Arquivo

Depois de funcionar entre 10/07/2012 e 30/12/2013, este blog deu uma “pequena” pausa até 07/03/2016. Neste dia, resolvi reformular o blog, refazendo meus melhores artigos e colocando os, errr, não tão bons aqui nesta página. Eu não gosto da ideia de ficar apagando posts, mesmo aqueles que hoje vejo serem perda de tempo, mas também não quero eles na parte principal, então achei uma boa ideia deixá-los aqui. Have fun!

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Página: Whatchgod

Este projeto do blog pretende analisar o discursos de autores teístas que usam técnicas de combate ao invés de argumentos em suas discussões.

Pretende mostrar a hipocrisia do discurso de certos autores, que se valem do apelo emocional de uma “vitória fácil” obtida sem argumentos para extasiar os leitores e dar a impressão de que está havendo um debate.

Debatedores que querem simplesmente “quebrar” o adversário estão suscetíveis a serem igualmente “quebrados”, afinal de contas…

Quem vigia os vigilantes? Quem quebra os quebradores?
Quem audita os auditores?

Os blogs e sites a serem vigiados estão na lista “Sites Vigiados” no menu à direita do blog. Cada autor é apresentado individualmente e depois terá seus textos mais vergonhosos esmiuçados e humilhados aqui.

Links Importantes:

Conheçam o projeto WatchGOD
Comunidade WatchGOD no Orkut
Todos os posts sob a categoria WatchGOD

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ATENÇÃO!
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Alguns post estão temporariamente (e outros definitivamente) fora do ar!

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GERAL
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(1) Métodos Teológicos e Apologistas Aplicados a Super-Heróis

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Série: Snowball
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(1) Apologista Vigiado: Snowball (Bruno Almeida)
O primeiro apologista de internet a marcar presença neste blog é exatamente aquele que inspirou o projeto WatchGOD.

(2) Técnica: Requisição de Teoria Unificada do Cristianismo (Bruno Almeida)
O Snowball não pode provar as explicações alternativas para o céu. Se ele pudesse, teria esfregado essas provas na cara de todo mundo para poder dizer que ela atacou um espantalho. O simples fato de ele não ter reclamado que ela atacou um espantalho mostra que ele sabe que a doutrina que ela questionou é a correta e a mais comum.

(3) Técnica: Autismo Retórico – Parte 1: Analogias e Falsas Analogias (Bruno Almeida)
“Indivíduos com Síndrome de Asperger têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.” (wikipedia)

(4) Técnica: Autismo Retórico – Parte 2: Metáforas e Outras Figuras de Linguagem (Mr. Monk)
Em outras palavras, quem alega que uma metáfora é uma ‘falsa analogia’ baseado na diferença entre os objetos comete três erros: um, não é uma analogia, então não é falsa analogia; dois, não existe o ‘contrabando’ de características de um objeto para o outro só porque são diferentes; três, a diferença entre os objetos é um requisito da metáfora, e não um empecilho.

(5) Técnica: Autismo Retórico – Parte 3: Definições (Bruno Almeida)
Autismo Retórico nada mais é do que burlar uma Figura de Linguagem, independente da forma como isso seja feito. O procedimento clássico é apontar uma diferença entre dois elementos de uma comparação, qualquer diferença, e alegar que isso dissolve a analogia ou a metáfora. Outro procedimento que já vi (e já mostrei) é simplesmente ignorar a presença da figura de linguagem e fazer uma interpretação literal, como no caso das metonímias. Uma possível variação da definição seria simular o não entendimento de um argumento como forma de enfraquecê-lo ou até mesmo como atalho para construir um espantalho.

(6) Técnica: Autismo Retórico – Parte 4: O Bule de Russell e outros  (Bruno Almeida)
Em suma, este argumento vem a mostrar que o MEV é uma hipótese que pode ser tão bem fundamentada pelos argumentos moral, cosmológico etc quanto Deus. Daí o Snowball alega que atribuir tais características a uma macarronada é ilógico. Ilógico por quê, cara pálida? É óbvio que ele não explicou isso, porque não é ilógico. Ele simplesmente falou que é e pronto! Não existe nada em nenhum argumento teísta que faça com que o criador do universo não possa ser uma boa macarronada.

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Série: Luciano Henrique
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(1) Apologista Vigiado: Luciano “Ayan” Henrique (Bruno Almeida)
Esse rapaz é simplesmente o ser mais escroto que existe na face da Terra. Olhem só para ele: se diz um macho alfa dos debates, mas não é capaz sequer de dizer seu nome e mostrar seu rosto. Se diz um líder empresarial de sucesso, mas não tem dinheiro nem para comprar um template decente para seu blog e tem tempo de sobra para postar nele com frequência consideravelmente alta. É um ex-cristão que virou ex-ateu e que virou ex-cristão de novo, além de ser um ex-não-abortista que agora é ex-abortista, o que demonstra não ser uma pessoa firme de propósito, ou quem sabe até de caráter. Seus textos estão recheados de erros conceituais básicos, distorções grotescas, excesso de atitude para pouco conteúdo, comemorações de vitória tão precoces quanto a ejaculação de um nerd de 23 anos virgem e um senso de humor involuntário de dar inveja.

(2) Controle de Frame: Falando ao Coração – Parte 1: O que é Controle de Frame? (Bruno Almeida)
A pergunta que não quer se calar é: o que diabos o Luciano Ayan, o grande macho alfa pegador, estava fazendo em um fórum dos PUAs? Sim, meus amigos. Vosso grande líder é um punheteiro que precisa de auto-ajuda para conseguir catar mulheres. Esta é a grande e fatal realidade última do universo! O pobre descabelador de macaco estava querendo estudar como os machos de verdade fazem para pegar as minas e se deparou com o Frame Control e sua justificativa baseada na Psicologia Evolutiva e pensou: “ué, posso parar de fazer 5 contra 1 por uns 2 minutos e adaptar isso para meu blog como uma abordagem no estudo de debates via internet.”

(3) Controle de Frame: Falando ao Coração – Parte 2: Pejorativo ou não? (Bruno A.)
Os trechos omitidos não distorcem a mensagem dele, somente mostram que nesta definição, Controlar Frame mudou de uma mera metodologia retórica para uma forma de ocultar mentiras e forçar a outra parte a perceber o locutor da forma que ele quiser. Viram a ambiguidade? Mas agora ele volta atrás novamente…

(4) Controle de Frame: Falando ao Coração – Parte 3: O uso pejorativo e as evidências de fraude (Bruno Almeida)
E se minhas críticas foram feitas e depois ele voltou atrás, porque ele insiste em rotular minhas críticas e denúncias como falsas de modo sistemático? Mesmo que eu não tenha sido a causa do recuo, eu pelo menos fui mais rápido que ele em perceber o erro, e mereço até ser liberado a postar livremente no blog dele para alertá-lo de todos os erros similares.

(5) Controle de Frame: Sou ateu – Parte 1: Exército de fakes (Bruno Almeida)
É tão óbvio que nós usaríamos um gravatar falso se tínhamos o verdadeiro disponível e era só dar Ctrl-C + Ctrl-V! Nós somos tão desonestos que não poderíamos jamais fazer a honestidade de forjar um comentário dele usando um gravatar verdadeiro. Eu acho que eu nem dormiria a noite depois de uma barbaridade dessa!

(6) Controle de Frame: Falando ao Coração – Parte 4: Não sou perfeito! (Bruno A.)
PORQUE UMA PESSOA QUE DIZ LUTAR COM TANTO EMPENHO CONTRA A IDEIA DE QUE HUMANOS SÃO PERFEITOS TAMBÉM SE EMPENHA TANTO EM PARECER À PROVA DE FALHAS?

(7) Controle de Frame: Sou ateu – Parte 1B: Marcelo Rizzo e Jeremias Lane Craig (Bruno Almeida)
Um post um pouco off-topic só para rebater as novas desculpas esfarrapadas do Ayan sobre sua mania sociopática de usar fakes. A espiral de bobagens dele é assim: ele faz algo errado, alguém aponta o erro, ele tenta sumir com o erro ou com o comentário, não consegue, inventa uma desculpa, a desculpa é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada,  ele inventa outra…

(8) Controle de Frame: Sou ateu – Parte 2: Bypass político para pregações apologistas (Bruno Almeida)
E para que ele precisa do bypass? Ora, porque facilita o trabalho apologista. Ateu nenhum pode mais dizer: “você está se baseando somente na Bíblia” ou “seus argumentos só possuem fundamento se Deus existir”. Então ele criou um meio de não usar essa linha de raciocínio na hora de defender as religiões. Simples e engenhoso, não?

(9) Luciano Ayan: Idiota Savant, Analfabeto Funcional e Cristão Enrustido (Mensalão)
Caso seja bem sucedido, sugerimos que ele se candidate ao cargo de embaixador da ONU e inicie uma promissora carreira mediando diálogos inter-religiosos nos quatro cantos do globo, contribuindo para atenuar a violência sectária e construir um mundo melhor, mais pacífico e agradável de se viver, quem sabe até pavimentando o caminho para sua futura canonização (caso consiga converter judeus, muçulmanos, protestantes e católicos não-ortodoxos ao catolicismo romano) ou para um prêmio Nobel da Paz!

(10) Luciano Ayan: uma breve biografia – de troll no orkut a “líder” conservador fake (Bruno Almeida)
O resumo da biografia desta [nada] célebre e deprimente figura pode ser resumido com um novo epíteto: o inseto que mente em proporções bíblicas. Em todos os sentidos possíveis e imagináveis.

(11) ATENÇÃO! Blog “ateu” vergonhosamente tem tentado ensinar religiosos a mentir em debate (Bruno Almeida)
Aliás, que se dane, se é para apelar, chuto logo o balde. O imbecil acha que a pedofilia cometida por alguns padres é mero deslize, mas cortar uma cruz com uma motosserra é um ato vil comparável ao anti-semitismo nazista!! Em que realidade moral esse ser flutua?

(12) (Mensalão)

(13) A Pseudociência Reacionária (Fomon)

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Série: Conde Loppeaux
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(1) Apologista Vigiado: Conde Loppeaux de la Villanueva (Bruno Almeida)
A partir de hoje dispensarei um pouco da minha atenção a este ser que, mesmo involuntariamente, preenche nossos monitores e caixas de som com seu fino e refinado humor. Sim, meus caros, trata-se de um humorista involuntário e vou provar isso.

(2) A sexualidade vira-lata dos ateus militantes – Parte 2: A “magnífica” cortesania da Idade Média (Bruno Almeida)
Sim, caros leitores, a Igreja Católica roubava as prostitutas para permitir que elas trabalhassem (fico imaginando o Marlon Brando vestido de papa e dizendo para uma meretriz: “O seu negócio é tão bom, seria uma enorme lástima se você morresse amanhã ou depois…”).  Fico imaginando a cortesania que havia dentro dos muros do vaticano como parte do ritual de preparação para suas orgias, algumas delas homossexuais. O Conde vai cair da cadeira quando descobrir que já teve papa que morreu assassinado a pauladas pelo próprio marido por tê-lo traído! Durante a Idade Média, para piorar.

(3) Reflexões sobre um veadinho e sobre máquinas de lavar-roupas  (Bruno Almeida)
A tese que defendo é que o Conde vive em uma ilusão na qual o cristianismo é um sistema bem melhor do que na verdade é e que era bem melhor do que na verdade foi. Ele vive na ilusão de que o cristianismo é o ápice da capacidade humana, de onde só surgiram coisas boas, de onde tudo que sai é melhor do que aquilo que foi feito por outros. Ele vive na ilusão de que um código de cortesania era a etiqueta mais adequada para lidar com o sexo. A minha tese é simplesmente que o cristianismo não é essa Brastemp toda…

(4) A sexualidade vira-lata dos ateus militantes – Parte 3: A Metáfora FAIL  (Bruno A.)
Agora, vou falar sobre o sentimento de culpa. Esse sentimento só deve vir acompanhado de atitudes que causem mal a outra pessoas. Por exemplo: se eu mato uma barata, eu não preciso me sentir culpado. Mas se eu mato o gatinho de estimação da minha mãe, eu devo sentir remorço por ter causado um mal no mínimo a uma pessoa que amava ele. Ao contrário, sexo por prazer não causa mal a nenhum terceiro.

(5) A sexualidade vira-lata dos ateus militantes – Parte 4: Os hormônios que o corpo humano libera durante o acasalamento acompanhado de crises de consciência (Bruno A.)
Além do mais, eu pergunto ao Conde: ser gerado em bailes funks torna uma pessoa inferior àquela que foi gerada num sexo papai-mamãe convencional e sem graça, com bastante crise de consciência? Será que os hormônios da crise de consciência da mãe e do esperma do pai agem sobre o feto tornando-o um ser humano superior como você?

(6) Fruta do Conde: a frutinha que mais dá em Belém do Pará! (Bruno Almeida)
A impressão que tenho é que ele queria que eu desistisse para poder capitalizar em cima. É mais bonito colocar no currículo dele: “fui desafiado pelo Bruno Almeida, que posteriormente desistiu do debate por perceber o que não tinha percebido na hora que fez o desafio: que ia perder o debate!” Ah, mas me poupe, Conde!

(7) Preconceituoso é você! (Bruno Almeida)
Agora a criatura deu para falar que preconceituosos são os próprios defensores das cotas para negros. [12] “Preconceituoso é você, que acha que negro precisa de cota para entrar na universidade.” resume o pensamento do autointitulado Conde-de-qualquer-lugar-por-aí. Então eles precisam de quê? Vergonha na cara? Nascer brancos? Largar de ser vagabundos? Parar de se fazer de coitados e aceitarem sua condição? Ou será que devem estudar mais ao invés de pedir para estudarem junto com os brancos?

(8) E ainda o preconceituoso sou eu! (Bruno Almeida)
Chega a ser bisonho, mas ele responde até à minha crítica do “é você”, com um “é você”! Isto é incrível! Eu dei três (TRÊS!) exemplos dessa prática no campo estritamente religioso e dissertei sobre seu uso na questão do preconceito, me certificando de que não estava fazendo uma acusação infundada, mas uma muito bem fundamentada. E o que ele responde? Que eu é que faço isso! E o que ele dá como evidência, como exemplo? NADA. Nadica de nada. Isso é que dá tentar debater com gente ignorante, que tenta debater no gogó, na lábia, e na postura convicta para compensar a falta de conteúdo.

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Série: Emerson Oliveira – Vaginética
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(1) Vaginéticaaaa… (Mensalão)
Penso que sou filósofo e advogado de deus.
No Facebook eu conspiro no meu grupo privado.
Sou um baita cagão, sinalizo vídeos ateus.
e mereço no meu rabo um pirocão bem enfiado.

Sou famoso por aí, eu sou o pinóquio da religião
meu nariz cresce bastante até ficar grandão.
Quando vejo aquela coisa grande fico com tesão.

Refrão:
Chupa essa rola épicaaaa – Vaginéticaaaaa
Uma bicha apologéticaaa – Vaginéticaaaaaa

(2) Apologista Vigiado: Emerson Oliveira (Bruno Almeida)
Normalmente, começo meus textos da sessão apologista vigiado com explicações sobre o porquê de eu considerar a figura em questão um apologista. Emerson Oliveira dispensa esse esforço: ele tem uma página no facebook chamada Logos Apologética, então é óbvio que ele é apologista. Detalhe: ele também tem canal no Youtube e um blog.

(3) Emerson “Apologética” Oliveira – Parte 1 (Bruno Almeida)
Para começar, a ciência NÃO se baseia em ideias teológicas. E sim, ela possui base filosófica forte, mas 1) nem todo cientista precisa conhecê-la formalmente muito a fundo para que possa exercê-la corretamente e 2) isso não é mérito nenhum do cristianismo. Os cristãos não criaram a filosofia e nem fizeram os primeiros trabalhos científicos, então não faz sentido dizer que o cristianismo forneceu os fundamentos da ciência.

(4) Emerson “Apologética” Oliveira – Parte 2 (Bruno Almeida)
QUANTA ESTUPIDEZ! Agora eu pergunto a ele: onde está na etimologia da palavra “cristão” que eles devem se opor ao casamento gay e ao aborto? Onde na etimologia da palavra “cristão” está escrito que eles devem se opor ao comunismo? Onde na etimologia da palavra “cristão” está escrito que eles devem se opor ao ateísmo? Onde na etimologia da palavra “cristão” está escrito que eles devem se usar a ciência, além de mentir sobre sua origem para fingir que foram eles que propiciaram seu surgimento? Ah, mas faça-me o favor! Qual o sentido de fazer um pôster tão demente e inútil quanto esse?

(5) Richard Carrier para apressadinhos (Groucho Marx)
Por falar em revolução científica, apologistas cristãos como Rodney Stark ou Jaki confundem origem da ciência com Revolução Científica; é um fato que houveram grandes descobertas durante esse período e pela primeira vez o conhecimento científico foi separado do filosófico, mas isso não quer dizer que antes não existia ciência. Insistir nesse ponto é como dizer que a Astronomia só passou a existir quando foi separada da Astrologia, como se antes não existisse estudo dos astros.

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Série: Narrativa Bíblica
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(1) Desafio ao Narrativa Bíblica: Eventos Fantásticos não Diminuem a Probabilidade de Existência de um Jesus “Bíblico”? (Bruno Almeida)

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Página: Tema da Semana

O Tema da Semana foi um recurso que lancei no início de 2013 com os objetivos que podem ser vistos aqui, mas que infelizmente tive que abandonar pois estava me pressionando muito e eu estou com pouco tempo disponível. Abaixo, podem ver todos os posts de 2013 que foram feitos ainda sob o regime de tema semanal. Tomara que no futuro eu possa voltar com o antigo padrão, que me agrada muito.

SEMANA 01: Encerrando 2012 – 01 a 06 / JAN

  1. A Falha da Ciência e da Filosofia Natural na Era das Trevas – Conclusão: A (Falta de) Influência do Cristianismo
  2. Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres – Parte 4b: Mudanças de aparência
  3. Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres – Conclusão: A Dissonância Cognitiva (ou: Não é preciso nenhum milagre aqui!)
  4. EXTRA: Não houve.

SEMANA 02: WATCHGOD – 07 a 13 / JAN

  1. ATENÇÃO! Blog “ateu” vergonhosamente tem tentado ensinar religiosos a mentir em debate
  2. Desafio ao Narrativa Bíblica: Eventos Fantásticos não Diminuem a Probabilidade de Existência de um Jesus “Bíblico”?
  3. E ainda o preconceituoso sou eu!
  4. EXTRA: Sobre Falhas Catastróficas

SEMANA 03: MR. MONK, Novas Séries – 14 a 20 / JAN

  1. Um Código para a Conduta Intelectual – Parte 1: Introdução
  2. Um Código para a Conduta Intelectual – Parte 2: O Princípio da Falibilidade
  3. Falácias: Falácia Genética
  4. EXTRA: O partido republicano de Lincoln e o partido republicano de Bush

SEMANA 04: Maratona Um Código para a Conduta Intelectual I – 21 a 27/JAN

  1. O Princípio da Busca pela Verdade
  2. O Princípio da Clareza
  3. O Princípio do Ônus da Prova
  4. O Princípio da Caridade
  5. O Princípio Estrutural
  6. O Princípio da Relevância 
  7. EXTRA: Métodos Teológicos e Apologistas Aplicados a Super-Heróis

SEMANA 05: Falácia Genética – 26/JAN a 03/FEV

  1. A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 1: Parsons e o Hobbit
  2. A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 2: O Erro de Parsons
  3. A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 3: Parsons errou, Dawkins não
  4. A Falácia Genética e o Ateísmo – Parte 4: Precisamos mesmo dela?
  5. EXTRA: Santa Maria, a Torre de Siloé e as Teodiceias

SEMANA 06: Groucho Marx – 04 a 10/FEV

  1. A Última do Silas
  2. Religião e Política
  3. Dois ”detalhes” que o Eli Vieira não deveria deixar passar
  4. No desespero vem a fraude
  5. EXTRA: A Imprensa e o PT

SEMANA 07: Bart Ehrman – 11 a 17/FEV

  1. Bart Ehrman e a Época
  2. Jesus e os Mitologistas
  3. Sobre o Humanismo e sua relação com o Mitologismo
  4. EXTRA: O Caso de Aaron Swartz

SEMANA 08: PRECONCEITO – 18 a 24/FEV

  1. Suscetibilidade ao Estereótipo: Ênfase na Identidade e Mudanças no Desempenho Quantitativo
  2. Olhos-Azuis e Olhos-Castanhos, A Experiência de Jane Elliott
  3. Você apoiaria o Mensalão se ele ajudasse a abolir a escravidão?
  4. EXTRA: As Melhores Imagens dos Anarcomiguxos

SEMANA 09: Ressurreição de Jesus – 25/FEV a 03/MAR

  1. Teologia da Ressurreição de Jesus – Parte 2: Afinal, qual a finalidade da morte de Jesus?
  2. Ressurreição de Jesus: Uma Conclusão
  3. EXTRA: Os Erros e Acertos de Frank Jaava

SEMANA 10: Maratona Um Código para a Conduta Intelectual II – 04 a 10/MAR

  1. O Princípio da Aceitabilidade
  2. O Princípio da Suficiência
  3. O Princípio da Refutação
  4. O Princípio da Suspensão do Juízo
  5. O Princípio da Resolução

SEMANA 11: REAÇAS – 11 a 17/MAR

  1. A Pseudociência Reacionária
  2. Técnica: “Todo direitista tem que defender o livre mercado, senão não é direitista”
  3. “Sou Contra um Mundo Melhor”
  4. Os Discursos Padrão da Política

SEMANA 12: Descanço… – 18 a 24/MAR

  1. Quanto menos impostos, mais caridade
  2. Não se Pode Confundir Pastor com Parlamentar

SEMANA 13: Fomon, o Retorno – 25 a 31/MAR

  1. Redução Interteórica
  2. Estagnação Econômica durante o Feudalismo

SEMANA 14: História da Ciência I – 01 a 07/ABR

  1. Atitude Cristã Contra a Filosofia
  2. Summa Theologica

SEMANA 15: Estatística I – 08 a 14/ABR

  1. Estatística na Ciência (2) Testes de Hipótese
  2. Estatística na Ciência (2b) Testes de Normalidade
  3. EXTRA: Técnica: Eu não teria problemas com sua ideologia se ela não afetasse minha vida

SEMANA 16: História da Ciência II – 15 a 21/ABR

  1. Declínio da Ciência e da Filosofia Islâmicas
  2. Surgimento das Universidades
  3. EXTRA: Esquerda = Direita
  4. EXTRA: Relembrando uma Bizarrice do Governo Margaret Thatcher
  5. EXTRA: Por que o conservadorismo não decola no Brasil?

PERÍODO DE FÉRIAS: 22/ABR a 02/JUN

  1. A Moralidade Sobre a Areia – Parte 1: A Violência Contra as Mulheres
  2. Margaret Thatcher versus Gráficos
  3. Férias

SEMANA 17: Volta aos Trabalhos – 03 a 09/JUN

  1. Perguntas Cristãs Estúpidas
  2. Memes! Tayroni du m4l e Kasparov Cristão
  3. ATENÇÃO! Blogueiro neo-pentecostal que finge ser ateu dessa vez incentiva seus leitores cristãos a injuriar!

SEMANA 18: Uma ética ateísta – 10 a 16/JUN

  1. Uma Ética Ateísta – Parte 1: O Auto-Interesse
  2. Uma Ética Ateísta – Parte 2: A Felicidade
  3. Três álbuns para o fim de semana

SEMANA 19: Religião de Estado – 01 a 07/JUL

  1. Cristianismo, de seita a religião de estado
  2. O Evangelho, o Gênesis e a Hamster
  3. EXTRA: Entendendo a falácia da falta de engenheiros no mercado

SEMANA 20: REAÇAS pt02 – 08 a 14/JUL

  1. Lutero, o esquerdopata
  2. Obama, as armas e o chá
  3. EXTRA: 118 milhões?!?!

Para saber mais sobre o que é o tema da semana, clique aqui.

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A raposa contra-apologista
Publicado em: 10 Jul, 2012 às 10:45

Bem vindos ao meu novo espaço para publicações! Depois de mais de um ano na WatchGOD infernizando a vida dos apologistas da internet, agora eu estou num blog decente, que no pior dos casos pelo menos não está no Orkut!

Antes de falar sobre o que vou fazer aqui, irei me apresentar. Meu pseudônimo é Bruno Almeida e eu sou ateu. É importante dizer que nem sempre fui ateu, e que até há uns três anos atrás eu era católico. Depois abandonei o catolicismo e me tornei algo entre um deísta e um panteísta até que me tornei ateu há uns dois anos ou menos. Descrição simples, hein? Mas também, acho que ninguém aqui está interessado na minha biografia completa, então estou indo direto ao ponto.

Neste período intermediário, eu procurei na internet textos que pudessem me orientar de alguma forma a um entendimento melhor dessas questões espirituais. Eu procurei em diversos sites e blogs e acabei percebendo que existem basicamente três tipos de textos sobre religião e espiritualidade: 1) os textos teístas específicos, tais como blogs de pastores e padres, blogs de exaltação e louvor, blogs de notícias e reportagens ligadas ao mundo religioso (contando a história de milagres e de santos) e sites de grupos religiosos específicos (grupo de oração da Virgem Santíssima, pastorais, fórum de adventistas, batistas etc); 2) os textos sobre espiritualidade, o que inclui uma visão um pouco mais “cabeça aberta” da religião e que tem como foco o crescimento espiritual, a visão “racionalista” do universo e a busca pela compreensão e pelo convívio pacífico entre os homens e 3) os textos anti ateus, sustentados sobre um filosofia de botequim e sobre uma teologia de ensino médio e que também são conhecids como textos apologistas.

Como eu tinha deixado de ser católico, os textos teístas específicos não me causavam nenhum tipo de interesse. Eu já conhecia boa parte do conteúdo dentro deles e não via como a mera exaltação religiosa poderia me fazer mudar de ideia. Já os textos sobre espiriualidade em geral logo me causaram tédio. Sua linguagem claramente pseudo-científica somada com assuntos abstratos e incoerentes e com conclusões clichês e que se passam por profundas apesar de serem extremamente superficiais logo me afastaram desse tipo de ideia. Eu não vou falar que sou contra esse tipo de coisa e até entendo que muitas pessoas se sintam bem com essa “filosofia de vida”. Bem, eu não dou a mínima. Tem um amigo do Mensalão que está interessado em falar sobre espiritualidade aqui no blog, cujo pseudônimo é SMAA, e que será um dos últimos a se apresentar. Parece que ele vai costurar um diálogo entre estes religiosos de espiritualidade com ateus e teístas, com o objetivo de apresentar quem são, mostrar o que eles podem ensinar de bom e no que eles falham. E como não estou nem aí para nenhum dos dois primeiros tipos, nunca falei sobre nenhum deles e continuarei assim.

O terceiro tipo foi o que mais me chamou atenção. No pior sentido. Textos porcos, rasos, mal-feitos e com conteúdo visilmente inflamatório em certos casos. Lideranças medrosas escondidas atrás de fakes patéticos e que se inspiram em autores que, apesar de terem um pouco mais de calibre, são igualmente desonestos e com discursos de má qualidade. O foco desse pessoal é denegrir o ateísmo, humilhar os ateus e se chafudarem na lama comemorando entre si as suas tolices que eles enxergam como “refutações definitivas”. Dizem que não são contra o “ateísmo clássico” e sim contra o “neo-ateísmo” mas são incapazes de apontar um ateu que seja considerado clássico. Além disso, se empenham em enfrentar qualquer objeção ateísta como um exemplo de total falta de honestidade, de mentira, de manipulação e de perversidade. Estes autores acham que qualquer coisa feita contra o ateísmo é válida e ajem como verdadeiras donzelas quando atacados.

Este tipo de conteúdo foi o que me afastou de vez das religiões e de qualquer tipo de religiosidade. Observar as formas patéticas como esse pessoal aje é de causar nojo. E é por isso que sempre me empenhei em atacá-los. Eles não são só um incômodo aos ateus, mas também representam um dos piores braços do teísmo moderno. Se os teístas em geral conhecessem melhor o que os apologistas, em especial os “de internet”, dizem e fazem em nome deles, sentiriam vergonha. Essa é a minha linha, lutar contra esses Difamadores da Fé e inimigos declarados de qualquer forma de ateísmo.

Procurando melhor, vi que escondidos em alguns cantos estão alguns autores teístas que se comportam de forma normal e que não possuem essa neurose anti-ateísta. Pode-se dizer que são autores de textos do quarto tipo, seguindo a lista que comecei há pouco. Não que seus textos sejam primores, nem que sua filosofia seja algo de qualidade e muito menos que eles nunca perdem a compostura (na boa, não dá pra esperar isso de ninguém), mas eles se esforçam em debater de forma digna e produtiva, que é o que conta no final. Há tempos que eu queria abrir uma linha de diálogo com esse pessoal e participar de uns debates de bom nível, mas o Mensalão falou que o Suricate vai dividir esta área comigo. Eu vou pegar uns caras mais na linha do Craig, o que é um avanço em relação ao trabalho que eu fazia.

E a minha proposta aqui também é continuar fazendo o que sempre fiz: descendo a lenha e debatedores ruins, que estragam o diálogo entre religião e ateísmo. Notem que eu disse: “debatedores ruins, que estragam o diálogo entre religião e ateísmo” e não “debatedores teístas ruins, que estragam o diálogo entre religião e ateísmo”, o que quer dizer que continuarei atacando textos ateus de má qualidade e autores ateus com conteúdo meramente inflamatório e difamatório ou mesmo que possuam conteúdo muito fraco. Tudo bem que meu foco serão os religiosos, mas não sou insensível à quantidade de besteiras que os que chamo de ateus de internet dizem. A ATEA que o diga…

Não vou negar que este texto resumido pode deixar margens para algumas acusações de incoerência ou mesmo hipocrisia. Não me culpem, não sou capaz de explicar TUDO de forma COERENTE em poucas palavras. Acompanhem meus textos e enventualmente entenderão porque vejo que a existência de seres abomináveis como os apologistas é uma objeção ao teísmo mas que a existência de ateus idiotas não é uma objeção muito séria ao ateísmo.

Por fim, sobre a WatchGOD. Este era o nome da minha comunidade no orkut na qual eu postava meus textos. Ela será readaptada para este blog como um projeto comandado por mim e que terá a contribuição de outros autores. Além disso, terá seus objetivos levemente reformulados. Praticamente todo texto meu será dentro do projeto WatchGOD e pretendo contar com a ajuda do Mr. Monk, do Suricate (que desenvolverá uma linha bem similar à minha) e, ocasionalmente, do Fomon. Em breve, faço um post sobre a nova WatchGOD, que terá direito a uma aba no menu principal só para ela!

Então fica assim. Agora que conhecem um pouquinho da minha história, da minha motivação e dos meus interesses, estão prontos para entender melhor a mensagem implícita em meus textos: a de que os apologistas são um câncer da religião moderna e que devem ser combatidos não só no campo puramente intelectual, mas também com uma paródia de seu estilo porco e absolutamente ridículo e patético de escreverem. Espero que gostem!

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Conheçam o projeto WatchGOD
Publicado em: 11 Jul, 2012 às 19:00

WatchGOD

A WatchGOD foi o meu primeiro projeto e eu sempre gostei muito de publicar textos nela. Acredito firmemente na nobreza dos meus objetivos e me diverto parodiando os apologistas de internet e sua abordagem “macho alfa da paróquia”. Eles tentam compensar sua ignorância e sua incopetência literária com excesso de atitude e eu tento ridicularizar esse tipo de coisa, já que realmente é ridículo.

Mas quem são esses autores? Onde eles estão e o que eles querem? Qual a diferenças entre eles e os outros tipos de religiosos?

Começando do começo, os religiosos podem ser classificados em diversos grupos, como tudo neste mundo. Existem os que estão preocupados só com a salvação da alma e os que buscam crescimento espiritual, os exagerados e os moderados, os que buscam amar o próximo e os que buscam odiar o próximo, os que pregam a Palavra e os que… “impõem” a Palavra, os bem articulados e os tímidos, os carismáticos e os austeros… enfim, existe toda uma cadeia evolutiva de espécies, sub-espécies e híbridos de religiosos.

Os que me causam irritação, além dos religiosos fundamentalistas e de direita, são especificamente os apologistas. Só tomem cuidado, pois existem apologistas que se passam por teólogos (ou mesmo que são uma transição entre ambos). O teólogo é aquele que busca argumentos racionais para a fé através da filosofia e do estudo teísta (estudo bíblico, no caso dos cristãos). Já os apologistas são um ramo da teologia que busca responder às objeções feitas à sua religião.

A resposta aos teólogos será feita pelo Suricate. Eu vou ficar só com a resposta dos apologistas, aqueles que defendem a fé contra pessoas como ateus. Evidentemente, existem apologistas e apologistas… várias sub-espécies dentro da mesma espécie. A WatchGOD tratará daqueles que chamo “Apologistas de Internet”.

Essa classe de seres insignicantes (momento Vegeta) são meros babaquinhas que se valem de textos de teólogos e de apologistas mais sérios e proeminentes para publicarem textos inflamatórios e difamatórios na internet contra ateus, homossexuais, esquerdistas, políticas de aborto, política de drogas etc Não que qualquer um que siga essa linha seja “apologista de internet”, somente aqueles que fazem essa defesa atrvés de textos sustentados em teologia superficial e que usam uma abordagem desnecessariamente agressiva e com excesso de atitude e falta de conteúdo.

Estes autores ficarão na lista negra da WatchGOD que ficará visível em menu à direita do blog. Cada um deles será apresentado individualmente e terão seus principais textos chinfrim esmiuçados aqui. Então fica assim, toda vez que verem um post na categoria “WatchGOD”, fiquem de olho: algum “apologista de internet” paspalho está sendo desmascarado!

Recomendo que sempre que quiserem, visitem a aba “WatchGOD” no cabeçalho do blog caso queiram acompanhar os artigos desta seção. Fim de semana, provavelmente só no domingo, os dois primeiros posts da categoria WG. Mas não é promessa…

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Apologista Vigiado: Snowball
Publicado em: 15 Jul, 2012 às 14:04

O primeiro apologista de internet a marcar presença neste blog é exatamente aquele que inspirou o projeto WatchGOD. Eu queria desvincular um pouco a minha imagem da dele, pelo meu próprio bem, mas ficaria estranho começar a festa dançando com uma outra pessoa que não fosse ele. De quem estou falando? Snowball!

“UI… eu sou high profile e invencível contra os neo-ateus!”

Snowball é o autor do blog “Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo”, uma paródia ao título do livro “Breaking the Spell” do Daniel Dennett, e que atualmente está hospedado no domínio teismo.net. O rapaz é um ser absolutamente anônimo: ninguém sabe seu nome, sua idade, sua profissão, o local onde mora… nada. Apenas uns dados bibliográficos confusos e questionáveis. Seu rosto é igualmene desconhecido e ele usa no lugar uma foto do célebre Chesterton, um homem até simpático e inteligente e um defensor do cristianismo capaz de arrancar elogios de qualquer ateu. É de se estranhar que um ser incapaz de articular uma ideia sem incorrer em qualquer tipo de falha lógica ou de tratar uma crítica que não consegue lidar sem partir para a baixaria para ninguém perceber sua incopetência use a imagem de uma pessoa tão digna. Definitivamente, Chesterton se envergonharia em ver sua religião sendo defendida de forma tão torpe por um verme como o Snowball.

Mas não vamos ficar só no blablabla né? Vamos ver porque o Snowball, doravante chamado de SB, merece ser escrachado aqui. Para começar, tem este problema da identidade. Rumores na internet dizem que ele usa vários perfis alternativos, alguns mais famosos e outros nem tanto, para auxiliar a si mesmo em debates. Coincidências recorrentes, semelhanças muito fortes de estilo, links de gravatares, depoimentos de pessoas que investigaram, registros de domínios na internet… tudo isso aponta para a veracidade dos rumores. A própria postura dele de ignorar o máximo que pode e se limitar a negar quando questionado, soa suspeito. Ainal, uma pessoa que prima por sua imagem e por sua integridade não faria tanta cerimônia em dissolver todos os boatos com uma atitude tão simples que é dizer o próprio nome e prover meia dúzia de referências básicas. Se fosse necessário que ele fornecesse CPF, ficha médica, contra cheque ou qualquer outro documento privado, seria justificável se recusar a provar a própria inocência. Mas estamos falando de informações muito básicas! E sem contar que uma pessoa incapaz de dizer o próprio nome não passa credibilidade alguma. Afinal, posso me perguntar: “se ele esconde o rosto, o que mais ele está escondendo?”. Enfim, essa postura dele é ridícula.

Outra coisa é a postura dele em “debates”. As objeções amenas e cujas respostas são encontradas em resumões dos livros do Craig ou do Plantinga ou que exijam somente um pouco de conhecimento e lógica, ele trata até que com uma certa dignidade, especialmente se for feita por um religioso ou por alguém mais neutro. Mas se ele não sabe a resposta ou se a pergunta veio de um ateu, aí a coisa muda. Ele adota uma postura desproporcionalmente ríspida e arrogante (que ele chama de high profile) mas que visa dissolver o debate ao invés de responder. Começa a dar um caminhão de links de textos dele onde ele supostamente trata a questão de forma supostamene apropriada. Apaga comentários inteiros, ou só parte deles. E depois que a pessoa se irrita, ele ainda tenta capitalizar em cima, dando uma de donzela. Sabe aquele pentelho que te enchia o saco a aula toda e quando você  mandou ele parar ele começou a chorar e forçou a professora a te dar um rala? Então…

A questão estilística também é importante. Como o Gilmar da Rebeldia Metafísia explicou no link alí em cima, o Snowball visa criar um catálogo de “ataques” especializados e padronizados que visam responder o maior número de objeções ateístas possível. Evidentemente, isso gera distorções muito básicas pois quanto mais especializado é um ataque, menor o número de vezes que ele pode ser usado de forma adequada. Como a proposta dele é fornecer material para uma ampla defesa do cristianismo contra o ateísmo, seria mais eficaz (eficaz é diferente de eficiente… entenda a diferença antes de reclamar) fornecer um material pouco especilizado e que fornecesse fundamentos teóricos abrangentes e consistentes. A preferência dele por ataques altamene especializados (aos quais ele batizou como técnicas) acaba jogando contra o objetivo dele, pois ou ele produz um volume de “técnicas” muito maior ou ele usa “técnicas” em discussões nas quais não são adequadas, o que gera distorção e falhas de argumentação.

Para fazer um mera paródia, chamarei os posts nos quais eu debocho dele de técnicas também. Não que o termo seja formalmente adequado, estou ciente disso. Eu quero só ridicularizar a nomenclatura ridícula dele mesmo.

Por fim, e mais importante de tudo, vem o modus operandi dele. Sua defesa ao cristianismo se resume a uma crítica notadamente superficial e agressiva do ateísmo (não do neo-ateísmo, já que a definição de neo-ateu dele abrange 100% dos ateus reais do mundo). É comum vê-lo inventando falácias ou mudando completamente seu significado ou até mesmo usando elas de forma conceitualmente correta mas em contextos onde elas não se aplicam. Suas citações externas direcionam para trechos não argumentativos (exemplo: ao invés de apontar o trecho no qual o Craig defende uma tese, ele põe o trecho no qual o Craig apresenta a tese, como se isso fosse relevante de alguma forma) e ele mesmo raramente escreve textos onde se lê algo que possa ser chamado de argumento. O Mr. Monk, um dos colunistas deste blog, falará um pouco sobre o que é um argumento em breve.

Como eu disse no meu post inicial, um dos motivos para eu ter virado ateu de vez foi justamente descobrir que a resposta ao ateísmo feita pelo cristianismo era de tão baixo nível intelectual e cultural. Não que eu não fosse virar ateu se não tivesse conhecido o blog dele, mas que foi uma catalizador do processo, isso foi. No fim das contas, acabei adotando a linha de criticar duramente este tipo de postura, pois acredito que empobrece nossa sociedade e nos faz regredir. (E se pensarmos que o ateísmo tem crescido nos últimos anos, talvez regredir seja justamente o que ele deseja!)

Enfim, o SB é uma pessoa visivelmente despreparada para entrar em qualquer tipo de debate sadio, que usa uma postura agressiva que visa irritar ou forçar a desistência do adversário e que não pensa duas vezes antes de escrever textos com argumentos formalmente inválidos, claramente tendenciosos e e forçosamente não contestados. E é justamente por esses motivos que ele merece estar na WatchGOD. Um link para seu blog pode ser visto na guia lateral “Lista Negra da WatchGOD” caso queiram ver com os próprios olhos o que falei aqui. De toda forma, ainda hoje posto a primeira “técnica”.

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Técnica: Requisição de Teoria Unificada do Cristianismo
Publicado em: 15 Jul, 2012 às 17:00

.: 1 :. Introdução

Esta técnica tem o objetivo de desmascarar esta prática comum dos pseudo-refutadores. Eles acham que invalidam críticas com a mera apresentação de um ponto de vista teológico alternativo ao que está em discussão e alegando que não se tem certeza qual dos dois é o correto. Eles basicamente pedem para o adversário provar que a heterogênea, vasta e controversa doutrina cristã converge para um único ponto antes de poder criticar.

Vou demonstrar o quanto esta prática é desonesta e como ela pode ser usada justamene para criar um contra-ataque. Usarei como exemplo dois casos com o Snowball, mas garanto que encontrarão mais teístas que se comportam assim, inclusive na vida real. Concluirei que se trata de algo infantil, uma atitude de quem quer apenas jogar merda no ventilador, e não um argumento consistente.

oiO comportamento dos apologistas de internet é extremamente infantil.

.: 2 :. A Técnica

Vou usar como exemplo o artigo Show de ferocidade de Cristina Rad do SB. Neste post do blog dele, ele responde a um vídeo feito por essa garota chamada Cristina Rad no qual ela faz diversas perguntas e objeções ao cristianismo. Orgulhoso e imcompetente como ele só, Snowball achou que poderia responder todas elas e o resultado foi um festival de baboseiras. Não que a Cristina tenha sido absolutamente feliz em tudo que falou, pois na verdade eu imagino um crítico melhor sendo capaz de dar respostas decentes, que pelo menos poderiam ser dignas de se discutir. Mas a resposta da Bolinha de Neve, esta sim, foi absolutamente infeliz em todos os seus aspects. Se alguém se interessar pela resposta completa, ela está no orkut, mas vou colocar aqui o resumo do ponto específico que vou discutir e, posteriormente, trarei mais um ou dois pontos dessa mesma discussão para dissecar aqui.

Na primeira pergunta da Cristina respondida pelo SB – se é possível ser feliz no céu mesmo sabendo que algumas das pessoas que você ama foram para o Inferno – o SB reclama que existe um caminhão de premissas ocultas, o que caracteriza um entinema. Segundo ele, a Cristina deve provar:

  1. a idéia de que almas que estão no Céu sabem as que estão no Inferno;
  2. possuem funcionamento sensorial igual ao ser humano físico;
  3. continuam com os laços convencionais (amizade, família) após a morte;
  4. são incapazes de entender e aceitar o destino dos outros.

Então, se a Cristina não pode afirmar que as pessoas que vão por céu sofrem ao saber que certas pessoas vão para o inferno porque ela não é capaz de dizer exatamente como seria a “vida” pós-morte nesses locais. Evidentemente, se não sabemos se mantemos nossos laços afetivos depois da morte ou se não sabemos que foi para o céu ou não, então não podemos afirmar que haverá esse tipo de sofrimento.

Outra aplicação da técnica, desta vez com uma pequena variação em seu uso, foi quando ele respondeu ao usuário Rodrigo Portillo na caixa de comentários desse mesmo post.

Diponibilizo para vocês o print-screen aqui ao lado (mas vocês também podem vê-lo no blog ainda, eu acho… não fui lá ver se ainda está lá pois evito entrar naquele esgoto! E se não estiver nesse post, então está na caixa da continuação). Neste caso, ele está alegando que não é necessário que exista um conceito de “lei natural” universal para que ele use isso em um debate. Basta que ele apresente um que seja consistente com a versão dele do cristianismo. E se o Rodrigo Portillo criticar um determinado conceito de “lei natural” que não seja o mesmo do Snowball, então ele está errado.

.: 3 :. A Auditoria

Mas calma aí! Então para a Cristina provar que o céu não existe, ela tem que provar alguma coisa sobre o funcionamento do céu? É isso mesmo? Ela tem que demonstrar como o céu funciona para poder provar que ele não existe? Ora, se ela pode demonstrar como as pessoas ficam quando chegam no céu, ela não poderia jamais provar que o céu não existe, pois provando suas propriedades, ela já teria provado sua existência!

A Cristina Rad fez uma pergunta baseada no conhecimento amplamente divulgado pelo cristianismo de que o céu existe e que a vida lá é similar (sensorialmente) à vida que temos aqui. Ela não precisa provar estas características, nem precisa provar que não mudaríamos nossa forma de pensar a ponto de não ficarmos tristes com o conhecimento de que algumas pessoas que amamos estão no Inferno.

O motivo? Simples, a alegação de que vamos para o céu é dos teístas. É dos cristãos. O que ela fez foi dizer: “Ok, se vamos para o céu como vocês dizem, então seríamos infelizes, não é mesmo?” Aí, vem o Snowball e diz: “Você tem que provar que quando chegamos ao céu seremos como você está dizendo.” Nem as religiões provam como seria uma vida no céu e a praga das neves quer que a Cristina prove só porque ela construiu um argumento em cima. Non-sense! Não cabe à Cristina provar como seria a vida no céu, pois ela quer justamente provar que ele não existe.

Todas as características do céu apresentadas por Rad estão aqui:

  1. William Hendriksen
  2. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica e Curso de Iniciação Teológica da Escola Mater Ecclesiae
  3. Como é o Paraíso?
  4. Pós-vida para os mórmons

Isso para ser breve. Não precisa nem disso, qualquer um que já frequentou o meio cristão sabe que o que ela falou representa muito bem a visão de céu/inferno clássica e comum. Ou seja, o próprio cristianismo afirma tudo aquilo que, segundo o snowball, cabe à Cristina provar! Um jumentinho cara-de-pau mesmo… A Cristina apenas fez inferências sobre o que o cristianismo ensina. Cabe ao cristianismo provar que o céu existe, que é do jeito que eles afirmam e que não existe incoerência.

Explicando melhor: o cristianismo faz uma série de alegações sobre a vida no céu. Alegações estas retiradas de textos sagrados e que, portanto, não podem ser provadas de maneira independente da teologia, a princípio. Se uma pessoa usa este conjunto de alegações para mostrar contradições, ela não precisa provar que as alegações são verdadeiras. Especialmente quando ela quer provar justamente que não são verdadeiras. Basta ela afirmar que se fosse verdade, seria contraditório, logo não é verdade.

A Cristina Rad precisa provar que continuamos mantendo relações pessoais quando estamos no céu? Isto seria verdade se ela achasse que isto é verdade. Na verdade, ela quer mostrar para as pessoas que acreditam nisto que este fato pode trazer infelicidade à vida no paraíso. Ela quer mostrar que não existe paraíso. Ela quer mostrar que não existindo paraíso, estas relações não irão se manter. Ela não precisa provar que vamos continuar amando as pessoas depois da morte se ela acha que não haverá nada depois da morte.

E mais: se existem divergências internas dentre as incontáveis e exuberantes especiações do cristianismo, isso também não é problema dela. Não é obrigação dela unificar o cristianismo antes de tentar respondê-lo. Se ela quiser fazer uma crítica à ideia mais geral e mais popular ou se ela quiser fazer uma crítica para cada corrente, ninguém tem nada com isso. Ela também não tema obrigação de saber e ainda por cima ser capaz de criticar todas as visões sobre céu e inferno antes de fazer um video com uma resposta. São exigências absurdas que visam mais calar a boca dela do que respondê-la.

Esta discussão se deu no campo das informações difundidas pela massa religiosa. Se o SB se considera o suprassumo da teologia, deve provar isto. E se a massa prega coisas erradas, o SB deve atacar quem disse a coisa errada e não quem atacaou quem disse a coisa errada. Se a idéia de paraíso vendida por Rad está errada, então o SB deveria apoiar o que ela diz e não criticar, pois ela está expondo um erro com o qual o próprio SB concorda.

Sobre o Rodrigo Portillo, a história é praticamente a mesma. A Bola de Neve derretida alega que se ele critica uma definição da “lei natural”, mas que existem outras, então a crítica dele não é válida. Mas uma vez, ele fala como se a outra parte tivesse a obrigação de só criticar conceitos unificados ou mesmo de criticar todos os conceitos existentes. Chega a ser patético!

Na prática é como se o SB estivesse dizendo: “Existe uma corrente interna do cristianismo que defende a existência de uma Lei Natural mas que não pode ser provada. Como o cristianismo não tem certeza sobre os mecanismos internos do ser humano que o torna capaz de ser moral, vocês não podem nos criticar. Isto porque qualquer crítica que fizerem fará referência a algo que nem mesmo nós temos certeza. Mas se antes de tentarem nos criticar vocês quiserem provar que um determinado ponto de vista do cristianismo é válido, fique à vontade. Só se lembre que depois que fizer isto, também não poderá nos criticar, pois aí estaríamos certos e imunes a crítica. Ou seja, se somos incoerentes, não nos critique. Se somos coerentes, também não.” Sinceramente, não dá para levar a sério.

Resumindo:

  1. Não cabe a quem critica provar qual a visão correta do sistema que visa criticar.
  2. Se o sistema alvo é um corpo muito grande e divergente, ele pode atacar qualquer um. O SB deveria saber que o fato de Cristina ter invalidado a maioria esmagadora dos padres e pastores cristãos quer dizer apenas que ela invalidou a maioria esmagadora dos padres e pastores cristãos. Ela não invalidou o cristianismo.
  3. Ela também não invalidou o ponto de vista do SB. Mas o próprio indivíduo falou que provar seus argumentos são outros 500 e que ele nem precisa fazer isto. ERRADO. Alegou, tem que provar.
  4. Alegar só por alegar e gerar dúvidas internas no cristianismo não torna a doutrina imune a críticas,como ele disse para o Portillo.
  5. Se os argumentos de alguém invalidam doutrinas diferentes das que o SB acredita, então ele deveria apoiar essa pessoa. Invalidando correntes concorrentes com sua visão, o SB veria o cristianismo levar suas ideias em maior consideração.

.: 4 :. A Pergunta de T.

Mesmo tendo em vista todos argumentos acima, a usuária do orkut T. me fez uma pergunta privada, também pelo orkut, que com sua autoriação, coloco aqui. Incentivo que as pessoa duvidem de mim e peçam argumentos melhores, pois graças a ela pude escrever um material complementar ao que tinha apresentado antes, a ponto de ele ser digno de ser elevado ao status de técnica. E isso não é demagogia: os comentários aqui são livres (com excessão do primeiro) e estou completamente aberto a críticas nas caixas de comentários. Não preciso esconder elas e nem dar respostas ríspidas para fingir que refutei.

T. “Bruno, no caso Cristina Rad, a resposta do snowball é pertinente, pois ela começa criticando o cristianismo partindo de um pressuposto sobre o céu, e o que ele faz é questioná-la qto a isso…”

Respondi:

[…] sobre as características do céu, os pressupostos que ela usou são os mais difundidos em nossa sociedade (coloquei 4 exemplos). E as perguntas que ela fez são bem eficazes neste sentido…
Como eu disse, as perguntas dela não invalidam QUALQUER possibilidade de céu, apenas as mais populares e conhecidas. O fato de existirem outras possibilidades teológicas não é problema dela.
Se alguém levantar outras possibilidades, elas agirão exatamente como a resposta da pergunta dela. Mas aí, fica cabendo aos donos da nova resposta embasá-las dentro da doutrina cristã.
É óbvio que 5 perguntinhas não invalidam uma religião tão grande e antiga, mas são suficientes para gerar dúvidas sobre os principais pontos.
Vc diz que a resposta do SB é pertinente, mas não é. Ele apenas levantou possibilidades novas que nem mesmo ele concorda plenamente, como que quem diz: “olha, não existe consenso sobre o céu, então não nos critique”
Ora, não cabe a ela unificar as teorias do céu nem descobrir a resposta correta antes de fazer qualquer crítica. Ela simplesmente pegou aquilo que é pregado todo dia e mostrou incoerências.
Veja bem, porque o Snowball pediu para ela provar que as características do céu que ela apresentou são verdadeiras? Simples. Porque nem ele pode provar. Pense bem, se ele pudesse provar que as características são outras, ele assim o faria.
Agora, se nem as religiões podem provar as características do céu e nem ao mesmo unificá-las, então porque a Cristina deveria fazer isso? Não faz sentido!
Por isso, ela (e os ateus em geral) critica as características mais comuns. Aliás, se algum cristão discorda dessa visão comum, deveria fazer coro à Cristina, não é mesmo?
Veja bem, o SB fugiu do comportamento de quem fez uma crítica coerente duas vezes:
1. pediu para ela provar que existe um consenso sobre as características do céu, algo que não é responsabilidade dela fazer, principalmente dentro de um meio tão heterogeneo como é o cristianismo. Lembre-se que nem ele pode provar as características, como ele deixou claro.
2. Se ele acha que as características que ela apresentou estão erradas, ele deveria apoiar ela. Se ele critica, é porque acha que as características são as que ela apresentou. Mas então, se ele concorda, porque apresentou alternativas? Ele disse: “As características são essas mesmas, mas voce está errada porque existem teorias alternativas”.. Faz sentido?
Esses dois pontos provam que ele só queria “jogar merda no ventilador”, se vc olhar bem..

.: 5 :. Outros Problemas

Ainda posso destcar alguns erros básicos cometidos por ele e que não se relacionam com a técnica exposta, que é usar explicações alternativas à sua própria para invalidar críticas àquilo que você acredita.

Em primeiro lugar, se uma pessoa vai para o céu, ela poderá sim saber quem está lá ou não. Isso é muito óbvio: se você está no céu e seu irmão não está, sendo que ele morreu antes de você, então ele só pode estar no Inferno! Tadaaaam!! Não há necessidade de que a lista com o destino pós-morte de todos os falecidos seja um conhecimento, no sentido mais epistemológico do termo, para que possamos saber para onde foi uma pessoa em específico, caso estejamos no céu. E a objeção: “o céu é muito grande, e se você não achar a pessoa?”, além de patética, também é errada pois a estadia no paraíso é eterna e poderíamos exercer a busca por um tempo indeterminado.

Além disso, podemos sim nos entristestecer com o castigo dos outros mesmo achando justo. Importante: se o castigo é justo ou não, aqui nem importa! O que importa é que podemos pensar: “meu filho mereceu ir para o Inferno, mas eu o amo muito e preferiria que ele estivesse aqui comigo.” Que tipo de pai ficaria indiferente à ausência eterna do filho, ainda mais sabendo que ele está sendo submetido a um sofrimento igualmente eterno?

Por fim, chega a ser engraçado ele tirando o corpo fora na resposta ao Portillo, falando que não tem como objetivo provar a “lei natural”. Ora, se a “lei natural” é uma parte ou uma premissa do argumento dele, então questioná-la faz parte do debate! Não tem essa de dizer: “a lei natral é meu argumento, mas não venha questionar se ela está certa ou não, pois estamos aqui para discutir se ela tem coerência interna”, pois se ele precisa dela, então precisa responder as críticas a ela! E outra: não é exatamente uma defesa da lei natural que ele fez no link que deu?

.: 6 :. Conclusão

a) O Snowball não pode provar as explicações alternativas para o céu. Se ele pudesse, teria esfregado essas provas na cara de todo mundo para poder dizer que ela atacou um espantalho. O simples fato de ele não ter reclamado que ela atacou um espantalho mostra que ele sabe que a doutrina que ela questionou é a correta e a mais comum.

b) Independentemente disto, o SB fez uma requisição de teoria unificada do cristianismo. Um verdadeiro absurdo: como mostrei, isto é de responsabilidade do cristianismo.

c) Não havendo uma teoria única a criticar, o questinador pode se basear nas doutrinas mais comuns. O fato de não haver unificação não impede que críticas sejam feitas aos pontos que um questionador julgue importante. É preciso apenas tomar cuidado para não achar que uma crítica a um ponto específico vai derrubar tudo.

d) Se o SB concordasse que a visão apresentada por Cristina não corresponde à doutrina, ele deveria apoiar ela. É inconsistente criticar uma pessoa E apresentar versões diferentes para o ponto duvidoso que ela levantou. A única explicação para esta inconsistência é que ele só queria “jogar merda no ventilador”, “ver o circo pegando fogo”. NUNCA foi apresentar uma defesa concreta e sólida ao cristianismo. Aliás, apologistas de internet não querem defender sua religião mas sim fazer showzinho.

.: 7 :. Como Responder?

a) Diga que não é sua responsabilidade apresentar uma teoria unificada do cristianismo. Não cabe a você fazer leitura mental para provar que os cristãos pensam de determinado modo.

b) Apresente fontes confiáveis que mostram que a doutrina que você apresentou é professada pelo cristianismo (se for mesmo, né? não vale mentir aqui)

c) Diga que você criticou APENAS este ponto, não o cristianismo inteiro.

d) Lembre que a existência de explicações alternativas não é um obstáculo a críticas e que esse tipo de comportamento se parece mais como “cala a boca, ateu” do que com um argumento de verdade.

e) Se ele apresentar teorias alternativas, diga: “Ué, se essas alternativas estão válidas, então minha crítica é realmente correta!”

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Técnica: Autismo Retórico – Parte 1: Analogias e Falsas Analogias
Publicado em: 21 Jul, 2012 às 19:17

“Indivíduos com Síndrome de Asperger têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.” (wikipedia)

.: 1 :. Introdução

Uma das ocorrências desta técnica é quando o pseudo-refutador tenta invalidar um argumento acusando de falsa analogia, mesmo quando a analogia é válida. Eles esmiuçam a analogia até encontrarem uma pequena diferença que, segundo eles, torna tal analogia falsa. Eles se valem da incapacidade da maioria das pessoas de reconhecerem um limite claro entre uma analogia válida e uma inválida para forçar que todas as analogias das quais eles não gostam estão erradas. Isso sem contar com aqueles que usam o termo “falsa analogia” de forma equivocada.

O fato é que, às vezes, precisamos usar metáforas para nos expressar melhor e de estabelecer analogias para poder entender melhor algo com o qual não estamos familiarizados. Figuras de linguagem são excelente ferramentas para jogar luz sobre assuntos mais complicados. Porém, os blogueiros crentes (e alguns descrentes também!) preferem simplesmente gritar “falsa analogia” e sair correndo do que enfrentar os argumentos.

Sendo assim, esse artigo irá explicar o que são figuras de linguagem e quando elas falham, de modo que vocês possam desmascarar facilmente os blogueiros que fingem de autistas para não ter enfrentar as objeções que recebem.

.: 2 :. Analogias e Falsas Analogias

Exemplos de alegações de falsa analogia é o que não faltam, quando o assunto é blogueiros refutadores ou meros debatedores de internet. Para não ficar muito pesado, darei exemplos somente no final e, inicialmente, eu me restringirei a dar exemplos didáticos e tentarei estabelecer um critério geral para analisar qualquer questão. Este reforço teórico será usado toda vez que eu for elucidar uma técnica que se vale desse estratagema.

Segue-se um bom exemplo de analogia:

“Os patins estão para o patinador, assim como os esquis estão para o esquiador.”

Qualquer um pode perceber que se trata de uma analogia entre a função de dois equipamentos distintos. Ou seja, do mesmo modo que um patinador só pode patinar se tiver um patins, um esquiador só pode esquiar se tiver um esqui. A analogia termina aí. Ela não denota (nem conota) nenhuma outra similaridade entre patins e esquis.

O que acontece muitas vezes é que o refutador vai tentar quebrar a analogia ao apontar uma não-similaridade entre os objetos. Mas aí, ele estaria atacando algo que não existe, pois analogia se refere a uma (ou a um conjunto de) semelhança entre os objetos, e não a todas as semelhanças.

1. A analogia falha porque patins são para a rua e patins são para a neve.
2. A analogia falha porque algumas pessoas podem patinar no gelo sem usar patins nem esquis.
3. A analogia falha porque patins são calçados e esquis são presos no pé.

É lógico que nenhuma dessas objeções muda o fato de que patins e esquis têm funções análogas para patinadores e esquiadores, então é inútil apontar uma diferença qualquer entre eles. Se não houvessem diferenças, não precisaríamos de analogia, pois eles já seriam iguais!

Segundo a wikipedia, uma analogia é uma relação de equivalência entre duas outras relações. O exemplo lá em cima mostra a relação entre a [relação entre patins e patinadores] e a [relação entre esquis e esquiadores]. É interessante saber que para Aristóteles, uma analogia funciona como uma regra de três (patins – patinadores assim como esquis – esquiadores). Sendo assim, os seguintes exemplos não são analogias:

1. Os patins estão para o patinador, assim como a touca está para o nadador. (Não é analogia: o nadador pode nadar sem touca, mas o patinador não patina sem patins. Logo, a função dos equipamentos é diferente e não existe analogia.)
2. Esquis são como patins para a neve. (Não é analogia: isso é uma metáfora.)

Estes exemplos servem também como ponto de partida para um erro que existe na expressão “falsa analogia” que foi deturpada pelos seres que não gostam de ler e aprender. Falsa analogia é uma falácia na qual primeiramente se diz que os objetos A e B são similares pelas características (x) e (y) para depois dizer que como A tem com certeza a característica (w), então B também o tem. Exemplo clássico:

“Governar um país é como gerir uma empresa. Assim, como a gestão de uma empresa responde unicamente ao lucro dos seus acionistas, também o governo deve fazer o mesmo.”

Ora, sabe-se muito bem que existe uma analogia entre governar um país e administrar uma empresa. Ambas atividades requerem liderança, diplomacia, visão, coragem, estratégia etc. O que não quer dizer que as atividades são iguais em tudo mais. A busca por lucros é algo que se refere somente a empresas, sendo que governos devem se preocupar com o bem estar da população mesmo que ele não lucre com isso. Trata-se, assim, de uma falsa analogia.

Sabendo-se isso, fica fácil entender porque aqueles dois exemplos ali em cima são ‘não-analogias’ mas não são ‘falsas analogias’.

Porém, os blogueiros acusam de falsas analogias argumentos que na verdade se baseiam em comprações ou metáforas. Surpreendente? Não era para ser, mas eu fiquei surpreso quando percebi o erro. Vamos vê-lo em mais um exemplo didático:

“O que acontece no interior do sol é como a explosão de uma bomba nuclear.”

Se uma pessoa dissesse algo como: “Isto é uma falsa analogia, já que não existem explosivos e nem detonadores no interior do Sol.”, esta pessoa estaria errando duas vezes:

1. Não é uma analogia, então não é uma falsa analogia. O Snowball, que pe o precursor deste erro aqui no Brasil, deve ter lido a expressão ‘falsa analogia’ em algum lugar e resolveu adicioná-la ao seu repertório de fast-falácia (aquela que você grita o nome e depois sai comemorando vitória.) Contudo, essa adaptação ficou terrível, pois o termo está sendo usado por eles para criticar metáforas e não analogias. Fica evidente aqui o desespero dos debatedores que a utilizam em buscar expressões carismáticas e fáceis, verdadeiros bordões, para poderem fazer suas críticas parecerem maiores do que na verdade são. Colocarei um exemplo disso posteriormente, para que não duvidem que eles fazem isso.

2. O que acontece dentro do Sol segue o mesmo princípio usado para criar bombas nucleares. Isto é uma comparação e não uma equivalência, então os dois eventos não precisam ser idênticos.

Uma observação: se não foi o Snowball quem criou essa babaquice, então o cara que o fez consegue ser mais irrelevante do que ele, porque nunca vi alguém que não fosse leitor dele usando a expressão ‘falsa analogia’ para se desviar de analogias. Por isso, salvo que me provem o contrário, continuarei atribuindo à Bola de Neve derretida o título de precursor dessa mentira no Brasil. Parabéns!

Por exemplo, na analogia “secretárias estão para escritório, assim como pedreiros estão para canteiro de obra”, uma objeção que diga que escritórios e canteiros de obra não são análogas porque a primeira é uma atividade indoor e a segunda é outdoor não tem valor. Entretanto, a analogia “secretárias estão para escritório, assim como preguiçosos estão para sofá” é evidentemente falsa.

Que fique claro que você pode estar imputando ao objeto B, análogo de A, uma característica x que só pertence a A. Espero que ninguém seja desonesto a ponto de fazer isso conscientemente, pois (agora sim!) é a famigerada Falsa Analogia. Caso você, ou o outro debatedor, fizer isso sem querer, a única opção é esperar que um dos dois perceba o erro posteriormente. Caso seja uma metáfora, explique que o termo ‘falsa analogia’ não é adequado. A discussão cai então na segunda parte deste artigo.

Em resumo, quando se deparar com uma analogia, ou quando estiver elaborando uma, ou mesmo quando te acusarem de ter criado uma analogia falha, o critério a ser aplicado é analisar as relações menores e depois verificar se essas relações são iguais. Rejeite qualquer objeção que identifique uma diferença que não esteja contemplada dentro daquilo que as relações demandam. Caso esta relação falhe, reconheça que seu argumento falhou por não ser uma analogia.

Já quando alguém o acusar de fazer uma falsa analogia, o primeiro passo é verificar se seu argumento é mesmo uma analogia ou não. Se não for sequer uma analogia explique a ele que não pode ser uma falsa analogia. Se realmente for, basta verificar se realmente existe o ‘contrabando’ de sentido e se desculpar caso você tenha falhado ou explicar por que não houve falsa analogia neste caso. Se quiser, deixe uma brecha para executar a análise da validade da analogia conforme expliquei no parágrafo anterior.

Na segunda parte, irei explicar o que são mais algumas figuras de linguagem e na terceira, irei fornecer alguns exemplos práticos da utilização da técnica e algus exemplos mais práticos de analogias válidas e inválidas, já que no fim das contas é isso que importa.

Continua…

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Apologista Vigiado: Luciano “Ayan” Henrique
Publicado em: 22 Jul, 2012 às 08:30

Esse rapaz é simplesmente o ser mais escroto que existe na face da Terra. Olhem só para ele: se diz um macho alfa dos debates, mas não é capaz sequer de dizer seu nome e mostrar seu rosto. Se diz um líder empresarial de sucesso, mas não tem dinheiro nem para comprar um template decente para seu blog e tem tempo de sobra para postar nele com frequência consideravelmente alta. É um ex-cristão que virou ex-ateu e que virou ex-cristão de novo, além de ser um ex-não-abortista que agora é ex-abortista, o que demonstra não ser uma pessoa firme de propósito, ou quem sabe até de caráter. Seus textos estão recheados de erros conceituais básicos, distorções grotescas, excesso de atitude para pouco conteúdo, comemorações de vitória tão precoces quanto a ejaculação de um nerd de 23 anos virgem e um senso de humor involuntário de dar inveja.

Macho Alfa FAIL

Somando isso tudo com o fato de ter verdadeira fobia de expor seus textos a análises críticas dos outros, ele acaba escrevendo um blog dele para ele mesmo e seus fãs, sem nenhum compromisso com a seriedade, nem com o debate produtivo (link – vejam antes que ele apague) e nem com a livre disseminação de conhecimentos. Não dá para esperar muito de uma pessoa que orienta seus pupilos a deliberadamente mentirem em um debate, né? A estratégia dele é mentir que o adversário crê em algo que não acredita, para fazê-lo perder tempo respondendo uma questão completamente inútil. Sério, é de dar nojo.

E ele tem a cara de pau de dizer que quem discorda dele deve adivinhar que ele escreveu isso e ir até para refutá-lo, se quiser. Mas não é assim que funciona. Revisão peer-to-peer funciona no modo submissão para revisão. Mas o medroso finge que não entende. É como se eu escrevesse minha dissertação de mestrado, imprimisse, guardasse na minha gaveta e dissesse: “Se meu orientador e os demais membros da banca quiserem ler, eles que venham na minha sala, abram minha gaveta, leiam e depois escrevam um artigo dizendo o que está errado.” Patético, não? Mas quem tem mais compromisso em dizer o que pensa independente de ser algo que possa ser levado a sério ou não precisa agir assim.

E não pára por aí. Seu comportamento em debates também é uma mina de humor involuntário. Sua abordagem algoritmica o leva a usar sempre o mesmo padrão de respostas, o que apesar de ser extremamente irritante, pelo menos é hilário. Acaba que por mais que você se esforce num debate contra ele, ele sempre vai usar essa abordagem tosca, então compensa mais avacalhar do que levar a sério. E depois quando alguém avacalha, ele fica dando uma de Princesa Disney. Aaaaaaaaargh!

Clique para ampliar!

E quando ele tenta avacalhar com alguém então? Ai o humor involuntário dele quebra todos os limites. O juvenil se limita a dizer que os comentários dos outros foram engraçados e que está rindo muito! Assim, sem mais nem menos. Depos chegam um ou dois lambedores de saco dele para rirem juntos e a “avacalhação” está pronta. Até a Fátima Bernardes consegue avacalhar alguém e o Lucianozinho não.

Mas chega de trololó e vamos ao que interessa. Muitos devem estar pensando que ele está aqui por causa do antigo blog dele e por causa do que era o blog atual dele há até 8 meses atrás (links à direita, na Lista Negra). Ledo engano. A confusão surge porque apesar de antigamente ele ser uma apologista declarado, agora ele estranhamente se diz ateu. Mas não se enganem. O blog dele continua sendo de mera apologia cristã. Acontece que agora ele está criando um bypass para criticar o ateísmo sem usar a religião. Ele criou um “ateu modelo” que não existe para depois poder criticar qualquer ateu que se enquadre fora de tal perfil. E a verdade seja dita: apologista é aquele que defende sua religião contra ataques externos e se o objetivo dele é atacar o ateísmo, então ele ainda é apologista. That simple.

Em outras palavras, para ser apologista cristão, não necessariamente precisa ser cristão. Do mesmo jeito que para ser feminista não precisa ser mulher e que para ser gayzista não precisa ser gay. Isso, considerando que ele realmente diz a verdade sobre ser ateu.

Ele é apologista assim como o Snowball, a diferença é que aquele ainda tenta rebater o cristianismo com o auxílio de uma teologia apologética de sétima categoria e este partiu para uma crítica política. Vejam como ele arrumou até um jeito de chamar todo abortista de esquerdista: se você é favorável ao aborto por ser um ultra-libertário-selvagem mas que não milita na companhia de ateus humanistas malucos e comunistas, tudo bem… mas se você acha que o governo deve mudar sua política e liberar o aborto, ahaaa!, então você é esquerdista psicopata. Notem que no conceito dele, a única pessoa NO MUNDO que é favorável ao aborto mas que não aje como esquerdista é ele. E uma vez que ele conseguiu forçar um rótulo de esquerdista, basta usar toda a literatura anti-esquerdista disponível para simular uma vitória que não existiu. Se pensarmos bem, esse blog dele é uma fábrica de espantalhos, para facilitar a crítica aos ateus.

Isso sem contar que ele transformou uma analogia inofensiva numa suposta verdade: a de que humanismo é religião. Uma tentativa clara de tentar usar a crítica feita a ele contra os próprios críticos, como quem diz: “tá mas v6 sao religiosos tbm lalalalalalala nao to ouvindo mas nada lalalalalala para de falar que eu so patetico pq nao to escutano nadaaa lalalalalala”. É lamentável, mas é. Alguns vão querer cair da cadeira agora, mas ele chegou a declarar que o ensino do humanismo na escola fere o estado laico! Caraca, isso é o cúmulo extremo da falta de noção! É muito sem noção enlatada mesmo!

Nos próximos posts vou destrinchar alguns pontos que falei aqui e trazer à tona mais alguns. Por hora, isso é só uma apresentação. E agora que vocês o conhecem, já sabem o perigo de ter malucos assim participando do debate público e já têm uma noção dos diamantes brutos de humor involuntário que a ostra produz com tanto afinco e que eu terei o prazer de lapidar e expor aqui para vocês! Os títulos serão, não necessariamente nesta ordem:

Controle de Frame: Falando ao Coração
Controle de Frame: Sou Cético
Controle de Frame: Sou Cientista
Controle de Frame: Sou Ateu
Controle de Frame: Não sou o Garfield
Controle de Frame: Humanismo é Religião
Controle de Frame: Estamos em Guerra!
Controle de Frame: Nazismo é Esquerda

Então até mais!

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Controle de Frame: Falando ao Coração – Parte 1: O que é Controle de Frame?
Publicado em: 25 Jul, 2012 às 20:00

.: 1 :. Introdução

Assim como uso o termo “técnica” para referir aos artigos do Snowball, usarei o termo “Controle de Frame” como tag nos artigos do Luciano. O motivo é o mesmo de antes: paródia. Eu aviso isso para ninguém reclamar depois que uso as mesmas abordagens que condeno nele ou que uso as mesmas abordagens de debate que critico aqui.

Mas também não vou ser leviano a ponto de usar o termo aqui sem sequer explicar o que ele é. Então, antes de mais nada irei explicar o que é um Controle de Frame e irei trazer à tona as origens do termo. Preparem-se, pois vocês irão rir bastante do que descobri em minhas investigações sobre o termo! É tão bom que tive que dividir este artigo em dois posts: um só para falar sobre “Controle de Frame” e outro só para explicar a heurística de “falar ao coração”.

O texto que tomarei como referência nesta primeira parte é o que pedi para vocês certificarem aqui. Em resumo, disponibilizei a página inteira do texto original que vou estudar aqui hoje e fontes secundárias que replicaram o texto para garantir que ele não alterará absolutamente uma vírgula. Caso queiram ler o texto original sem terem que passar pelo constrangimento de visitar o esgosto ou caso queiram apenas possuir uma cópia de segurança, o link para download na Wiki Uploads está aqui à esquerda.

.: 2 :. O que é Controle de Frame?

Controle de Frame, segundo o referido blogueiro de meia tigela que divulga tal termo, é o uso de afirmações ou atitudes assertivas e facilmente assimiladas, às vezes transmitidas com o auxílio de algum tipo de autoridade, que visa estabelecer um conhecimento, uma opinião ou uma sensação na outra parte que não seja baseado em razões ou em argumentos racionais, mas sim em baseado em aceitação. A habilidade que uma pessoa tem em convencer seus ouvintes de que uma afirmação é verdadeira e racional com o uso de poucas repetições e de forma discreta seria equivalente à sua habilidade em controlar o frame. Evidentemente que nem todo apelo à emoção pode ser considerado um Controle de Frame, apesar de que usar as emoções para forçar aceitação na mente do ouvinte é comum na prática. Nas palavras dele mesmo:

Ele modificou uma situação para obter VANTAGEM. Esta vantagem será obtida quando a outra parte na interação PERCEBER o sujeito da forma que ele optou por ser percebido. De preferência, é claro que a outra parte não PERCEBA que está ocorrendo ali apenas um truque.

Uma explicação alternativa seria dizer que Controlar Frame é estabelecer a própria realidade e possuir a habilidade de impô-la com mais força do que os outros.

Ainda segundo o Luciano, Controle de Frame é uma prática de debate muito antiga e que surgiu no homem de forma natural. Ao que parece, o Controle de Frame nasceu da necessidade que a espécie humana tem em se reproduzir e se perpetuar (o que tornaria os gays imunes a terem seus respectivos frames controlados??) Ele confessadamente bebeu da fonte do Darwinismo Social antes de soltar essa. O problema é que ele não citou a fonte, o que é de se esperar já que provavelmente ele inventou esse background histórico do Controle de Frame. (Aliás, ele citou a fonte sim, mas sem dizer que aquela era a fonte rs, aguardem…)

A ideia geral dele é tentar demonstrar que essa habilidade de controlar o frame que nasceu meramente de pressões evolutivas que visavam reforçar o nosso instinto de reprodução e sobrevivência através de crenças ativadas pelo sistema límbico também pode ser usado para se adquirir vantagens ilícitas em debates. Ele próprio disse alí em cima que é uma técnica de debate, um truque, e tal extrapolação dos domínios sexuais para os domínios intelectuais está muito clara… aliás é a base da tese dele. Ele deseja mostrar que o Controle de Frame é uma importante aliada do debatedor que entende de Dinâmica Social e que esteja disposto a vencer qualquer tipo de debate, inclusive os realizados via texto pela internet. Seu objetivo é desenvolver um aparato prático que sirva simultaneamente como escudo contra esquerdistas e como arma contra eles. E fez isso apresentando um plano de fundo científico com uma faxada de respeito.

Quando se para para analisar o texto dele, nota-se ali somente um ou outro comportamento humano e reunidos sobre o rótulo de “Controle de Frame” sem prover qualquer tipo de evidência externa, sem apresentar fontes e sem revisão por qualquer pessoa que possa ser considerada especialista no tema. É como se pegasse o fato das pessoas gostarem de internet e dissesse que isso se chama Internetismo e para provar isso apresentasse nosso desejo inato de nos alimentarmos quando estamos com fome. Seria um chute justificado por uma teoria científica comprovada mas não correlatada, ou seja, seria meramente pseudociência. Em breve, o artigo “Controle de Frame: Sou Cientista” explicará melhor a trucagem pseudocientífica usada neste artigo para simular que houve algum conteúdo de qualidade.

O leitor mais apegado emocionalmente ao ditador de jardim de infância pode até pensar: “mas poooooow mas os especialistas são tudo da esquerda, mano, não dá pra confiar neles..” porém, este não é o caso. Supor que todo mundo que discorda da origem apresentada pelo ayan tem um motivo oculto ligado ao esquerdismo para encobrir a verdade não é um exercício de ceticismo, mas de crença cega e irracional. A suspeita é sempre bem vinda, mas usar a suspeita como arma de refutação é mero ad hominen. Se acha que o revisor quer esconder a verdadeira origem do controle de frame, então pelo menos faça uma investigação séria e argumente. E como tal investigação só pode ser feita APÓS a revisão, não faz sentido discordar das revisões antes que elas aconteçam. Até porque alguém pode concordar com elas. Eu duvido que isso irá acontecer porque o Luciano tentou pagar uma de cientista usando termos técnicos da área para contar uma historinha que ele viu na internet. Não houve pesquisa científica, testes, estatísticas, metodologias, artigos ou revisão, e sequer foi feito um resumo do trabalho de alguém que fez isso tudo.

Vou demonstrar aqui qual é a teoria original e que ela é mero merchandising que usa pseudociência como estratégia de marketing e que, para piorar, a adaptação para debates é pífia, o que resulta em um texto intelectualmente irrelevante.

.: 3 :. Controle de Frame existe?

A pergunta que fica então é justamente essa: controle de frame existe ou não? Vamos perguntar a nossa deusa internet e ver o que ela nos diz.

Primeiro, visitem o site Science Direct, um site com centenas de milhares de artigos científicos publicados ao longo das últimas décadas. Se o Controle de Frame é um estudo sério, alguma coisa nós vamos achar por lá. Vão no campo de busca e entrem com o termo Evolutionary Psychology no campo All fields. Vocês encontrarão mais de 25.000 resultados, o que quer dizer que este campo é bem frutífero. Agora entrem com o termo Social Darwinism no mesmo campo de busca e verão apenas 2.500 resultados, 10% do anterior. Pouco, mas com atividade quase constante nas últimas décadas. Mas isso não importa, o que importa é o Controle de Frame, então digitem Frame Control no campo de buscas e vejam a mágica que acontece: são quase 425.000 artigos! Seria o Controle de Frame um assunto científico tão bem compreendido e tão dominado, apesar de completamente ignorado do público geral?

Não é este o caso… vejam que a pesquisa retornou qualquer artigo que contivesse os termos “control” e “frame”, mesmo que essas palavras não tivessem ligadas entre si para formar o termo que estamos pesquisando. Então vamos mudar o termo da busca para “Frame Control”, entre aspas mesmo. Ah!, agora sim, somente 480 resultados. Agora notem que na guia lateral esquerda, na aba Topics, existe uma lista com os assuntos dos artigos apresentados, em ordem decrescente de publicações por tópico. Notem que os 20 primeiros resultados estão na área de ciência da computação e não possuem relação alguma com o Controle de Frame do Ayan… e se encontrarmos algum tópico que esteja dentro da área de Psicologia Evolucionária ou da de Darwinismo Social, não haverão mais de três artigos, já que encontrei artigos na área de programação com apenas três e a lista está em ordem decrescente.

Mas vamos conferir? Na busca avançada, pode-se entrar com dois campos simultaneamente. Então, entremos com “Evolutionary Psychology” e “Frame Control” conforme mostro aqui, tudo entre aspas para evitar o problema que citei alí em cima. E o resultado é… NENHUM ARTIGO ENCONTRADO. Isso mesmo, nenhum. O mesmo acontece quando buscamos por “Social Darwinism” e “Frame Control”.

Ou seja, temos um excelente indício de que o termo “Controle de Frame” tal como definido não passa de um embuste pseudocientífico de vigésima categoria. Mas vamos dar a ele o benefício da dúvida e continuar pesquisando. E vamos ser bonzinhos e pesquisar no google, já que um estudo sobre psicologia tão relevante e com potencial anti-ateu tão assustador pode muito bem ter sido censurado dos meios científicos e estar guardado em algum site conhecido somente por mentes cientificamente iluminadas de verdade.

Busquemos o seguinte termo o google:

“frame control” “evolutionary psychology” -seduction -attraction -dating -pua

O resultado será irrelevante: algumas coincidências esporádicas de sites onde os dois termos entre aspas aparecem juntos, mas nunca aparecem conectados um ao outro. O mesmo ocorre com “social darwinism”, mais uma vez. Então a coisa começou a ficar séria. Cada vez mais fica evidente que não existe um campo chamado frame control dentro da psicologa evolutiva, definida nos termos do Luciano Henrique. Mas vocês devem estar pensando: “Ué, mas e aqueles parâmetros de busca que você mandou omitir ali? Você está escondendo o jogo, né safado?”. Calma… a melhor parte está chegando!

.: 4 :. Os Artistas Catadores

O que acontece se buscarmos por “Frame Control” e “Evolutionary Psychology” juntos no google, sem nenhuma restrição? Encontraremos diversos sites falando sobre os dois ao mesmo tempo, correlacionando eles. Finalmente! Mas tem um porém: todos estes textos que correlacionam os dois estão, invariavelmente, ligados aos PUAs: Pick-up Artists, ou os Artistas Catadores (AC), em tradução livre.

Basicamente, eles aplicam de técnicas da Programação Neuro-Linguística para pegar mulheres e têm a mania de dizer que possuem embasamento na Psicologia Evolutiva. Para terem uma noção melhor, vejam o que a wikipedia diz sobre eles:

Pickup artist describes a man who considers himself to be skilled, or who tries to be skilled at meeting, attracting, and seducing women. […] Routines and gambits are developed to stimulate attraction switches often combined with techniques derived from neuro-linguistic programming. Spontaneous PUAs or Spontaneous Gamers use both self-help and an understanding of social psychology to achieve this.

Traduzindo…

Artista Catador é um termo que descreve homens que consideram a si mesmos peritos, ou que tentam ser peritos, nas artes de conhecer, atrair e seduzir mulheres. […] Rotinas e truques são desenvolvidos para estimular dispositivos de atração, normalmente combinados com técnicas derivadas da programação neuro-linguística. Ambos ACs espontâneos e Jogadores Espontâneos  usam auto-ajuda e um certo conhecimento de psicologia social para realizarem seus objetivos.

Ou seja, é um grupo de nerd punheteiros que não conseguem catar mulheres e ficam estudando o comportamente de machos de verdade para ver se conseguem pegar algumas mulheres mais feinhas, mas que pelo menos não são a própria mão cabeluda. Para isso, usam abordagens da PNL e teorias da psicologia, implementam rotinas de manipulação (ou seja, mentem) e recorrem a auto-ajuda. Nerd work puro!

E como eles são as únicas pessoas no mundo que tentam justificar o Controle de Frame com uma abordagem pseudocientífica da Psicologia Evolucionária (que nem o Luciano fez) e tentam aplicar isso para seduzir mulheres (que era o exemplo dado pelo Luciano), então a fonte dele só pode ter sido os PUAs. Ele mesmo os cita durante o post em que apresenta o CdF (ver na página anexa, use CTRL+F).

A pergunta que não quer se calar é: o que diabos o Luciano Ayan, o grande macho alfa pegador, estava fazendo em um fórum dos PUAs? Sim, meus amigos. Vosso grande líder é um punheteiro que precisa de auto-ajuda para conseguir catar mulheres. Esta é a grande e fatal realidade última do universo! O pobre descabelador de macaco estava querendo estudar como os machos de verdade fazem para pegar as minas e se deparou com o Frame Control e sua justificativa baseada na Psicologia Evolutiva e pensou: “ué, posso parar de fazer 5 contra 1 por uns 2 minutos e adaptar isso para meu blog como uma abordagem no estudo de debates via internet.”

O que me deixa mais pasmo é como ele conseguiu adaptar uma técnica da Programação Neuro-Linguística, que é meramente visual e tem a ver com postura, a debates anônimos na internet. Simplesmente não tem como. É bullshit na teoria, bullshit na prática e bullshit na adaptação! É bullshit ao cubo! É paspalihice que não acaba mais!

Visitem este tópico no fórum dos PUAs para verem como a motivação a la auto-ajuda para nerds inseguros rola solta. Coisa de pu-nhe-tei-ro mesmo, não dá para ler isso e enxergar outra coisa. Olhem também no cabeçalho do mesmo site (print na imagem abaixo) um dos membros de destaque do fórum, o Gambler, em uma foto exclusiva para as garotas do site:

“Olá minas!  Eu sou o Gambler! Vejam como fico sexy fazendo biquinho nas fotos!! Aprendi estudando os macho alfa!”

E eles não têm vergonha nenhuma de divulgar a baboseira pseudocientífica deles como se estivessem estudado bastante para chegar a esta verdade. Vejam este fórum, no qual o Rich, um rapaz aparentemente confiável, com status de “Trusted Member” e com mais de 1.350 posts afirma categoricamente que a base do Controle de Frame está na Psicologia Evolutiva, apesar de não ter material afirmando isso que não seja sobre sedução. E se você for no perfil dele e procurar os tópicos nos quais ele posta, verá que ele (adivinhem) é somente um PUA espelhando sua baboseira pseudocientífica por aí. Não tem jeito, só os PUAs que correlacionam CdF com PE.

.: 5 :. Afinal, Controle de Frame existe ou não?

A única coisa realmente séria sobre Controle de Frame que encontrei e que está relacionada à psicologia, é uma série de estudos da Programação Neuro-Linguística (PNL). Isso realmente existe e trata do estudo da postura na determinação de quem está no controle de uma conversa física, ou quem possui o frame. Tem alguns artigos sobre isso no Science Direct, mas como vocês não podem acessar os artigos lá sem pagar uma graninha boa, disponibilizo um blog em inglês explicando umas coisas sobre o assunto bem interessantes aqui e aqui.

É importante ressaltar que essa abordagem da Psicologia Evolutiva é meramente uma roupagem pseudocientífica para simular uma justificação científica séria. Prova disso é que nenhuma fonte independente dos PUAs usa PE ou Darwinismo Social para justificar o CdF, o que indica que eles simplesmente inventaram essa relação.

Outro detalhe importante é que como os PUAs são os únicos na internet a fazerem tal correlação, então a fonte do Luciano Ayan só pode ter sido eles! Ele não pode alegar que não estava usando como fonte somente o Controle de Frame descrito pelo PNL, já que sua abordagem usa a Psicologia Evolutiva e os pscicólogos da PNL não fazem isso, vocês viram no Science Direct. E fica a pergunta: o que o Luciano Ayan estava fazendo na internet que o levou a encontrar os PUAs? Ou ele estava pesquisando sobre postura física em conversas para adaptar para debates e acabou se deparando com os PUAs ou ele estava procurando sobre treinamentos dos PUAs e acabou se deparando com o CdF. E vamos combinar: não faz sentido nenhum ele considerar que um estudo de PNL o ajudaria em debates de internet. É como fazer um curso de fotografia para cegos! Por eliminação, só a segunda hipótese é razoávael: ou seja, LH é um punheteiro inseguro que precisa de auto-ajuda para conseguir falar com mulheres.

Luciano Henrique citando suas fontes como quem não quer nada. Um detalhe importante: Desmond Morris realmente escreveu bastante sobre Psicologia Evolutiva, mas nada sobre Controle de Frame. Não se enganem, a associação CdF – PE só é feita por PUAs.

E agora, vamos ser sinceros: se a fonte que ele usa é meramente auto-ajuda nerd misturada com PNL aplicada a sedução e justificada pesudocientificamente com Psicologia Evolutiva e Darwinismo Social, pra que perder tempo refutando? É baboseira inventada pelos instrutores dos ACs para ganhar dinheiro vendendo vídeos, livros e palestras de treinamento. O uso de roupagem científica serve somente para agradar o público-alvo, comporto majoritariamente por nerds, já que não existe produção científica independente. Aliás, não existe sequer pesquisa científica: somente revisão bibliográfica apontada como justificativa. É que nem aqueles produtos de beleza que a Polishop juuuuuuuuuuuuuuuuura que funciona e, para provar isso, apresenta uma teoria científica que não tem absolutamente nada a ver e apresenta uns resultados que ninguém sabe de onde vieram com um aparentemente científico. É tudo muito simples: não precisa nem ler pra saber que é perda de tempo. Ainda mais sabendo que é um embuste comercial adaptado a debates… por favor, não levem nada daquele post dele a sério!

Vamos lá, Luciano, seja confiante na sua realidade e não deixe que o olhar de “quem esse mané pensa que é” das mulheres te abale. Continue conversando como se nada tivesse acontecido, seguindo o cronograma previamente estabelecido por você. Mostre com sua atitude que você está seguro de você mesmo, que você é um cara confiante e dominante e que você aumenta as chances de reprodução e de sobrevivência dela, até que o sistema límbico dela a convença disso. Seja O CARA! Seja O MACHO! Tenha atitude e não dê a ela a chance de mostrar que a opinião dela é a que vale na interação de vocês! A opinião dela só vai importar quando ela quiser te dar, então seja durão e faça ela acreditar nisso agora! Você pode cara, você tem culhões, você está treinado e você sabe o que deve fazer!

Continua…

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Eis o que aconteceu…
Publicado em: 25 Jul, 2012 às 21:00

Olá! Bem vindos a este blog no qual eu tenho o prazer de ser editor.

Gostaria de ficar conhecido entre vocês como Mr. Monk, mas não por que tenho algo a esconder, mas sim por mera necessidade funcional e por opção estética e dramática. Eu sou estudante e tenho 25 anos recém-completados – usem esta informação para calcularem minha idade caso não esteja mais em 2012! Me interesso muito pelo estudo do comportamento humano e pela arte do debate e compartilharei com vocês um pouco destes assuntos.

De acordo com a divisão de Categorias feitas pelo administrador do blog, o sr. Mensalão, cujo nome real é Marco Aurélio Suriani, eu fico responsável pelos seguintes assuntos:

  1. Falácias: muita gente não tem a noção do que seja uma falácia e não entendem a definição de cada uma delas individualmente nem de como aplicá-la a um debate. Meu objetivo será apresentar a vocês as principais falácias e esclarecer as principais dúvidas e mal-entendidos sobre seu uso, além de apontar algumas que eu mesmo percebo e que gostaria de propôr.
  2. Debate: vou falar um pouco aqui sobre como articular bem as suas ideias para participar de um debate, indo desde a preparação até a formulação de frases e parágrafos. A arte do debate honesto e bem feito deve ser aperfeiçoada com cuidado e dedicação pois é uma excelente ferramenta para o progresso real, já que resolve os problemas de forma consesual e não de forma uni-lateral, culminando assim em resultados que sejam bem vistos pela maioria das pessoas por um período de tempo duradouro e que não fiquem vulneráveis a críticas pesadas das visões vencidas durante o debate. Isso inclui as estratégias de debate que considero honestas.
  3. Más práticas de debate: devemos tomar bastante cuidado com práticas de debate que visam a vitória e não a busca pelo conhecimento racional. Inspiro este trabalho a luta de Platão e Sócrates contra os Sofistas, aqueles que desde milhares de anos atrás já poluiam o debate com estratégias de honestidade duvidosa. Muitos já debateram com pessoas que seguem à risca os estrategemas expostos no livro “Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão” de Schopenhauer e sabem muito bem como a situação é dramáatica, risos. Usarei os conhecimentos em Dialética Erística para evidenciar as práticas e sugerir formas de se prevenir delas e de respondê-las de forma eficiente e sem apelar para o mesmo tipo de estratégia.
  4. Comportamento humano: sou uma pessoa muito curiosa sobre como funciona a mente humana. Perguntas como “porque Maria olhou para o lado ao responder minha pergunta”, ou “porque João escolheu estas palavras para exprimir sua ideia” me fascinam bastante! Sempre podemos entender mais as pessoas e suas ideias e deduzir quais suas reais intenções através deste tipo de análise. Incluo aqui textos interessantes sobre psicologia, com a promessa de não trazer sandices como as de Lacan quando afirma que o complexo i = √(-1) é uma representação do falo ereto masculino.
  5. WatchGOD: este é um projeto do Bruno que me arranca alguma simpatia. Não sou muito fã do estilo dele e nem tenho os mesmos objetivos que ele. A minha simpatia só é arrancada porque me sobe um frio na coluna quando vejo certas práticas de debate usadas por aqueles que ele chama de “apologistas de internet” e por aqueles que são conhecidos como “ateus de internet”. Então, parte dos artigos das categorias um e três será postada também sobre esta categoria para dar um suporte teórico mais profissional ao Bruno que, convenhamos, é muito afobado.

Eu sou um homem didático e apresentarei o conteúdo de forma simples e direta. Tenho uma queda crônica por fugir do assunto e que nem sempre consigo disfarçar, mas pelo menos aqui serei direto ao ponto. Espero sinceramente que gostem de mim e que tirem bastante aprendizados aqui para levarem para a vida!

Até mais.

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Técnica: Autismo Retórico – Parte 2: Metáforas e Outras Figuras de Linguagem
Publicado em: 28 Jul, 2012 às 11:30

.: 3 :. Metáforas

Hoje estou publicando de maneira excecpcional dois atigos. Este segundo tratará de figuras de linguagem, dando continuidade à técnica Autismo Retórico do Bruno Almeida. Este post em específico será predominantemente expostivo, apresentando as outras figuras de linguagem comuns em debate além da Analogia. Importante destacar que este post pertence à WatchGOD, então envolverá explicações que só se fazem necessárias quando olhamos para o comportamento de debatedores na internet.

Começo pela Metáfora, que juntamente com a Analogia, é a figura de linguagem mais popular não só em debates mas também em todos os meios de comunicação (oral/escrito, acadêmico/popular etc). Um ponto a ressaltar é que metáforas podem ser aplicadas a partir da explicação de analogias. Lembram que analogias são como regras de três? Pois bem, vejam esta analogia:

Padeiro – Pão
Escritor – x -> x = Livro

Olhando assim é fácil perceber como uma analogia parece uma proporção entre duas ideias. Do mesmo modo que pão é o produto do trabalho do padeiro, x deve ser o produto do trabalho do escritor; portanto x é um livro. Uma metáfora segue uma linha similar:

Sementes – Espalhar
Luz do Sol – x -> x = Espalhar

Uma metáfora acontece quando uma palavra é usada em um contexto diferente para expressar uma ideia análoga. É por isso que Aristóteles diz que metáforas exprimem relações que são muito fracas para serem chamadas de analogias, sendo no máximo analogias impróprias. É importante frizar que nada disso torna uma metáfora em uma analogia a ponto de se acusar uma metáfora falha de falsa analogia. Veja bem, em toda metáfora os elementos análogos são completamente distintos já que se não fossem, não haveria necessidade de uma metáfora.

Veja bem, no exemplo acima (kibado do Aristóteles), usa-se a expressão ‘espalhar a luz do sol’ – que não é muito famosa hoje em dia – para dizer que a luz do sol se propaga de maneira difusa e ampla assim como sementes. Logo, dizer que sementes e estrelas são elementos completamente distintos não quebra a metáfora. Pelo contrário, só é uma metáfora graças a tal diferença. É por isso que fazer uma metáfora envolve transportar uma característica de um objeto para outro.

Vejam o exemplo:

Ondas – Surfar
Internet – x -> x = Surfar

Trata-se da metáfora ‘surfar na internet’. Notem como ondas são físicas enquanto internet é um conceito abstrato da informática que se refere a um protocolo de rede de computadores. Ela se baseia na ideia de que andamos de site em site na internet da mesma forma como andamos de onda em onda quando estamos sufando. Já a metáfora:

Ondas – Surfar
Pintura – x -> x = Surfar

falha pois uma pintura é algo estático e único. Não tem como você observar ou admirar uma pintura da mesma forma com a qual você surfa uma onda. Se pelo menos fosse uma coleção de pinturas, poderíamos sustentar a metáfora. Reparem como o primeiro transportou a ideia de surfar para a internet enquanto o segundo não conseguiu realizar tal transporte.

E que conclusão podemos tirar disso? Que metáforas baseadas em analogia só falham quando a analogia falha, e não quando os elementos são distintos. Notem que ondas são tão diferentes (ou até mais) de internet do que de uma pintura, contudo pode-se surfar na internet mas não em uma pintura. A natureza dos objetos pouco importa, desde que eles se relacionem com uma mesma ideia de forma similar.

Em outras palavras, quem alega que uma metáfora é uma ‘falsa analogia’ baseado na diferença entre os objetos comete três erros: um, não é uma analogia, então não é falsa analogia; dois, não existe o ‘contrabando’ de características de um objeto para o outro só porque são diferentes; três, a diferença entre os objetos é um requisito da metáfora, e não um empecilho.

Além disso, essa construção via regra de três não é a única forma de se construir metáforas – mais um motivo pelo qual metáforas falhas não são falsas analogias. Mas mesmo assim, continuamos transportando ideias. Aristóteles fala que além de analogias, pode-se transportar ideias genéricas para específicas, e vice-versa, na construção de uma metáfora:

1. “Aqui meu navio se detém.” (no sentido que ancorar-se é uma forma de deter-se)
2. “Eu perdi a cabeça.” (no sentido que na cabeça é onde fica a parte responsável por tomar decisões razoáveis)

“Eu fiquei muito puto!”

Mais uma vez, a metáfora só se sustenta quando é possível o transporte de sentido de uma palavra para outra, não importando o uso literal da expressão. O fato de ‘perder a cabeça’ significar literalmente ‘ser decaptado’, não quer dizer que essa seja a única forma de se interpretar a expressão. De modo contrário, quando uma pessoa toma uma decisão da qual se arrepende depois, ela não pode dizer perdeu a mão, pois o sentido de tomar decisões pode ser transportado para a cabeça mas não para a mão.

.: 4 :. Outras Figuras

Comparações são muito similares a metáforas, mas deixam mais explícito o transporte de ideias. Um bom exemplo é “O amor queima como fogo”, que transporta as características do fogo de consumir o combustível e de arder fisicamente para o amor, que consome nossos pensamentos e arde mentalmente. Sendo assim, para uma compração funcionar, ela também deve ser capaz de transportar.

Não posso esquecer das metonímias, que também são similares a metáforas. Nas metonímias, existe a troca de uma expressão por outra equivalente, como na expressão “O Palácio do Planalto fez um parecer contrário ao projeto de lei apresentado pelos deputados.”, onde ‘Palácio do Planalto’ subsititui quem trabalha lá: o presidente. Também acontece quando se troca a parte pelo todo (“os alemães tomaram Moscou” -> não todos os alemães, só os soldados que marcharam até lá) ou o efeito pela causa (“sou alérgico a cigaro” -> na verdade, sou alérgico à fumaça dele). Em todos os três casos, transportou-se com êxito o sentido de uma palavra ou expressão para outra. Tais exemplos são bem similares ao do ‘perdi a cabeça’ também.

Apresento aqui um ligeir exemplo de como é comum em debates a simulação de (perdão pelo neologismo qe está por vir) falso “não-entendimento” de uma figura de linguagem. Em um debate que o Bruno Almeida teve com o Snowball, este último disse no oitavo post (vocês podem ver o printscreen aqui também):

Bruno: A ciência alega ser o método mais capaz de obter informações, assim como qualquer outro método também alega (inclusive a teologia).
Snowball: Falso. A Ciência não alega nada, pois não é uma pessoa. Existe uma ferramenta, chamada método científico, que pode ser manipulada por humanos.

No caso, fica muito claro o uso de metonímia em discurso do Bruno, que trocou a palavra ‘cientistas’ ou a expressão ‘filósofos da ciência’ por ‘ciência’, simplesmente. A impressão que insiste em ficar é que para este Snowball, refutar é o que vale, mesmo que se tenha que implicar até com o uso de figuras de linguagem. Fingir não entender que houve o uso de uma figura de linguagem é exatamente o que chamamos de Autismo Retórico.

Por fim, cito as alegorias, que nada mais são do que metáforas aplicadas a uma ideia complexa e não somente a uma palavra. Um exemplo famoso é a Alegoria da Caverna, que transporta a ideia de uma caverna para a ideia do conhecimento metafísico com o objetivo de explicar melhor como este funciona.

Resumindo tudo em isso em poucas palavras e exemplos meramente didáticos:

Analogia: relação entre duas relações. São análogas a regras de três. Sua veracidade está na semelhança entre duas relações e não nas diferenças que não dizem respeito a tais relações.

Não-Analogia: duas relações diferentes. “A chave está para o chaveiro assim como o carro está para o motorista.”

Falsa Analogia: contrabandeia-se características ao invés de transportá-las. “Sorveterias e papelarias são ambos estabelecimentos comerciais. Logo, pode-se encontrar cadernos à venda em sorveterias.”

Metáfora: significa literamente transporte. É o uso de uma ideia no lugar de outra similar. Em alguns casos, é formada do mesmo jeito que uma analogia. Falha quando o transporte não pode ser feito entre duas ideias, independemente do quão diferente elas são.

Comparação: é como uma metáfora entre palavras, só que mais explícita. “Os políticos brasileiros são como um câncer que corrói o Brasil.”

Metonímia: É como uma metáfora que não possui uma analogia. É o uso de expressões semelhantes. “Li um Machado de Assis.”

Alegoria: Uma metáfora para ideias complexas e não para palavras.

.: 5 :. Metáforas e Educação

Muito do que apresentei até aqui foi baseado em Aristóteles, porém eu usei como referência mesmo um outro artigo que fazia referência ao filósofo. Trata-se do artigo Analogias e Metáforas: Pontes para o Conhecimento de Wayne dos Santos (o link é disponibilizado pelo próprio autor). As outras fontes são a wikipedia, mas não creio que sejam necessários links para elas.

O trabalho de Wayne esmiuça bem melhor que eu as metáforas e inclusive fornece meios para separar boas metáforas de más (capítulos I a III e apêndice). Além disso, ele fornece excelentes exemplos no capítulo IV. A leitura é recomendada aos que se interessam pelo assunto e, em especial, àqueles que rejeitam o uso de figuras de linguaguem e analogias em seus discursos. A partir do capítulo V, o texto toma novos rumos, defendendo o uso dessas alegorias no ensino:

“Partimos da hipótese de que as analogias e metáforas, empregadas com método e critérios que levem em consideração suas limitações, prestam-se ricamente à facilitação do aprendizado dos mais diversos conceitos e processos das mais variadas disciplinas. Trata-se de uma ferramenta pedagógica de relativamente fácil aplicação, que pode apresentar-se de forma atraente, lúdica e motivadora para o aprendiz, incitando-o a mobilizar outros recursos intelectivos inferenciais, como o raciocínio e a lógica.”

Ou seja, metáforas, analogias e alegorias são excelentes formas de se transmitir uma ideia de forma simples. Mais do que isso, nos auxila a compreender assuntos sobre o qual dominamos pouco. Desqualificar essas figuras por não concordar com o conhecimento que obtemos a partir delas é uma forma covarde de fugir do debate e fingir que houve um contra-argumento.

Qualquer hora, faço um “resumão” desse texto e trago pra vocês, porque por hora é só isso mesmo. Em breve o Bruno apresenta a parte 3, que apresentará aplicações do Autismo Retórico.

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Controle de Frame: Falando ao Coração – Parte 2: Pejorativo ou não?
Publicado em: 29 Jul, 2012 às 07:30

Na primeira parte deste “Controle de Frame”, tentei explicar justamente o que é Controle de Frame e o resultado foi decepcionante (mas não por culpa minha!). Em primeiro lugar, CdF é uma campo de estudos da Programação Neuro-Linguística e não se parece em nada com algo adaptável a debates por escrito via internet. Em segundo lugar, a justificativa se baseava em Psicologia Evolutiva e em Darwinismo Social que, apesar de serem campos relativamente ativos na ciência, aparentemente não possuem produção científica na área que nos interessa. A palavra ‘aparentemente’ aqui significa que a única referência que mistura os dois vem do movimento Pick-up Artists, e a abordagem deles cheira pseudociência.

Mas posso estar enganado e ele pode ter usado como referência um livro ou um autor que não sei qual é. O problema é: ele não citou tais fontes (se existirem alguma). Não é obrigação minha e nem de ninguém adivinhar quais fontes foram usadas para ler, comparar e certificar a boa procedência, ou seja, verificar se os autores são meros barulhentos amadores ou se são estudiosos que entendem pelo menos os conceitos básicos que estão usando.

O que acontece agora é: ou ele adimite que sua fonte realmente foram os PUAs ou adimite que omitiu deliberadamente as fontes utilizadas neste artigo. Em ambos os casos, ele vai ter problemas para se explicar. Mas agora vamos ver como ele usa o termo na prática e como ele usa um termo praticamente equivalente: “Falar ao Coração”. Meu objetivo será demonstrar que ele utiliza padrões e definições propositalmente ambíguos que permitem que sua termilogia pareça agressiva e ríspida quando ele vai se defender e que pareça nobre e heróica quando ele vai ao ataque.

A minha referência agora não será somente o post onde ele introduz o termo, mas qualquer texto produzido pelo autor que faça referência a ele. E mais uma vez, não é minha intenção analisar conceitos de Psicologia Evolutiva ou de Darwinismo Social.

.: 6 :. Pejorativo ou não?

Qual a conotação do termo Controle de Frame dentro de seu pensamento? Ele usa este termo para se referir a uma prática vil e suja ou para se referir a uma mera estratégia de debate? Aqui vai uma série de citações dele mesmo para vocês verem:

O Controle de Frame é a arte de DOMINAR o uso das ressignificações a seu favor. Simples assim. E as ressignificações são “métodos utilizados em neurolingüística para fazer com que as pessoas possam atribuir ‘novo significado’ a acontecimentos, fatos ou conceitos pela mudança de sua visão de mundo.” […] essa é uma técnica que os esquerdistas DOMINAM e, se quisermos esmagá-los em debates, temos que dominar também. (Não significa que tenhamos que falsificar conceitos como eles fazem, mas sim saber demolir cada tentativa de falsificação e colocá-los em seus devidos lugares). Link

Aqui ele afirma que CdF é uma estratégia neutra mas que as redefinições dos esquerdistas visam mentir e a dos conservadores deveriam visar desfazer essa mentira. Em primeiro lugar, ele fala como se todo esquerdista fosse mentiroso e todo direitista fosse honesto. Pura bobagem… a distribuição de desonestidade é normal ao longo da sociedade e não há motivos para crer nisso que ele insinua. Em segundo lugar, se o problema é que as ressignificações esquerdistas são desonestas e as dele não, então o termo CdF é absolutamente supérfluo! Em última análise, o que importa é que os esquerdistas seriam os que mentem e ele é o que desfaz as mentiras. O CdF seria meramente um modo de se tornar mais convincente como qualquer outra metodologia retórica de um rol gigantesco, ou seja, ele seria neutro. Ficou claro? Então prossigamos…

Ele mudou a posição de seu corpo para ALTERAR A PERCEPÇÃO da garota a respeito dele. Ele simplesmente CONTROLOU O FRAME. Ele modificou uma situação para obter VANTAGEM. Esta vantagem será obtida quando a outra parte na interação PERCEBER o sujeito da forma que ele optou por ser percebido. De preferência, é claro que a outra parte não PERCEBA que está ocorrendo ali apenas um truque. Link

Aqui ele adimite que se trata de um truque, algo que declara abertamente ser algo de conotação negativa. Ele se referiu ao CdF claramente como uma estratégia de espalhar mentiras de forma que a plateia não perceba. Uai! Mudou?

Ele poderia alegar que só esquerdistas fazem isso, mas não tem desculpas. Vamos reler o que ele escreveu..

Ele mudou a posição de seu corpo para ALTERAR A PERCEPÇÃO da garota a respeito dele. Ele simplesmente CONTROLOU O FRAME. Ele modificou uma situação para obter VANTAGEM. Esta vantagem será obtida quando a outra parte na interação PERCEBER o sujeito da forma que ele optou por ser percebido. De preferência, é claro que a outra parte não PERCEBA que está ocorrendo ali apenas um truque.

Os trechos omitidos não distorcem a mensagem dele, somente mostram que nesta definição, Controlar Frame mudou de uma mera metodologia retórica para uma forma de ocultar mentiras e forçar a outra parte a perceber o locutor da forma que ele quiser. Viram a ambiguidade? Mas agora ele volta atrás novamente…

Do lado dos esquerdistas, estes utilizam a linguagem popular e conseguem dizer, dentro de 30 segundos, que “estão do lado do povo”. Enquanto isso, conservadores assistem passivamente e, no máximo, lançam discursos empolados e textos complicados nos quais, mesmo ao refutarem os esquerdistas, NÃO SÃO OUVIDOS pela opinião pública.

É fácil entender por que os conservadores não são ouvidos. No momento em que um conservador abrir a boca, a opinião pública já o tachou de “religioso fundamentalista”, “racista”, “fascista”, “homofóbico” e qualquer outro termo que faça com que ele não seja ouvido. Mesmo que quase sempre essa rotulagem não esteja de acordo com a realidade. A partir desse momento, já não adiantam mais argumentos do conservador, ele simplesmente NÃO SERÁ OUVIDO.

Isso ocorre por que o esquerdista domina a arte de FALAR AO CORAÇÃO da opinião pública, através do recurso de controle de frame. E, quando um esquerdista está fazendo isso, só controlamos o frame de volta se FALARMOS AO CORAÇÃO da platéia durante a refutação. (Atenção: existe o discurso entre os intelectuais de cada lado, onde falamos à MENTE, mas quando falamos à platéia, falamos algumas vezes à MENTE e em outras vezes ao CORAÇÃO)

E o que significa FALAR AO CORAÇÃO? Simples. Significa falar em uma linguagem na qual você é entendido pelo cidadão comum, gerando efeitos EMOCIONAIS com essa comunicação. Ou seja, FALAR AO CORAÇÃO é usar uma comunicação que afeta o SISTEMA LÍMBICO PROFUNDO do ouvinte. Link

Vamos aos poucos, pois o trecho é longo e introduz um termo novo: “Falar ao Coração”. Aqui no final, mais uma vez ele fala como se isso fosse só uma forma de comunicação comum. E mais uma vez ele trata os esquerdistas como pessoas que usam esse recurso para mentir e os conservadores como aqueles que deveriam usar para se defender. Falar ao Coração aqui foi tratado como algo neutro e supérfluo e mais uma vez foi feita a generalização esquerdista=mal e direitista=quase sempre bom.

Este é o melhor trecho do primeiro capítulo, que bate com tudo que venho falando aqui neste blog, principalmente desde a publicação de um texto sobre o controle de frame, entitulado “Uma introdução ao controle de frame OU Como começar a vencer os esquerdistas”. Erroneamente, o texto foi entendido como se eu estivesse apoiando a idéia de que “os fins justificam os meios”, no qual eu estaria justificando o uso da mentira para vencer os esquerdistas. Não, eu estava defendendo o uso do controle de frame na guerra política, o que não necessariamente tem a ver com mentir. Além do mais, se os “meios estão dominados, os fins já não fazem mais diferença”. Isso significa que não adianta se “recusar a lutar” por que acha que ficar arraigado aos seus princípios é suficiente, pois se o outro lado conseguir o poder totalitário, você já não terá direito sequer a ter os seus princípios. Link

Basicamente, mais do mesmo em um texto recente dele. De novo neutro… o leitor pode já estar pensando: “será que aquela ambiguidade do Luciano alí em cima foi só um mal-entendido e ele não está fazendo nada de desonesto?”

Bem, isso infelizmente vai ficar para as partes 3 e 4. Este post já está grande e, devidos às circunstâncias que explicarei depois, acho melhor subdividi-lo. Eu até poderia fazer tudo de uma vez, mas não quero deixar de cercá-lo de todos os lados pois se eu não proceder assim, serei acusado de leviano. Se eu mesmo cito desde já uma quantidade elevada de textos dele, não poderei ser acusado de ter omitido nada e nem de inventar explicações ad hoc. Luciano, eu te disse no face que haveria só mais um, mas se estou tendo que subdividi-lo, a culpa é somente tua!

Na próxima parte irei demonstrar que ele realmente usa o termo de forma pejorativa e como sinônimo de prática desonesta em alguns casos. Tamém vou mostrar o que ele ganha com isso. A parte 4 será somente uma breve conclusão geral que abordará o famoso Mito da Perfeição Humana, que virá bem a calhar.

E um recado ao Luciano: não adianta mudar nada correndo. Neste exato momento em que você lê isso, a parte 3 já está escrita. E elas serão publicadas em breve. De qualquer forma, vou pedir para os leitores autenticarem novas cópias (próximo post ou neste link, assim que disponível). É tudo ou nada a partir de agora…

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Controle de Frame: Falando ao Coração – Parte 3: O uso pejorativo e as evidências de fraude
Publicado em: 30 Jul, 2012 às 19:55

Luciano, pode fazer um grande favor para mim? Ligue sua webcam focalizando no seu rosto agora e comece a ler o post. Quando terminar, salve, hospede no youtube e me passe o link, pode ser? Não quero perder por nada a cara de “Holy Fucking Shit!” que vai fazer quando ler o que está aqui!

.: 7 :. Categoria: Controle de Frame

Quem for no blog do Luciano poderá ver uma série de posts com a tag “Controle de Frame”, que inclusive pertenciam a uma categoria com o mesmo nome. Cito três exemplos, que foram todos publicados em seguida, que são: “Controle de frame: Sou liberal”, “Controle de frame: Cético universal” e “Controle de frame: Auto cético”, que vocês já devem ter visto no post anterior sobre certificação de cópias.

No post “Sou liberal”, o Luciano declara que “Inici[a] aqui a série de estratagemas específicos para o controle de frame, conforme praticados pelos esquerdistas.” e no post “Auto Cético”, ele diz que “é possível que alguém execute este truque sem ter ciência de ser um truque de apelo político.” ou seja, ele diz claramente que as atitudes que ele está tentando descrever são truques desonestos.

O leitor mais incauto poderia pensar que a associação do termo Controle de Frame às mentiras contadas pela esquerda não faz o termo deixar de ser neutro. Não é bem assim: se fosse este o caso, os posts se chamariam “Mentira: Sou liberal” e citariam o Controle de Frame apenas para descrever o modo com que tal suposta mentira é propagada para que seja mais convincente. Usar a tag Controle de Frame deveria dar a ideia de que o post faria meramente uma descrição de como eles aplicam essa metodologia (inexistente) ao discurso deles e não que faria uma exposição das supostas mentiras por trás da alegação. Os posts dele não querem destacar que os esquerdistas fizeram mera ressignificação, mas sim que tal ressignificação foi mentirosa.

Para vocês terem uma ideia melhor do que estou falando, imaginem o seguinte: sabemos que o termo “alegação” é neutro e que “mentira” é pejorativo. Se esses posts dele tivessem que ter uma dessas duas tags, qual seria a mais adequada? A tag “mentira: sou liberal”, certo? E se o LH julgou que “Controle de Frame” é a tag ideal para os posts, então para ele o termo está sendo usado da mesma forma que a tag “mentira”, concordam? Se a intenção dele era desmascarar uma mentira, usar “Controle de Frame” com uma denotação neutra é a mesma coisa que chamar os posts de “Alegação: Cético Universal”, ou seja, não faz sentido. Portanto, a denotação é sim negativa e não neutra.

Não está convencido ainda? Ótimo! Então vamos para o argumento sério, porque esse primeiro foi só pra passar mel na boca. Respondam a esta pergunta: quantas vezes o Luciano fez um post com um título como “Controle de Frame: o Humanismo é uma religião” ou “Controle de Frame: Hitler era humanista de esquerda”, querendo ensinar seus leitores a controlarem o frame para tentarem reestabelecer tais supostas verdades? Quantas vezes ele agiu assim dentro de um tópico? Em outras palavras, quantas vezes ele usou Controle de Frame como algo positivo?

A resposta é: nunca. Aliás, uma vez ele ensinou como controlar o frame para convencer uma pessoa de que a esquerda faz apologia ao crime. Mas neste caso, ele “falou ao coração”. Ou seja, ele diz que os termos são neutros mas ele só usa “Controle de Frame” quando vai atacar a esquerda e só usa “Falando ao Coração” quando é ele quem vai implementar. Óbvio, porque ele quer criar dentro de nós a associação “CdF = vai falar mal da esquerda” e “FaC = vai ensinar como combater a esquerda”.

Essa tendência é tão forte que se você for no arquivo .zip que disponibilizei, abrir qualquer um dos Controles de Frame e passar o mouse em cima da palavra Índice de Técnicas que está logo abaixo da imagem que inicia o post, você verá um link para a categoria “Controle de Frame”! Ou seja, a categoria inteira do blog dele era a equivalência exata do Índice de Técnicas Esquerdistas! E tem mais, visitem a página “Arquitetura da Esquerda”, que também está no .zip e vejam que “Controle de Frame” é um ítem da arquitetura esquerdista e que o link aqui também direciona para a categoria “Controle de Frame”. Não tem como ele negar que sua intenção era usar o termo como uma prática desonesta da esquerda! E foram duas vezes, não tem nem como ele dizer que foi um engano ou um erro na hora de colar os hiperlinks.

Duvidam e querem ibagens! Então põe as ibagens na tela aqui e aqui! E isso é tão patético, que ele mesmo sabe disso. Querem ver?

.: 8 :. Evidências de Fraude

Esse pensamento dele é tão absolutamente patético que ele andou apagando o que ele mesmo escreveu e retirando a categoria “Controle de Frame” do blog. Cliquem nos links que direcionam para a categoria “Controle de Fame” (hiperlink na expressão “Índice de Técnicas” ou hiperlink da página “Arquiteuras da Esquerda”) e verão que esta categoria… não existe mais! Foi apagada! Aparentemente, ele esqueceu de apagar os hiperlinks, que ficaram para a posteridade de modo que eu pudesse fazer o trabalho de arqueólogo e remontar o passado. E tem mais, vejam a que categoria pertencem os três posts de Controle de Frame: Uncategorized. Ou seja, a categoria a qual eles pertenciam aparentemente foi apagada.

Você quer ibagens? Então toma ibagens! Várias ibagens pra vocês aqui, aqui, aqui e aqui!

Agora pensem bem: que outra explicação há para os hiperlinks que mandam para uma página inexistente e para a categoria Uncategorized? Ele poderia falar que os hiperlinks inexistentes foram atos falhos e que esqueceu de por uma categoria nos três posts por mera distração. Mas seria forçado… ele cometeria o mesmo erro em três posts seguidos? Tem que ser extremamente tapado para conseguir tal proeza. Faz muito mais sentido crer que a categoria “Controle de Fame” existia, que era equivalente exata ao Índice de Técnicas, que era a categoria dos três posts e que em algum momento ele achou melhor retirar do ar.

Uma coisa é certa: independente dos motivos, isso tudo serve como forte evidência de que ele deliberadamente fraudou o próprio blog e enganou seus leitores. Isso mesmo, trouxas que o acompanham, ele está tentando ludibriar vocês. Não quer que saibam da tentativa patética dele de fazer esse jogo duplo com o termo e tentou sumir com qualquer evidência de que o termo nem sempre tem uma denotação neutra como tem hoje. Aliás, essas são só as fraudes que ele deixou rastros. Um goleiro, por melhor que seja, só pega pênaltis defensáveis: pênalti bem batido é indefensável. Ou seja, quantas outras fraudes existem nos textos que coloquei na parte 2 que infelizmente jamais poderemos sequer descobrir, quanto mais provar?

É esse o blog que vocês querem usar como orientação em sua luta contra os ateus, caros leitores teístas?

.: 9 :. Sobre as mudanças

E ainda tem mais uma pergunta: tirou porque? Ou ele percebeu que foi um erro ou percebeu que era estrategicamente inadequado. No primeiro caso, isso so mostra a ânsia dele em tornar ambíguo e de extrair os benefícios disso. No segundo caso, mostra que ele mente por omissão e que ele continua tratando a expressão CdF como algo não neutro. Não consigo pensar em outra hipótese.

De qualquer maneira, a primeira ideia é muito sedutora. Tudo indica que ele percebeu que o termo “Controle de Frame” só pode ser usado de forma neutra e que ele estava agindo como se não fosse. Isso valida as críticas que eu estava fazendo a ele na minha comunidade do Orkut WatchGOD, que ele insistia que eram infudadas. Hoje, eles seriam apenas forçadas, mas quando foram escritas eram perfeitamente plausíveis quando se consideram as evidências de fraude.

E se minhas críticas foram feitas e depois ele voltou atrás, porque ele insiste em rotular minhas críticas e denúncias como falsas de modo sistemático? Mesmo que eu não tenha sido a causa do recuo, eu pelo menos fui mais rápido que ele em perceber o erro, e mereço até ser liberado a postar livremente no blog dele para alertá-lo de todos os erros similares. Eu mereço ser nomeado como revisor do blog dele! (naaaaaa)

Não quero cometer a falácia Post hoc ergo propter hoc aqui mas as evidências de fraude no mínimo validam minhas críticas antigas, que eram bem mais pesadas do que as atuais, isso se não foram a causa que o motivou a promover tais mudanças.

No próximo post, encerro a série com uma lição de moral que vai deixar o pobre garoto em mals lençóis com sua fanbase de maneira definitiva. Se ele e Snowball realmente forem a mesma pessoa, então agora definitivamente está na hora de ele abandonar o Ayan e retomar a Bola de Neve e fingir que nada aconteceu. Aliás, não está. Antes, eu tenho que mostrar os motivos que ele tem para fingir que é ateu, o que farei em breve na série CdF: Sou ateu. Depois disso é que ele poderá (terá) que abandonar o fake.

Continua…

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Quem é Craig?
Publicado em: 1 Ago, 2012 às 19:20

Acredito que esta pergunta soa de forma ridícula para a maioria das pessoas que estiverem lendo isso já que Craig é um dos apologistas mais famosos da atualidade, se não o mais famoso. Sua influência sobre a tropa de choque do cristianismo contra o ateísmo e contra as objeções feitas por outras religiões é evidente e extensa. Mas parto do pressuposto de que nem todo mundo conhece o indivíduo e  também de que devo dizer a todos o que penso dele para que se preparem para o que está por vir. E digo isso para não criarem espectativas de que irei fazer uma refutação limpa, completa e unânime… eu não sou megalomaníaco como os apologistas de internet a ponto de achar que seria capaz de tanto.

Willian Lane Craig é um cristão americano e formado em Filosofia. Mais detalhes de sua biografia, consultem a wikipedia… não vou fornecer porque estão reclamando que escrevo demais rs. Ele não tem nenhum livro que possa ser considerado um fenômeno de vendas como seu grande rival Richard Dawkins tem, mas tem um site pessoal muito famoso: o Reasonable Faith, onde podem-se encontrar diversos textos dele, inclusive cartas de resposta aos leitores. Em hora: existe uma versão em português do site, com traduções. Ele também é famoso pelos debates que teve, e continua tendo, com diversos pensadores ateus e que são, diga-se de passagem, bastante controversos.

Sobre a rivalidade com o ateu Richard Dawkins, antes que me digam que é exagero, talvez até seja um pouco mesmo. Dawkins tem recusado a vários convites feitos por universidades para debater com Craig (aqui e aqui), o que gerou uma certa histeria entre os fãs mais ardentes de ambos e uma carta resposta de Dawkins bem… ousada (deem uma olhada na resposta do Gilmar ao Eliel e vão descobrir alguns capítulos nem tão famosos dessa “briga”). Pelo menos no imaginário popular, eles são vistos como grandes rivais e às vezes a imagem de um se vinvula à do outro.

E não venham reclamar que estou provocando o Craig e seus seguidores por não ter um livro tão famoso quanto o “Deus, um Delírio”… é natural que livros ateus tenham melhores performances comerciais quando considerados individualmente, apesar de terem performance pífia quando considerados os totais de cada lado. Alguém se sentiu ofendido? Azar. Reclamaram que estou falando demais então não vou explicar o que disse…

Acontece que como o Craig não tem um livro famoso, mas sim tem um site famoso e participa de debates famosos, o que vou escrever sobre ele vai ser baseado no site e nos debates e não vou ler nenhum livro dele. Viram?, não era provocação!

Dois pontos sobre a forma como Craig procede devem ser destacados:

  1. Ele é um excelente debatedor, e negar isso é negar o óbvio. Não estou dizendo que ele tenha sempre razão no que diz, mas sim que ele domina muito bem a arte do debate. Isso dá uma vantagem enorme a ele contra pessoas que não dominam muito bem tal arte… algumas vezes, seus debates são decididos na retórica e acabam sendo rebaixados a mero entretenimento gospel.
  2. Ele costuma incluir uma quantidade significativamente alta de informações e argumentos provenientes de áreas nas quas ele não possui conhecimento formal ou pouco conhecimento. Aventurar-se em outras áreas é normal e salutar, mas o Craig não se contém e aje como um expert em assuntos nos quais ele é amador.

Eu sou meio esparafatado, mas se olharem bem pra mim verão que sou muito feijão com arroz. Praticamente tudo que vou falar sobre ele vai cair nessa linha aqui em cima: seu ponto forte de debater bem e seu ponto fraco de falar sobre o que não sabe. Importante também que não vou entrar muito em argumentos teleológicos, Kalam e diabo a quatro também não. A resposta a este tipo de argumentação existe às pauladas por aí e ninguém precisa que alguém como eu fique chovendo no molhado. Em contrapartida, quase não vejo textos falando especificamente sobre os debates dele, especialmente do poto de vista ateu, e é por isso que vou tratar deles.

O primeiro debate que vou destrinchar será o que ele teve contra Ehrman, sobre a historicidade da ressurreição de Jesus. Ninguém irá ler aqui uma refutação completa e nem uma tentativa sistemática de maquiar o Ehrman e fazer parecer seu desempenho melhor do que foi. Lógico que não garanto imparcialidade, mas minha intenção é somente prover um melhor entendimento do debate e, no pior dos casos, trazer à tona novos pontos de vista e novos insights aos leitores.

Série Craig x Ehrman:
Parte 1: Introdução
Parte 2: Discurso de Abertura de Craig
Parte 3: Discurso de Abertura de Ehrman (em breve)

Obs.: Se quiserem saber e tempo-real quando novos posts sobre o Craig forem lançados, basta assinar o feed curtindo a página no facebook.

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O Fomon chegou!
Publicado em: 3 Ago, 2012 às 08:30

Olá. Sou o Fomon e vou usar a foto do garotinho berrando mesmo… só não me perguntem pq pq não vou responder, motivo pessoal. Diferente dos outros aqui sou mais na minha e menos formal, meu estilo. Meu tema também é diferente, não vai envolver muito religião. Vou ficar mais na filosofia, especificamente filosofia da ciência, ok? E também falar um bocado de ciência, que é um assunto que curto.

Só que não to falando pros ateus não. Não sou neoateu que acha que ateísmo e ciência se misturam. Pra vcs entrarem na minha cabeça, vou usar minha impressão sobre o Dawkins como exemplo: ele é excelente como divulgador da ciência mas péssimo em associar isso ao ateísmo. Fail total mano. E sim, só to falando isso pq vi um cara falando a mesma coisa no paulopes e curti haha

O que acontece é que tem muita gente que não entende nada de nada quando o assunto é Platão, Ari, Popper, Kuhn, Hume… essa galera toda. Daí, ateus e religiosos saem falando merda descontrolados e não curto isso, na moral. Tem que conhecer antes de falar, po! Então, o titio fomon vai explicar pra vcs um pouco sobre todos eles pra ver se vcs param de defecar pela boca, ok? (ou pelos dedos em alguns casos LOL)

Muia gente não sabe o que é ciência direito e não faz ideia do que seja método científico. Titio fomon é um poço de paciência e explica tudinho. E ainda de brinde vai fazer alguns textos sobre curiosidades e detalhes interessantes… mas nada ao estilo Discovery, podem ficar sossegados 😀

O que já é bom irem sabendo é que Gnosiologia é Teoria do Conhecimento. Como eu posso saber se algo é verdadeiro ou falso? Tipo, essa pergunta é genérica mesmo. Ela tem como objeto de estudo tudo que o humano pode vir a saber, diferente da Filosofia da Ciência, ou Epistemologia, que quer saber de validar e desenvolver um método de investigação natural. E é isso, galera. Ciência é investigação, bem estilo Sherlock Holmes mesmo. Não que ela seja inconclusiva, mas ela também não é definitiva e há muito tempo que não pretende mais apenas separar o verdadeiro do falso.

Querem um conselho de grátis? Quando alguém colocar as palavras ciência e verdade na mesma frase (mas não que nem eu to fazendo agora, ne animal) arrepia os cabelos e rosna. É sério, num to brincando não! Pode rosnar e se o cara insistir, late! Pode dar descanço não!

A única verdade na ciência é o erro. Tenham fé no erro, mortais! O Erro é teu Messias e Vossa Providência os salvará! O Erro é Vosso companheiro inseparável, onipresente. Tudo que é objeto da ciência está errado. 2+2=4 está certo, mas isso não é objeto da ciência. F=ma, ao contrário, está errado. Sorry, mas está… se ninguém provou isso ainda é pq o Newton é um puta de um rabudo. (*)

O Erro é também Vosso Guia! Medir o erro e o diminuir é o caminho da salvação! O cálculo numérico, que salvou nossos antepassados das trevas provocadas pela inexistência dos computadores, é meramente tentativa e erro. A inteligência artificial, que é coisa séria e não tem nada a ver com robozinhos inteligentes, também é tentativa e erro sofisticada e com nome bonito, mas em breve salvará os pobres engenheiros das garras do Controle Digital e de seus controles Proporcionais-Integrais-Derivaticos (Controle PID) com suas malditas técnicas de avanço de fase, atraso de fase, nyquists, bodes, domínios da frequência. Oh Erro que tirais o controle digital do mundo, tendes piedade de nós! E olha que a própria teoria do controle está assentada sobre a tentiva e Erro… o PID é somente um conjunto com três parâmetros de tentativas. Não menos importante, O Erro também é a base teórica filosófica sobre a qual repousa a justificação da ciência segundo nos revela o santo evangelista Popper. Palavra da Salvação!

Daqui um ano quando voltarem aqui e acharem isso tudo engraçado, vou saber que missão está cumprida. Por hora, isso foi só pra me apresentar e deixar claro meu estilo e meus objetivos como blogueiro. Amém?

* F=ma está dimensionalmente correta. Mas não vejo com alguém pode garantir que o correto não seja F=kma onde k é uma constante adimensional. A não ser que eu esteja muito desinformado… se alguém animar pesquisar, compartilhe os resultados comigo! De qualquer forma, dentro do que conheço de filosofia da ciência, nenhuma conclusão tirada pela ciência pode ser considerada como verdade, no máximo menos errada do que a conclusão anterior. Será que alguém ainda irá achar uma equação melhor que relacione força, massa e a derivada segunda da posição?

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Controle de Frame: Sou ateu – Parte 1: Exército de fakes
Publicado em: 5 Ago, 2012 às 17:45

.: 1 :. Introdução

Esse controle de frame não tem nada a ver com fingir ser ateu. Não que eu vá deixar de falar sobre isso aqui, mas somente para montar um caso a respeito do verdadeiro assunto: encorporar dispustas políticas ao repertório apologista cristão. Eu já falei sobre essa prática vil no post em que apresentei o Luciano como apologista aqui no blog, mas agora vou destrinchá-la e mostrar como pode ser eficiente usar política contra ateísmo. E mais do que isso, meu objetivo também será mostrar que esta prática está se disseminando, mesmo que devagar, mas que está.

Por hora, irei apenas criar um caso que será usado como base para a parte 2 que, esta sim irá explicar detalhadamente o que é a prática e como ela é desonesta. Infelizmente, para provar que o Luciano (que será usado como exemplo aqui por estar se profissionalizando neste tipo de prática) realmente executa isso, antes eu tenho que provar que ele usa fakes para comentar nas internets a fora e que ele provavelmente é o Snowball e esta será a missão da parte 1. E tem outra, essa parte 1 é só pra fazer um pouco de terrorismo emocional nele também. Durante um bom tempo, esta será a última vez que faço um post visando atacar diretamente sua pessoa de forma tão explícita (e demorada). Da parte 3 em diante, irei mostrar outras pessoas além do Luciano que apelam para este tipo de prática.

Última observação: eu baixei algumas páginas dele, zipei e hospedei para vocês poderem conferir as páginas conforme estavam no momento em que escrevi isso. Qualquer diferença é fraude dele… é só usarem o link aqui à esquerda. Os links para cada uma das três páginas estão no decorrerdeste post para que vocês possam conferir.

.: 2 :. Exército de fakes

Boatos na internet de que Luciano Ayan e Snowball são a mesma pessoa é o que não faltam. E semelhanças gritantes no estilo de escrever e de tratar as pessoas estão aí e ninguém pode negar que existam. Pode até negar que não provam nada, mas dizer que não se comportam de maneira muito parecida não dá. Podem notar também que o estilo “high-profile” comum aos dois não consegue ser imitado por nenhum de seus seguidores com a mesma proficiência. Os dois ainda conseguem assustar alguém por um tempo, mas seus seguidores com só um pouco de pressão já se revelam verdadeiros cachorrinhos covardes que estavam latindo alto.

Mas semelhanças podem ser coincidências e então vieram um pessoal, não sei de onde, alegando que os dois blogs estavam registrados no mesmo CPF. Não que isto seja prova cabal de alguma coisa, mas as suspeitas começaram a crescer e a ganhar forma. Em seguida, veio um pessoal que conversa com “eles” pelo MSN dizendo que tinham provas de que se tratavam da mesma pessoa. Depois, veio um padre/pastor que alegava conhecê-lo pessoalmente e que afirmava que também são a mesma pessoa (ou que Jermias e Snowball são a mesma pessoa, não lembro exatamente agora). Finalmente, um pessoal religioso que desaprova a prática apologista patética e vergonhosa exercida por eles me procurou dizendo que estavam acumulando provas de que são a mesma pessoa e que iriam revelar um material devastador na hora certa.

O único ponto a favor dos dois é que todo mundo que afirma ter material para provar que são a mesma pessoa, alega que o material é insuficiente e que só será publicado quando estiver completo para que o golpe seja fatal. Mas esses supostos dossiês nunca ficam prontos e eu nunca vi sequer um rascunho de nenhum deles.

Mas existem outros pontos contra os dois e um deles é a insistência em não fazerem nada para provar que são pessoas diferentes. Bastava dizerem o próprio nome, a cidade onde vivem, as idades, as profissões e os perfis de redes sociais. Nenhuma dessas informações é algo que possa ser considerado estrategicamente confidencial para alguém que não tem nada a esconder. Evidentemente que são informações privadas e eles divulgam se quiserem, mas o problema é justamente que eles não querem. Na apresentação do Snowball eu já falei um pouco sobre o assunto, para quem não viu, recomendo ver aqui.

E não faz sentido alegar segurança também, pois nunca vi nenhum blogueiro apologista ser atacado pessoalmente por aí… e olha que os dois são virtualmente os únicos que fazem isso. Fora eles, só os seguidores baba-ovo deles, como o eterno fracassado Leandro e o insignificante papagaio Cavaleiro do Templo. E não adianta tentarmos esconder a realidade: os únicos blogueiros que se escondem assim além deles (e que não estão envolvidos em atividades criminosas) são os autores de blogs neo-nazistas e de ódio inter-racial ou homofóbico (não no sentido pregado por Malafaia, mas no sentido radical da palavra… os blogs que pregam extermínio de homossexuais que existem por aí e que a direita religiosa protege com sua indulgente liberdade de expressão).

Outro ponto é o fato de o próprio Luciano ter proposto um teste e depois fugido dele quando aceitei. Ele pensou: “é óbvio que o Bruno vai fugir e quando ele assim fizer eu vou poder capitalizar em cima” mas eu aceitei e estraguei tudo! Se ele planejava exibir os dois IPs, isso não provaria nada. Ele pode postar numa lan house e depois alegar que são duas pessoas diferentes morando na mesma cidade. Pode pedir para um amigo postar em outra cidade. Pode usar proxys que alteram IPs. Enfim, oportunidade de fraudar um teste mal elaborado é que não faltavam. Pensando nisso, eu peguntei a ele como seria esse teste e disse que se não fosse satisfatório, ele deveria aceitar minhas mudanças para torná-lo mais seguro. Estou esperando a elaboração do teste até hoje.

Um fato gritante é que os dois blogs nunca estão no auge de atividade simultaneamente. Quando um está e stand-by o outro está postando com frequência e quando o primeiro acorda o segundo dorme. Aliás, não é bem assim: já ocorreu dos dois estarem desligados ao mesmo tempo, mas nunca foi o caso de estarem em plena atividade simultaneamente, com posts diários por um período maior que dois meses. E quando voltaram, voltaram os dois ao mesmo tempo… e que a verdade seja dita, voltaram exatamente no início das férias acadêmicas. Na boa, quem duvida que busque os primeiros posts feitos em dezembro/2011 de cada um e vejam as datas do post imediatamente anterior a cada um: os dois coincidentemente ficaram às moscas por meses e voltaram juntos. O último post do Luciano já tinha mais de seis meses! Não vou ficar printando tudo também não rs

Não podemos esquecer que o Luciano alega ser na vida real um profissional de sucesso e que ganha muito bem, mas isso não bate com o comportamento dele. Seus exemplos corporativos não se parecem em nada com os relatos feitos por profissionais, mas sim com relatos didáticos que ilustram livros de auto-ajuda para administradores. Seu blog tem um template simples, sem plug-ins muito caros e ele chegou ao cúmulo de pedir contribuições para abrir um domínio pro blog, que custa uns R$30,00 por ano. Uma pessoa supostamente tão abastada financeiramente poderia perfeitamente abrir mão de uma parcela muito pequena de seu salário para dar um upgrade no blog que gosta tanto sem passar pelo constrangimento de pedir ajuda. Por fim, a frequência assustadora com que ele posta e comenta no próprio blog mostra uma pessoa que tem muito tempo livre. É óbvio que ele está mentindo a cerca de sua bibliografia… e porque? Para poder distinguir a sua da do Snowball? E outra, que credibilidade isso passa a ele?

Enfim, eu particularmente acho mais do que justo crer que são a mesma pessoa. E como o Snowball não deixou de ser religioso, então o rapaz que supostamente está por trás deles também não deixou. Pegaram o raciocínio? A premissa 1 que visa demonstrar que Luciano está escrevendo o blog atual com motivação apologista é a que se segue:

P1: se Luciano = Snowball, e provavelmente é, então Luciano não deixou de ser cristão e isso é indício sério de que seu blog realmente continua sendo apologista.

Agora vejam este post do Rebeldia Metafísica mostrando evidências de que Luciano = Investigador de Ateus e alguns comentários sobre ele ser o Snowball também. Não vou trazer nada para cá porque aqui já está muito grande. E ainda tem um email do Gilmar (autor do blog acima) que recebi há uns temos que transcrevo parcialmente para cá:

Não sei se vcs acompanham de perto os comentários no blog do Ayan, mas desde que ele voltou à ativa no final do ano passado esse tal de Marcelo Rizzo sempre me deixou com a pulga atrás da orelha; ninguém com um mínimo de amor próprio e senso de ridículo se derreteria do jeito que ele faz diante de pérolas como ““Como já disse, a verdade é nua e às vezes dolorosa. Mas não podemos negar os fatos para vivermos de ilusões. As meninas tem um brinquedinho de abrir e os meninos tem um brinquedinho de armar. O brinquedo de armar entra no brinquedinho de abrir, e daí sai um filhinho. Pode até ser que não saia, mas a brincadeira foi criada pela seleção natural para isso. Em caso de um dos brinquedinhos ter defeito (esterilidade), temos pena. Mas é a vida. Mas não é o padrão.”, como ele faz nesse comment aqui: http://lucianoayan.com/2012/02/09/sakamoto-e-sua-fixacao-na-ideia-de-que-beijo-gay-tem-tem-que-ser-considerado-normal/#comment-7978 e por outras bobagens que ele escreve. Lembrei desse sujeito depois de ler esse comentário aqui http://lucianoayan.com/2012/06/25/quando-um-neo-ateu-confessa-seu-totalitarismo/#comment-10463, que tá na cara que é mais um fake do Ayan, e tentei localizar na caixa de pesquisas do blog dele os comentários do Marcelo Rizzo, sem sucesso. Daí fui no google fazer uma pesquisa e um dos resultados foi este aqui: http://rodopiou.wordpress.com/2012/02/12/pessoas-de-esquerda-sao-mais-inteligentes-que-as-de-direita-aponta-estudo/#comment-466 Olha o link no nick do “Marcelo Rizzo”. Dessa vez ele não vai ter como corrigir e me acusar de estar fraudando a página.

Quem clicar neste último link aqui em cima verá uma clara evidência de que o Luciano posta como Marcelo Rizzo. Em sua defesa, ele disse que eu e o Gilmar conspiramos juntos e plantamos esse comentário falso lá há vários meses e deixamos madurar, o que prova que somos muito mais engenhosos do que nossos blogs toscos e falaciosos fazem supor. Além disso, ele alega que o gravatar dele não é aquele que está lá no nome do Marcelo, o que faz todo sentido (veja nos comentários aqui ou na página sala do arquivo de certificação de cópia).

Eu e o Gilmar conversávamos pela inernet quando eu disse para ele o seguinte trecho que trasncrevo aqui:

“Ei, vamos fraudar o Luciano? Vamos pegar um gravatar que não é o dele mas que se parece com o dele e usá-lo num post deste tal de Marcelo Rizzo, esperar vários meses e depois deixar isso vir à tona! Ele é tão burro que não vai nem perceber que não usamos o gravatar dele, mas sim um parecido! Eu vou acrescentar um .pt no link para fazer o luciano parecer petista!! Mwahuahuahuahua SOMOS MAUS D+++++++ Dessa ele não tem escapatória!”

É tão óbvio que nós usaríamos um gravatar falso se tínhamos o verdadeiro disponível e era só dar Ctrl-C + Ctrl-V! Nós somos tão desonestos que não poderíamos jamais fazer a honestidade de forjar um comentário dele usando um gravatar verdadeiro. Eu acho que eu nem dormiria a noite depois de uma barbaridade dessa!

Outra explicação possível é que meu computador está com vírus, já que sou um socialista esquerdopata humanista doentio e me recuso a pagar por um antivírus decente no meu PC com Windows pirata! O vírus que adquiri enquanto entoava hinos de louvor ao Lula no site do PT alterou deliberadamente o link do gravatar do Luciano quando eu dei Ctrl-C nele e colou um link com um .pt acrescido quando dei Ctrl-V. Essas coisas acontecem todo dia, não é mesmo?

Agora falando sério, essa defesa ridícula dele prova que é verdade! Se fosse mentira, vocês acham que ele apelaria para uma outra outra mentira, só que tosca e sem cabimento, para encobrir a minha? Ou será que faz mais sentido ele mentir para encobrir a dele? Um pouco de senso crítico faz bem pessoal… As novas premissas são:

P2: se Luciano = Investigador de Ateus, e provavelmente é, então obviamente o Luciano não deixou de ser cristão e isso é indício sério de que seu blog realmente continua sendo apologista.

P3: se Luciano = Marcelo Rizzo, e provavelmente é, então Luciano segue a estratégia de usar a política como ferramenta apologista.

Esta última é particularmente relevante, talvez a mais relevante. A partir de agora farei duas considerações:

C1: Luciano provavelmente é Snowball

C2: Luciano de fato é o Investigador de Ateus e o Marcelo Rizzo.

Tenham isso em mente.

.: 3 :. A Confissão Perdida de Marcelo Rizzo

Como resposta ao Gilmar àquele email alí em cima, eu declarei:

Lembra quando eu falei que ele não estava satisfeito com argumentos contra a homossexualidade, aborto, eutanásia, drogas etc que passavam pela religião e que estava buscando formas de criar um bypass para criticá-los de forma independente à religião? Pois o comentário que ele deixou para si mesmo no artigo do Sakamoto PROVA esta tese e, vamos dizer bem a verdade, muito bem provado. A primeira frase entrega o jogo!

Agora façam o seguinte, vão lá no primeiro link do email do Gilmar e vejam o que ele falou no comentário. Sabe o que vocês irão ver? NADA! O comentário foi excluído! E o que ele fez no segundo link também! Mas tal como ele fez naquele post que peguei ele fraudando o próprio blog, sua fraude foi incompleta e com rastros! Ele deixou um comentário de um zé ninguém pedindo para o Marcelo relaxar, podem ver no link no email do Gilmar ou na página salva lá na certificação.

Ou seja, o Marcelo tinha postado alí. E não venham dizer: “mimimi você fraudou o código html na mão e acrescentou aquele comentário alí! Ateu mal!” Pura babaquice. Um: vá na página agora mesmo e, se o comentário do Vitor ainda estiver lá, comente aqui ou dê um print e coloque aqui. Dois: se eu quisesse fazer isso, eu colocaria o post do Rizzo de novo, ou melhor, colocaria algo parecido com o que lembro que ele disse, juntaria com o que está no email do Gilmar e colocaria no lugar. Eu teria muito mais a ganhar, não?

E se o Marcelo é uma pessoa diferente, pra que apagar aquele post? Que sentido faz? É só lembrarem do conteúdo que provava a estratégia tosca dele! Que explicação o Luciano pode dar para ter apagado um comentário que não era dele? Só faz sentido se o comentário era dele mesmo. Mas, infelizmente, a estratégia dele de adulterar o próprio blog parece ter dado certo desta vez. Vou chamar o PROCOM pra dar um jeito naquele “blog”!

Digo que ele parece ter tido êxito porque procurei no meu PC daqui de casa e não encontrei nenhum print. Passei um email ao Gilmar perguntado se ele tinha printado e ele disse que não. Como eu sou um cara que dá uma chance às pessoas, coloquei um comentário no blog dele pedindo para ele voltar com o comentário.

Mas sem resultado…

Será que vocês não vão descobrir nunca o que ele disse ali? Será que eu fiquei descuidado depois de velho? Será que comecei uma série sem ao menos ter uma evidência para mina tese? Não percam a parte 2, em breve.

Continua…

OBS.: Visitem a página do Sakamoto (primeiro link do email do Gilmar) e postem um link para esta página aqui junto com um pedido para ele voltar com o comentário do Marcelo. Se não adiantar, pelo menos ele verá sua desonestidade exposta e se sentirá constrangido, o que já vale como punição.

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Controle de Frame: Falando ao Coração – Parte 4: Não sou perfeito!
Publicado em: 6 Ago, 2012 às 22:20

.: 10 :. Motivações

Vamos ser sinceros e sem delongas: eu deixei muito bem provado na parte 1 a prática pseudocientista que o autor do blog Luciano Ayan promove em seus textos. Apesar dele negar, para quem entende o que é o termo, sabe do que estou falando. Em breve, o Fomon explicará o que é Pseudociência e eu poderei então destrinchar melhor o assunto do ponto de vista da WatchGOD.

Também ficou provado que ele usava um doublespeak a cerca dos termos Controle de Frame e Falar ao Coração. Ficou provado, por fim, que ele se arrependeu disso e executou alterações cirúrgicas para apagar isso, mas que mesmo assim deixou cicatrizes que recontam muito bem a história. As perguntas são: o que motivou o doublespeaking dele e o que motivou à correção sutil e auto-fraudada do blog?

Sobre manter o termo ambíguo, isso não passa de um truquezinho para fazer a mesma prática soar perversa quando executada pelos outros e heróica quando realizada por ele. Daí ele leva duas pelo preço de uma! (Será que isso é sinal de que ele trabaha como executivo de marketing do Carrefour? naaaaaa)

Essa ambiguidade é útil somente a ele, pois ele pode usar como espada ou como escudo  sem que ninguém perceba a incoerência. Ele afirmava que os esquerdistas controlavam frame para disseminarem mentiras mas que ele ficava em desvantagem se não falasse ao coração para desfazer tais mentiras e desmascará-los. Na época, os dois termos não tinham uma conotação oficialmente neutra, mas que navegava entre neutra e parcial para servir com mais facilidade aos objetivos difamatórios pueris dele.

E se paramos para pensar, não faz sentido promover uma discussão tão séria sobre uma mera forma de se expressar. Sim, Controle de Frame é uma mera prática literária dentro da definição neutra que ele propôs e não faz sentido ele ter alardeado tanto quando ele começou a divulgá-la, a não ser que ele fosse um idiota empolgado por ter descoberto a roda. Até porque, a definição neutra dele é algo tão banal que nem precisava de um termo pseudocientífico para respaldá-la. É claro que sua intenção inicial era promover essa ideia ambígua e ficar fazendo joguinho de sentidos.

Repito: isso era tão patético que ele mesmo parou. As evidências de alteração provam justamente que ele tentava associar Controle de Frame ao procedimento padrão esquerdista, basta ver para onde direcionava o hiperlink sobre o Índice de Técnicas.

Esse post não é para reviver os ataques já feitos e sim para chamar a atenção para o comportamento padrão destes apologistas de internet (e também de uns ateus de internet): promover a ideia de que são infalíveis. Porque se ele se corrigiu na surdina da noite, apagando uma categoria e deixando indícios de alteração em textos, então ele planejava efetuar mudanças sem que ninguém percebesse. Se a intenção dele fosse corrigir o engano, a primeira coisa que ele teria feito seria alterar o hiperlink do Índice de Técnicas e deixaria a categoria Controle de Frame existindo, mas agora com novo propósito. Mas não, ele apagou a categoria, num ato que trai desespero em sumir com evidências. Na ânsia de apagar o desenho feio, ele esqueceu de apagar as legendas que diziam: “aqui há um desenho”. Ou alguém tem alguma explicação melhor para tais fatos?

.: 11 :. O Culto à Própria Perfeição

Vejam como ele sempre tentou, ao longo do exposto nesta série, se esconder de críticas: escondeu que sua referência eram os PUAs, acusou a esquerda de “controlar frames” mas se assegurou de que ninguém poderia devolver tal acusação a ele e fraudou seu próprio blog quando percebeu que sua mentalidade era infantil.

Eu já havia denunciado o doubespeaking dele e ele já tinha negado. Quando ele escreveu os controles de frame, eu já tinha dito que ele faria exatamente aquilo. Porque ele não voltou atrás e disse: “olha, o Bruno estava certo e só agora que percebi meu padrão duplo… estou alterando o que dava a entender que Controle de Frame era o equivalente ao comportamento desonesto esquerdista e peço que a partir de agora tratem o CdF como uma prática 100% neutra.” Mas ele preferiu agir como se desde o início ele tivesse agindo como aje hoje. Preferiu correr o risco de deixar seus leitores na ignorância do que alertá-los de que eles poderiam ter adquirido uma falsa ideia.

Um dos meus propósitos com este blog é aprender e a interação com os leitores é peça chave no processo. Vejo meus erros com naturalidade e como parte do processo de aprendizagem. Entendo que um erro corrigido na surdina não desfaz o engano, pois quem leu somente a versão original manterá sua opinião errada. Não mudo o que escrevi antes e se havia lá alguma falha, prefiro reconhecer o erro e mostrar que sou um cara disposto a aprender do que esconder e fingir que sou perfeito. Não sou perfeito e por isso não escondo meus erros e minhas fontes! Ao contrário daqueles que querem fingir que são perfeitos…

Isso é quase como a promoção do culto a si mesmo. A religião da própria infalibilidade fazendo proseletismo e escondendo seus erros e suas vulnerabilidades. Só quem depende da confiança cega dos fãs para conseguir passar sua mensagem falsa é que precisa promover um culto à própria persnalidade. Devemos tomar cuidado com pessoas assim, normalmente são as que menos têm o que dizer.

E por fim, ainda tem a hipocrisia demagoga de sua atitude:

PORQUE UMA PESSOA QUE DIZ LUTAR COM TANTO EMPENHO CONTRA A IDEIA DE QUE HUMANOS SÃO PERFEITOS TAMBÉM SE EMPENHA TANTO EM PARECER À PROVA DE FALHAS?

Este post foi para dizer que conhecemos um divulgador de ideias quando apontamos suas falhas. Quem se esconde delas, quem fica nervosinho, quem desqualifica tudo como crítica falsa sem nem cogitar que errou ou quem sai que nem louco num contra-ataque forçado é justamente quem não tem conteúdo e precisa de confiança para transmitir ideias. É lógico que não precisamos ser donzelas que abaixam a cabeça a qualquer crítica, mas muita gente confunde uma postura firme com uma desleal. E chegar ao ponto de enganar os próprios leitores nada mais é do que o ápice dessa postura desleal e que só pode ser atingido pelo hábito de desqualificar críticas sem sequer considerá-las por um mísero segundo.

É lógico que reconhecer erros banais já é um passo, mas não quer dizer muita coisa. E daí que a pessoa reconheceu que errou o autor de uma citação ou o ano de publicação de uma obra? Ou que reconheceu que cometeu um leve equívoco na definição de um termo de importância periférica? Isso não é mérito para ninguém.

Outra coisa: esta semana o Luciano aparentemente reconheceu um erro dele. Puro trololó. Considerando que ele ainda é teísta, ele estava só querendo deixar claro que a crença no homem é ruim e a crença em Deus não. Ele estava meramente corrigindo seus textos mal-feitos que levaram seus leitores e ter uma impressão diferente da que ele queria. Nada que se compara a cometer um erro conceitual grave e depois se corrigir. Aliás, ele estava no primeiro caso e claramente fingiu estar no segundo para parecer preocupado com a credibilidade. Não: ele estava preocupado em acertar a mensagem.

Quem quiser discutir nos comentários, mostro claramente como em momento algum ele escreveu pela credibildade, mas somente para defender a crença em Deus, como um verdadeiro apologista de internet que ele é.

Sem mais, espero que usem isso como arma para criticar blogueiros que agem como se não falhassem!

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Técnica: Autismo Retórico – Parte 3: Definições
Publicado em: 8 Ago, 2012 às 10:00

Na parte 1 dessa sequência eu apresentei o conceito de analogia e corrigi a mania do Snowball de chamar de Falsa Analogia toda figura de linguagem com a qual ele não concorde. A estratégia ali é encontrar qualquer diferença e depois declarar com bastante firmeza e fazendo um ar de expert mundial em falácias e detecção de herísticas que você está diante de uma Falsa Analogia. É batata! Quem é bobo e cai mesmo!

Na parte 2, o Mr. Monk apresentou outras figuras de linguagem e até mostro um outro exemplo do Snowball, que desta vez estava fingindo que não entendeu ma metonímia só para poder colocar mais uma “refutaçãozinha” na conta e impressionar seus leitores retardados que acham que debate se vence na quantidade de acusações de falácia e não na qualidade e na precisão dos argumentos.

Agora, irei introduzir o conceito de Autismo Retórico com mais formalidade e apresentar a definição de Inversão de Planos, segundo Snowball capítulo 7 versículos 20 a 25.

.: 6 :. Autismo Retórico, Falsa Analogia e Inversão de Planos

Autismo Retórico nada mais é do que burlar uma Figura de Linguagem, independente da forma como isso seja feito. O procedimento clássico é apontar uma diferença entre dois elementos de uma comparação, qualquer diferença, e alegar que isso dissolve a analogia ou a metáfora. Outro procedimento que já vi (e já mostrei) é simplesmente ignorar a presença da figura de linguagem e fazer uma interpretação literal, como no caso das metonímias. Uma possível variação da definição seria simular o não entendimento de um argumento como forma de enfraquecê-lo ou até mesmo como atalho para construir um espantalho.

Falsa Analogia é uma analogia que faz extrapolações indevidas. Eu posso sentar em um dos galhos de uma árvore e posso sentar em uma das poltronas de um avião. Essa semelhança nos permite concluir que ambos podem servir como lugar de descanço mas não que aviões fazem fotossíntese. A primeira conclusão é decorrente direta da semelhança apresentada mas a segunda não, sendo portanto uma Falsa Analogia.

Segundo o Snowball capítulo 5 versículos de 7 a 17, Falsa Analogia é uma analogia que não funciona porque existem diferenças entre os objetos comparados. Ele ensina que para refutar uma analogia ou uma metáfora, basta encontrar uma diferença qualquer e gritar “Falsa Analogia!” que nem se grita “Bingo!”. O conceito snowballiano de falsa analogia incorre exatamente na aplicação do Autismo Retórico.

Inversão de Planos é alegar que uma metáfora ou analogia é inválida por querer comparar Deus imaterial com algo material, segundo Snowball. Em outras palavras, trata-se de uma Falsa Analogia baseada na desculpa de que uma das partes é material e outra é imaterial. A definição dele de Inversão de Planos é tão estúpida que impossibilita qualquer comparação entre entidades materiais e imateriais. Pelo seu conceito, e também por se tratar de uma Falsa Analogia segundo o próprio autor que cunhou o termo, sua aplicação também incorre em Autismo Retórico.

Vejam como no artigo Técnica: Bule de Russell (o site está fora do ar na data de publicação deste post), o Snowball afirma que o Bule de Russell é uma falsa analogia pois é uma inversão de planos. Errado duas vezes. Para começar é uma metáfora e ele não pode sair usando os termos errados (a não ser que ele alegue usar o termo “falsa analogia” metaforicamente para metáforas, mas creio não ser esse o caso.) Em segundo lugar, o fato de bule ser material e Deus imaterial não invalida uma metáfora, conforme (MUITO) bem expliado anteriormente.

Para refutar esse tipo de colocação, o debatedor deve ser fera em figuras de linguagem para poder explicar com sucesso que diferenças entre dois objetos não invalidam metáforas.

Eu não estou dizendo aqui que qualquer metáfora ou analogia pode ser sustentada com um um simples “ué, apresentar diferenças não invalida meu argumento!”. Isso seria muita ingenuidade, ou mesmo desonestidade. O que importa, sempre, é se a diferença conceitualmente impede o transporte de ideias, independente de seu “tamanho” ou “tipo”. Por exemplo, não faz diferença se Deus é material e um bule é imaterial na metáfora do bule, pois ela deseja mostrar que se as supostas evidências e alegações de evidência são iguais em ambos os casos, então a conclusão a se tirar pela existência é a mesma.

Então ficamos combinados? O teste é se o transporte de ideias e conceitos pode ser feito com sucesso e não se existem diferenças. Diferenças sempre vão haver, pois se não houvessem, os dois objetos seriam idênticos.

Blogueiros que acham que bules são tão diferentes de Deus que nenhuma comparação possa ser feita agem do mesmo modo do que pessoas que acham que a expressão bíblica “sejam como pombas” nos manda sair voando e cagar na cabeça dos outros. Em ambos os casos, existe uma falha na compreensão do transporte feito entre duas ideias totalmente distintas. Ou será que eu posso refutar Jesus alegando que homens não podem voar e botar ovos como pombas por causa de diferenças anatômicas?

Até quando nossos queridos blogueiros irão fingir de autistas para fugirem daquilo que se pode concluir com metáforas?

Bem, se não podemos comparar Deus com um bule para provar suas inexistência, então os apologistas devem jogar o Argumento Telelógico no vaso sanitário e dar uma boa de uma descarga. Afinal de contas, relojoeiros são materiais e Deus é imaterial, ou seja, inversão de planos básica.

Por fim, cito uma passagem de “Crítica ao Cristianismo Puro e Simples” de Lewis:

“Não devemos nos preocupar com os irônicos que tentam ridicularizar a esperança cristã do ‘Paraíso’ dizendo que ‘não querem passar a eternidade tocando harpa’. A resposta que devemos dar a essas pessoas é que, se elas não entendem os livros que são escritos para adultos, não deveriam palpitar sobre eles. Todas as imagens das Escrituras (as harpas, as coroas, o ouro etc.) são, obviamente, uma tentativa simbólica de expressar o inexprimível. (…) As pessoas que entendem esses símbolos literalmente poderiam pensar que, quando Cristo nos exortou a ser como as pombas, quis dizer que deveríamos botar ovos.”

Apesar do intuito primário do autor seja combater aqueles que ironizam passagens alegóricas da Bíblia, numa segunda análise ele deixa claro seu apoio ao uso de figuras de linguagem como forma de se transmitir mensagens. O que mostra como os apologistas de internet conseguem se firmar com bastante folga um patamar baixo da apologia convencional.

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Controle de Frame: Sou ateu – Parte 1B: Marcelo Rizzo e Jeremias Lane Craig
Publicado em: 13 Ago, 2012 às 08:00

Um post um pouco off-topic só para rebater as novas desculpas esfarrapadas do Ayan sobre sua mania sociopática de usar fakes. A espiral de bobagens dele é assim: ele faz algo errado, alguém aponta o erro, ele tenta sumir com o erro ou com o comentário, não consegue, inventa uma desculpa, a desculpa é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada,  ele inventa outra…

Já devemos estar no quinto ciclo a uma altura dessas, no que diz respeito ao Marcelo Rizzo. E não vou continuar no ciclo, porque não sou masoquista e tenho amor próprio. Espero que quem leia isso aqui se convença. Se você não se convencer, nada mais será capaz de convencê-lo então não reclame que não rebati as próximas desculpas esfarrapadas dele. Mas só por precaução, leia a biografia dele que publicarei amanhã para ver como o hábito de usar fakes vem desde 2005 no Orkut.

Ayan esceveu (link e cópia nas referências):

“O fato é que desde o início suspeitei que Marcelo Rizzo tinha um estilo de postar muito artificial, muitas vezes simulando elogios a mim. […] No caso de Rizzo, quando descobri que muito provavelmente era um fake da escória esquerdista, imediatamente adicionei o nome na lista de spam e os posts estão sumariamente banidos. “

Suspeitou mas gostou da brincadeira, né? Ele gosta mesmo de receber afagos de outro macho, é só ver nos comentários do referido artigo como o Jeremias age da mesma forma e ele nunca censura os comentários dele (ver o caricato quote abaixo). Mas vocês podem encontrar pérolas semelhantes aqui e aqui, tudo devidamente certificado. Esse aqui é um dos melhores, chamando o Luciano de “mestre”. O Luciano deve estar de posse do “precioso” anel do Jeremias.

É Bruno, se vc tivesse escutado o conselho dos seus próprios colegas de ideologia, vc não teria jamais iniciado essa disputa de força contra Luciano, pois já era inicialmente sabido q vc não teria a mínima chance. Enquanto vc criava textos no Orkut atacando a pessoa de Luciano, ele já respondia com artigos do blog, desmentindo seus ataques para milhares de leitores. Agora q vc criou um blog motivado por vingança contra Luciano, e continua elaborando mais ataques, ele já está na frente criando SÉRIES com base no seu comportamento, usando vc como objeto de estudo e eternizando seu nome “Bruno Almeida” em nosso subconsciente como símbolo do comportamento esquerdista. Isso é péssimo para vc. Se continuar nessa disputa de força, sabe onde vc pode acabar parando? Na cadeia.
Apenas abandone essa ideia de apelo a calúnia e difamação. Abandone o orgulho.
Afinal, vc está medindo forças contra um profissional literalmente q trabalha com detecção de fraudes. Vc está medindo forças contra alguém q criou séries desmascarando todo o conteúdo de Richard Dawkins. Rs.
Melhor vc parar por aqui. Ou então, continuará apanhando. Isso é sério.

Vejam também este comentário do Hélio aqui papagaiando o Olavo de Carvalho.  Será que ele também não acha artificial um sujeito que ora utiliza palavra por palavra as idéias e o vocabulário dele próprio, em seguida aparece como um Olavo de Carvalho “cuspido e escarrado”?

Agora olhem que fantástico esse comentário aqui (cópia na Certificação 3) que tenta enfraquecer a força probatória dos comentaristas que usam o gravatar do Ayan:

A conta fecha direitinho, né? Gilmar e eu primeiro saimos por aí espalhando comentários com o fake Marcelo Rizzo pela blogosfera. Primeiro fomos no Rodopio em fevereiro e plantamos aquele comentário lá com um link pro blog do Ayan. Depois, em março, tentamos fazer o mesmo no blog do Reinaldo Azevedo, mas quebramos a cara porque lá a identificação dos comentaristas não permite links para outros sites, e meramente fizemos propaganda de graça praquela porcaria. Para estúpidos materialistas-socialistas-neoateístas até que somos bons na arte de atribuir falsos fakes a pessoas idôneas como o Luciano Henrique, não acham?

Depois utilizamos uma dessas provas forjadas para acusá-lo de criar fakes para se autoglorificar. Aí, fomos lá nós mesmos, no post em que ele explica como é fácil forjar na web provas para incriminar alguém, e mostramos como é fácil e banal fazer aquilo, desmascarando a prova que nós mesmos havíamos criado. É mole?

Olhem para a forma como o debate sobe ele ser o Marcelo Rizzo ou não se desenrolou: a grande defesa dele é criar possibilidades que não fazem sentido e abandoná-las toda vez que as exponho. Pensem bem: faz todo sentido eu fazer propaganda gratuita para ele no blog do Reinaldo Azevedo prevendo que ele descobriria minha mentira de postar com um gravatar falso dele. Eu me antecipei a isso postando sem hiperlinks para parecer desprentecioso. Aham!

E esse papo de desconfiar com pessoas que o elogiam demais… a julgar pela quantidade de puxa-sacos que ele alimenta, alguém acredita mesmo nisso? E tem mais… Você, que me lê agora, já fez algum elogio a ele como os do Jeremias e os do Rizzo? Se vê fazendo isso algum dia? Realmente acha ele um mestre? Não concorda que tais exageros sejam mais condizentes com alguém que pratica [] na própria caixa de comentários?

E a última sobre o caso Marcelo Rizzo: essa é a pá de cal. Tanto eu quanto o Gilmar postamos com IPs que levam às respectivas cidades onde moramos. Se o Marcelo Rizzo postasse de uma dessas cidades, ele poderia simplesmene declarar isso como prova. Se eu ou o Gilmar usássemos proxy para mascararmos nossos IPs quando postamos como Rizzo, cada comentário dele viria de um local do globo diferente e ficaria muito suspeito… suspeita essa que serviria de evidência de fraude. Considerando que o Luciano tem acesso ao IP de todos os comentaristas do blog dele, ele poderia facilmente montar um caso definitivo em cima disso há muito tempo.

Então de duas uma: ou ele não pode usar IPs como argumento porque o IP do Rizzo é o mesmo dele ou seus métodos de investigação não são tão bons assim e ele deixou de verificar a evidência mais elementar de fraude que possuia. Com qual vocês ficam?

Agora são [mais] duas desculpas batidas (a de que ele suspeita de puxa-sacos… como o Jeremias e a de que postávamos só pra fazer o gravatar dele aparecer em lugares suspeitos, sendo que uma das postagens do Rizzo não possuia gravatar por que o site não permitia) e uma objeção séria (poderia ter usado IPs para montar um caso e não usou.) A vantagem de dar o último argumento, concedo a ele. Mais uma vez, quem não se convenceu ainda, não se convencerá mais nunca. A opinião da meia dúzia de pessoas que ainda pertencem à seita dele não me interessa nem um pingo. Nem a opinião dos incontáveis fakes que ele usa para me chingar de maluco na própria caixa de comentários. Esses últimos massageam mais o meu ego do que o dele.

Certificação de Cópias: Este arquivo é um pouco grande. Mas devido a propensão de nosso amigo de apagar comentários sistematicamente, é melhor ficar de olho. Coloquei tudo aqui e se algum sumir, eu tenho a prova. Link do Wikiuploads.

OBS.: Post escrito com a colaboração do Gilmar do Rebeldia Metafísica.

UPDATE: Retirei uma palavra desse post propositalmente. Dá pra saber qual é.

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Controle de Frame: Sou ateu – Parte 2: Bypass político para pregações apologistas
Publicado em: 13 Ago, 2012 às 11:32

.: 4 :. Bypass Político

Para entenderem o que é um bypass, observem a figura ao lado. Nela possuímos quatro válvulas: duas amarelas, uma preta e outra cinza. Esta cinza é a válvula principal do sistema e é responsável por fazer com o fluido o que se deve fazer com ele (acionar um motor, por exemplo) As duas válvulas amarelas isolam a válvula cinza do sistema e a válvula preta permite que o fluido passe de um lado para o outro sem passar pela principal. Assim, se precisamos efetuar um reparo na válvula principal, podemos impedir que o fluido passe por ela sem parar a linha. Se não fosse a válvula preta, a única forma de pararmos a válvula cinza seria parando o sistema como um todo, porque não se pode simplesmente fechar as duas amarelas e deixar a pressão implodir os dutos. Com a válvula preta, cria-se um caminho alternativo paralelo que permite suspender a operação da válvula principal toda vez que for necessário. À válvula preta e aos dutos que a ligam ao duto principal, dá-se o nome de bypass.

Mas Bruno, o que isso tem a ver com o Luciano? Tudo! Há muito tempo que ele esboça o uso da política como bypass a argumentos religiosos. O argumento religioso não deu certo? Liga o bypass. Usar a Bíblia como única referência para condenar o aborto não cola mais? Chame os abortistas de esquerdistas. A sua perseguição a ateus já está ficando chata e entediante? Chame-os de esquerdistas e faça outro caminhão de críticas.

E para que ele precisa do bypass? Ora, porque facilita o trabalho apologista. Ateu nenhum pode mais dizer: “você está se baseando somente na Bíblia” ou “seus argumentos só possuem fundamento se Deus existir”. Então ele criou um meio de não usar essa linha de raciocínio na hora de defender as religiões. Simples e engenhoso, não?

Ele confessa essa estratégia várias vezes. Em Começando a pensar politicamente na guerra intelectual com os neo ateus, ele se mostra incomodado com o fato dos religiosos não terem como lutar contra a retirada de crucifixos de locais públicos usando somente a Bíblia. E depois confessa que o uso do bypass político é o mais eficiente em casos como este.

Por exemplo, os pastores, os padres… como é que estes estão orientando os seus fiéis (considerando o aspecto popular da religião) a reagirem em relação às tentativas de mudanças para retirar os crucifixos do cenário público? Como orientam os seus fiéis a reagirem a propagandas contra a religião na mídia? Essas são perguntas importantes no contexto da guerra intelectual. […] Diante da política das REAÇÕES ao ataque contra a religião é que poderemos avaliar a eficiência da ação política religiosa contra isso.

Vejam o que ele mesmo diz em De questionador de neo ateus a conservador cético: o que aconteceu?. Ele confirma que o bypass político é muito mais útil aos religiosos do que o modus operandi estritamente religioso do passado:

Eu tenho plena convicção que dessa forma, eu serei muito mais assertivo que no passado. Não perderei tempo com itens que me desfoquem do meu objetivo, que é colaborar para tirar poder dos meus inimigos (os esquerdistas). E desta maneira, serei muito mais útil aos conservadores (e religiosos) do que no passado.

Notem como que nos comentários do mesmo post, ele dá mais uma prova de que a concepção original do termo Controle de Frame realmente tinha cunho pejorativo similar ao da palavra técnica e que só depois ele mudou. Aiaiai….

E se antes eu mostrava as técnicas deles, vou aos poucos mostrar coisas novas aqui, como o controle de frame, e como podemos VENCER QUALQUER discussão com eles.

Não podemos nos esquecer como ele procura sistematicamente convencer outros defensores da religião a abandonarem o modus operandi antigo e adotarem o utilíssimo e revolucionário bypass político. Ele tentou com o Leonardo Bruno  em Um erro e um acerto estratégico de Leonardo Bruno e várias vezes com nosso caricato portuga Jairo Entrecosto, como em Jairo Filipe: um idiota cada vez mais útil a esquerda e Os incontáveis declives escorregadios de Jairo Filipe. É notável com ele tenta alertá-los de que a abordagem antiga deles é tão batida que os ateus até gostam quando eles usam. Tenta conscientizá-los de que somente o bypass político pode resolver a desvantagem em que eles estão. E de quebra, reconhece que o pensamento apologista atual é tão ruim que precisa de um bypass político para se sustentar.

Nos posts sobre Cristão Manso, ele tenta convencer seus leitores de que um cristão que só usa argumentos religiosos é um cristão ingênuo. Que ele deve partir para a briga com os ateus. E que deve fazer isso, obviamente, usando o bypass político. O blog atual dele possui uma mensagem clara: “Eu estou penando para ensinar vocês a usarem o bypass político, então USEM, porra!” Esta mensagem está cada vez mais explícita, hoje só não vê quem não quer.

A cereja do bolo é o famigerado comentário do Marcelo Rizzo, que eu tinha salvo em outro computador, e não no meu notebook. Depois de mandar aquele email ao Gilmar, encontrei o print que trago aqui (vale a pena clicar neste) a vocês junto com uma transcrição do trecho mais importante. Espero que as partes 1 e 1b desta série não tenham deixado dúvidas de que esse post foi escrito pelo Luciano Ayan. Notem como essa transcrição deixa tudo que falei até agora claro como água. Ele usa um fake para definir o bypass político sem precisar ter o compromisso de lidar com isso depois ou para passar a imagem de que é uma iniciativa dos leitores o reconhecimento desta estratégia dele. Não vou precisar nem comentar, a verdade está ululante nas vossas caras (grifos meus):

Quando eu vejo um cristão dizendo que é contra a homossexualidade por isso ser contra as leis divinas, sei que ele não está com uma boa argumentação em mãos. Nem todos os religiosos fazem isso mas os poucos que fazem trazem danos ao cristianismo. Luciano, a grande diferença de sua argumentação é que ela é despida do viés religioso para ser defendida à luz da teoria da evolução. […]
Noto que existem 2 “Lucianos”, um antes da parada, sem o viés evolucionista e católico, com ótimos argumentos mas correndo o risco de sofrer alguns questionamentos incômodos. Outro é o Luciano pós retorno, agnóstico e darwinista, com argumentos sólidos e plenamente defensáveis sob a ótica da evolução, vendo o ser humano como ele é, e não como esquerdistas gostariam que ele fosse.

Esta citação feita por ele através do fake Marcelo Rizzo é complementada pela declaração feito também por ele através de seu outro fake Jeremias, no artigo “O epicentro da crença esquerdista” cujo link está na palavra “epicentro” daqui dois parágrafos.

Não vamos negar o óbvio: ele mesmo está dizendo que um dos objetivos de sua luta contra a esquerda é atacar o ateísmo e aprofundar a crença em Deus. Na pior das hipóteses, aprova esta interpretação, pois permitiu o comentário sem fazer correções. Não tem como negar que o objetivo do blog é o bybass político.

.: 5 :. O gráfico de Nolan do Luciano: a fábrica de esquerdistas

Se pararmos para pensar bem, o blog dele possui atualmente um verdadeiro arsenal capaz de enquadrar virtualmente qualquer pessoa que ele deseja como esquerdista. Vamos conferir?

Se você não se assume esquerdista, você pode estar fingindo ou pode ser só um funcional, que age em benefício da ideologia sem necessariamente perceber. E mais, se você não é conservador, então você é de esquerda, pois não há meio termo (adoro falsas dicotomias, principalmente as que chantageam como esta). Aliás, não existe esquerda moderada também. O mero fato de abandonar a crença em deuses e assumir uma posição secular já se caracteriza como crença no homem, que é o epicentro do esquerdismo. Segundo ele, toda forma de humanismo é esquerda. O nazismo (e de quebra, o fascismo) é de esquerda. A ditadura brasileira (cópia certificada) era de esquerda. Republicanos são de esquerda (pois ele alega que não são de direita, e como não existe neutralidade… infelizmente, não consigo encontrar o lugar em que ele diz isso, foi os comentários de algum post). O PSDB é de esquerda. A Veja também. Autoriatarismo é esquerda. Seu oposto, o libertarianismo, também é esquerda (mesmo que funcional… ou agora esquerdista funcional não é mas esquerda? Não vale mudar as regras no meio do jogo heim?) . É possível defender o capitalismo mesmo sendo de esquerda (meta-capitalismo). Feminismo é esquerda. O movimento negro é esquerdista. A aprovação do casamento gay, aborto, drogas, eutanásia só não são de esquerda se for uma opinião pessoal (cópia autenticada). Defendeu em público, é esquerdista. Contra-apologia é esquerda. Neo ateísmo e qualquer forma de anti-religião é de esquerda (e virtualmente, todo ateu do mundo é neo-ateu, de tão vazia que a diferença entre ateu tradicional e neo-ateu é, logo, virtualmente todo ateu do mundo é esquerdista). Ele mesmo declara aqui que Todo neo ateu é um esquerdista. Aliás, ateus tradicionais como Voltaire também são de esquerda, pois ele era humanista. Investigadores de atividade paranormal são esquerdistas. Pessoas que postam fotos de mulheres nuas na internet são de esquerda. Terroristas cristãos racistas são de esquerda. Aquele rapaz da UnB que ameaçou esquerdistas e foi preso também é de esquerda!

Ou seja, para ele, praticamente tudo, menos ele, é esquerda. Peça que ele te mostre algum ateu de direita e ele dirá apenas ele e mais um ou dois. E mesmo assim, ele fará tantas ressalvas a esses um ou dois que você vai ficar na dúvida se ele está forçando a barra só para não ter que adimitir. Aliás, este blog recebeu a alcunha de esquerdista mesmo falando unicamente de apologia, filosofia básica e teoria de argumentação. Desafio ele a mostrar como defendo aqui o esquerdismo de forma consciente. Dizer que sou útil à esquerda não me torna um defensor consciente. O desafio está feito, espero que ele responda se atendo aos fatos e sem tergiversar.

Veja o blog dele e tudo isso que postei aqui em cima! É visível o esforço dele em criar um material capaz de enquadrar praticamente qualquer divergência com ele em indício de esquerdismo. Aliás, ele mesmo diz nos comentários do post Crime com co-responsabilidade esquerdista: Quadrilha invade prédio no centro de SP e provoca pânico entre moradores (certificado) que:

O governo de Fernando Collor, ao quebrar a reserva de mercado e iniciar o processo de privatizações, MATOU a idéia de que a ditadura militar era de direita.

então para ele, nunca na história deste país houve um goveno de direita. E a julgar pelos partidos atuais, isso não ocorrerá dentro dos próximos 10 anos, pelo menos. Então, mesmo que um ateu diga “sou favorável ao retorno do governo militar”, o infeliz poderá tachá-lo como esquersdista num piscar de olhos. É mole?

No fim das contas a conclusão inexorável a qual chegamos é que seu gráfico de Nolan é como este aqui:

Deste modo, ele pode agir como uma verdadeira fábrica de espantalhos esquerdistas. Ao invés de usar os fracos argumentos religiosos, arrume uma entre as dezenas de formas disponibilizadas pelo autor de forçar um rótulo de esquerdista ao seu interlocutor. Além de fazê-lo perder tempo respondendo algo que não é verdade (enquanto você se delicia em provocações), você ganha uma vantagem de debate enorme.

Em breve, uma série que mostra outros autores agindo assim (como Olavo de Carvalho).

Certificação de Cópias: As cópias de alguns artigos mais importantes e que apresentam potencial de adulteração por parte do autor da fossa “Luciano Ayan” estão neste arquivo da WikiUploads.

Até mais!

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Apologista Vigiado: Conde Loppeaux de la Villanueva
Publicado em: 29 Ago, 2012 às 09:25

A partir de hoje dispensarei um pouco da minha atenção a este ser que, mesmo involuntariamente, preenche nossos monitores e caixas de som com seu fino e refinado humor. Sim, meus caros, trata-se de um humorista involuntário e vou provar isso. Seu nome é Leonardo Bruno e ele tem um blog e um canal no youtube! Links no menu à direita.

Em primeiro lugar, ele assumiu para si um nome engraçado. Tipo, que graça tem chamar um humorista de Renato Aragão? Pouca… mas Chamar de Didi é muito mais divertido! Ninguém sabe o nome do Bozo, porque o que importa é que ele é o Bozo! Não digo que o mero uso de um pseudônimo seja engraçado, refiro aqui a ter um apelido divertido como forma de incorporar o humor ao próprio humorista. Por esse motivo, Leonardo Bruno decidiu entitular-se a si mesmo de Conde Loppeaux de la Villanueva! Escuto o leitor segurar risadas… só aviso que em breve não consigarão mais segurá-las.

Em segundo lugar, ele incorporou um esteriótipo exagerado e caricato. Sim, existem cristãos e conservadores meio bobos, assim como existem ateus bobos, mas o Conde se propõe a ser o chefe dos tolos. Leva o esteriótipo às últimas consequências, até que ele se torne uma caricatura daquilo que representa. Assim como Chaplin representou brilhantemente o homem alienado e sua impotência perante as máquinas em Tempos Modernos, Leonardo Bruno representa o cristão chiliquento, que caga de medo de ir pro inferno porque existem ateus malvados e comunistas psicopatas vivendo no mesmo país que ele!

Em terceiro lugar, assumiu um linguajar característico próprio. Quem tem mais de 50 amigos no facebook deve ver no mínimo uma montagem com o Mussum por dia com balões de fala que mimetizam seu popular jeito de falar, ‘né mes moçadis?’. O Conde não ficou pra trás e incorporou ao seu modo de falar uma infinidade de vícios de linguagem irritantes e uma infiniade maior ainda (uma contigência lógica facilmente vencida por sua extraordinária veia humorista) de expressões no diminutivo que visam (não me perguntem como) ofender alguém.

Ele não chama ninguém de mentiroso, mas diz que a pessoa contou uma metirinha. Ele não acusa feministas de terem sido falaciosas, mas diz que elas são burrinhas. Ele não diz que o comentário do leitor X foi fraco, mas que o leitor X deixou um comentariozinho. Esses dias para trás um tal de Rafael Gusmão deixou um comentário no post O Holocausto Judeu: O Mais Trágico Capítulo da História do Cristianismo do blog Rebeldia Metafísica. A julgar pelo linguajar, alguém tem dúvidas de que se trata do mesmo?

Diga-se de passagem: típico comentário de cristão ciliquento que não leu mas como viu que estava repassando a culpa do holocausto nazista para o cristianismo, resolvou dar piti porque é óbvio que ele segue a religião perfeita e que nenhum cristão seria capaz de fazer uma barbaridade em nome dela.

Visto o seu nome de guerra engraçado, sua performance caricata e esteriotipada e sua linguagem cômica e à prova de cópias, concluimos que só pode se tratar de um humorista. Quem duvida, que apresenta um argumento melhor que o meu ou que dê um chilique.

Um pouco de sua história: este rapaz é bem parecido com o ex-mascote desse blog: o Luciano Henrique. A fixação de ambos com a nobreza e com a criação de perfis fakes que ficam avacalhando no orkut, além de manias como a fragmentação de textos adversários como estratégia de distorção, não podem ser desprezadas. Comparem meu post Luciano Ayan: uma breve biografia – de troll no orkut a “líder” conservador fake e Notas sobre Leonardo Bruno Fonseca de Oliveira, zé ninguém. (A imagem que ilustra o post foi retirada de lá.) Abaixo, algumas transcrições como aperitivo:

Um certo Leonardo Bruno Fonseca de Oliveira, que se intitula, em provável processo de fuga da vida medíocre que suporta, “Conde Loppeux de la Villanueva”, publicou em sua página escatológica do Blogger um confuso post, no qual transcreveu minha matéria contendo críticas a um libelo de Roberta Kaufmann contra as cotas.  Repartido em vários fragmentos, meu texto deu margem a uma série de “observações” do “Conde”; na prática, uma grotesca combinação de xingamentos infantis, contestações do que eu não disse e alarmismo macarthista contra o perigoso subversivo que é Gustavo Moreira.

[…]

Eu diria que Leonardo Bruno obteve sucesso em uma única iniciativa, ao sustentar um perfil falso na comunidade Olavo nos Odeia: Rachel Piaszt. Durante meses, o “Conde” simulou ser uma pós-adolescente de Curitiba, de cabelos dourados e coxas bem torneadas, realçadas por um short branco e justo.  […]  Certa madrugada, entretanto, o sono traiu a farsa, e a assinatura digital “Conde” apareceu de súbito, logo abaixo do avatar da Rachel.

Recentemene, ele andou tendo umas rusgas com o próprio Luciano Henrique. O Conde acusava o inseto que mente em proporções bíblicas de defender absurdos como o aborto enquanto este devolvia a acusação de que o primeiro cometia erros políticos graves ao defender a religião sem usar o Bypass político para pregações apologistas. E assim caminha a humanidade…

Ele é um típico representante do povão que já leu mais do que a média, o que não quer dizer que leu muito (e com certeza o pouco que leu era somente o que interessava). Mas mesmo assim, ou talvez por isso mesmo, ele insiste em fazer discursos repletos de disgressões sem sentido, choradeiras, resmungões e, como não poderia faltar, falácias. Quando você analisa o texto desses tipinhos, depois que você tira todas as disgressões desnecessárias, você só verá chororôs e um ou outro argumento falacioso.

Por isso, vou mostrar aqui os chiliques homéricos do Conde e desconstruir sua imagem de liderança cristã apresentando seus erros infantis. Sou ateu sim, mas não desejo um líder como o Conde nem ao pior dos meus inimigos. O pouco do amor cristão que me sobrou me obriga a abrir os olhos dos demais cristãos e de fornecer aos ateus um passatempo para quarta-feiras.

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A sexualidade vira-lata dos ateus militantes – Parte 1: Transcrição
Publicado em: 29 Ago, 2012 às 13:00

Essa série sobre o blogueiro Leonardo Bruno, vulgo Conde Loppeaux, vem mostrar às pessoas o que há de pior entre os defensores das religiões que não estão preparados para argumentar sobre esse assunto.

Faço isso porque, infelizmente, existe público para este tipo de gente. As pessoas adoram ver esses tipinhos falando e depois pensar coisas como: “nossa, esses ateus realmente são tão imorais!” ou como “essa sociedade está mesmo cada vez pior”. Esse segundo tipo de raciocínio é bem manjado e eu já falei sobre ele no artigo Mundo Corrupto na minha comunidade de orkut WatchGOD. As pessoas se sentem infelizes e ficam resmungando, dizendo que o mundo está podre, cheio de pecados, cheio de iniquidades etc. Esse tipo de comportamento é inercial, ou seja, a pessoa que fica resmungando tende a não fazer nada, nem mesmo entender melhor a realidade ao seu redor. Provavelmente é justamente por causa dessa “inércia resmungona” que faz tanto sucesso: agir assim é mais fácil do que apresentar argumentos coerentes e se esforçar para conseguir mudanças.

Vou começar com a análise do vídeo “A sexualidade vira-lata dos ateus militantes” gravado pelo referido blogueiro. Ele apresentou nesse vídeo pouquíssimos argumentos (vou contar quantos), mas todos eles foram falaciosos ou já foram refutados.

Estou reescrevendo este artigo, que já estava no orkut há um certo tempo (A sexualidade vira-lata dos ateus militantes) para evidenciar os erros que os oradores cometem e que forçam as pessoas à essa “inércia resmungona”. Meu objetivo é fazer as pessoas pensarem sobre aquilo que vêem e ouvem e notar os erros que estão aceitando sem ver. Aliás, a palavra certa não é nem “aceitar”, pois dá a ideia de alguém que está propositalmente enganando os outros. O mais correto é dizer “os erros que elas estão perpetuando sem notar”, pois esse tipo de discurso que vou apresentar vem de baixo para cima, e não o contrário.

Segue abaixo uma transcrição do vídeo feia por mim. Eu escrevi aqui exatamente o que ele falou (somente a partir dos 15 segundos) para evidenciar os vícios de linguagem e o despreparo do autor.

[P1] E eu estou lendo aqui uma matéria muito… muito “interessante”, do ponto de vista assim, entre aspas, né… interessante entre aspas, né, porque realmente é uma notícia da chamada cultura inútil.

[P2] Uma pesquisa realizada pela Universidade do Kansas, nos EUA, concluiu que ateus vivem o sexo com mais prazer.

[P3] É engraçado que esse pessoal aí [mosquinhas verdes] gostam de “departamentizar” a natureza humana, como se ela fosse algo mensurável, controlável, né. Ou então, é… como se nós fôssemos uma espécie reprogramada para que… como se nossos comportamentos pudessem ser previstos. Então quer dizer, agora esse pessoal quer mensurar o prazer sexual, quer mensurar, quer mensurar o orgasmo, né.

[P4] E para, claro, como eles são ateístas militantes, eles precisam se envaidecer e acreditar que realmente têm mais felicidade sexual que os religiosos, não é mesmo?

[P5] Só que existe um problema aí, né? Quem foi que criou a norma, nossos códigos de ética amorosa, as nossas etiquetas, né? As… a nossa reverência, principalmente à mulher, né, o cavalheirismo etc. Foram os pagãos? Foram os ateus? Não, meus queridos! Foram os cristãos!, e em particular na Idade das Trevas. Foi a partir da, foi na Idade Média que surgiu os códigos da cavalaria, os códigos do amor cortês e os códigos da… da cortesania, da gentileza, hm?

[P6] Quer dizer que, na verdade, por exemplo, se a gente pegar as trovas medievais, né, o culto do amor à mulher, né, a figura idealizada, inatingível, ou então quando um homem é… dá uma flor para uma mulher, ou agrada, né, de maneira delicada, de maneira sofisticada… foram aqueles homenzinhos medievais que se chamam, que são rotulados, né, de elementos das trevas que criaram toda uma espécie de ritualidade, de cortesania amorosa.

[P7] Mas o que vêm os ateus a nos propôr, né, com essa história de que eles vivem melhor o sexo? Já dizia Nelson Rodrigues que educação sexual é coisa para vira-latas, e eu não tiro a razão dele.

[P8] Uma vez, recentemente aqui em Belém, houve um caso de uma jovem que foi… que filmou, né, uma cena de felação, em que ela estava abocanhando o pinto do namorado, uma menina de treze anos e acabou virando chacota pelo fato do vídeo ter espalhado. E uma senhora que era pedagoga, psicóloga, sei lá, o que seja, veio dizer assim: “Ah! Esta criatura precisa de educação sexual.” Aí eu perguntei, eu pensei [inaudível]: “Bom, uma criatura dessa, que já sabe chu… que já sabe chupar uma piroca… bom, com certeza não vai precisar de educação sexual porque acho que ela já tem até de sobra, né. O que tá faltando talvez educar nas, nos adolescentes são valores, né, são como direcionar o sexo, né. Hoje em dia, praticamente, o que é educado nas pessoas é como se o prazer, como se o sexo pelo sexo fosse a coisa mais importante, quando na verdade os elementos mais é… sutis do relacionamento, que é no caso o amor, que é no caso a ligação de um homem e uma mulher, a construção de uma família estão sendo redundamente ignorados.

[P9] É interessante notar que hoje em dia, cada vez mais uma sociedade que trepa adoida.. doidamente, ou pelo menos diz trepar e cada vez mais frustada sexualmente. E o que é pior, né, cada vez mais solitária, uma sociedade que cada vez… cria menos vínculos possíveis com as pessoas, não é. Não temos, nós somos uma sociedade em que os vínculos afetivos são cada vez mais fracos, apesar da exaltação da sexualidade, né… e os ateus muito orgulhosos que trepam que nem cachorro agora estão, né, se vangloriando porque eles se acham é… “orgiasticamente” superiores aos cristãos ou aos religiosos.

[P10] Olha, sinceramente, quem publica uma matéria dessa é muito babaca. É muito idiota, hm? Quer dizer que vocês agora, vocês acham que vocês sentem mais prazer sexual, que vocês são mais desinibidos que os cristãos, né? É interessante que eles gostam dizer que eles gostam de trepar sem sentimento de culpa, né? … Olha, quem trepa sem sentimento de culpa, pra mim, é um ca-chor-ro, é um cão, é um, é simplesmente um vira-lata. Qualquer tipo de relação amorosa sexual tem que ter o mínimo necessário de drama de consciência.

[P11] É por essas e por outras que esta sociedade está parindo gente na rua que nem cagado, que nem cagado, que nem jogado no lixo, justamente porque todo mundo trepa sem a menor crise de consciência. Não não somente a crise de consciência faz a diferença entre os humanos e os animais, como também essa crise de consciência é que nos engendra o juízo de valor necessário, necessários para ver até que ponto vale a pena fazer o sexo. Quem não tem esse juízo de valor, quem não tem essas crises, tanto do âmbito afetivo, moral na questão sexual, me desculpe: está andando de quatro. Realmente prova que a evolução das espécies é uma farsa. Existe, pelo contrário, a involução das espécies.

[P12] Mas parafraseando o meu grande amigo reacionário Nelson Rodrigues: “educação sexual é para vira-latas”. E a sexualidade dos ateus com certeza é muito, muito, muito triste.

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A sexualidade vira-lata dos ateus militantes – Parte 2: A “magnífica” cortesania da Idade Média
Publicado em: 26 Set, 2012 às 00:15

Símbolo do Recato durante a Idade Média

Começo aqui a análise do vídeo “A sexualidade vira-lata dos ateus militantes“, daquele rapaz que acha que o cristianismo é racionalmente, moralmente e tudo-o-mais-mente superior a qualquer forma de religiosidade e de pensamento, sobretudo o ateísmo. Sim, o Conde acha que o Cristianismo é perfeito e sem falhas e que o ateísmo, como negação dele, só tem falhas e que todo militante é alguém mal por natureza. Fazer o que, cada um que viva a ilusão que quiser, não é mesmo?

Falando nisso, coloquei a série sobre a Ilusão Cristã da Superioridade antes de prosseguir com essa série aqui porque acho que ela complementa perfeitamente a crítica que farei ao Conde. Pretendo mostrar como a moralidade que ele defende, em especial a moralidade sexual cristã, não é superior à ateísta. Aliás, vou mostrar que sequer é aquela que ele defende ser, em certos casos.

No texto original na WatchGOD, o texto está bem mais completo e tem um resumo dos seus argumentos em forma silogística. Aqui, dei uma resumida e adaptei à temática moralidade cristã x moralidade secular, com enfoque na sexualidade.

Ele começa o vídeo dizendo no primeiro parágrafo, [P1], que viu uma matéria sobre sexo e que a classificou como cultura inútil. Em primeiro lugar, por mais que ele esperneie, sexo não é um assunto inútil nem faz parte da cultura inútil. O próprio fato de ele gastar seu tempo e sua retórica explicando porque o sexo deve ser evitado já é uma prova da relevância do assunto: o sexo está tão presente na vida humana, que é impossível falar de comportamento (o que inclui comportamento religioso) sem falar sobre ele.

Em segundo lugar, ele mesmo apresenta mais tarde a ideia de que a cultura do sexo correta foi elaborada pelo cristianismo. Ou seja, é uma cultura inútil, mas a religião que ele deseja defender é a que ele alega ter desenvolvido com mais maestria tal cultura. Ele já começa com uma frase de efeito, que está evidentemente equivocada e que ele mesmo contradiz no decorrer do discurso.

A seguir, em [P2], ele cita uma pesquisa norte-americana que diz que os ateus vivem o sexo com mais prazer, para então fazer uma objeção a ela em [P3]. Essa objeção configura o primeiro argumento apresentado por ele: o de que a pesquisa apresentada está errada porque sexo e prazer não são mensuráveis. Entretanto, esta é uma enorme falácia: a de que aspectos humanos e subjetivos são imensuráveis. De forma geral, ele quis dizer que aspectos humanos e subjetivos são imensuráveis, incluindo o prazer.

Para mostrar o quanto essa ideia é falsa, vou dar um exemplo da área de marketing: eles fazem pesquisas de campo que visam perguntar às pessoas o quanto elas estão satisfeitas com determinado produto e depois confrontar os resultados com as características dessas pessoas. Pode-se assim descobrir quais faixas etárias, quais sexos, quais níveis sociais etc mais gostam do produto e redirecionar o marketing da empresa. Uma pesquisa sobre sexo funciona da mesma maneira. Este argumento cai com extrema facilidade, pois as pessoas são sim capazes de medir sua satisfação e de exprimi-la de maneira objetivamente mensurável.

Na verdade, esse argumento foi uma tentativa de desmoralizar a pesquisa. Ele não procurou, ou se procurou, agiu como se não tivesse procurado, saber como tal pesquisa foi elaborada, quais os critérios e quais suas conclusões. Ou seja, ele não se interessou em momento algum em fazer uma crítica coerente, mas sim em apresentar uma falácia de impacto e bonitinha, fácil de ser engolida.

Já no [P4] ele insinua que os ateus mentem sobre seu prazer sexual por pura pirraça. Ele insinua que os ateus fingem que estão mais satisfeitos com o sexo para poder usar isso como vantagem sobre os religiosos. Para começar, isso é só uma alegação solta no estilo “teoria da conspiração”, pressupondo que os ateus se reúnem secretamente para combinar respostas em pesquisas e dar a falsa ideia de que aproveitam melhor o sexo. Para piorar, em algumas partes ele age como se ateus tivessem mentido, mas em outras, age como se dissessem a verdade.

O que estou dizendo é que a tese dele é baseada nas duas ideias a seguir:

(1) Os ateus fingem que sentem mais prazer para afrontar os religiosos.
(2) Os ateus sentem mais prazer porque são, de certa forma, promíscuos.

Não precisa ser nenhum gênio para notar incoerência entre (1) e (2). Mas notem como que no [P5] e no [P6], ao invés de dar prosseguimento ao raciocínio, ele resolve mudar de assunto bruscamente, defendendo a ideia de que o cristianismo é a melhor fonte de moralidade e de decoro para o sexo. Em defesa disso, ele lembra do código de ética para o sexo criado pelo cristianismo na Idade Média nas duas alegações a seguir:

(1) Existia um código de ética na Idade Média voltado para o amor e o cavalheirismo e o sexo era visto de forma secundária na relação.
(2) Tal código foi criado por cristãos, não por pagãos, na Idade Média.

A primeira alegação é evidentemente falsa. Existia sim uma tradição de cavalheirismo, mas existia também o sexo por prazer. Tenho minhas dúvidas se as mulheres realmente se casavam virgens, mas com certeza praticamente nenhum homem assim o fazia. Casas de prostituição, adultério, orgias e homossexualismo, ou seja, todo o conjunto de práticas e comportamentos sexuais considerados hoje errados, já existiam na época. O sexo era tão corriqueiro naquela época quanto é hoje. A grande diferença é que tudo acontecia debaixo dos panos. Sim, haviam quem tomava banho com roupas, mas quem consegue ver recato nisso? Isso não é recato, é neurose.

Vejam a série de artigos “10 Curiosidades sobre sexo” na Idade Média, na Grécia Antiga e na Roma Antiga, além dos artigos Como era o sexo na Idade Média e A Mulher na Idade Média. Podemos ver nesses artigos práticas que existiam na Idade Média e que aconteciam antes (e algumas até hoje), tais como homossexualismo entre homens, lesbianismo e prostutuição tributada pelo clero.

Sim, caros leitores, a Igreja Católica roubava as prostitutas para permitir que elas trabalhassem (fico imaginando o Marlon Brando vestido de papa e dizendo para uma meretriz: “O seu negócio é tão bom, seria uma enorme lástima se você morresse amanhã ou depois…”).  Fico imaginando a cortesania que havia dentro dos muros do vaticano como parte do ritual de preparação para suas orgias, algumas delas homossexuais. O Conde vai cair da cadeira quando descobrir que já teve papa que morreu assassinado a pauladas pelo próprio marido por tê-lo traído! Isso ocorreu durante a “gloriosa” Idade Média, para piorar.

Mas a questão não se restringe à demagogia. A cortesia que o homem dispensava à mulher era apenas algo anterior ao casamento. Depois deste, o homem passava a ter posse sobre o corpo de sua mulher. Apenas não era aconselhável fazer tanto sexo com a esposa quanto se fazia com as prostitutas quando solteiro, nem era aconselhável fazer sexo anal ou oral.

Fora isso, a mulher era tratada com despreso por seus pais e maridos, não tendo direitos a participar efetivamente da sociedade. Elas eram bajuladas e mimadas como animais de estimação e eram sobrecarregadas de tarefas domésticas para não pensarem em “bobeiras”. Muito se diz que as mulheres são tratadas como objetos hoje. Mas durante a Idade Média, eram tratadas como animais. E isso não é exagero, basta conferir este post chamado saborosas monstras, onde se lê:

“Noutros casos a metáfora mulher/animal serve para dar livre curso à misoginia, socorrendo-se de uma série de metáforas moralistas. Num poema francês do século XIV, intitulado Os Vícios de uma Mulher, diz-se que a mulher é venenosa como uma serpente, impetuosa como um leão, parecida com um leopardo pela voracidade; falsa como uma raposa; combativa como um urso; semelhante a uma cadela por ter os sentidos apurados; como uma gata quando morde; uma ratazana para destruir ou um rato para se esgueirar.”

Dama da Idade Média sendo exaltada em um altar por um cavalheiro cortês.

Ou seja, o sexo cortês nunca existiu; o que existiu foi a paquera cortês que terminava logo após o casamento. O sexo não era tão evitado como se diz. Ele era feito na surdina e suas variações eram mais raras do que hoje, mas mesmo assim existentes. E esse movimento cultural não caracterizou a Idade Média como um todo, mas apenas seu último período, então nem dá para dizer com a boca cheia que os homenzinhos daquela época eram defensores da moral. Basta saber que tal cultura da cortesania começou apenas no século XII, muito depois do início da Idade Média (séc. V), porém mais próximo de seu fim (séc. XV). Assim, a primeira alegação do Conde vai pro lixo.

Sobre a segunda, podemos notar que a uma altura dessas, ele já se tornou um fato irrelevante. Ele está se referindo a uma conduta apenas pré-nupcial, seguida por uma prática sexual mandatoriamente submissa para as mulheres. É evidente que isso não é sinônimo de sexo com recato, então de que vale a alegação de que o cristianismo o criou? O engraçado é que ele usa um tom todo esnobe para tomar para o cristianismo a autoria de tal “código de cortesania”. Bem, eu pergunto a ele do mesmo jeito que ele perguntou aos ouvintes: quem inventou a roda? E o fogo, a agricultura, a culinária e a filosofia? Foram os cristãos? Não, meu caro! Foram os pagãos! Aqueles homenzinhos rudes e bárbaros que não tinham Deus em seus obscuros corações!  A diferença é que tudo isso que citei é bem mais importante para a humanidade do que as normas de paquera cortês e sexo submisso.

Essas duas alegações foram ditas para defender a ideia de que o sexo deve ser regido pelo código de ética da Idade Média feita pelos cristãos, ou de forma mais abrangente que a moralidade, inclusive a sexual, só pode vir do cristianismo. Além dos problemas que já citei, completo com o argumento de que ele não responde a questão: “qual é a vantagem da conduta apresentada sobre a conduta atual ou qualquer outra conduta que não seja bárbara?” Na verdade, até que ele tenta responder isso, só que bem mais para frente (afinal de contas, ele parece se esforçar para não criar coerência entre as ideias apresentadas).

Ainda em [P6], ele apresenta uma nova afirmação, que na verdade mais parece um resmungo. Ele diz que os homens medievais foram rotulados como elementos das trevas, apesar de terem criado o cavalheirismo. Em primeiro lugar, já vimos que o cavalheirismo não era nada de mais. Um pensamento racional e sensato sobre direitos e respeito já é o suficiente para que as pessoas paquerem e se conquistem de forma adequada. Havendo respeito, não é necessária uma cartilha com um passo-a-passo para conquistar uma mulher. Isso sim, aliás, é desrespeito: dar um presente para um mulher e a tratar de forma “sofisticada” e achar que ela tem que gostar. Cada mulher tem um jeito de ser conquistada, sem contar as mulheres que preferem conquistar a serem conquistadas. Esse código de cortesania é um desrespeito às mulheres e é essencialmente misógino. Ele é um deboche à diversidade de opiniões, personalidades e comportamentos.

Imaginem que houvesse um manual feminino para conquistar homens. Se ele incluísse dar uma camisa de futebol do meu time para mim, eu até acharia bom. Mas se incluísse dar um livro de romance eu iria achar ruim porque não gosto e, acima de tudo, não gostaria que as mulheres me dessem só porque a cartilha diz que devo gostar de receber. Não é assim que as coisas funcionam. Manuais e códigos são coisas de gente burra, incapazes de pensar por si só e autistas o suficiente para não conseguir interagir socialmente com níveis satisfatórios.

Além disso, rótulos são alcunhas que generalizam e distorcem um determinado grupo de pessoas ou objetos. A Idade Média é conhecida por ser uma época na qual mulheres que ajudavam outras durante o parto eram queimadas vivas. O governante era decidido por hereditariedade ou pela espada. Os governantes e o clero viviam no luxo ocioso em detrimento da miséria da população. O analfabetismo era lugar comum entre os mais pobres. A medicina se restringia a mais um ramo da superstição. A alcunha de Idade das Trevas não é nenhum rótulo, mas sim algo muito condizente com a realidade da época.

Uma vez estabelecido que a moralidade, inclusive a sexual, só pode vir do cristianismo, ele vem dizer no sétimo parágrafo que o ateísmo quer acabar com ela. Para tanto, ele usou uma citação de Nelson Rodrigues: “educação sexual é coisa de vira-lata”. É óbvio, dada a desonestidade de Leonardo, que Nelson nunca disse isso. Na verdade, ele disse: “A educação sexual só devia ser dada por um veterinário.” É bom notar que Nelson Rodrigues usa a palavra vira-lata para se referir ao complexo de inferioridade brasileiro e não para definir comportamentos sexuais. Mas tal mudança sutil acaba sendo irrelevante, pois o que ele queria mesmo era estabelecer sexo por prazer é coisa de animais. Aliás, o brilhante argumento dele é que sexo por prazer é coisa de animais porque Nelson Rodrigues disse. Afinal, o Nelsão falou então está falado, né?

Creio que a melhor forma de atacar um apelo à autoridade é mostrar que a personalidade citada não é uma referência tão boa quanto se quer fazer parecer. Vejam algumas pérolas do nosso querido Nelson Rodrigues que fariam nosso igualmente querido Leonardo Bruno tirar seu eterno sorrisinho cínico do rosto por alguns segundos:

“Nem todas mulheres gostam de apanhar, só as normais.” (uma grande demonstração de cortesania e de agrado delicado e sofisticado)

“A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira.” (uma crônica que escancara os perigos de se levar uma vida sexualmente livre)

“O dinheiro compra até o amor verdadeiro.” (cortesia pra quê? Se você for rico já basta!)

“A mulher ideal deve ser dama na mesa e puta na cama.” (aqui, Nelson defende a ideia da dama idealizada e inatingível)

A uma altura dessas, eu já estou concordando com as referências do Conde mais do que ele mesmo!!

Continua…

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Reflexões sobre um veadinho e sobre máquinas de lavar-roupas
Publicado em: 29 Set, 2012 às 14:57

A minha série sobre o Leonardo Bruno está só no começo, mas já foi o suficiente para deixar o autointitulado “Conde” todo bravinho! Fico feliz, porque a raiva é a etapa que precede a negação, e que por sua vez precede o arrependimento e o crescimento intelectual. Conde, apóio 100% seus chiliques, como os dados em Sobre um ateu vira-lata de inteligência e em Outras reflexões sobre o ateísmo vira-lata.

Antes de respondê-lo, explicarei o título desse post. Como ele me chamou de vira-latas, eu – criativo como só – resolvi devolver a ofensa chamando ele de algum animal também. Mas qual animal escolher? Minha criatividade é maior que minha capacidade intelectual de distinguir ideias boas de ruins ou mesmo ideias verdadeiras de falsas… =/ Então resolvi usar a sorte! Peguei uma lista de animais na internet e contei quantos animais tinham. Daí sorteei um número qualquer e saiu… VEADO! Até pensei em sortear outro para ninguém pensar que estou ofendendo e difamando a ilustríssima figura, mas daí lembrei da maior lição que aprendi com ele: que ser politicamente correto é coisa de gente imbecil! Ora, eu não sou imbecil, então porque devo me curvar às imposições do politicamente correto? Não, meus amigos, eu sou bem mais do que isso e se a sorte mandou eu chamar ele de veadinho, então de veadinho chama-loêi-o.

No meu primeiro artigo sobre o Conde – Apologista Vigiado: Conde Loppeaux de la Villanueva, critiquei sua baixa capacidade intelectual cristalizada no fato de não conseguir escrever textos longos discursivamente, preferindo fragmentar um texto alheio em mil pedaços e respondê-los separadamente. Assim, ele não precisa pensar em escrever textos que possuam início, meio e fim, não precisa defender uma tese – aliás, sequer precisa identificar a tese do adversário – e, por fim, não precisa criar coerência entre as diversas partes do texto, pois basta que cada parte “(“responda a altura”)” o trecho selecionado.

Vejam o que ele escreveu: “Eu me divirto quando um neo-ateu adora esbravejar sobre uma suposta ..” Mas que português de quinta categoria! A incapacidade dele de articular suas próprias ideias é reflexo de sua incapacidade de tirar informações de forma correta do que os outros dizem. Duvidam? Então vejam como mais para frente, ele cita um trecho meu onde digo: A uma altura dessas, eu já estou concordando com as referências do Conde [Nelson Rodrigues] mais do que ele mesmo!!” e ele me responde da seguinte forma: “No entanto, falar a verdade fere os brios feministas neuróticos do Bruno.” Ora! Se digo que estou concordando com o Nelson, como posso estar me sentindo ofendido com suas palavras? Depois eu que não consigo interpretar textos… aham!

E é justamente nesse ponto que começo minha reflexão. O Conde não tem a menor ideia da tese que eu estava defendendo. Eu não quero culpar o cristianismo pelos males do mundo. Eu não quero pintar o cristianismo como uma fonte de imoralidades. Eu não quero dizer que o cristianismo é estéril intelectualmente. Eu não quero diminuir a importância histórica do cristianismo para abaixo do que ele foi. Eu não quero que o cristianismo suma do mundo. Eu não quero que as pessoas façam mais sexo.

O fato de eu criticá-lo não quer dizer que eu defenda o exato oposto daquilo que ele defende. Eu tenho minhas próprias ideias e não fico negando tudo que as pessoas que não gosto dizem. Isso é coisa de VEADINHO como o Conde, cuja opinião é simplesmente discordar de ateus militantes.

A tese que defendo é que o Conde vive em uma ilusão na qual o cristianismo é um sistema bem melhor do que na verdade é e que era bem melhor do que na verdade foi. Ele vive na ilusão de que o cristianismo é o ápice da capacidade humana, de onde só surgiram coisas boas, de onde tudo que sai é melhor do que aquilo que foi feito por outros. Ele vive na ilusão de que um código de cortesania era a etiqueta mais adequada para lidar com o sexo. A minha tese é simplesmente que o cristianismo não é essa Brastemp toda… Defendo que se todos os avanços que o cristianismo diz ter trazido ao mundo fossem ainda assim verdadeiros, seriam poucos diante aos que não são de responsabilidade deles. Defendo que moralmente falando, o cristianismo não traz algo palpavelmente melhor do que uma visão secular – no pior dos casos! Defendo que ele tem uma visão floreada da história de sua religião e argumento no sentido de desfazer tal ilusão. Faço a série em resposta a ele para mostrar que o cristianismo não é tão bom quanto ele pinta, quanto ele imagina e quanto ele deseja do fundo da sua alma que seja. Mas ele acha que quero apenas difamar a religião dele, então fazer o que?

Oram, vejam aqui uma contradição flagrante que evidencia a incapacidade do cristianismo de ditar o que é moralidade, especialmente moralidade sexual: ele diz que a cortesania servia para civilizar a sociedade e evitar que as relações pragmáticas e utilitaristas fossem ainda mais frias e desumanas (ou algo assim), mas então ele confessa que a moralidade sexual da Idade Média: 1) não tinha nada de divino, sendo voltada unicamente às contingências humanas daquela época e 2) não era apropriada para reger a sexualidade, pois seus objetivos eram outros, eram servir como fator possibilitador das práticas econômicas da época. Vejam, não sou eu quem disse isso, foi ele! Estou apenas colocando em palavras explícitas o que ele disse.

Sobre a questão histórica, se ele prefere ignorar livros de história que ele chama de colegial, ótimo. Talvez ele seja um ser onisciente, que saiba da história melhor que várias gerações de historiadores. Aliás, talvez uma ova. É lógico que um ser tão inteligente e iluminado como ele, que não consegue nem custear uma casa para si só, sabe exatamente quais partes dos livros de história estão certas e quais estão erradas usando apenas um critério: o que fala mal é invenção de ateus que conspiram há mais de quinhentos anos contra os pobres e indefesos cristãos que ao invés de reagirem dão a outra face, e as partes que exaltam o cristianismo são verdadeiras, quando não são muito modestas.

Agora, baseado em trechos como este daqui em baixo, faço ao Conde algumas perguntas cujas respostas ele precisa dar sob a pena de parecer que está inventando coisas:

“Bruno Almeida”, alcunha fictício de um certo Marco Aurélio Suriani, um sujeitinho metido a ateu militante e crítico do cristianismo, é a representação cabal do tipo colegial formado em nossa geração. O que este indivíduo entende por “história” são apenas aqueles clichês simplórios de cursinho pré-vestibular, que são transmitidos, via osmose, por professores marxista ou por orelhadas de sites do google.

Se professores de história de pré-vestibular são marxistas, se as referências de história na internet são viciadas e se o Conde é formado em Direito (e não em História), eu pergunto: ONDE O CONDE ADQUIRIU OS CONHECIMENTOS SOBRE A VERDADEIRA HISTÓRIA? Peço que ele responda essa pergunta sem enrolação e sem as ofensas bobas dele. Sim, porque as fontes que disponho, a princípio, são as mesmas que todo mundo dispõe. E se a história falsa é tão sagazmente bem disseminada, que culpa tenho eu de não ter acesso à verdadeira história? Será que ser vítima de ateus que me escondem as verdadeiras fontes de história correta me torna um ateu vil e desonesto? Como posso ser um vira-lata intelectual se sou vítima de um mundo que me nega a verdade?

E tem mais, como posso saber se as fontes usadas pelo Conde (se é que existe alguma) são as verdadeiras e não as que estão em circulação e que aprendi no colegial? Qual o método que ele usa para avaliar a confiabilidade de fontes históricas? A opinião dele? A experiência particular que ele tem com Cristo? Deus sopra mediunicamente nos ouvidos dele quais fatos realmente aconteceram depois que Jesus morreu ou quem são as pessoas que realmente sabem?

Sugiro ao Conde que me responda essas perguntas de maneira objetiva e sem “tergiversar”. De preferência dispondo aos seus leitores links para que eles possam ler o meu texto da forma como o coloquei e completo, e não apenas os trechos tendenciosamente selecionados e desfiguradamente picotados. Afinal, se ele está mesmo certo, não precisa se dar a vantagem de esconder os textos originais de seus leitores. E não diga que sua seleção não é tendenciosa, pois você é humano e não tem a capacidade de agir sem tendenciosidade. E não diga que não quer me dar audiência, pois isso é desculpa de gente covarde.

Um último pedido: se poupe de escrever (ou dizer, caso prefira fazer um vídeo) um palavrão por parágrafo. Um palavrão ou outro até que vai, mas palavrão demais acaba dando a impressão que você não tem argumentos, sabe? Não queremos que as pessoas adquiram essa falsa impressão, queremos? E se não for pedir demais, não repita esse argumento aqui: “O rapazinho confunde a Idade Média com as escapadelas dele?” pois fiquei duas horas chorando de tão chocado e humilhado que fiquei. Se eu me matar por sua culpa, deixei uma carta para minha família te processar por homicídio doloso! Está avisado!

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Vaginéticaaaa…
Publicado em: 30 Set, 2012 às 00:15

Momento descontração: essa música chamada Vaginética feita em homenagem ao Emerson Oliveira, vulgarmente conhecido por tal apelido, ficou simplesmente IMPAGÁVEL! Feita pelo Canal Mathews Yankowsky – que costuma zoar bastante figuras folclóricas da laia do Conde (ambos são amiguinhos) – essa música retrata a natureza dessas criaturas: bobões que falam que nem intelectuais, mas que não conseguem nem escrever com português correto; uns fracassados que moram com a tia e ficam o dia todo na internet falando mal de ateus. Nada mais lamentável. E a lista vai bem mais além, apesar de estar longe de ser exaustiva. Isso sem contar que a música foi feita naqueles ritmos chicletes, impossíveis de se esquecer e que nos forçam a cantarolá-lo sem parar. Foda, foda, foda!!! Esse refrão surreal é impossível de esquecer:

Chupa essa rola épicaaaa – Vaginéticaaaaa
Uma bicha apologéticaaa – Vaginéticaaaaaa

Quando entrar aquele gordinho dançando Black Eyed Peas é porque a música está para começar. Daí vocês podem acompanhar a letra (que está aqui em baixo do vídeo) porque (acho que) quando a música começa, a única coisa que aparece é o gordinho dançando. Isso acontece lá pelos 2min30. Só tomem cuidado para não perder a parte em que mostra o conde se preparando para gravar um vídeo, antes da música começar.

Have fun…

Essa ateuzada agora entrou numa fria!
Sou eu aqui agora o policial da apologia!
Pago de bonzão, sou o pseudo intelectual
e moro com minha tia na edícula do quintal.

Apedeuta, desonesto, mentiroso… sem analogia.
Sou um crente do santo hímem de Maria!
Rezo, e falo o dia inteiro e não vou em cervejaria!
No Facebook, desonesto, sinalizo a revelia.

Gosto de espiar a ateuzada no youtóba, me masturbo dia inteiro.
Digo que sou macho, mas eu nunca fui em um puteiro.
Minha carapaça é polida, mas eu sou um embusteiro.
na verdade, salafrário, recalcado, bunda suja, e sorrateiro.

Penso que sou filósofo e advogado de deus.
No Facebook eu conspiro no meu grupo privado.
Sou um baita cagão, sinalizo vídeos ateus.
e mereço no meu rabo um pirocão bem enfiado.

Sou famoso por aí, eu sou o pinóquio da religião
meu nariz cresce bastante até ficar grandão.
Quando vejo aquela coisa grande fico com tesão.

Refrão:
Chupa essa rola épicaaaa – Vaginéticaaaaa
Uma bicha apologéticaaa – Vaginéticaaaaaa

Aí me contorciono enfio nariz no meu rabão!
minha visão religiosa de tudo eu propago.
se um ateu faz o mesmo aí eu vou e combato.
Neo-ateus, eu não suporto, que discurso chato.
ateu bom é ateu quieto – opinião no anonimato.

Um idiota sem ética o pinoquio da ICAR
Vaginética é meu nome e eu gosto de sinalizar
de vez em quanto chupo uma rola
mas tudo bem, eu gosto é de “dedar”

Agora me faço de santo
andando pelos cantos
com jeito de quem não quer nada
mas sinalizo os videos ateus com a minha molecada

O Homer pulou fora e disse que não está mais comigo
fiquei triste vou largar o Conde e dar o cu para um cabrito
to fugido pq tenho duas caras
e faço coleção no meu rabo com um molho de varas

to largado e esquecido pelos meus
já disse que os que são da lista é tudo ateu.
no Youtube já perdi a pouca moral sobre deus,
e durmo sonhando cagando.. de medo
do Mathews!

Refrão:
Chupa essa rola épicaaaa – Vaginéticaaaaa
Uma bicha apologéticaaa – Vaginéticaaaaaa

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A sexualidade vira-lata dos ateus militantes – Parte 3: A Metáfora FAIL
Publicado em: 3 Out, 2012 às 00:15

Anteriormente, mostrei que o Conde estava se preparando para defender a tese dupla de que ateus fingem que gostam mais de sexo e de que eles gostam mais de sexo porque… são ateus, oras, é esse o tipo de coisa que essa gente faz. Ele abandonou a ideia para falar da “magnífica” cortesania da Idade Média e depois ensaiou um retorno ao assunto quando citou Nelson Rodrigues. Contudo, no [P8] ele muda de assunto bruscamente de novo para apresentar o caso da garota de treze anos que já fazia sexo oral em homens. Esse caso tem uma dupla finalidade: a primeira é abrir espaço para um resmungo que virá à tona mais à frente e que, surpreendentemente, demorou muito a aparecer aqui: o de que existe cada vez mais sexo no mundo.

Mas ele também quis defender a ideia equivocada de que educação sexual é algum tipo de kama-sutra. Para ele, educação sexual é ensinar as pessoas a fazer sexo, enquanto que na verdade este ensino tem (deveria ter) como objetivo desenvolver nas pessoas a consciência de que a prática do sexo envolve auto-conhecimento, amadurecimento, responsabilidade e comedimento. O que a educação sexual pretende ensinar também não é exatamente o que ele gostaria que acontecesse, ao contrário do que alguns podem pensar. Ele queria que a educação sexual se restringisse a dizer que sexo é somente uma consequência de um amor puro e verdadeiro, nada mais.

Sim, em um mundo real nada é como no mundo ideal. Seria muito bom se educação sexual fosse aquilo que citei mas a prática mostra algo bem diferente… Pondé já falou sobre isso no seu artigo “Terrorismo sexual”: as limitações psicológicas dos professores impedem que as aulas tenham algum proveito mais efetivo. Mas definitivamente, é melhor do que deixar um monte de fracassado ensinar que sexo deve ser evitado a todo custo e que deve carregar consigo uma dor de consciência necessária.

Para mostrar que o Conde não possui respaldo nenhum naquilo que diz, vou citar uma pesquisa da USP sobre o que as pessoas acham que mais influenciam no desempenho sexual. Vocês irão notar que, para as mulheres, o mais importante é o sentimento de afeto. A atração física, por sinal, só não é menos importante do que tempo disponível e tranquilidade (parece que elas gostam de aventuras para apimentar rs). É um excelente indício de que existe sim uma componente afetiva no sexo muito importante, ao contrário do que Leonardo Bruno teatralmente prega.

O nono parágrafo foi um show de bizarrices. Ele começa reafirmando que existe cada vez mais sexo no mundo. O engraçado é que ele afirma poder quantificar o sexo no mundo. Lembram-se lá do início, quando ele disse que sexo não é mensurável? Pois bem, agora ELE é quem está medindo. Pesquisadores sérios não podem fazer isso, mas ELE (Leonardo) pode. Aqui, ele foi incoerente e hipócrita. É bem verdade que a liberdade sexual aumentou, mas isso quer dizer que as pessoas estão praticando sexo de maneira mais livre e espontânea.

Vejam o artigo Estudo compara a importância e a frequência do sexo nos casamentos de hoje e do passado. O autor diz que as maiores diferenças entre antigamente e hoje é que os fatores mais importantes na escolha de um cônjuge deixaram de ser financeiros e passaram a ser mais emocionais e sexuais. Também diz que a rotina moderna estressante e o excesso de lazeres virtuais (internet, jogos etc.) são fatores que diminuem a frequência sexual das pessoas, ao passo que a medicina moderna melhora a saúde e tende a aumentar a frequência.

Aliás, muito se tem discutido os efeitos que a vida moderna têm feito sobre a DIMINUIÇÃO da frequência sexual das pessoas, a saber: estresse, computadores, jogos, viagens, bebidas e drogas. Então, não é verdade que o sexo está se tornando cada vez mais frequente e o resmungão dele cai por terra. Ele bem que poderia usar seu tempo para pesquisar melhor as informações que passa ao invés de usá-lo para criar neologismos toscos como “orgiasticamente”.

No décimo parágrafo, ele consegue piorar o nono, apesar disso parecer uma tarefa impossível. Primeiro, ele vem defender que a pesquisa é obra de gente babaca. Aparentemente, ele não se contentou em dizer que a pesquisa estava errada porque não se mede prazer e resolveu atacar a honra de seus autores e publicadores também. Ele deveria ter vergonha de usar um expediente tão baixo e batido como esse. Além disso, quando se leva em consideração o trecho “… cada vez mais uma sociedade que trepa adoida.. doidamente, ou pelo menos diz trepar …” do P9, percebe-se que ele defende que tal pesquisa não pode ser levada a sério porque os ateus fingem que sentem mais prazer para afrontar os religiosos.

Além de usar essa ideia como forma de difamar os ateus, ele também usa como “argumento” contra a confiabilidade da pesquisa. E notem que ele gasta mais retórica atacando a pesquisa em si do que a ideia de que o cristianismo é uma boa fonte de moralidade… a impressão que dá é que ele está mais preocupado em defender que sente prazer tanto quanto um ateu do que defender o ponto de vista cristão sobre a moralidade. Isso sim é agir como vira-lata, no ponto de vista de Nelson Rodrigues.

A palhaçada fica geral quando ele finalmente resolve defender mesmo a moral cristã. No fatídico [P10], continuando em [P11], ele começa “pra valer” seu show de falácias e sandices para defender a moral cristã. Ele diz que sexo por prazer é coisa de vira-latas, de cachorros. Ele diz que sexo deve ser acompanhado por sentimento de culpa, que tal sentimento depois do sexo difere homens de animais e que pessoas sem sentimento de culpa são menos evoluídas do que as que possuem.

Nada disso chega a ser um argumento porque é meramente uma visão de mundo dele. Alguns vão dizer que é arcaica e outros vão dizer que é santa. Mas não é interessa o que é; o que interessa é a capacidade do autor de defender isso, algo que ele não tem. Mas mesmo assim, vou refutar essa ideia. Cadelas entram periodicamente no cio e é quase somente nesta época que elas permitem o coito. Os cães são capazes de detectar quando a cadela está no cio e se excitam com isso. A verdade é que cães fazem sexo preferencialmente quando a cadela está no cio, o que quer dizer que eles fazem sexo para fins preferencialmente reprodutivos. Metáfora FAIL.

Sai pra lá, que eu não tô no cio ainda, seu mané!

Então, fazer sexo que nem cachorros é fazer sexo para procriação. O grande argumento dele, que inclusive dá nome ao vídeo, é simplesmente uma analogia errada! Se ele quer criticar o sexo por prazer, um dos piores exemplos que ele poderia dar são os cães! Além disso, ele fala como se humanos não fossem animais. Então será que eles são plantas? Ou será que são vírus, bactérias ou fungos? Não, meus caros. São animais! Brincadeiras a parte, a mulher é um animal da raça humana do sexo feminino. A diferença é que elas não entram no cio, enquanto que suas ancestrais entravam (ainda entram). Isso aconteceu porque o sexo se tornou um instrumento de interação social na espécie humana, algo importante dentro das primeiras tribos, logo a ideia de que o comportamento sexual recreativo é coisa de animais e que é algo “involutivo” é completamente furada.

Aliás, se deixássemos de fazer as coisas que os animais fazem só para nos diferenciarmos deles, não deveríamos mais comer carne, nem plantas. Não usaríamos nossa visão, nem respiraríamos por nossos pulmões. Também não emitiríamos som algum. Seríamos meras máquinas de carne que usam apenas seu cérebro, a única coisa que têm de diferente do resto dos animais.

Agora, vou falar sobre o sentimento de culpa. Esse sentimento só deve vir acompanhado de atitudes que causem mal a outra pessoas. Por exemplo: se eu mato uma barata, eu não preciso me sentir culpado. Mas se eu mato o gatinho de estimação da minha mãe, eu devo sentir remorso no mínimo por ter causado um mal a uma pessoa que amava ele. Ao contrário, sexo por prazer não causa mal a nenhum terceiro. Na verdade, ele causa prazer (algo bom) àqueles que o praticam. É diferente do estupro, que causa prazer em um em detrimento do sofrimento de outro, sendo por esse motivo uma prática condenável.

O Conde então prossegue afirmando sandices mais escabrosas ainda. Ele afirma que a superpopulação mundial e a miséria são causados pela ausência do sentimento de culpa nas relações sexuais. É evidente que isso é um absurdo. Em primeiro lugar, a população tem menos filhos hoje do que a 100 anos atrás. Basta ver as médias de filho por mulher nas últimas décadas, que caiu de mais de 5 para menos de 2. E pior, a um século atrás, ter muitos filhos era uma coisa considerada boa pela Igreja Católica, sendo amplamente incentivada. Sim, meus caros, eram os padres, aqueles homenzinhos sábios e bondosos que diziam que o certo é ficar “parindo gente na rua que nem cagado”, parafraseando nosso querido Conde. Com os métodos contraceptivos e a educação sexual, coisas que esses ateus humanistas ficam espalhando por aí que nem pragas, o sexo sem fins reprodutivos não é mais causa de aumento da natalidade. Isso sem contar que ele também insinua que a miséria é causada pelo sexo por prazer.

Óbvio que o problema é esse, não tem nada a ver com os governos corruptos e o sistema de educação deficitário ou inexistente de muitos lugares.

Continua…

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O que Marx é e o que Marx não é (por Groucho Marx)
Publicado em: 4 Out, 2012 às 12:58

Como prometi aos meus leitores, irei falar sobre política, e vamos começar logo com as polêmicas. Irei falar aqui sobre Karl Marx, o filosofo mais amado e odiado que se conhece até o momento.

Muitos verão esse texto como a prova incontestável de que esse blog é pró-marxista, que defende uma ditadura proletária que vai destruir o cristianismo, matar alguns milhões de pessoas e blablabla. Para os que não foram atingidos por um surto macartista, gostaria   que lessem esses dois trechos do discurso do anarquista Mikhail Bakunin durante a primeira internacional socialista que resumem minhas opiniões sobre a ditadura proletária:

“Se você pegar o mais ardente revolucionário, e investi-lo de poder absoluto, dentro de um ano ele seria pior que o próprio Kzar.”

“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.’’

A obra de Marx já recebeu diversas críticas bem vindas tanto na direita quanto na esquerda, mas uma coisa é criticar a ditadura do proletariado e uma revolução que necessita de extrema violência, outra coisa é manipular alguns trechos de Marx para tentar convencer o publico que ele defendeu o Darwinismo social, doutrina que se opõe fortemente ao comunismo podendo ser considerado seu extremo oposto.

Existem muitos sites direitistas na internet com citações de Marx manipuladas ou fora do contexto em que foram usadas. Eu escolhi o texto do Felipe de Oliveira de Azevedo Melo porque é um dos poucos a citarem links com os textos originais onde aparecem as citações, o que me poupou tempo de pesquisa no arquivo marxista. Seu blog é o UNB Conservadora e os textos de Marx e Engels usados aqui são do seu post chamado: Os Filhos do Marxismo.

Felipe começa o texto dizendo o óbvio: Marx apoiou uma revolução violenta e um governo não democrático, mas na metade do texto começa as manipulações. Para comprovar a sua tese de que Marx era racista, Felipe cita um trecho em que o filosofo faz críticas ao judaísmo sem se dar conta que no final Marx chega à conclusão de que é possível um judeu abandonar a sua religião, contribuir para emancipação do homem e lutar contra a auto- alienação.

“Não vamos buscar o mistério do judeu em sua religião, mas, ao contrário, buscamos o mistério da religião no judeu real.

Qual é o fundamento secular do judaísmo? A necessidade prática, o interesse egoísta.

Qual é o culto secular praticado pelo judeu? A usura. Qual o seu Deus secular? O dinheiro.

Pois bem, a emancipação da usura e do dinheiro, isto é, do judaísmo prático, real, seria a auto-emancipação de nossa época.

Uma organização social que acabasse com as premissas da usura e, portanto, com a possibilidade desta, tornaria impossível o judeu. Sua consciência religiosa se desanuviaria como um vapor turvo que pairava na atmosfera real da sociedade. Por outro lado, ao reconhecer como nula esta sua essência prática e ao trabalhar pela sua anulação, o judeu está-se empenhamo-lo, com o amparo de seu desenvolvimento anterior, pela emancipação humana pura e simples e manifestando-se contra a suprema expressão prática da auto-alienação humana.”

Alguns poderão insistir que esse trecho é anti-religioso e de certo modo não estarão errados, porém existe uma grande diferença do modo em que Hitler e Marx viam o judaísmo. Para Marx, o judaísmo continuava a ser uma religião em que os seus membros poderiam largar caso desejassem, já para Hitler o judaísmo era uma raça, logo um judeu sempre seria um judeu, como bem mostra esse trecho retirado da biografia de Hitler escrita por Joachim Fest:

“Os fatos são os seguintes, antes de mais nada o Judaísmo constitui incontestavelmente uma raça e não uma comunidade religiosa. Em conseqüência de uniões sanguíneos milenares, freqüentemente concluídas no mais restrito circulo conservou em geral sua raça e seu caráter próprio com mais força do que os numerosos povos entre os quais viveu.”

Outra coisa interessante é que mesmo o fato de Marx ter escrito vários textos criticando o judaísmo, isso não impediu dele ser a favor da emancipação política dos judeus como bem mostra esse outro trecho do texto que o Felipe citou:

“Por isto, não dizemos aos judeus, como Bauer: não podeis emancipar-vos politicamente se não vos emancipais radicalmente do judaísmo. Ao contrário, dizemos: podeis emancipar-vos politicamente sem vos desvincular radical e absolutamente do judaísmo porque a emancipação política não implica emancipação humana.”

Felipe ainda nos mostra mais um texto em que Marx defende “a volta dos Judeus aos seus guetos”. O texto é um artigo para o jornal Neue Rheinische Zeitung em que Marx faz duras críticas aos monarcas Guilherme III e IV e a um outro jornal conservador da época. Num determinado momento, Marx fala das disputas envolvendo católicos e protestantes e lembra que os judeus também estão sendo prejudicados.

“Esperam, portanto, a restauração de Brandenburg-Manteuffel, vocês  os católicos da província do Reno e Westphalia e Silésia! Anteriormente vocês foram punidos com hastes, vocês vão ser açoitados com escorpiões. [parafraseadas palavras de Roboão, rei de Judá. Veja 1 Reis 12:11] vocês vão chegar a saber ‘expressamente velha e boa vista de um governo evangélico’!

E quanto aos judeus, que, desde a emancipação de sua seita, tem em toda parte, colocar-se, pelo menos na pessoa de seus representantes eminentes, a cabeça de contra-revolução — o que os espera?

Não houve nenhuma espera por vitória para jogá-los de volta no seu gueto.

Em Bromberg , o governo está renovando as velhas restrições à liberdade de movimento e assim roubando os judeus de um dos primeiros dos direitos do homem de 1791 o direito de mover-se livremente de um lugar para outro.”

Note que nesse trecho Marx denuncia que os judeus estão sofrendo restrições a sua liberdade de movimento, um dos direitos humanos que segundo Marx existe desde 1791. Em outras palavras, é exatamente o oposto que o Felipe disse: Marx não disse que os judeus deveriam ser jogados em guetos, mas sim denunciou os governos da época por fazerem isso.

Esquecendo um pouco os judeus, Felipe tenta desesperadamente injetar no discurso de Marx o Darwinismo Social nu e cru citando a seguinte frase “As classes e as raças fracas demais para dominar as novas condições de vida devem perecer.” Marx realmente escreveu isso num artigo sobre emigração. Nesse artigo, ele discorda da opinião de David Ricardo e de outros economistas, além de diferenciar a emigração que ocorreu na antiguidade e a emigração que ocorria no século XIX, mas para não perder o foco vou logo citar o parágrafo em que Marx diz esta frase polêmica.

Agora partilho nem nos pareceres de Ricardo, que considera ‘Receitas’ Net-Moloch (1) a quem todas populações devem ser sacrificadas(2), sem mesmo tanto como denúncia, nem na opinião de Sismondi, que, na sua filantropia hipocondríaca, forçosamente reter os reformados métodos de agricultura e proscribe ciência da indústria, como Platão expulsou os poetas de sua República. A Sociedade está passando por uma revolução silenciosa, que deve ser submetida à, e que leva sem aviso mais das existências humanas que se decompõe, do que um terremoto considera as casas que subverte. As classes e raças, muito fracas para dominar as novas condições de vida, devem dar lugar. Mas pode haver nada mais pueril, mais curtas, que os pontos de vista dos economistas que acreditam que todo este lamentável estado transitório não significa nada, mas a adaptação da sociedade para as propensões aquisitivos dos capitalistas, proprietários de terras e Senhores de dinheiro?

Notem que Felipe chegou até mesmo a manipular a tradução da frase original para parecer que Marx defendia algum tipo de genocídio racial, porém qualquer pessoa que leia o texto sabe que ele fala do inicio ao fim sobre emigração e não sobre genocídios. Na melhor das hipóteses, Felipe pode ignorar a pergunta que Marx faz no fim do paragrafo e dizer que o filósofo alemão defendia a emigração das “raças” inferiores.

Agora, as próximas vitimas do racismo de Marx e Engels, segundo Felipe, são os mexicanos. Ele cita o seguinte trecho (3):

Apenas uma palavra sobre “União fraterna universal dos povos” e o desenho do “limites estabelecidos pelo soberano serão dos próprios povos com base em suas características nacionais”. Os Estados Unidos e o México são duas repúblicas, em que o povo é soberano.

Como isso acontecer que, ao longo do Texas, uma guerra eclodiu entre estas duas repúblicas, que, de acordo com a teoria moral, deveriam ter sido “fraternalmente Unido” e “federados”, e que, devido às “necessidades geográficas, comerciais e estratégicas”, a “vontade soberana” do povo americano, apoiado por bravura dos voluntários americanos, mudou as fronteiras traçadas pela natureza algumas centenas de quilômetros mais ao sul? E será que Bakunin acusa os americanos de uma “guerra de conquista”, que, embora ele lida com um duro golpe para sua teoria com base na “Justiça e humanidade”, foi, no entanto, travada inteiramente e exclusivamente no interesse da civilização? Ou talvez infeliz que a esplêndida Califórnia foi tirada dos preguiçosos mexicanos, que não podiam fazer nada com ela? Que os Yankees energéticos pela rápida exploração das minas de ouro de Califórnia vão aumentar os meios de circulação, em poucos anos vai concentrar uma população densa e extenso comércio lugares mais apropriados na costa do Oceano Pacífico, criar grandes cidades, abrir comunicações, construir uma estrada de ferro de New York a San Francisco, para a primeira vez que abrir o Oceano Pacífico a civilizaçãoe pela terceira vez na história dar o comércio mundial, uma nova direção? A “independência” de alguns espanhois californianos e Texanos pode sofrer por causa dela, em alguns lugares e outros princípios morais podem ser violados; mas o que importa que esses factos de relevância histórica-mundial?

Gostaríamos de salientar, aliás, que esta teoria de uma União fraterna universal dos povos, que chama-se indiscriminadamente para União fraterna, independentemente da situação histórica e o estágio de desenvolvimento social dos povos individuais, foi combatida pelos editores da Neue Rheinische Zeitung já muito antes da revolução e, de fato, em oposição aos seus melhores amigos, os democratas de inglês e francês. Prova disso é a ser encontrado nos jornais ingleses, franceses e belgas democráticos desse período.

Qualquer um que não tenho um ódio patológico por Marx ou Engels irá estranhar um excessivo número de perguntas num único parágrafo: afinal o que Engels pretende com essa série de perguntas? Simplesmente ridicularizar os argumentos de Bakunin e de outros defensores do pan-eslavismo se utilizando de uma linguagem irônica; alguns poderiam dizer que Engels estava falando sério quando chamou os mexicanos de preguiçosos e que isso e que isso mostra que na visão de Marx e Engels os mexicanos eram uma raça inferior que deveria ter seu território conquistado pelas raças superiores. Nesse caso, porque então Marx chamaria a invasão europeia no México de “um dos acontecimentos mais monstruosos já narrados nos anais da historia internacional”? (4) Será que só os americanos faziam parte da “raça superior”? Nesse caso, o próprio Marx faria parte da raça inferior, já que não era americano.

Vamos ao último trecho citado pelo Felipe:

“Às frases sentimentais sobre irmandade que têm sido oferecidas aqui em nome das nações mais contra-revolucionárias da Europa, respondemos que o ódio aos russos era e ainda é a primeira paixão revolucionária dentre os alemães; que o ódio revolucionário a checos e croatas foi adicionado a ela, e que apenas através do mais determinado uso do terror contra esses povos eslavos, juntamente com poloneses e magiares, podemos salvaguardar a revolução. […] Então haverá uma luta, uma “inexorável luta de vida e morte”, contra aqueles eslavos que traem a revolução; uma luta aniquiladora e um terror cruel – não pelos interesses da Alemanha, mas pelos interesses da revolução!”

Essa frase realmente mostra que Marx e Engels defendiam uma revolução violenta, mas ao mesmo tempo enterra a alegação de que Marx e Engels viam os eslavos como uma raça inferior. Pra quem não sabe, os poloneses são eslavos e nesse trecho Engels diz contar com a ajuda deles para a revolução, fora o fato deles dizerem que iriam perseguir os eslavos que traírem a revolução e não os eslavos como um todo. (5)

Por fim, Felipe nos mostra que é de fato um discípulo de Olavão e termina com uma serie de pelotas fáceis de refutar e que de tão absurdas se tornam cômicas.

  • “A maciça eleição do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães deu-se, em grande medida, por ter havido um grande racha entre comunistas e social-democratas alemães. Essa divisão política ocorreu por orientação do Partido Comunista soviético.”

Na verdade, os comunistas e sócio-democratas alemães se estranhavam porque em 1919 os comunistas tentarem tomar um poder na Alemanha através de uma revolução que foi sufocada  pelo então governo sócio-democrático, os nazistas obtiveram o poder absoluto através da lei de autorização que foi votada pelo parlamento, somente os membros do partido social-democrático votaram contra (o partido comunista já tinha sido proibido) ao que tudo indica a direita Alemã não se importou com a chegada do nazismo ao poder caso contrário teria votado contra a lei de autorização.

  • “Nos primeiros anos do governo Hitler, quando este já era tratado como o Führer, foi assinado o Pacto Molotov-Ribbentrop (ou Pacto de Não-Agressão), em que a União Soviética e a Alemanha estabeleciam uma aliança política, militar e econômica. A URSS desempenhou um papel importantíssimo na construção na máquina de guerra da Alemanha nazista, não apenas no quesito econômico, mas no aspecto militar também;”

O tratado de Não-Agressão foi assinado as vésperas da segunda guerra em 1939; mesmo com a ajuda da URSS, Hitler jamais conseguiria transformar Alemanha numa máquina de guerra num período tão curto de tempo.

  • “A NKVD, polícia secreta soviética, foi responsável pelo treinamento da Gestapo”

Como uma polícia que persegue comunistas foi treinada por comunistas? Não sei, perguntem por Felipe.

  • “O governo soviético importou seu modelo de campos de concentração para a Alemanha nesse mesmo período, oferecendo know-how e auxílios técnicos ao governo alemão para a implementação dos campos;”

Quanto ao fato de Hitler ter “importado” os campos de concentração da URSS, é fato que os campos de concentração já existiam bem antes da revolução de 1917 e que foram bem usados durante o império alemão, (6) logo mesmo que a URSS não tivesse existido, Hitler teria se inspirado em outros governos para as suas atrocidades.

Notas:

(1) Desculpem não achei tradução para essa palavra.

(2) Não posso dizer se David Ricardo defendeu isso mesmo ainda não li a sua obra.

(3) Os últimos textos são de Engels, porém como ele fez uma obra conjunta com Marx, tanto eu como o Felipe  partirmos  do princípio que ambos defendiam as mesmas idéias.

(4) Ver: http://www.marxists.org/archive/marx/works/1861/11/23.htm

(5) Se olhamos bem, a frase tem um duplo sentido: Engels pode estar dizendo que os iria salvaguardar a revolução junto com os Poloneses como pode estar dizendo que os Poloneses iriam sofre com o terror junto com outros povos eslavos,para acabar com a polêmica cito um texto do discurso de Engels durante o aniversário da revolta polonesa de 1830 que não deixa dúvidas sobre o fato de que Engels via os poloneses como aliados. “Uma nação não pode tornar-se livre e ao mesmo tempo continuar a oprimir outras nações. A libertação da Alemanha, portanto, não pode ter lugar sem a libertação da Polônia da opressão alemã.E devido a isso, a Polónia e a Alemanha têm um interesse comum, e devido a isso, poloneses e alemães democratas podem trabalhar juntos para a libertação de ambas as Nações.”

(6) Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_concentra%C3%A7%C3%A3o e http://www.marxists.org/archive/marx/works/1847/12/09.htm#engels

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Groucho Marx é um colaborador do blog.

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Colaborador do Blog: Grocho Marx (por Grocho Marx)
Publicado em: 6 Out, 2012 às 00:15

Olá a todos os leitores desse blog, sejam eles homens, mulheres, puxa-sacos, trolls e qualquer outro tipo de ser que frequente a web. Meu pseudônimo é Grocho Marx, uma homenagem mais que direita aos irmãos Marx – humoristas que muita gente conhece mas que quase ninguém viu algum filme, mesmo estando a tempos na locadora. Meu verdadeiro nome não é importante pois o que importa é o conteúdo do bolo e não o padeiro que o fez; se não gostarem do bolo é só ir a outra padaria.

Sou ateu mas fiquem tranquilos que não sou do tipo anti-religioso que fica culpando as religiões por todas as mazelas do mundo. Vejo a religião como o futebol: muita gente gosta mas eu pessoalmente desligo a TV quando o jogo começa e isto não quer dizer, é claro, que eu seja a favor de demolirem os estádios ou de proibirem a exibição do jogo de quarta a noite. A mesma coisa é com a religião: eu rio de vez em quando com certos pastores pentecostais, mas sei que existem cristãos que merecem respeito e que religião não deve ser usada para se julgar caráter. Também sei que existem ateus que parecem que vieram ao mundo somente para fazer com que eu tenha vergonha alheia.

Mas do que irei tratar afinal? Primeiramente irei falar sobre política, ou seja, polêmicas não irão faltar uma vez que a política é um ninho de vespas muito maior que a da religião. Isso porque a religião é algo da vida privada (menos para os fundamentalistas, mas esses são minorias), já a política afeta a vida de todos para o bem ou para o mal. Dai fica difícil dizer ”eu respeito sua opinião política mesmo discordando dela” porque se você discorda de ideologia politica X você parte do princípio que ela não prejudicará só os seus simpatizantes mas toda sociedade incluindo você. Apesar disso, existem locais em que o debate politico é minimamente civilizado graças a uma longa tradição democrática, o que não é o caso do nosso pais.

Também estudarei o comportamento humano mas não de maneira geral, darei ênfase aos comportamentos inusitados que beiram a loucura. Existe até uma ciência não-oficial feita especialmente para isso. É a Xenoetologia criada pelo meu amigo Basileu. Xenoetologia é a ciência dos comportamentos inusitados, heterodoxos, bizarros ou simplesmente esquisitos, próprios ou alheios e preferencialmente humanos, embora casos interessantes no domínio animal e cibernético sejam admissíveis.

Por curiosidade, Xenoetologia não é uma invenção da minha cabeça: ela deriva de Xenos (ξενος) que em grego significa estranho, podendo se referir tanto a estrangeiro quando a algo novo e inusitado; ethos (ηθος) significa comportamento e logos (λογος) pode significar tanto discurso quanto ciência. O termo foi utilizado pelo Basileu, muito conhecido nos anos dourados do orkut. Acho justo divulgar o site do Basileu para os que quiserem saber mais sobre Xenoetlogia: principia xenoethologica.

Muitos tópicos sobre o tema acabaram tendo um humor involuntário, mas não se iludam, o meu objetivo é sério (ou não, julguem como preferir). Espero que todos gostem dos textos que postarei em breve. Sei que é impossível todos gostarem, então pelo menos façam elogios ao meu belo sorriso e ao meu excelente corte de cabelo.

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Groucho Marx é um colaborador do blog.

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Afinal vocês irão acreditar no Olavo, ou nos seus próprios olhos? (por Groucho marx)
Publicado em: 6 Out, 2012 às 18:23

O leitor por acaso viu um vídeo em que Olavo de Carvalho afirma que a Pepsi está usando fetos abortados como adoçante? Se não viu, é bom ver agora:

Mas é claro, eu não fiz essa postagem para fazer o leitor ri dessa “denuncia bombástica” mas sim para analisar a postura do Olavo ao ser questionado. Pode parecer surpresa, mas há um fundo de verdade no que Olavo acabou de dizer: a Pepsi contratou um laboratório que usou uma cultura de células derivada de um feto abordado nos ano 70 na Holanda para desenvolver um novo adoçante. O Pirulla explica isso em detalhes neste vídeo:

Certo, poderíamos dizer que todo mundo comete um erro ou outro e que Olavo não seria exceção, mas tente dizer isso para um homem que se considera um dos melhores filósofos brasileiros da atualidade. Fato é que Olavo respondeu com um vídeo que poderia ser resumido por duas falácias: ataque ao argumentador e apelo à autoridade. O Pirulla fez um novo vídeo com as falas do Olavo e dando respostas as mesmas:

Além de desviar o foco de debate e usar as falácias que eu citei no ultimo parágrafo, Olavo usa outro truque que eu pessoalmente chamo de Aumento de Ônus. Em todo o debate, o indivíduo tem um ponto de vista e tenta comprovar esse ponto com argumentos ou evidências. No caso do Pirulla, seu argumento foi o seguinte: “Olavo errou ao dizer que a Pepsi usava fetos como adoçante, o que está acontecendo realmente é o uso de uma cultura de células de um feto abortado nos anos 70 para o desenvolvimento de um adoçante.” Caberia ao Olavo reconhecer o erro ou tentar provar que a Pepsi está usando fetos abortados nos refrigerantes e não uma cultura de células de um feto, mas o que vimos não foi uma coisa nem outra: Olavo simplesmente aumentou o ônus do Pirulla. Segundo ele, o Pirulla tentou provar que “pode-se concluir a partir de uma citação que nada que Olavo de Carvalho tenha escrito presta”, só que em nenhum momento do vídeo o Pirulla falou isso e se tivesse falado, ele realmente teria no mínimo que ler toda a obra de Olavo para ficar em condições de falar isso. Porém, ele só disse que existe uma diferença entre fetos abortados e uma cultura de células derivada de um feto abortado e que Olavo mentiu (intencionalmente ou não) ao dizer que tudo era a mesma coisa.

Por fim, Olavo insiste em dizer que o Pirulla interpretou errado a sua frase e o acusa de cometer falácia do espantalho. Sobre isso, só posso dizer duas hipóteses: ou o Olavo desconhece o fato que um vídeo com ele contado esta mentira está circulando pela internet ou na mente dele a frase “a Pepsi está usando fetos abortados no refrigerante” pode ter  mais de um significado e que o Pirulla interpretou errado.

Nos próximos textos, irei falar mais do Olavo e do Aumento de Ônus.

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Groucho Marx é um colaborador do blog.

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