.

(2) Falácias: Erros de Categoria
“Um erro de categoria ocorre quando se confunde o tipo lógico, ou categoria, de uma certa expressão. Por exemplo, se alguém se refere a um argumento como “inconsistente”, a uma proposição como “inválida” ou a um conjunto de proposições como “sólido”, está cometendo erros categóricos ao tentar concatenar inadequadamente predicados com sujeitos aos quais eles são inaplicáveis; “consistência” é um atributo de conjuntos de proposições, “validade” e “solidez”, de argumentos.”

(3) Falácias: Falácia Genética

(4) Falácias: Falácia Intensional

(5) Falácias: Errar ao Alvo

(6) Falácias: Erros Disjuntivos

====================================================
Série: Falácias Genéticas e o Ateísmo
====================================================

(1) A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 1: Parsons e o Hobbit
Suponha que há alguns fãs fanáticos de J.R.R. Tolkien por aí que acham que Hobbits realmente existem e que ainda por cima afirmam isso de maneira agressiva. Nós temos a responsabilidade de tomar reivindicação dos crentes nos Hobbits a sério? Você pode refutar a existência de Hobbits? Acho que não. A razão por que ninguém, ou quase ninguém, leva a existência real dos Hobbits a sério é que todos nós sabemos de onde a ideia de Hobbits veio. Tolkien inventou tais ideias. Se os crentes nos Hobbits nos acusam de cometer a falácia genética, misturando a questão de onde a ideia de Hobbits veio com a questão de sua existência real, nós apenas riríamos deles.

(2) A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 2: O Erro de Parsons

(3) A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 3: Parsons errou, Dawkins não

(4) A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 4: Precisamos mesmo dela?

====================================================
Série: Um Código para a Conduta Intelectual
====================================================

(1) Um Código para a Conduta Intelectual – Parte 1: Introdução
Damer apresenta de maneira fragmentada entre seus capítulos iniciais um conjunto de doze princípios que devem nortear o debate efetivo e honesto, de modo a torná-lo justo e de modo a garantir, pelo menos, que nenhum dos lados irá perder seu precioso tempo em longas discussões estéreis, que por muitas vezes nos tiram algumas horas de vida por levar nosso corpo e mente a uma situação de estresse. Ele promete que podemos resolver qualquer disputa, inclusive disputas morais, religiosas e políticas, aplicando diligentemente todos os doze princípios por ele apresentados. E não duvidem da capacidade humana de chegar a consensos, desde que estudem antes e obedeçam a regras justas e bem definidas. Ele chega a defender que o não cumprimento desses princípios em um debate é uma atitude imoral, o que é uma alegação muito séria e pesada, mas que não deixa de fazer sentido.

De fato, pesquisadores da comunicação oral têm descoberto empiricamente que as discussões que seguem regras de procedimento semelhantes a essas têm mais sucesso na resolução de problemas do que aqueles que não o fazem. Minhas experiências como um argumentador e minha experiência com estes princípios em minhas aulas de faculdade produziram os mesmos resultados gratificantes.

(2) O Princípio da Falibilidade
Cada participante da discussão sobre uma questão em disputa deve estar disposto a aceitar o fato de que ele ou ela é falível, o que significa que se deve reconhecer que a própria visão inicial pode não ser a posição mais defensável sobre a questão.

(3) O Princípio da Busca pela Verdade
Cada participante deve estar comprometido com a tarefa de procurar sinceramente a verdade, ou pelo menos a posição mais defensável sobre a questão em jogo. Portanto, deve-se estar disposto a examinar posições alternativas a sério, buscar insights nas posições dos outros, e permitir que outros participantes apresentem argumentos a favor ou levantem objeções a qualquer posição sustentada sobre o problema.

(4) O Princípio da Clareza
As formulações de todas as posições, defesas e ataques devem ser livres de qualquer tipo de confusão linguística e claramente separadas de outras posições e questões.

(5) O Princípio do Ônus da Prova
O ônus da prova para qualquer posição normalmente recai sobre o participante que estabelece tal posição. Se e quando um oponente pede, o proponente deve fornecer um argumento para sua posição.

(6) O Princípio da Caridade
Se o argumento de um participante é reformulado por um adversário, deve ser cuidadosamente expresso na sua versão mais forte possível que seja consistente com o que se acredita ser a intenção original do argumentador. Se houver qualquer dúvida sobre essa intenção ou sobre qualquer parte implícita do argumento, o argumentador deve receber o benefício da dúvida na reformulação e/ou, quando possível, a oportunidade de alterá-lo.

(7) O Princípio Estrutural
Aquele que argumenta a favor ou contra uma posição deve usar um argumento que atenda aos requisitos estruturais fundamentais de um argumento bem formado. Tal argumento não usa motivos que se contradizem, que contradizem a conclusão, ou que, explícita ou implicitamente assumem a verdade da conclusão. Também não deve tirar inferências dedutivas inválidas.

(8) O Princípio da Relevância 
Aquele que apresenta um argumento a favor ou contra uma posição deve estabelecer apenas as razões cuja verdade fornecem alguma evidência para a veracidade da conclusão.

(9) O Princípio da Aceitabilidade
Aquele que apresenta um argumento a favor ou contra uma posição deve fornecer razões que são susceptíveis de ser aceitas por uma pessoa madura e racional e que atendam aos critérios normais de aceitabilidade.

(10) O Princípio da Suficiência
Aquele que apresenta um argumento a favor ou contra uma posição deve tentar fornecer motivos relevantes e aceitáveis do tipo certo que, juntos, são suficientes em número e peso para justificar a aceitação da conclusão.

(11) O Princípio da Refutação
Aquele que apresenta um argumento a favor ou contra uma posição deve incluir no argumento de uma refutação eficaz antecipado de todas as críticas graves do argumento de que podem ser movidas contra ele ou contra a posição que ele suporta.

(12) O Princípio da Suspensão do Juízo
Se nenhuma posição é defendida por um bom argumento, ou se duas ou mais posições parecem ser defendidas com igual força, deve-se, na maioria dos casos, suspender o julgamento sobre a questão. Se considerações práticas parecem exigir uma decisão mais imediata, deve-se pesar os benefícios relativos ou danos relacionados às consequências de suspender o julgamento e decidir a questão através desses fundamentos.

(13) O Princípio da Resolução
Uma questão deve ser considerada resolvida se o argumento para uma das posições alternativas é estruturalmente sólido e que usa motivos relevantes e aceitáveis que, juntos, fornecem motivos suficientes para justificar a conclusão e que também inclui uma réplica eficaz de todas as críticas sérias do argumento e/ou a posição que ele suporta. A menos que alguém possa demonstrar que o argumento não cumpriu essas condições com mais sucesso do que qualquer argumento apresentado para posições alternativas, esse alguém é obrigado a aceitar a tal conclusão e considerar a questão como resolvida. Se o argumento for posteriormente demonstrado falho por qualquer participante de uma maneira que levanta novas dúvidas sobre o mérito da posição que ele suporta, esse alguém é obrigado a reabrir a questão para consideração e deliberação.

====================================================
Série: Você quer só ganhar o debate?
====================================================

(1) Você quer só ganhar o debate? – Parte 1: Eu sou…
Olha, então é isso. O propósito dessa série é falar sobre atitudes em debate que visam a vitória fácil, baseada em erísticas desonestas. A ideia desse aqui era falar sobre esse papo de alegações, sobre como lidar com as alegações de outra pessoa. […] Se você é um babaca, vai ser capaz de fazer o Bruce Lee parecer um verme mentiroso caso ele alegue que é um bom lutador: “bom lutador de que? Jiu-jitsu? Kung-fu? Luta bem em filmes, mas e ao vivo? Porque devo acreditar nisso? Você quer se dar um falso rótulo para ganhar cachê mais alto né safado? Já mapeei sua técnica, comigo não tem vez para mentiroso não ashuashuashusauas ai como sou foda!!” É possível demonstrar que qualquer alegação é falsa dessa maneira, mesmo as verdadeiras, prova de que não é um objeção válida.

(2) Você quer só ganhar o debate? – Parte 2: Prove o que sei que está errado
Se você sabe de algo, você não pede provas a quem alega o contrário, você explica porque é o contrário. Ou será que estou falando muita besteira? Creio que não. Se você tem certeza de algo, então não faz sentido requerer provas àquele que alega o contrário. […] Requerer provas é uma atitude de quem considera que há alguma que possa ser dita e que seja capaz de mudar sua convicção. Caso contrário, é uma requisição tola. E supérflua, porque força o outro a perder tempo fornecendo provas que não vão surtir o efeito almejado.

====================================================
Série: WatchGOD
====================================================

Atualizarei um dia.

%d blogueiros gostam disto: