Arquivo da categoria: Freaks da Internet

ATENÇÃO! Blogueiro neo-pentecostal que finge ser ateu dessa vez incentiva seus leitores cristãos a injuriar!

Há algum tempo atrás, o blogueiro Luciano Henrique, cujo verdadeiro nome é desconhecido (prova de sua falta de credibilidade), dono do blog Luciano Ayan e que é um cristão neo-pentecostal fervoroso que finge ser ateu, já havia tentado incentivar seus leitores cristãos a mentir em debate, como denunciei no meu post ATENÇÃO! Blog “ateu” vergonhosamente tem tentado ensinar religiosos a mentir em debate. Na época, ele tentou se salvar com uma defesa ambivalente, ora dizendo que agendar notícias de maneira deliberada era mentir, ora dizendo que não era bem assim.

E agora ele está de volta! Continuar lendo ATENÇÃO! Blogueiro neo-pentecostal que finge ser ateu dessa vez incentiva seus leitores cristãos a injuriar!

Pseudoceticismo: Pode isso, Arnaldo?

Existe uma tecla que bato há muito tempo e que agora vou explicar melhor: duvidar de alguém é ceticismo? A resposta é: não. Faz sentido você acreditar firmemente que A seja verdadeiro, de forma absolutamente irreversível, e depois vir dizer que é um cético em relação a alegações de que não-A seja verdadeiro? Difícil, né? Mas tem gente que aje assim. E como se apoderar de um rótulo de cético quando na verdade não é cético é coisa de pseudocético, isso entra na série de pseudoceticismo.

Comecemos com o conceito de investigação. Vamos usar como exemplo a investigação policial, para ficar fácil. O que um policial faz quando acontece um crime? Ele tenta descobrir quem o cometeu, como e porque. Tudo isso importa na hora do julgamento. Ele não sabe quem nem como e então ele coleta fatos e tenta montar uma explicação que envolva todos eles. Ele às vezes lança mão de hipóteses e faz predições sobre elas, para depois testá-las e ver se elas se mostram verdadeiras – ou seja, ele estabelece um suspeito e consegue um mandato para revirar as coisas dele e ver se ali existe uma prova. Enfim, o detetive não sabe nada e tenta descobrir o que aconteceu.

Suponha que um policial saiba quem cometeu um crime, como ele foi cometido e que possa provar isso. Ora, então pra que investigar? A abertura de um inquérito seria mera formalidade burocrática, pois a investigação mesmo não existiria – ela só faz sentido se ele o policial não souber com certeza o que aconteceu. Vejam bem: suponha que o policial deu sorte de estar presente no momento do crime e ter presenciado tudo que aconteceu, de modo a saber quem foi e como provar isso, então ele não precisa investigar nada. Mas se ele for na imprensa e disser que resolveu este crime após uma longa investigação, ele estará mentindo, provavelmente com o propósito de conseguir uma promoção.

Alguém pode dizer: “e se o policial sabe quem foi, mas não pode provar?” Bem, então lamento informar que a não ser que ele seja testemunha do crime, então ele não sabe quem foi. Se ele não viu e nem pode convencer ninguém de sua “conclusão”, então como ele pode saber quem foi? Ora, não pode, ele está dando uma opinião, achando que é fato.

E no debate é igual, cara! O ceticismo é um método de investigação, então não adianta dizer que é cético se você tem certeza. Não faz sentido investigar algo que a pessoa pressupõe saber. Se você tem certeza absoluta que Deus criou as espécies animais da forma como são hoje, como você pode alegar que é um cético quanto à evolução? VC num é cético porr% nenhuma cara, você é um crédulo quanto à falsidade da evolução.

A investigação pressupõe, por via de regra, a ausência de certeza sobre o objeto de estudo.

Daí você resolve dar uma de malandro e pega um texto de um cientista e diz que o investigará à procura de fraudes. Não, você não tá investigando porr% nenhuma também não. Você está apenas justificando sua crença na falsidade. Procurar não é investigar. A menos que você não saiba quais são os erros e falácias cometidos e que está investigando quais são, então você não está investigando nada. E mesmo que sua investigação seja essa, isso não o torna cético: você parte do pressuposto que erros capazes de invalidar toda a ideia estão lá e que eles serão achados.

Veja bem: quando um crime acontece, um policial parte do pressuposto que existe pelo menos um culpado, mas não pode partir do pressuposto que fulano seja o culpado. Da mesma forma, quando um texto do qual o cético discorda é apresentado, ele parte do pressuposto de que existem erros (nada é 100% correto), mas que erros que comprometem todo texto podem estar lá ou não. Dizer que este tipo de erro existe e que você vai encontrar não te torna cético.

Vamos ver de outra forma: ceticismo como dúvida metódica. Uma alegação ganha força quando é corroborada e perde força quando é contrariada. A confiança em uma alegação nunca será 100% mas pode chegar a 0%. Se alguém alega que nenhum corvo é preto, e outra pessoa a apresenta um corvo preto, então a confiança que tenho na alegação inicial é de 0%. Mas se alguém alega que todos corvos são pretos e me traz 10 mil corvos pretos, eu posso até pensar: “hum… mas quem garante que não exista um corvo de outra cor perdido por aí?”. A confiança pode até tender a 100%, de modo que seja irracional considerar seriamente algo diferente, mas tomar isso como verdade, não pode.

Isso não tem nada a ver com não aceitar algo e dizer que seus argumentos contrários representam uma dúvida metódica. Não existe método na insistência ou na ingenuidade de procurar contraprovas contra aquilo que você julga ser falso de qualquer maneira. Dúvida metódica não é confirmação planejada. Entendam isso, pelo amor de Deus!

E ainda tem gente que se declara algo como criacionista cético. O criacionismo é verdadeiro e o criacionista cético investiga os “evolucionistas” a fim de descobrir suas fraudes. Investiga uma ova! Eles estão só tentando buscar os erros. Se ainda não investigaram, porque se declaram criacionistas, em primeiro lugar? Ora, essa declaração, esse posicionamento, não deveria ser resultado de uma investigação? Não faz sentido tratá-la como pressuposto da investigação!

Se você é um cara normal, então você chega a uma conclusão depois que empreende uma investigação. Agora se você é um babaca, então você chega a uma conclusão e a usa como motivação da sua “investigação”.

E depois ainda fica todo-todo quando a investigação, vejam que surpresa, corroborou sua ideia inicial! Oh! que espantoso! Esse método investigativo é mesmo uma dádiva!

E o pior é que pra todo lado que olho, só vejo esse tipo de coisa. Não dá pra engolir. Criacionista cético. Ufólogo cético. Astrologista cético. Conservador cético. Paranormal cético. Até mesmo possíveis comunistas céticos ou ateus céticos… pode isso, Arnaldo?

Não pode, a regra é clara…

Você quer só ganhar o debate? – Parte 1: Eu sou…

Quando você chega numa entrevista de emprego e alguém de pergunta: “Fale um pouco sobre você” (tá, isso num tem muita cara de pergunta não, mas vá lá), o que você normalmente responde? Você diz algo como:

“Eu sou uma pessoa muito dedicada, faço meu serviço com atenção e cuidado e nunca me atraso ou falto sem justificativa.”

Certo? Só exemplo bobo mesmo. Agora pensem que depois de dizer, o entrevistador pergunte: “Você é dedicada a quê?” Uma perguntinha aparentemente boba, não? Mas vamos ver o que ela esconde.

Quando uma pessoa diz que é dedicada, ela de fato pode estar querendo dizer muitas coisas ligeiramente diferentes entre si. De forma geral quantitativa, a pessoa pode estar dizendo que normalmente é dedicada: a maioria de suas atividades diárias são realizadas com dedicação. De forma geral qualitativa, ela pode estar dizendo que quando se propõe a fazer algo bem feito, ela o faz com muita dedicação. Simplificando, de forma geral ela pode estar dizendo que normalmente realiza sua atividades com dedicação ou que se dedica muito a um determinado conjunto de atividades, mesmo não se dedicando tanto às demais.

O mesmo raciocínio vale quando dizemos que somos responsáveis, perspicazes, observadores etc ou mesmo quando nos referimos a adjetivos “ruins” como desleixados ou agressivos. Pensa, existem pessoas que se dizem agressivas porque são um pouco agressivas quase sempre e outras porque são muito agressivas somente em determinadas ocasiões.

Mas o “objeto” do adjetivo também pode ser algo específico. A Maria é educada com os amigos, mas ela é grossa com seus parentes. O João é cozinheiro e sempre trata os alimentos do restaurante com muita higiene, mas em casa é um porco. Então veja, a Maria é educada COM OS AMIGOS e o João é higiênico NO SERVIÇO, sendo que não se pode dizer que possuam tais características de forma geral quantitativa.

Então, se você está prestando atenção, já percebeu que quando dizemos que temos uma certa característica, podemos estar dizendo que somos assim 1) quase sempre, 2) com muita intensidade em certas ocasiões ou 3) somente em certas ocasiões. Os dois primeiros são os casos gerais e o terceiro é o caso específico. Só que tem um problema: nem sempre explicitamos o “Quanto a quê?” e deixamos o adjetivo solto na afirmação. Em certos casos, isso fica implícito no contexto.

“Mas Suriani, como eu sei qual caso é qual caso quando tá implícito?” Usando a cabeça, né mané? Olha, milhões de anos de evolução não custaram barato, então não desperdice esse recurso maravilhoso que a natureza te deu sem nem se perguntar se você merecia ou não.

Olha o primeiro caso lá em cima, da entrevista para emprego. Quando você diz que é uma pessoa dedicada, você está se referindo a qual caso? Provavelmente ao terceiro, certo? Você está dizendo que se dedica muito ao trabalho, pois se trata de uma entrevista de emprego e a sua própria justificativa aponta para essa direção. O teu entrevistador não quer saber se você se dedica à sua família do mesmo jeito que você se dedica ao serviço, então nem faz sentido se referir a isso.

Quando você está lá de boa com sua namorada e ela diz: “nossa bem, você é tão carinhoso” ela está querendo dizer que você trata TODAS as pessoas com carinho? Lógico que não, ela está dizendo que você trata pelo menos ela com bastante carinho, caindo então no caso (2). Não precisa ser nenhum gênio pra decifrar essa.

Então, se uma pessoa faz uma alegação do tipo “eu possuo a característica X”, a proposição “eu possuo a característica X com intensidade Y e nas situações Z” normalmente fica implícita no contexto. Normalmente, porque nem tudo é perfeito, mas arrisco dizer que só um tolos faz a pergunta: “possui a característica X em relação a quê?”, porque só pessoas tolas não conseguem tirar isso a partir do contexto.

Vamos falar isso numa linguagem que crianças de 10 anos entendam. Suponha que sua amiguinha chegue para você e diga: “eu sou uma boa desenhista”. Você vai responder o quê?

a) Boa desenhista em relação a quê? Você desenha bem rostos? Paisagens? Objetos? Flores? Hum… devemos ter cuidado com suas alegações!

b) Duvido! Faça um desenho aí agora e vamos ver se é isso mesmo! Bora, desenha!

c) Nossa, que bacana! O que você mais gosta de desenhar? Tem uns desenhos legais aí pra me mostrar?

Bem, se você não for um mal-educado, provavelmente vai ficar com a c), certo? Agora imagine, dadas todas suas experiências sociais, qual o tipo de pessoa que responderia da forma a) ou da forma b)? Só uns caras bem manés, né? Aqueles que ninguém curte e que todo mundo evita. Digo isso porque tais posturas não são apenas anti-intelectuais, são anti-sociais também. Sei lá, talvez a evolução tenha nos moldado para não suportarmos gente burra.

Se a menina é expert em desenhar personagens de jogos e animes japoneses, mas for uma negação em desenhar paisagens, você por acaso dirá: “AHA! Te peguei mentindo, sua safada sociopata! Você não é uma boa desenhista, mas apenas uma pessoa que desenha bem coisa de japonês e é uma negação no resto! Um a zero no placar pro investigador de alegações aqui hahahaha 8D”? Puts, tem que ser estúpido level 97 com diploma pra soltar uma dessas.

E se a menina desenhar bem qualquer coisa, mas não for expert em nada, você por acaso dirá: “Mas continuo sem saber o que você desenha bem. Você me mostrou uns desenhinhos até bons de gente famosa, outros de lagos e montanhas, uns de flores, outros de Dragon Ball Z, mas e daí? Posso dizer que você é uma desenhista minimamente proficiente somente desses temas?” Daí precisa de estupidez level 90, mas ainda assim tem que ser mané com força.

Agora, se ela te mostra um desenho tipo isso aqui do lado, aí falar: “bem, você está no caminho certo, mas ainda tem muito o que desenvolver” será uma resposta indicada para quem quer ser sincero mas sem perder a amizade. Se esse critério não precisar ser atendido, dizer: “porra, vc desenha mal pra burro” já deixa de ser algo anti-social. E o que vale na vida real, vale em debates. Pode mudar o grau de formalidade, ou a acintosidade de suas palavras, mas as atitudes mais corretas e racionais são medidas da mesma forma. Suponhamos um discurso hipotético aqui e algumas possíveis respostas para ele:

“Eu sou um defensor da ciência e da razão, e dou muito valor ao ceticismo. Posso dizer que sou um cético metódico quanto às alegações que me fazem.”

Esse indivíduo claramente pertence ao grupo (1), aquele em que a pessoa diz possuir uma certa característica na maioria das ocasiões. Ele tem um pouco da parte (3), pois ele parece dizer que é cético em relação a assuntos que dizem respeito ao conhecimento de forma de geral. Como o ceticismo metódico normalmente só é aplicado neste contexto, então está mais para o caso (1) mesmo. É muito raro ver pessoas sendo metodicamente céticas em relação a alegações como “eu te amo”, mesmo quando não acreditam.

Vamos ver algumas respostas:

a) “Você é cético em relação a quê? A extraterrestres? A alegações teológicas? A alegações metafísicas? À paranormalidade? Hum… você me soa suspeito! Vou investigar porque sou fodão!” Esse é o típico comportamento anti-intelectual e anti-social estúpido e repugnante ao qual eu me referia. O indivíduo está claramente dizendo, apesar de forma implícita, que é cético de maneira geral em relação a qualquer tipo de alegação que envolva conhecimento. É evidente que ele não é cético em relação a TUDO pois não ser cético em relação a tudo é normal (link) e a racionalidade não é nenhuma obrigação. Quem responde assim, já errou na interpretação, mas também agiu de maneira contraprodutiva ao debate. Qual o propósito de tal pergunta? O que se ganha com isso? Será que ele pretende usar um único contra-exemplo para “refutar” a pessoa?

“AHA! Você não é cético quanto à existência de extraterrestres! Te peguei mentindo, seu safado, sem-vergonha, desonesto, reencarnação do Hitler! Você não é cético coisíssima nenhuma! Você é cético só em relação a tudo menos isso! Hahaha eu sou um investigador foda mesmo! Garotas, sorvam meu pênis pq eu sou foda!” Como já falei antes (e repetir para certas pessoas nunca é demais), acatar esse tipo de raciocínio te força a acatar que o Stálin não era um cara mal porque quando era criança ajudou a vó de um amigo a atravessar a rua.

Estamos falando de média e de características que fazem sentido quando comparamos a média de uma pessoa com a média das pessoas ao seu redor. Se você peida cinco vezes por dia, você não é peidorreiro, mas se você peida 50 então você é. Mas se você peidar 50 vezes hoje, e depois voltar ao normal, você não terá se tornado um peidorreiro. Só que se você agride fisicamente cinco pessoas por dia, então você é agressivo, porque a média geral é quase zero. E o fato de você agredir alguém hoje não te tornará uma pessoa agressiva. Conseguem pegar o que estou dizendo?

Se seu objetivo é só ganhar debates, agir dessa maneira é ótimo! Deixará 90% das pessoas sem reação e qualquer besteira que você disser depois disso terá uma credibilidade muito elevada, apesar de não-merecida. Você pode contar uma mentira cabeluda, que a plateia estará pronta para acreditar sem se questionar. Mas saiba que isso é falacioso e desonesto. É anti-intelectual e anti-social. É repulsivo e reprovável. É logicamente inconsistente. Mas se deseja debater de maneira honesta, chegando a conclusões que possam servir para alguma coisa, então aja conforme os itens (c) adiante.

b) “DU-VI-DO! Isso é só uma alegação sua e não tem valor nenhum! Larga de ser desonesto e pare de querer obter vantagem com rótulos falsos!” Se você age assim, quem está fazendo alegações vazias é você. Você está acusando o outro de agir da maneira que você age, mesmo quando essa pessoa não age assim. Está acusando os outros de suas próprias artimanhas.

Essa alegação é que não tem valor algum. Eu posso duvidar de todas as teorias de Einstein, mas e daí? É meu direito, mas e daí? Isso muda alguma coisa? Isso tem algum valor na comunidade científica? Meu celular vai parar de funcionar quando descobrir que, na minha imaginação, os transistores não deveriam funcionar? Se você age assim, você está supondo que a pessoa que ela está mentindo para se auto-promover, mas você não está provando isso. Se você age assim, você é um tosco.

c) “Mas vejamos, qualquer um pode se declarar cético. Como você pode sustentar isso?” Lembra da sua amiguinha desenhista lá? Seria meio sem noção perguntar isso a ela por ser desnecessariamente indelicado, mas também por questão de contexto. Num debate sobre temas sérios, uma alegação de ceticismo é muito importante e deve ser investigada, independente de ser indelicado ou não. Já numa conversa informal, o foco não é descobrir a verdade e uma alegação assim não precisa ser investigada. Lógico, que se ela estiver mentindo por algum interesse, uma hora a casa cai, mas não precisa ficar forçando. Temos que ter sensibilidade (não no sentido de delicadeza, mas no sentido de perspicácia) para sabermos quando requerer provas de uma alegação – e como fazer esse requerimento sem parecer um bobo ou sem pressupor que seja falsa.

d) “Olha, você é conhecido no meio acadêmico por chegar a conclusões através de métodos sem critérios. Vários artigos e textos seus foram desacreditados por pessoas mais sérias por não levar em consideração evidências e fatos importantes ou por interpretá-los de maneira obviamente tendenciosa. Não acho que isso seja condizente com o trabalho de um cético.” É a evolução da resposta (c): confrontar a pessoa com evidências adequadas. Se alguém diz que é cético quanto a alegações paranormais, mas dá crédito a pessoas que têm charlatão escrito na testa, então ela está provavelmente mentindo. Se a pessoa diz que em geral é cética, esse último fato sozinho não chega a ser uma contraprova decisiva, seria necessário um volume grande de exemplos provando o contrário para termos um caso sólido.

Um detalhe importante, galera, é que a contraprova é do tamanho da alegação: se você alega ser cético com relação à capacidade da ciência em resolver problemas morais, basta eu mostrar algo que você já falou que contrarie sua alegação. Mas se você alega que é cético de maneira geral, a mera apresentação de um fato que mostre que você não é cético quanto à capacidade da ciência em resolver problemas morais, não é um bom caso contra você. Eu posso até confrontá-lo com isso, mas seria muita ousadia minha achar que conseguiria ir mais longe.

E é óbvio que os fatos apresentados devem ser verdadeiros né?

e) “O ceticismo não é a única forma de se obter conhecimento. Aliás, ser cético não te permite obter conhecimentos que podem ser obtidos de outras formas.” Normalmente, é o tipo de contra-argumento feito por teólogos ou metafísicos em geral, o que inclui os místicos. Não que eu dê algum crédito a baboseiras assim, mas neste caso temos um raciocínio que não visa questionar a veracidade do fato, mas sim a sua importância. Pode até falhar (ai como to bondoso hoje), mas pelo menos é intelectualmente honesto.

Concluindo, o propósito dessa série é falar sobre atitudes em debate que visam a vitória fácil, baseada em táticas desonestas. A ideia desse aqui era falar sobre como lidar com as alegações de outra pessoa. Se o cara for desonesto, vai usar qualquer alegação contra a pessoa, mesmo que seja verdadeira ou mesmo que não faça sentido rebatê-la.

Se você é um aloprado, vai ser capaz de fazer o Bruce Lee parecer um verme mentiroso caso ele alegue que é um bom lutador: “bom lutador de que? Jiu-jitsu? Kung-fu? Luta bem em filmes, mas e ao vivo? Porque devo acreditar nisso? Você quer se dar um falso rótulo para ganhar cachê mais alto né safado? Já mapeei sua técnica, comigo não tem vez para mentiroso não ashuashuashusauas ai como sou foda!!” É possível demonstrar que qualquer alegação é falsa dessa maneira, mesmo as verdadeiras, prova de que não é um objeção válida.

O que acontece aqui é que certas pessoas usam objeções que só fazem sentido se feitas por um débil mental (com todo respeito aos que realmente possuem alguma deficiência) para arrumar um jeito de invalidar QUALQUER alegação. Uma prática evidentemente anti-debate. O cara parte do pressuposto de que está certo, então qualquer prática desonesta que o leve à vitória é justificável – dois erros básicos.

Luciano Ayan: uma breve biografia – de troll no orkut a “líder” conservador fake

If you feel rage
To strike me with revenge
I’ll be standing right here
Waiting without fear
For you

[Atualizado em 13/08/2016]

Continuar lendo Luciano Ayan: uma breve biografia – de troll no orkut a “líder” conservador fake

Luciano Ayan: Idiota Savant, Analfabeto Funcional e Cristão Enrustido

Autores: Blog do Mensalão com colaboração de Rebeldia Metafísica

Este artigo começa com uma discussão sobre as respostas as três artigos do Rebeldia Metafísica – um sobre a origem da ciência, um sobre a causa do holocausto e outro sobre o Teste da Fé do Infiel (OTF) dadas pelo editor do blog Luciano Ayan. Depois, parte para uma análise da capacidade do citado editor de ler e interpretar textos corretamente, de criar objeções sérias e concisas contra argumentos dos quais ele discorda, de se achar capaz de refutar qualquer texto com o qual ele não concorde (e pior, usando a alcunha de cético) e da autenticidade de sua alegação de ser ateu/agnóstico. Tais análises serão complementadas com dados biográficos fornecidos pelo próprio.

Já aviso que o texto a seguir precisa de um pouco de paciência para ser lido (quebrei a página só para não sobrecarregar a Página Inicial) e que não é nenhum exemplar de romance do século XVIII em questão de polidez e educação (mas nada de exagerado ou de grotesco). Leitura obrigatória para quem gostou dos três textos do RM, para quem leu as respostas do Luciano Henrique, para quem não gosta dele e quer vê-lo levando uma que não esperava ou para quem gosta dele e precisa ter sua idolatria em um homem (melhor seria dizer: criança grande) abalada. Reservem de meia a uma hora e divirtam-se!

Continuar lendo Luciano Ayan: Idiota Savant, Analfabeto Funcional e Cristão Enrustido