ATENÇÃO! Blogueiro neo-pentecostal que finge ser ateu dessa vez incentiva seus leitores cristãos a injuriar!

Há algum tempo atrás, o blogueiro Luciano Henrique, cujo verdadeiro nome é desconhecido (prova de sua falta de credibilidade), dono do blog Luciano Ayan e que é um cristão neo-pentecostal fervoroso que finge ser ateu, já havia tentado incentivar seus leitores cristãos a mentir em debate, como denunciei no meu post ATENÇÃO! Blog “ateu” vergonhosamente tem tentado ensinar religiosos a mentir em debate. Na época, ele tentou se salvar com uma defesa ambivalente, ora dizendo que agendar notícias de maneira deliberada era mentir, ora dizendo que não era bem assim.

E agora ele está de volta!

Para começo de conversa, notem como ele mantém seus discursos ambivalentes sempre que possível. Assim, metade do discurso é um ataque e a outra é uma defesa. Depois que mapeamos esta rotina dele, tudo fica bem mais fácil!

Lulu, concentrado, mapeando as rotinas dos esquerdistas.

Felizmente hoje ele terá a chance de usar esse truque novamente, já que novamente será desmascarado. (Aposto três balinhas que o imbecil irá quotar essa frase no blog dele e responder: “Hum… vamos ver quem será desmascarado novamente!” afinal de contas, acéfalos não possuem inteligência nem criatividade para fazer melhor.)

Ontem, 3 de junho de 2013 às 1:27 h, ele postou uma publicação chamada Explicando o “jogo” de Kathleen Taylor: Neurocientista afirma que a religiosidade poderia ser tratada como doença mental. Basicamente, ele afirma que a alegação de que a religiosidade é doença mental é falsa, fabricada a partir do interesse em injuriar os religiosos e acabar com o debate. Uma clara crítica ao ateísmo – já que ele sequer cita a esquerda nesse post.

Mas vamos rebobinar um pouco a fita e ver o que ele andou dizendo ultimamente.

No dia 2 de junho de 2013, às 12:13 h, ou seja: antes de ontem!, ele postou o seguinte artigo em seu blog: A fantástica pegadinha de Alain Sokal OU Por que estamos justificados a duvidar da sanidade do discurso de esquerda? Prestem atenção no título! Ele está dizendo, com todas as palavras, que o discurso esquerdista é insano! E isso baseado em um livro da Ann Coulter, que além de não entender nada de psicologia, também não falou nada disso! O post em questão acaba se bandeando para uma proposta ambivalente, especialidade de nosso colega, ora afirmando que esquerdistas são de fato insanos, ora afirmando que não são insanos, mas espertos. Assim ele ataca por um lado e se, pelo outro lado, alguém reclamar ele já emenda: “opa opa opa, mas veja bem, eu falei que era metáfora!” Ninguém cai mais nesse seu truque da ambivalência, Luciano Henrique.

Mas isso não é nada perto do que está por vir.

No dia 26 de fevereiro de 2013 às 12:01 h, ele publicou o seguinte post: O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental. Prestem atenção! “Esquerdismo é um doença mental!” Não há meio termos aqui! Vejam alguns trechos do post:

Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada. (Aqui, é feita uma análise psiquiátrica do esquerdista tendo como base os valores que ele supostamente descarta para chegar (pular) ao diagnóstico de doença mental.)

[…] Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. (Nada mais do que uma série de adjetivos desqualificantes que, mesmo que sejam verdadeiros, não contribuem em nada para a conclusão de que são neuróticos. Neurose não é uma conclusão que se tira de uma série de adjetivos desqualificantes!)

[…] Com uma identidade mantida por uma série de neuroses, o esquerdista não consegue mais assumir responsabilidades pelos seus atos, e muito menos pelas consequências de suas ações. Tende a se fazer de vítima para conseguir o que quer, e não se furta em mentir para conseguir seus objetivos. É quando podemos questionar: há uma cura para isso tudo? (Este trecho, escrito pelo próprio Luciano, prova que ele sequer sabe a diferença entre psicose e neurose. Os neuróticos são plenamente responsáveis por seus atos, o que já não ocorre com os psicóticos. Neuróticos também não deliram, ao contrário do que ele afirma posteriormente. Que papelão… falando sobre o que não sabe!)

Ainda há naquele blog diversos posts acusando a esquerda de insana, é só buscar que se encontram mais.

Agora irei parafrasear o próprio Luciano, em sua refutação feita ontem à tese da neurocientista Kathleen Taylor de que religiosos possuem doença mental, mas aplicada à alegação dele mesmo de que esquerdistas são doentes mentais feita em fevereiro. Vamos ver o que acontece? Em azul, o texto original dele e em vermelho os trechos modificados.

Há um prazer especial em discutir o “jogo” de Luciano Henrique acima, e é importante utilizar o termo “jogo” exatamente por causa da dinâmica social. Isto por que uma das obras em minha biblioteca a respeito de manipulação da mente é exatamente O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental, que ele escreveu em fevereiro de 2013.

Há algo interessante em estudarmos as técnicas de propaganda e manipulação da mente, pois, aos poucos, podemos enraizá-las em nosso comportamento quando vamos participar do jogo político, seja para utilizar a nosso favor ou para denunciar ao público quando o truque está ocorrendo. Isso, antes de ser ruim, é positivo quando não é utilizado da mesma forma suja que um oponente desonesto.

No caso de Luciano Henrique, é claro que ele está aplicando de forma extremamente desleal uma técnica que aprendeu em suas pesquisas, que é a desumanização do oponente com a consequente desqualificação do mesmo. Isso é feito sugerindo que seu oponente ideológico deve sofrer tratamento mental. No livro “Thought Reform and the Psychology of Totalism: A Study of ‘brainwashing’ in China: A Study of “Brainwashing” in China”, (sic) de Robert Jay Lifton, essa técnica, já citada no artigo de Luciano, é mencionada em mais detalhes. O jogo é simples: simular que seu oponente mereceria estar internado em um sanatório. Aí, no caso da Rússia e da China, bastava enfiar os adversários em sanatórios a posteriori (sic).

Já vi comentários na Internet dizem (sic) que Luciano “não sabe o que diz”. É o oposto:  ele sabe muito bem o que está fazendo. Ele está tirando seus oponentes da discussão com um truque que ele já explicou em seu post em fevereiro de 2013.

Diante disso, só existem duas opções: explicar para a maior quantidade de pessoas possível qual o truque, ou “jogar” de volta com ele.

Quando a coisa chega neste ponto, Luciano Henrique já está nos sub-comunicando que o debate de fato acabou, e que agora é a hora do jogo sujo, por parte dele.

Em outras palavras, quando meramente trocamos as palavras Kathleen Taylor por Luciano Henrique e ela por ele no post que ele publicou ontem, fica bastante claro como ele mesmo estava mentindo em seu post de fevereiro deste ano. Ele provou ontem que estava mentindo em fevereiro!

Eu sou contra qualquer ideia que tente mostrar que religiosos, ateus, esquerdistas, reacionários etc são loucos no sentido medicinal do termo (nem tanto no figurativo). Alguns mais exagerados podem ter seu comportamento extremista acentuado por problemas mentais sim, mas são casos isolados e que ocorrem em todos os lados.

Ironicamente, a pesquisadora Kathleen Taylor não afirmou que todos religiosos possuem problemas mentais, mas sim os fundamentalistas – apenas. (Referência no Blog do Orlando Tambosi: Fundamentalismo religioso poderá ser tratado como doença mental) Neste ponto, eu posso até vir a concordar com ela depois de ver tudo que ela tem a dizer, pois se encaixa justamente nos casos que mencionei no último parágrafo.

Sendo assim, configura-se aqui outra mentira de Luciano Henrique: a de que a neurocientista Kathleen Taylor estava atacando a religião como um todo. Na verdade, o Luciano ataca a esquerda como um todo, dizendo que todos esquerdistas são doentes mentais e neuróticos (vejam o artigo de fevereiro de 2013, que não me deixa mentir!), mas a neurocientista que ele ataca nunca fez algo parecido mas ao contrário.

Enfim, ele pede para os leitores cristãos mentirem com afirmações de que:

  1. Kathleen Taylor atacou os religiosos, e não o restrito grupo de fundamentalistas;
  2. esquerdistas são doentes mentais.

Fora a rotina de ambivalência: chame de louco no sentido clínico em uma hora e chame de louco no sentido figurado em outra. Se alguém vier com alguma crítica por você ter dito que esquerdistas são clinicamente doentes mentais, mostre o trecho em que diz que foi metafórico. Tecnicamente, isso consiste em mentira também.

E tudo isso com qual intenção? A de injuriar! Chamar alguém são de doente mental para desqualificar seu discurso é um caso flagrante de injúria. Luciano tentou injuriar a esquerda e ensinar seus leitores cristão a fazerem o mesmo.

E como cara de pau não tem limite, ontem ele literalmente fabricou uma alegação ateísta igual à própria, mas com sinal trocado, para depois dizer que ela é mentirosa. Projetou sem nenhum pudor sua própria canalhice em uma pesquisadora para depois “refutá-la”.

A ideia que ele passa aos leitores cristãos dele parece clara: MINTAM! Mintam que os esquerdistas são loucos! Digam que são doentes mentais! Digam que seus discursos são insanos! Tirem a humanidade deles! Injurie-os! Não debatam com eles, apenas finjam possuir CRM e os diagnostiquem com doença mental. Digam que são neuróticos! E não se esqueçam: façam comentários ambivalentes para usar como trunfo depois!

Isso fica cristalino em um comentário feito por ele ontem às 19:52 h:

Mas aí o negócio é jogar o jogo deles. Se alguém de tachar de homofóbico, e for uma acusação falsa, é sintoma de doença mental, e mais um motivo para internar… E assim sucessivamente.

Ou seja, se alguém mentir, minta de volta com um diagnóstico falso. Se o jogo deles é mentir, minta também, fingindo que é médico! Esse comentário dele juntou esse alerta com o primeiro, dado há alguns meses.

Qualquer pessoa honesta intelectualmente deve reconhecer que, no mínimo, ele foi hipócrita.

Por fim, para alguém que se diz ateu como ele, fico impressionado com o fato dele achar que alegações (inventadas) de que religiosos são loucos são mentirosas enquanto acha que são legítimas as alegações de que ateus (segundo ele, todos esquerdistas) são loucos! Interessante, não?

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19 opiniões sobre “ATENÇÃO! Blogueiro neo-pentecostal que finge ser ateu dessa vez incentiva seus leitores cristãos a injuriar!”

  1. Outra coisa interessante do Ayan é que agora ele não esta defendendo mais a tributação mínima e sim o fim do imposto da uma olhada:

    ”Já eu proponho um estado mínimo, algo como SAAS (State-as-a-Service), onde alguém poderia optar não pagar imposto algum. Mas não teria direito de propriedade, e nem direito à proteção policial. Pensando bem, dificilmente alguém optaria por não pagar imposto algum, e pagaria esse imposto mínimo, para a sua proteção. Por isso, o estado mínimo que defendo não é um estado imoral. É um estado cujos serviços eu pagaria de bom grado. Não haveria coerção por parte do estado para que eu tenha os serviços pelos quais estou pagando.”

    Em outras palavras esse ”estado” funcionária como uma empresa privada prestando os seus serviço apenas para quem tem dinheiro para pagar. Se você não tem dinheiro se vire para garantir a própria segurança e a assistência medica básica.

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    1. O problema é que fanatismo gera fanatismo. Ignorância gera ignorância. E este post tem o teor de alerta justamente porque ele está tentando ensinar fanatismo e ignorância. Veja bem, como uma pessoa que não sabe o que neurose e sua diferença com psicose pode ter a coragem de escrever um post diagnosticando um grupo de pessoas com a doença, e ainda se perguntando se há tratamento? Ele mesmo responde isso nos comentários confessando que é uma mentira que ele conta para compensar as supostas mentiras do outro lado. Fanatismo gerando fanatismo. Se a gente se cala é pior.

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  2. Sabe o que é mais engraçado? Lendo Bart Ehrman, aprendi que, desde o início o cristianismo tinha como única arma a enganação e falsificação, como forma de sobreviver no meio de judeus e pagãos hostis.

    Os cristãos daquela época simplesmente:

    – Falsificaram os poemas da profetisa Sibyl, de modo a parecer que ela profetizou sobre a vinda de Deus sob a forma humana de Jesus ao mundo, para morrer por nossosm pecados. Ainda de quebra, falsificaram suas escrituras para acusar o judeus de serem os culpados pela morte de seu messias.
    – Falsificaram cartas que comprovariam uma suposta correspondência entre o apóstolo Paulo e um grande pensador e intelectual de sua época, o filósofo Sêneca, de modo a parecer que Paulo mantinha um nível intelectual à altura daquele e que o cristianismo não era somente uma doutrina religiosa associada a cidadãos de classe baixa e de pouco desenvolvimento intelectual.
    – Falsificaram cartas de Pôncio Pilatos aos generais romanos da época, do modo a jogar toda a culpa nos judeus pela morte de Jesus.
    – Criaram o Evangelho de Nicodemus que contava a “história” de um judeu, Nicodemus, convertido a cristianismo, de modo a mostrar como os judeus podiam se “converter” ao cristianismo.
    – E claro, criaram diversas falsificações em nome de Pedro e Paulo, de modo a propagar suas próprias visões do cristianismo.

    Sabe aquelas historinhas tipo a Jipe sem motor que o militar cristão fez andar? Simplesmente historinhas como essa existiram desde sempre! rsrs

    Estou citando isso pra mostrar como é que cristãos costumam debater. Parece que não houve grandes mudanças de lá pra cá. Eles acusam os outros daquilo que eles mesmo fazem, na maior cara de pau. Criam fatos para comprovar suas teses. Põem palavras na boca da pessoas.

    Isso é coisa bem velha. Tem, pelo menos 2000 anos. Não liguem, eles não vão mudar.

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    1. Eu discordo muito sutilmente de você. A maior arma deles é o conflito, a luta contra o inimigo. Os judeus eram os inimigos. Depois os bárbaros. Depois os leprosos. Os índios. Os gays. Os ateus. Toda vez que a fé se abala, um novo inimigo “surge” para unir todos em torno do ideal comum de destruí-lo. Provavelmente isso seja decorrente da noção tribal de se unir para defender a qualquer custo o grupo dos perigos, noção essa que a evolução cravou em nossas mentes.

      E onde a mentira e a falsificação entram? Ao que parece, a melhor forma de lutar contra um inimigo de mentirinha é mentindo. Inventar para combater o inimigo inventado. E a partir desse ponto, é exatamente o que você falou mesmo. E ainda acrescento: muitas vezes isso envolve mentir até para si mesmos para tornar coisas absurdas mais palatáveis. Esses dias para trás vi um crentelho convencendo a si mesmo de que a profecia real de Jesus era que Pedro o negaria três vezes, o galo cantaria, daí Pedro o negaria mais três vezes e o galo então cantaria da segunda vez. Uma crença totalmente estapafúrdia, a mais pura invencionice (já que não tem nada nos evangelhos que sequer sugira isso) mas que ele precisou de acreditar para não ter que admitir que a profecia contém contradições um tanto quanto sérias.

      Existe um grupo de pessoas que não vai mudar mesmo, de fato. Mas eu penso sempre no grupo cada vez maior de pessoas de bom senso que ao verem tais mentiras desmascaradas, abandonam voluntariamente as religiões, apesar de manter alguma espiritualidade e crença no transcendente. Acho que seria errado da minha parte se eu não fizesse nada pelas pessoas que deixariam de acreditar nas mentiras se elas fossem expostas.

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    2. Nunca vi tamanha asneira. Dizer que a arma dos cristãos no primeiro século era mentir? Puta que pariu! Realmente, tem gente que só vê o que interessa. Escrever contra o cristianismo e Jesus, sem foi algo que despertou curiosidade e deu muito dinheiro. Já na década de 70 foi lançado o livro “O mito do Deus encarnado” de John Rick et.al. Que alegava que tudo que se falava sobre Jesus era mentira e propõe umas ideias toscas sobre isso, como por exemplo, a de que Jesus tinha um irmão gêmeo e quem morreu na cruz não foi ele e sim um irmão gêmeo. Isso bem me lembra a febre de ateus, há cinco anos atrás, usando o livro “O Código da Vince” de Dan brown, como arma para dizer que o cristianismo é falso. Depois veio o ridículo Zeitgeist, também derrubado por terra e uma vergonha tanta mentira, que ainda hoje é usado em sites como ATEA, para dizer que Jesus é cópia de outros mitos, nada mais falso. Acho que pelos exemplos, na frente dos nosso olhos, não são os cristãos que estão inventando mentira, e se tiverem, o outro lado, que tem o teto de vidro, deveria ficar calado.

      Livros que propõe a falar do tema de forma cética, são sempre do mesmo jeito e obedecem um padrão, já conifgurado pelos estudiosos:

      1- O livro começa alardeando as credenciais acadêmicas do autor e de sua prodigiosa pesquisa.

      2- O autor alega oferecer algumas interpretações novas, e quem sabe até mesmo propositadamente ocultada, acerca de quem Jesus realmente foi.

      3- Afirma-se que a verdade sobre Jesus foi descoberta por meio de fontes externas à bíblia que nos possibilitam ler os Evangelhos de uma maneira que está em desacordo com o seu sentido superficial.

      4- Essa nova interpretação é provocativa e até mesmo instigante, dizendo, por exemplo, que Jesus foi caso com Maria Madalena ou foi líder de um culto alucinógeno ou um cínico filósofo camponês.

      5- Fica implícito que as crenças cristãs tradicionais são, portanto, minadas e precisam ser revisadas.

      Alguém conhece alguma fonte mais antiga a respeito de Jesus do que as cartas de Paulo? E depois os evangelhos?

      A verdade é que livros como esse, dão muito é dinheiro, e fazem os incautos acharem que descobriram a roda. A ignorância é audaciosa.

      Tem um vídeo do professor Mário Sérgio Cortella sobre o assunto, é um vídeo imparcial com opinião de historiadores e arqueólogos, indico para quem quiser ter uma posição moderada sobre o assunto. Segue link abaixo:
      http://www.teologialogica.blogspot.com.br/2013/05/tenho-razoes-para-acreditar-que-jesus.html

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  3. Sim, concordo também sutilmente contigo que a maior arma deles se tornou o conflito, a partir do momento em que conseguiram uma superioridade numérica contra esses seus inimigos. Havia que se falar em inimigos de verdade naquela época, tendo em vista a postura dos pagãos de Roma, principalmente.

    Nessa época de reais ameaças aos cristãos, o abuso de falsificações, mentiras e enganações foi farto. E com muito cuidado para não entrar em conflito com as autoridades.

    Abs

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  4. E o Lulu nos brinda com seu humor involuntário .

    ”Então, não é preciso de psicologia para definir se um discurso é insano (apenas a lógica é suficiente), e discurso insano é diferente de alguém insano. ”

    ”Ora, fica claro que é possível descrever a crença oponente como doença mental, e a questão está em aberto. Sendo assim, meu desafio é avaliarmos o discurso de nossos oponentes com um olhar ainda mais críticos, encontrando idéias que só seriam aceitas para alguém insano…”

    Notem a contradição na primeira frase ele diz que existe uma diferença entre chamar o discurso do oponente de insano e chamar o oponente de insano, depois ele diz que só alguém insano acreditaria nas ideias que ele considera insanas. Ou seja a crença ou não no discurso já qualifica alguém como insano.

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  5. ”Ué, e o neo-esquerdismo? rs”

    Certo, na utopia do Lulu o sujeito que não tivesse condições iria depender totalmente da caridade alheia para garantir sua segurança, seu seguro saúde, etc…

    ”Mas e se o sujeito fingir crer nisso para comer uma menina fã de RPG de vampiros?”

    Na lógica do Lulu fingir crer é o mesmo que crer

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    1. Agora me veio uma ideia um tanto quanto maluca aqui na minha cabeça.

      Suponhamos um país sem estado, ou com um estado muito pequeno onde não são pagos impostos. Nesse país, uma pessoa pobre dependeria sempre da caridade alheia para conseguir suprir suas necessidades básicas. Como tal pessoa não teria acesso a políticas públicas de qualidade (educação decente e leis, além de infra-estrutura e economia estável em um grau um pouco menos evidente), ela seria para sempre dependente de caridade. Justamente por isso, a obrigação desse tipo de caridade seria comparável à obrigação gerada por um estado que usa o dinheiro dos impostos para investir em educação de modo a tentar quebrar a dependência a longo prazo.

      Evidente que na prática temos hoje um governo que diz fazer o segundo, mas se limita a cobrar os impostos.

      O que quero dizer é que se for parar para pensar bem, ambos os sistemas (quando funcionando da maneira ideal tal como formulada por seus teóricos) irão gerar a mesma intensidade de “obrigação de caridade”, a diferença seria apenas o mecanismo compulsório.

      Algo a se refletir….

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  6. Teologado,

    Sim, a arma dos cristãos primitivos era a mentira e a enganação e vou mostrar o porquê.

    Primeiro, é “asneira” sua comparar Bart Ehrman com Dan Brown e Zeitgeist. O primeiro oferece evidências daquilo que afirma.

    Aqui temos o Evangelho de Nicodemus (ou Atos de Pilatos). Logo na primeira carta (pg. 4, item 5) temos uma das historinhas que os cristãos adoram inventar: Antes do julgamento de Jesus, as autoridades judaicas falam com Pilatos, insistindo que Jesus é culpado de seus crimes e precisa ser condenado. O mensageiro de Pilatos traz Jesus para o tribunal. Dentro da sala estão dois escravos segurando estandartes que tem, como padrões romanos, imagem do busto de César neles. Quando Jesus entra na sala, os estandartes se curvam diante dele, dando a entender que a imagem de César parece estar fazendo reverência à sua presença.

    Também, esse documento apócrifo é a prova de que os cristãos estavam jogando toda a culpa pela morte de Jesus em cima dos judeus.

    Ainda, nos Atos de Pedro (pág. 4), encontramos a historinha dos diversos milagres deste apóstolo, tal como o de ressucitar um atum defumado!

    Ah, e tem a historinha do Evagelho de Pedro (35-38) que narra a ressureição de Jesus, onde os soldados que estão vigiando a sua tumba e dois anjos aparecem do céu, entram na tumba e saem de lá com Jesus. Os guardas relatam os homens eram tão altos que suas cabelas chegavam no céu. Ainda, Jesus era mais alto que eles, sua cabeça passava dos céus. E pra acabar tem a cruz falante.

    Típicas historinhas como a do jipe sem motor.

    Seguindo. As cartas falsificadas de Paulo à Sêneca estão aqui. As referências fraudulentas a Jesus nos poemas proféticos pagãos de Sibyl estão aqui.

    Precisa de mais alguma coisa? Acho que dizer que a pressão que os pagãos faziam aos cristãos naqueles tempos é suficiente. Eles achavam que as tragédias que ocorriam em Roma eram causadas porque uma parcela de cidadãos da cidade não estava adorando os deuses. E advinha quem representava essa parcela? Ainda, os próprios pagãos começaram a disseminar boatos sobre os cristãos, como esse onde, o tutor do imperador Marco Aurélio, o estudioso pagão Fronto, diz o seguinte:

    On a special day they [i.e., the Christians] gather for a feast with all their children, sisters, mothers—all sexes and all ages. There, flushed with the banquet after such feasting and drinking, they begin to burn with incestuous passions.
    They provoke a dog tied to the lampstand to leap and bound towards a scrap of food which they have tossed outside the reach of his chain. By this means the light is overturned and extinguished, and with it common knowledge of their actions; in the shameless dark with unspeakable lust they copulate in random unions, all equally being guilty of incest, some by deed, but everyone by complicity.

    E também:

    The notoriety of the stories told of the initiation of new recruits is matched by their ghastly horror. A young baby is covered over with flour, the object being to deceive the unwary. It is then served before the person to be admitted into their rites. The recruit is urged to inflict blows onto it—they appear to be harmless because of the covering of flour. Thus the baby is killed with sounds that remain unseen and concealed. It is the blood of this infant—I shudder to mention it—it is this blood that they lick with thirsty lips; these are the limbs they distribute eagerly; this is the victim by which they seal their covenant; it is by complicity in this crime that they are pledged to mutual silence; these are their rites, more foul than all sacrileges combined.

    Ainda, o próprio Tertuliano confirma essa perseguição aos cristãos, em seu Tertullian Apology, cap. 40 dizendo:

    They think the Christians the cause of every public disaster, if every affliction with which the people are visited. If the Tiber rises as high as the city walls, if the Nile does not send its waters up over the fields, if the heavens give no rain, if there is an earthquake, if there is a famine or pestilence, straightway the cry is: Away with the Christians to the lion!

    Ou seja, tudo isso é bem diferente de Zeitgeist e outras besteiras soltas por aí. Mas nada que os estudiosos já não soubessem.

    Adoraria fazer uma resenha do livro Forged : Writing in the Name of God—Why the Bible’s Authors Are Not Who We Think They Are aqui pra você, mas o espaço é curto.

    Abs

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  7. ”O que quero dizer é que se for parar para pensar bem, ambos os sistemas (quando funcionando da maneira ideal tal como formulada por seus teóricos) irão gerar a mesma intensidade de “obrigação de caridade”, a diferença seria apenas o mecanismo compulsório.”

    Não existiria mecanismo compulsório no Anarcocapitalismo, no ponto de vista dos que não querem dividir seus recurso com a coletividade o Anarcocapitalismo seria muito bom.

    Por outro lado andei pensando em outro ponto, com o fim da assistência estatal existiriam mais pessoas pedindo que os ricos dessem os seus recursos para os pobres, Esses por sua vez iriam se defender usando o mesmo argumento dos que são contra o bolsa família ”Não vou dar meu dinheiro a pobre porque isso ira torna-los preguiçosos.”

    Tem gente que realmente acredita nisso.

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    1. Mas sequer é preciso imaginar, é só assistir filmes de faroeste. Estado mínimo ou inexistente (só colocava a linha do trem), sem saneamento básico, cada um por si, a lei na mão de um único homem (o xerife) e bandido a torto e a direito matando índio e roubando. Ah sim esqueci dos puritanos. Mas cada um tinha sua carabina.

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  8. O melhor argumento do Ayan para defender o Anarcocapitalismo é dizer que imposto é roubo ou estupro.

    A lógica dele é uma pelota de stan-up, vejam;

    Quando uma pessoa é vitima de um assalto, ela não pode escolher entre ser assaltada ou não.
    Quando uma pessoa é vitima de estupro ela não pode escolher entre ser estuprada ou não.
    Quando uma pessoa paga imposto ela não pode escolher entre pagar ou não pagar.

    Todas essas ações são imorais na lógica do lulu porque o indivíduo não podia escolher entre sofre ou não sofrer as ações citadas.

    Agora vamos ver essa lógica aplicada a pena de morte, a prisão e as indenizações.

    É imoral que o estado sentenciar alguém a morte, porque o indivíduo não podia escolher entre morrer ou não morrer.
    É imoral o estado prender alguém pois o indivíduo não podia escolher ser preso ou não.
    É imoral que o estado obrigue uma empresa a pagar uma indenização por um empregado que sofreu danos morais, porque a empresa não poderia escolher entre pagar ou não pagar.

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  9. O Luciano Ayan mente tanto, que eu acompanho o site dele há meses e até hoje não sei qual é a opinião dele de verdade. Eu não tenho certeza nem mesmo se ele é de direita. A impressão que dá é que ele é, acima de tudo, um troll.

    Ele diz que é ateu, que é fã de Sam Harris, mas vive atacando os outros ateus. De vez em quando ele ataca os cristãos também, dizendo que eles são uns fascistas; e que na Idade Média, quando todo mundo era cristão, todo mundo era pobre. De vez em quando ele fala que é anarco-capitalista, mas depois vai e fala que não é. Ele fala que as feministas são tão radicais quanto o Talibã, mas depois defende elas e diz que a esquerda é machista.

    Qualquer pessoa com um mínimo de QI vê que as coisas que ele fala não têm a mínima coerência. Ele deveria mudar o nome do site dele de Ceticismo Político para Cinismo Político.

    Sem contar que a “ideologia” dele é 100% maquiavélica. Tudo é permitido na “guerra política”, desde que dê resultados. Golpe militar? Não é bom fazer esse discurso. Não por razões éticas, ou porque vai ser um retorno à ditadura, mas simplesmente porque “não pega bem, do ponto de vista estratégico”.

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    1. Há certo tempo, fiz a proposta de mudar o nome do site dele para “Credulice Política”, pois tudo alí precisa de muita fé para acreditar e muita obediência para não enxergar as incoerências.

      Ele é apenas um arruaceiro que ganha a vida fazendo manual de debates para direitistas frustrados. Este maquiavelismo que você bem enxerga nele é justamente fruto dessa maneira de agir dele: instruir as pessoas a se portar em debates públicos. Neste sentido, ele ensina a dissimular posições, usar sistematicamente os argumentos de uma pessoa contra ela, atacar as capacidades intelectuais dos discordantes, discutir os interesses pessoais dos adversários, “ressignificar” dados (apresentá-los sempre de uma maneira que pareça positiva à sua causa e/ou negativa à adversária) etc etc.

      Assim, acaba não sobrando muito espaço para coerência. Por exemplo: se as feministas o acusam de machismo, ele usa a estratégia de injúria para chamá-las de fascista e a estratégia da inversão do argumento para chamar a esquerda de machista. Se uma pessoa usa tais linhas em momentos distintos, em ambientes de baixa intelectualidade, ela consegue até colher alguns frutos (podres). Mas no fim das contas, não há coerência interna, porque ele não busca isso. Ele busca levantar o maior número de possível de armas para seu arsenal de debates contra esquerdistas e alimentar sua tropa com esse lixo intelectual.

      Não dê muita bola para ele…

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  10. Depois de conhecer (mais) de perto o fenômeno do “ateísmo conservador”
    —através do fórum de pseudocéticos Religião É Veneno,
    do qual me afastei definitivamente há mais de dois mêses—,
    cheguei à conclusão de que sim, o Luciano Ayan provavelmente pertence ao bizarro sub-conjunto dos ateus e (supostos) agnósticos que defendem as teorias conspiratórias inventadas pelo direitismo cristão pós-moderno (“marxismo cultural”, “ideologia de gênero”, whatever). Ou seja, se for para criticar o falso ateísmo do Lulu, então é necessário criticar também os ateus conservadores como um todo, se quisermos ser coerentes. Infelizmente, promover machismo, sexismo, misoginia, racismo, anti-feminismo, transfobia, lesbofobia, bifobia e homofobia não é exclusividade dos fanáticos religiosos.

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