Escola “sem” partido

Caros leitores, eu estou vivo!

Um pouco mais de três meses de sumiço é reflexo de todas as minhas atividades em curso, que me forçaram a estourar a jornada comum de trabalho. Mas vou aproveitar o descanso de fim de ano e minhas férias como professor em janeiro para atualizar aqui um pouco.

E nada melhor do que registrar meus comentários sobre um recente surto da direita brasileira, a chamada escola “sem” partido. ‘Sem’ entre aspas, obviamente, porque qualquer um minimamente esclarecido sabe que a última coisa que o Nagib defende é uma escola sem partido, mas sim uma escola com o partido dele. Não é de hoje que as cobras adotam a estratégia de se declarem neutras ou moderadas, mas muita gente iludida cai. É louvável quando vemos uma pessoa ou um grupo lutando contra professores que obrigam seus alunos, de maneira explícita ou implícita, sendo este último caso ainda mais sórdido, a adotarem ideias flagrantemente esquerdistas, mas quando tal pessoa ou grupo começa a se opor a qualquer educação que se proponha a discutir ideais considerados esquerdistas, a qualquer educação referenciada em autores reconhecidamente esquerdistas e que faça cara de paisagem sobre a difusão de ideais de livre mercado nos meios acadêmicos, podemos começar a desconfiar.

Parece claro que Nagib não quer ver as escolas brasileiras livres de qualquer tipo de ideologia. Se por um lado ele faz um belo serviço em tentar trazer à tona os professores que abusam de sua posição para influenciar politicamente os alunos à esquerda, por outro lado ele comete dois erros:

Em primeiro lugar, ele nunca se demonstrou inconformado com os professores que visam disseminar seus pontos de vista e suas interpretações libertárias de propriedade e de expressão. É típico da parte dos libertários proclamarem aos quatro ventos que defendem a liberdade, mas eles na verdade defendem seu próprio conceito de liberdade. Na sua sanha de messias da liberdade, não percebem que são apenas ideólogos de uma das correntes filosóficas mais fracas, ingênuas, mal-articuladas e amadoras da história. Duvida disso? Pergunte a qualquer analfabeto político qual a objeção que eles fazem a conceitos de liberdade e justiça como os de Kant ou os de Rawls e eles vão dar a mesma resposta que gente como Nagib: “quê?”

Os libertários são tão ingênuos e magalomaníacos que não conseguem perceber que estão dentro de uma ideologia que defende seus próprios conceitos de liberdade, estando presos a uma auto-imagem de verdadeiros defensores da liberdade. Talvez por isso Nagib não perceba que defende seu próprio partido, ele acha que o contrário de esquerda significa liberdade e que liberdade não tem partido. Só que ele esquece que liberdade tem múltiplas definições e múltiplos vieses. A esquerda luta pela liberdade tal como ela entende que seja liberdade e o Nagib defende liberdade tal como ele entende que seja liberdade.

Vejamos, no Brasil o professor de Ensino Religioso possui grande liberdade para doutrinar seus alunos em alguma religião particular (leia-se: cristianismo). Como podemos ver em Ensino Religioso no Brasil, escolas públicas têm total autonomia para definir o conteúdo do ensino religioso, podendo ensinar o que quiser a bel-prazer dos professores e da direção da escola, não havendo nenhuma restrição para casos onde este ensino entre em total contradição com outras disciplinas, não havendo restrição contra possíveis caracterizações doutrinárias e não havendo restrição quanto à “pessoalidade” do que foi ensinado. A proibição de proselitismo chega a soar sarcástica por não definir os critérios para se considerar proselitismo e como o cidadão pode se defender disso. Na prática, o que vemos é liberdade para doutrinar, liberdade essa que é usada sem nenhum pudor em muitas escolas. A religião goza de espaço demais no ensino para doutrinar, todos que já frequentaram sabem, mas Nagib nunca se mostrou incomodado com isso. Será por quê? Será que doutrinar na religião pode? Ou será que ele prefere racionalizar que religião não tem partido?

Em segundo lugar, Nagib considera que o mero ensino de conteúdos que ela considera esquerdista ou de autores que ele considera esquerdista configure em doutrinação. Ele se esquece que estudar algo não é igual a ser doutrinado nesta coisa, ou talvez ache que tudo que um defensor da liberdade como ele é contra só se alastre por meio de doutrinamento imposto. Vejamos o texto Aluno se nega a fazer trabalho sobre Marx. Nele vemos a carta de um aluno que se diz insatisfeito de escrever um texto sobre Marx e que resolveu então criticar o marxismo. Só que tudo que ele faz é citar a enorme quantidade de falhas dos comunistas, algumas falsas e outras exageradas, e a citar uma cartilha falsa de Lênin. Tipo… e o Marx? O aluno provou, como 2+2=4, que não tem a mínima noção do que seja marxismo. Tanto é que não o criticou em momento algum. É como se ele tivesse dito que Deus não existe porque os cristãos já promoveram genocídios durante a história (e quem propaga argumentos estúpidos assim são apenas os ateus ignorantes.) Antes de criticar alguém, devemos ao menos conhecer seu trabalho. Porque o digníssimo aluno não escreveu um texto apresentando uma ideia de Marx e em seguida forneceu uma refutação?

O site escola “sem” partido entende que o aluno seria vítima de nota baixa caso fizesse isso. Gostaria que o Constantino me emprestasse sua bola de cristal, porque ando precisando dos números da mega da virada. Não vejo problema algum em professores exigirem que alunos estudem determinados autores ou mesmo que deem notas baixas a alunos que façam leituras equivocadas de determinado autor. Problemático seria obrigar os alunos a concordar com determinado autor ou a coibir críticas. Mas na ausência de denúncias de professores que de fato fizeram isso, o blog acaba sendo obrigado a publicar casos de alunos infelizes em ter que estudar Marx e a vender tal fato como doutrinação de um professor “mauvadão” que ia zerar o trabalho do anti-marxista!

Postas essas duas falhas, ressalto que também devemos desconfiar de um site de denúncias que não apresenta denúncia alguma. Basta ir à sessão de depoimentos do blog para ver as “denúncias”. Encontraremos lá o aluno revoltadinho em ter que fazer trabalho sobre o Marx, um texto do Pondé para a Folha, um texto extraído da série Guia Politicamente Incorreto de [insira qualquer baboseira aqui], textos de professores que ficaram tristes porque as famílias dos alunos podiam fazer caridade em acampamentos do MST, texto de professores chateados porque seus alunos não viam a homossexualidade como uma tara que vai contra seus valores familiares, textos como o de um aluno que não gostou da reflexão do professor de história sobre 13 de maio (e na hora de apontar as falhas do texto, se restringiu a corrigir seu português, como quem diz: “esse cara está errado, não sei o porquê, mas vejam o portugu~es dele!!!1!!”) etc.

Ué e cadê professores usando as estratégias explícitas ou implícitas de doutrinação? Ou será que só falar no assunto constitui doutrinação? O máximo que o blog oferece é um exemplo do que Paulo Freire diria a um desempregado em uma aula para doutriná-lo. Risível. E a julgar pelo baixo nível das críticas que vemos (“meu professor falou de marks na sala de aula, buaaaaa, os comunistas mataro tanta gente!!”) eu fico duvidando que os professores comunistas estejam conseguindo transmitir alguma ideologia em sala de aula.

Se a reclamação, no fim das contas, for a de que a discussão acadêmica tende para um lado, tudo que podemos concluir a princípio é que o outro lado falha em valer seu ponto de vista. Em sua mente “eu luto pela liberdade, logo quem discorda de mim é opressor”, reacionários como Nagib acreditam que se estão perdendo espaço na escola, a culpa é de um sistema doutrinador anti-democrático e não de sua própria incompetência. Afinal ele é muito inteligente e luta pela liberdade!

Reitero que sou contra doutrinação de qualquer espécie e acrescento que sou contra boa parte dos conteúdos acadêmicos mais populares na atualidade, em especial aqueles que apelam para um forte relativismo pós-moderno (ver minha série contra o relativismo aqui no blog). Entretanto, não sou arrogante ou desonesto a ponto de chamar os difusores de conteúdos relativistas e construtivistas de doutrinadores e acho que eles devem ser expulsos do meio acadêmico através de argumentos e não de acusações infantis (não que a batalha contra eles não envolva política!) Mas não espero esse tipo de conduta de um blog apadrinhado por “jornalistas e economistas” famosos mas que só ganhou notoriedade depois que foi notícia em várias mídias devido a derrotas judiciais.

Aliás, minha grande decepção com a crítica à esquerda popular é que ela se restringe a: 1) exibir um ódio espumante e infantil contra o PT, como se ele fosse um grande adversário ideológico e político e não um inimigo do povo, como verdadeiramente é, 2) pautar seus argumentos em uma moralidade conservadora anti-progressista e anti-secular caduca e mal informada e 3) dar ctrl-c ctrl-v em conteúdo libertário americano se achando o cara que defende o laissez-faire econômico (ver A Pseudociência Reacionária e As relações inter-excludentes entre Conservadorismo e Liberalismo Econômico).

Enfim, é uma pena que os candidatos a formadores de opinião em massa no Brasil sejam pessoas no nível do Nagib. Eu sei mais sobre os ideais de liberdade individual que ele defende do que ele mesmo e talvez seja por isso que ache conversa fiada. Aliás, não estaria ele tentando doutrinar os alunos brasileiros em um sistema libertário conservador? Enfim, está no planejamento do blog diversos textos comentando e respondendo os princípios libertários, esperem e vejam.

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12 opiniões sobre “Escola “sem” partido”

  1. Nagib falou algo sobre aquelas imagens de alunos de uma escola de SC com o mais novo livro do Ovário de Cavalo? Falou algo sobre aquela professora que dizia que Hitler era comunista? Isso é algo que qualquer pessoa honesta e com Q.I. maior do 80 jamais diria. Não, pra ele, ~escola sem partido~ é escola que use o “guia do historicamente incorreto” como fonte histórica.

    Aqui a imagem do Dr Evil, que também dá uma palhinha da ~~imparcialidade~~ do Nagib.

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  2. Também tenho duas coisas para dizer acerca desse post. A primeira tem a ver com o tom arrogante com que vc fala, segundo suas próprias palavras, “de uma das correntes filosóficas mais fracas, ingênuas, mal-articuladas e amadoras da história. Só acho recomendável um pouco mais de humildade, já que tal corrente tem entre seus formuladores e aperfeiçoadores, para ficar apenas nos clássicos, expoentes do pensamento ocidental como John Locke, Adam Smith, David Hume, Jeremy Bentham; simpatizantes da estatura de Goethe e Schiller, além de adeptos vencedores do prêmio Nobel de Economia. Em alguns momentos vc parece estar se dirigindo apenas a seus popularizadores tupiniquins (aos “libertários de internet”, como vc disse uma vez), dos quais talvez se possa dizer que desempenhem em filosofia política um papel equivalente ao da ATEA em assuntos religiosos; se em seus textos sobre o liberalismo vc se restringir ao que estes caras escrevem, sugiro que os indexe numa seção intitulada “Quebrando o Encanto do Neoliberalismo”, ou “Neoliberalismo, um delírio”, rs rs.

    A segunda coisa é que o ensino religioso nas escolas públicas é facultativo, nenhum pai é obrigado a matricular seus filhos nessa matéria (ao contrário de matérias como história e geografia).

    E, cara, apresentar o marxismo num curso temático (e não histórico) da grade obrigatória (e não optativa ou eletiva) de qualquer curso de ciências humanas ou sociais aplicadas numa universidade pública como um ponto de vista respeitável é como apresentar o lamarckismo ou o design inteligente como alternativas sérias ao darwinismo num curso de evolução (que é diferente de história da biologia). Deveria ser denunciado, se não como doutrinação, no mínimo como desperdício de recursos públicos.

    P.S.: A professora não disse que Hitler foi comunista. Se ainda não viu, sugiro que veja o video abaixo, onde vc pode ouvir a versão dos fatos da própria “ré”, além de um testemunho interessante sobre essa questão da doutrinação em sala de aula.

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    1. Vishe, confunde alhos com bagulhos não! O liberalismo econômico do Smith não é baboseira e nem uma escola filosófica fraca. Não é incontestável, eu por exemplo não creio que a ausência total de controle pode dar certo porque as pessoas tendem a tomar decisões irracionais sem perceber, mas isso é outra história. A minha crítica pesada é aos libertários, que não defendem uma economia livre por ela funcionar melhor mas por ser a única “economia moral” (rs). Eles admitem abertamente que possam haver certas consequências de uma economia 100% livre e até que elas sejam muito desagradáveis, mas seria injusto abrir mão da liberdade econômica para resolvê-las. E essa é a visão que eu proclamei fraca filosoficamente, até porque é mesmo. Desde quando fechar os olhos, cruzar os braços e ficar repetindo “liberdade individual”, ignorando os problemas reais, é filosofia, Gilmar? Tanto é que não existe sequer um filósofo de cacife que defende isso, o movimento libertário parece ser formado mais de pequenos pensadores barulhentos. Bentham, por exemplo, era utilitarista e não vejo ele defendendo com unhas e dentes a liberdade econômica acima de qualquer outra ideia.

      Quanto aos libertários de internet, eles não conseguem sequer entender o que é liberdade individual e mesmo assim (acham que) lutam por ela, muitas vezes misturando com conservadorismo cristão e com anti-esquerdismo a la smeagol. O nível de imbecilidade destes é tão grave que não sabem a diferença entre governo e estado e acham que quando o PT sair do poder o Brasil poderá voltar a seu uma nação livre. Não confunda filosofia fraca com ser patético.

      O ensino religioso no Brasil é facultativo quase que entre aspas né Gilmar. E isso não muda muita coisa, já que certos pais obrigam os filhos a fazer o que acaba dando na mesma.

      Sobre o estudo de marxismo, creio que todo estudante deva passar por ele em sala de aula, do mesmo modo que deva Hitler. Para dizer a verdade, mais Marx do que Hitler, pois o primeiro dominou a política mundial por quase 50 anos (basicamente quem não era a favor era contra) e é impossível entender como chegamos aqui sem ver ele. O que acho lamentável são os alunos e os conservadores disfarçados de liberalistas ficarem revoltadinhos porque professor mandou fazer trabalho sobre Marx. Ah, vá!

      Em um curso temático, vão ter sempre as múmias paradas no tempo querendo empurrar marxismo goela abaixo. Isso que é de fato é problemático.

      Sobre o video da menina ae, achei um pouco contraditório ela dizer que existe doutrinamento esquerdista apesar de ela mesma nunca ter tido problema com a direção de escola por ser conservadora. De todo caso, até os 25 min o video é um tapa na cara justamente dos que fazem histeria com essa questão de doutrinamento. Até os 30 min, achei o relato dela bem chinfrim. Ela não soube dizer nem quem era a dita cuja que achava que a escola deveria ser esquerdista. Era a líder de um grupo de professores esquerdistas? Era uma autoridade do estado? De todo caso, a reunião era algo tão relevante que ela não fazia ideia do que se tratava. Vai entender.

      Mas ela só provou que vivemos num país muito todinho mesmo que acha que o acontece na escola pública (e mesmo em algumas privadas) é doutrinação. A gente só resolve um problema quando para de fantasiar sobre ele.

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  3. Sim, eu já vi o Nagib falando mal de professores que defendem idéias não esquerdistas na sala de aula. Exemplo? Aquele professor que ficou famoso por defender o regime militar na faculdade e acabou sendo calado pelo barulho dos alunos. Foi um episódio bem conhecido e foi usado pelo Nagib como exemplo do que o professor não deve fazer.

    Seu exemplo sobre o ensino religioso é igualmente falso. Basta ler a minuta de projeto de lei com os princípios do Escola sem Partido para perceber que é incompatível com o ensino religioso compulsório em escolas públicas. Claro que a situação muda em escolas particulares confessionais, pois os pais estariam dando consentimento para esse conteúdo. O próprio Nagib já falou que um termo assinado pelos pais dando esse consentimento seria necessário para o ensino religioso.

    O episódio do aluno que reclamou do trabalho de Marx também não foi retratado adequadamente, já que o próprio Constantino reconheceu em texto posterior que a atitude do aluno não estava certa. Ele deveria estudar e fazer o trabalho, demonstrando as críticas ao trabalho de Marx.

    Usar o episódio do trabalho sobre Marx como padrão para dizer que as críticas ao partidarismo em sala de aula são infundadas também não é acertado. Há diversos outros casos muito mais claros de doutrinação explícita em sala de aula. Eu mesmo observei isso durante minha vida escolar. Meu professor de História falava maravilhas da Revolução Cultural na China e propositalmente se recusou em aprofundar o estudo desse tema, mostrando a fome, a perseguição política, etc… Até a página da Wikipédia dá mais informações do que a “aula”dele. Posteriormente, tive um professor forçou os alunos a saírem da sala de aula para apoiar um movimento grevista que estava em curso. Essa era a “aula”. Eu poderia ficar o dia todo falando de casos assim ou até piores…

    Por fim, é um tanto estranho que um juíz ou um promotor tenham que se manter afastados de militância política e um professor não tenha o mesmo tipo de obrigação enquanto está na sala de aula.

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    1. Gostaria de saber mais sobre este caso do professor que defendeu intervenção militar em sala de aula, pode me passar um link? Sendo relevante, posso até mesmo editar o post inicial para acrescentar ponderações, ou mesmo fazer uma continuação em outro post.

      Sobre o projeto de lei, também gostaria de saber mais sobre o assunto. Entretanto, ressalto que quando escrevi o post em questão, eu li praticamente tudo que havia no blog dele, e não havia nenhuma crítica ao ensino religioso confessional. A minha crítica foi justamente que da mesma forma que ensinar sobre Marx é positivo (afinal, precisamos entender ele para entender o discurso de muitos agentes políticos atuais) desde que não haja imposição de crença ou propaganda, ensinar sobre religiões é positivo, desde que não seja confessional. Essa assimetria me chamou atenção na época e por isso resolvi criticá-lo. Se, de lá pra cá, ele mudou de ideia (ou, não sei, sempre pensou assim, mas decidiu corrigir essa assimetria involuntária), meu post não tem culpa.

      O mesmo vale para a retração do Constantino. Eu nutro certa simpatia por ele, apesar de não concordar com tudo, mas se ele retratou após meu post (Post hoc ergo propter hoc, eu sei!!!) significa que eu tinha toda razão. Veja, inclusive, o que escrevi sobre o assunto: “Nele vemos a carta de um aluno que se diz insatisfeito de escrever um texto sobre Marx e que resolveu então criticar o marxismo. Só que tudo que ele faz é citar a enorme quantidade de falhas dos comunistas, algumas falsas e outras exageradas, e a citar uma cartilha falsa de Lênin. […] Porque o digníssimo aluno não escreveu um texto apresentando uma ideia de Marx e em seguida forneceu uma refutação?

      No mais agradeço o comentário e reforço pedido com o link para que possamos avançar no assunto!

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    2. Acredito que seja esse o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=IBnnAIYPnkc Agora, gostaria do link onde Nagib critica o professor, que, ao meu ver, teve uma atitude um pouco menos escrota que a dos alunos que o interromperam.

      Interessante você ter citado juízes, que apesar de que na prática o que você falou está certo, na vida real é outra coisa, visto aquele caso do juíz que prendeu manifestantes sob o pretexto de que eles eram da “esquerda caviar”.

      Ok, Nagib pode até criticar professores de direita, mas se ele fizesse isso com a frequência que “denuncia” os de esquerda, nunca faltaria o que postar no ESP. Aliás, recomendo você dar uma olhadinha atenta na imagem do Dr. Evil no post, pois ela deixa bem claro o que o Nagib segue.

      Pra finalizar, o projeto do site só pode ter sido escrito por quem nunca entrou em uma sala pra dar aula, visto que tem coisas absurdas como “ensinar respeitando a crença do aluno”, se fosse assim, o professor teria que passar inúmeras aulas ensinando sobre a ditadura, visto que teria que dar diferentes versões, pra agradar olavetes, esquerdistas, bolsonetes e etc.

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    3. Não sei se está certo te responder por aqui, mas não achei como te responder diretamente, então, vai aqui mesmo.

      O caso do regime militar ficou meio famoso há um tempo atrás, com muita gente criticando o comportamento desrespeitoso dos alunos. Aqui está o link:

      O Nagib criticou o professor em uma palestra no primeiro Congresso Nacional sobre Doutrinação Política e Ideológica nas Escolas.

      Sobre o caso das escolas confessionais, veja o artigo segundo, parágrafo primeiro do anteprojeto de lei:

      http://escolasempartido.org/component/content/article/2-uncategorised/484-anteprojeto-de-lei-estadual-e-minuta-de-justificativa

      Concordo com o caso do Constantino. Seja por ele ter voltado atrás ou simplesmente por se expressar mal, o fato é que o primeiro texto dava a entender que o aluno estava certo, o que de fato é absurdo. Admito, ler Marx é um porre, mas é necessário para quem quer discutir sua doutrina.

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    4. Wow! Eu não sei o que é mais patético neste video, se o fato de termos um professor da USP defendendo a ditadura em sala de aula, se a forma antiquada como tal aula é ministrada, se a encenação/invasão dos alunos, ou se o fato dos alunos estarem protestando vestidos de capuz.

      Para não desagradar ninguém, eu voto na gravata borboleta.

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  4. A mais nova canalhice do movimento Escola supostamente Sem Partido é esta:
    introduzir de contrabando, através do artigo sétimo do projeto de lei do senado 193/2016,
    a proibição das discussões em tôrno do tema «gênero» nas escolas.
    E a quem interessa o infame combate à ASSIM-CHAMADA “ideologia de gênero”?
    Resposta: interessa sòmente aos fundamentalistas religiosos, que sentem prazer sádico em negar às pessoas transgêneras e não-binárias o acesso à cidadania plena. De acôrdo com os crentêlhos e chatólicos, travestis e transsexuais (tanto mulheres quanto homens) devem continuar sendo desrespeitados, discriminados, expulsos da escola e do mercado de trabalho, agredidos e assassinados impunemente, em nome do deus judaico-cristão, dos “bons costumes” e da família neuroticizante (e da boa e velha hipocrisia burguêsa também, é claro). E por que os fanáticos religiosos temem tanto a discussão aberta em tôrno dos temas identidade de gênero e orientação sexual? Resposta: porque êles sabem muito bem, ainda que em nível semi-consciente apenas, que discutir gênero e sexualidade NÃO VAI “transformar” cisgêneros hetero-sexuais em cisgêneros homo-sexuais ou bi-sexuais, ou em transgêneros idem — vai apenas *encorajar* as pessoas que não nasceram hetero-sexuais nem cisgêneras a assumirem sua verdadeira natureza e (como conseqüência) a abandonarem princípios religiosos anacrônicos e ultrapassados. Ou seja, os cristêlhos temem perder seus brinquedinhos de manipulação, os quais êles insistem em chamar de filhos e filhas.

    https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=125666

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  5. Atualizando…
    No dia 20 de julho passado, o Pirula lançou um vídeo que, apesar de fazer uma certa “média” com o projeto de lei que leva o nome do Escola “Sem Partido”, acaba sendo uma condenação efetiva da tal idéia de jerico. Destaque para a parte final, após os 28 minutos e 40 segundos, onde êle mostra que as *justificativas* alegadas para a criação dêsse projeto de lei são de fato totalitárias e simplesmente inadmissíveis numa democracia:

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    1. O projeto é bom, caso se retire muita coisa do que está alí. Lapidando bem, traria muitos ganhos pro país. Existem professores que de fato se valem de audiência cativa de alunos para induzi-los a uma dada corrente de pensamento (comunismo, criacionismo etc) e essa lei seria uma boa ferramenta para segurar isso.

      O Pirula fez muito bem em apontar o fato de que as justificativas alegavam a existência de doutrinamento, mas sem dizer onde, o que e o quanto. Aliás, este continua sendo o principal problema do Escola sem Partido: vago e obscuro. O problema existe, mas foi mal apresentado. E a solução (projeto de lei do Magno Malta) parece boa, mas contém trechos q de fato não podem ser admitidos.

      Enfim, torço para que sejam propostos vetos a alguns trechos e seja aprovado.

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