Perguntas Cristãs Estúpidas

Estava eu nesse último fim de semana, alegre e feliz, bisbilhotando a vida alheia no Facebook, quando me deparo com um cristão postando uma série de perguntas do tipo “chequemate, ateu!” em um fórum de discussões religiosas. Como algumas perguntas chegam ao ponto de serem ridículas, resolvi trazer aqui como primeiro post da volta das férias, afinal de contas, é melhor voltar pegando mais leve um pouco rs

O cristão (que evidentemente não representa todos os demais), escreveu:

Para os ateus da comunidade, gostaria que respondessem à algumas questões, já que como vocês dizem, a ciência explica tudo e Deus não é necessário:

Não é verdade que deuses sejam desnecessários porque a ciência explica tudo. Deuses não são necessários por outros motivos. Isso é uma discussão filosófica e que independe da ciência poder explicar ou não. Ateus usam (ou deveriam usar) a ciência para explicar aquilo que os crentes tentam explicar usando deuses, não para provar que os deuses não existem. Além disso, a ciência não explica tudo. Como método, talvez possa ser capaz de conhecer quase tudo que possa ser conhecido, mas como um corpo de conhecimento pertencente à nossa espécie, ela sabe explicar relativamente poucas coisas e aquilo que explica, explica relativamente mal.

1 – Se o homem veio do macaco, por que os outros macacos não evoluíram também?

“Boa pergunta! Agora você me pegou!”

Porque a evolução não é algo que faz uma espécie se transformar em outra, mas sim a transformação gradual de um grupo de indivíduos de uma espécie em outra espécie. Existe uma grande diferença! Apesar da expressão “evolução das espécies” ser bastante comum, não são as espécies que evoluem, mas os grupos de indivíduos. Uma espécie de plantas pode se espalhar por diversos locais, sendo que um grupo pode sofrer pressões evolutivas e se tornar uma segunda espécie, enquanto que um outro grupo pode sofrer outras pressões e se tornar uma terceira espécie, enquanto que outro grupo pode não sofrer pressão alguma e continuar sendo a mesma espécie. Como cada grupo estava em uma região diferente, cada grupo interagiu com um meio diferente e cada grupo tomou caminhos evolutivos diferentes. O fato de um grupo estar sofrendo mudanças não significa que as mudanças irão ocorrer em todos os indivíduos que pertencem àquela espécie, mas que estão em ambientes diferentes.

Essa pergunta também esconde um erro comum de que evolução significa “melhoria contínua”. Evolução na verdade significa “adaptação ao meio”. Uma espécie plenamente adaptada ao seu meio está em equilíbrio e não conseguirá mais evoluir por estar no seu “ápice”. Uma vez que o meio mude, o equilíbrio se rompe e surgem pressões que irão selecionar mutações que tragam algum benefício, alguma ajuda para superar as novas dificuldades.

Isso significa que os indivíduos que conhecemos hoje como macacos são os descendentes daqueles indivíduos que sofreram pressões evolutivas diferentes de nossos ancestrais, apenas isso.

Às vezes, tenho a impressão de que certos cristãos não entendem isso por pura pirraça, porque é muito simples.

2 – Cadê as provas da inexistência de Deus?

Uma requisição contraproducente e vazia. Para começar, não é possível provar, no sentido empírico da expressão, uma inexistência em absoluto. Como posso provar, assim como 1+1=2, que não existem unicórnios nem fadas? O que é possível fazer é provar que um determinado conceito não pode possuir um correspondente na realidade por ser auto-contraditório. Por exemplo, posso provar que não existem triângulos com quatro lados. Neste sentido, há argumentos ateus que visam demonstrar que propriedades como onisciência, onipotência e absoluta benevolência não são sustentáveis quando se trata de um mundo onde males e sofrimentos existem. Mas este é um argumento apenas contra a construção que o cristianismo e algumas outras religiões fazem dos deuses.

[Problema do Mal]

Outra forma de tentar provar uma inexistência é demonstrando que tal objeto falha como melhor explicação possível para os fatos que seus defensores alegam que ele serve. Neste sentido, existem argumentos demonstrando que a ideia de um universo surgindo a partir de um ser sobrenatural e inteligente é menos chamativa do que a ideia de um universo surgindo de causas naturais não necessariamente inteligentes, por não atender o critério da menor explicação possível. Este argumento é válido contra qualquer forma de crença em um criador sobrenatural, sendo assim mais abrangente, apesar de eu particularmente o considerar mais fraco. É bem mais fácil provar que o deus cristão não existe (através das propriedades contraditórias) do que provar que nenhum deus existe (através da menor explicação).

Além disso, a grande maioria dos argumentos ateus são na verdade contra-argumentos às ideias propostas pelos crentes. Eles não visam, dessa forma, demonstrar uma inexistência, mas demonstrar uma ausência de necessidade de existência. As críticas aos argumentos ontológico, cosmológico, teleológico e moral visam apenas demonstrar que não precisamos de nenhum ser sobrenatural para explicar nada, que deuses não precisam existir. E se eles não precisam existir, não precisamos acreditar neles – acredita quem quer.

Por fim, voltando na questão de os argumentos pela inexistência do deus cristão (Deus e Jesus) serem mais fortes do que os pela inexistência de qualquer deus, eu digo que todo ateu deve se focar, antes de mais nada, na primeira demonstração e não na segunda. Crença em deuses, fadas, duendes, unicórnios e vampiros não são um empecilho à vida em sociedade (na verdade, ocorre justamente o contrário). O que é nocivo é o tipo de crença exercida por certos grupos. O deus cristão é um péssimo modelo para a sociedade, para a humanidade. Ele representa um atraso. Os cristãos estão percebendo isso aos poucos. E vejam: a minoria destes estão se tornando ateus; a maior parte abraça deuses impessoais, que se manifestam como “forças” ou “virtudes” e que devem ser encontrados dentro de nós através de um processo de melhoria contínua. Eles abandonam a doutrina cristã sem abandonar a crença na criação. Não acho que ninguém deveria optar por um caminho mais do que o outro, apenas acho que um dos dois caminhos deve ser seguido já que a crença no deus cristão, além de prejudicial, é relativamente fácil de ser desconstruída.

3 – Se não existe uma inteligência superior por trás da criação, porque os alimentos contém exatamente o que o corpo humano necessita?

Peguei vocês, ateus!

Talvez o cristão que pergunta isso deseje comer alguns cogumelos “deliciosos” que podem ser encontrados por aí. Excelentes alimentos que possuem todos os nutrientes necessários (para uma morte rápida e indolor rs)

O teísta certamente responderá a essa objeção alegando que só é alimento aquilo que nutre. Então neste caso temos um apelo à própria definição. Se alimento é definido como aquilo que nutre o corpo humano, excluindo aquilo que é desnecessário, nocivo ou que não conseguimos metabolizar, então não precisamos de inteligência divina nenhuma por trás! Ou será que veremos alguém perguntando “Se não existe uma inteligência superior por trás da criação, porque triângulos possuem exatamente três lados?” Ué, mas esta não é justamente a definição de triângulos?

Além disso, será que algum dia veremos alguém sagazmente perguntando “se não existe uma inteligência superior por trás da criação, como explicar que o corpo humano contenha exatamente aquilo de que seus parasitas (vermes, bactérias, fungos, piolhos, etc.) precisam para se nutrir?” ou “como explicar que um corpo humano contenha tudo o que um leão ou um tubarão precisa para crescer forte e saudável?” Mais ainda, será que veremos alguém nos perguntando “se a natureza não é a criação de um projetista inteligente, que dispôs harmoniosamente todas as suas partes, como explicar que hajam nas plantas substâncias naturais, como o THC da maconha, a mescalina do peiote, a morfina na papoula, etc., cujas moléculas se encaixam perfeitamente em nossos neuroreceptores?”

Na real, a “harmonia” da natureza mais se parece com um verdadeiro caos do que com a obra de uma inteligência sobrenatural e máxima. Estão aí os exemplos expostos no artigo O Livro Negro dos Seres Vivos da Revista Super Interessante que não me deixam mentir.

Isto porque ainda nem entrei na questão da biologia para explicar… A pergunta se implode antes que isso seja necessário. Mas mesmo que a pergunta estivesse melhor formulada, poderíamos responder que todas as espécies da Terra possuem o mesmo tipo de material genético, de modo que é natural que aquilo que compõe uma espécie possa ser útil na constituição de outra. Tudo o que resta é a capacidade de digerir outros indivíduos. Mas isto pode ser adquirido de forma relativamente simples através da evolução.

4 – Se você não acredita em Deus por que não pode vê-lo, então você também não acredita no vento ou na gravidade?

As perguntas até aqui demandaram um certo nível de conhecimento, e me deram a chance de aprofundar em alguns temas que considero mais relevantes, de modo que não podem ser chamadas exatamente de estúpidas. Mas desta aqui em diante, são todas estúpidas mesmo.

Não é verdade que os ateus não acreditam em deuses porque não podem vê-los. Isso é uma pressuposição infantil dos cristãos. Seria perfeitamente possível para nós acreditarmos em um deus invisível mas cujos efeitos são sensíveis de alguma forma, como a gravidade. (A pergunta é tão ignorante que trata o vento como algo invisível, algo que ele definitivamente não é. Para o peixe, a água é invisível. Além disso, o céu azul que enxergamos é justamente ele.)

Por exemplo, sabemos que não acontecem mais coisas boas na vida de quem ora do que na de quem não ora. É só contarmos, pode ser usando os dedos mesmo. Se o deus cristão esconde sua ação de modo que nossas contagens apontem para algo indistinguível da mais pura aleatoriedade, então que diferença há entre tal deus existir e não existir? Se ele oculta sua ação de maneira absolutamente perfeita, então sua ação não pode ser distinguida da falta de ação. Além do mais, o ocultamento divino simplesmente tornaria todo e qualquer argumento pela existência de tal deus simplesmente falso. Como pode alguém conseguir argumentar pela existência de um deus que se oculta perfeitamente? Ou será que os deuses falham em se ocultar?

5 – Por que a primeira coisa que as pessoas lembram durante a queda de um avião é Deus?

É a primeira coisa mesmo? Ou será que este é apenas mais um mito conveniente?

Mas mesmo que seja verdade, e daí? Os cristãos por acaso estão dizendo que é justamente nos momentos de desespero, que é quando tendemos a agir da forma mais irracional possível, que temos a certeza de que deuses existem? É isso mesmo? Ao que parece, eles concordam que quanto mais irracional, mais se acredita em deuses! Se brincar, concordo mais com este argumento do que os próprios cristãos.

Além disso, por que a primeira coisa que as pessoas lembram durante um infarto é do médico? Por que a primeira coisa que lembram durante uma crise alérgica é dos remédios? Por que a primeira coisa que lembram quando são picadas por uma cobra é do antídoto? Ao que parece, quanto mais sangue frio e assertividade uma situação exige, menos lembramos dos deuses.

6 – Se Deus não existe, então de onde vem o livre-arbítrio que vocês estão usando agora?

Qual livre-arbítrio que estou usando agora? O ateísmo tem tendido a não crer mais na corrente libertista como resposta à questão levantada pelo estudo da tomada de decisões. A corrente que mais cresce é a determinista, a de que não temos controle algum sobre nossas decisões, em última instância. Apenas a ilusão de que estamos no controle. Esta é, por exemplo, a posição defendida por Sam Harris (ver a tradução de seu curto livro chamado Free Will no blog Rebeldia Metafísica).

E mesmo que o determinismo esteja errado e os corretos sejam os libertistas, ou seja, mesmo que tenhamos de fato uma tomada de decisões livre, no sentido proclamado pela ultrapassada expressão “livre-arbítrio” (que quase não é mais usada em meios acadêmicos atualmente), não existe nada que diga que ela se instancie em conceitos sobrenaturais, muito menos em um conceito sobrenatural específico (Deus).

Sabe, é justamente isso que torna a pergunta tão estúpida! A pessoa vem, cita alguma coisa difícil de ser explicada, que possivelmente sequer existe, e emenda com a pergunta “Se Deus não existe, como explicar isso?” Acaso o deus cristão é a única explicação que a mente humana pode dar a algo que ela mal consegue explicar, a algo que ela sequer sabe se existe mesmo? Não é à toa que existem tantas paródias para este tipo de pergunta na internet.


Vocês podem saber mais sobre isso lendo sobre a história do meme “Chequemate, ateus!” neste link (em inglês).

7 – Se não existe inferno, então que desculpa vocês dão pra não cometer estupros, assaltos, assassinatos ou charlatanismo?

Calma aí!! Quem deve dar desculpas para o comportamento é quem mata, rouba, estupra etc e não quem não comete tais atos! E quem tem que dar desculpa por suas justificativas para não cometer essas barbáries é quem o faz por mero medo de ir para o inferno e não quem o faz por acreditar estar fazendo algo de bom para si e para o mundo!

Uma pessoa que não rouba por medo de ir para o inferno não age de maneira diferente de uma pessoa que entrega seu dinheiro porque tem uma arma apontada para a cabeça!

Acontece que a santidade que a ameaça de inferno exige não é uma santidade moral, mas uma santidade relativa à obediência. Ela não promete a salvação para quem age segundo preceitos morais, mas quem obedece a um conjunto de leis que tendem a ser arbitrárias. Por exemplo, fazer sexo (consentido!) com outro homem não é uma ação imoral como é a ação de matar tal homem, mas o inferno parece disposto a punir ambos igualmente! Que tipo de moralidade é essa?

O inferno é a base de uma moralidade infantil que em nada contribui para a nossa sociedade moderna e que, além de inútil, é completamente injusta: não podemos ser condenados a um castigo infinito por causa de um conjunto de delitos finitos.

Ah! E obrigado por reconhecer que nós ateus não somos charlatães!

8 – Se Deus não existe, porque os pastores têm mais facilidade para prosperar financeiramente do que professores, médicos, cientistas ou outros “intelectuais”?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Desculpem-me, mas agora só consigo rir! Juro que não estou inventando, é real!! Essa merece até um meme!

Mas porque será que pastores possuem menos facilidade de prosperar financeiramente do que políticos? Deus gosta mais dos políticos do que dos pastores?

Será que Deus quer que todo mundo vire pastor, uma sociedade sem médicos, professores, lixeiros… só pastores?

E notem como a pessoa que escreveu isso é tão ignorante que chamou professores e médicos de “intelectuais”, entre aspas. Seriam essas pessoas, além de menos importantes aos olhos dos deuses, detentoras de conhecimentos falsos? Médicos são charlatões, pseudo-intelectuais, mas pouquíssimos cristãos abrem mão deles quando precisam, né?

9 – Se Jesus não existe, então quem é que se sacrificou para redimir os pecados da humanidade e impedir a destruição do mundo?

O Goku?

Agora sério…

Para começar, como ele pode provar que os pecados foram redimidos e que o mundo ia ser destruído mas alguém impediu? Detalhes de uma história não provam que a história seja verdadeira, como eu já argumentei aqui no blog no artigo Explicando a Ressurreição sem Recorrer a Milagres. Além disso, existem problemas teológicos seríssimos na alegação de que os pecados da humanidade foram redimidos, como o problema de que se isso é verdade então não podemos mais ser punidos por eles. Afinal de contas, não podemos ser punidos por um delito que já foi redimido. Além do mais, não é moralmente justo que uma pessoa pague pelos delitos de outras, em hipótese alguma. Isso também já foi explicado aqui no blog, no artigo Teologia da Ressurreição de Jesus – Parte 2: Afinal, qual a finalidade da morte de Jesus?. Leiam ambos os artigos deste parágrafo!

10 – Se o verdadeiro Deus não é Jesus, então por que não existem cristãos no inferno?

Não existem cristãos no inferno???? Como você sabe?

Aliás, como você sabe que existe o inferno?

Fico me perguntando para onde vocês acham que foram os padres pedófilos, os homens que matavam as bruxas da Idade Média, os homens de bem que pagaram para que alguém fizesse o aborto da filha adolescente, os traficantes que matam pessoas e depois vão na Igreja rezar… enfim, a grande maioria da nossa sociedade é cristã, o que significa, por simples regra de três, que a grande maioria dos crimes cometidos em nossa sociedade é cometida por cristãos. Não que o cristianismo seja a causa dos crimes, mas também não impediu nenhum deles de acontecer.

Não são cristãos de verdade? Se só é cristão de verdade quem obedece toda a Bíblia, ninguém é cristão de verdade e ninguém vai pro céu!

Eles se arrependeram? Ué, mas você não tinha dito mais cedo que o inferno é quem impede das pessoas de matarem e estuprarem? De que adianta esta ameaça se basta arrependimento para se livrar dele? Assim fica fácil… sqn, você foi pego em contradição mesmo.

Enfim, perguntas idiotas estão aí para isso: para alguém fazê-las e passar vergonha!

PS.: Charlatão tem dois plurais corretos..
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6 opiniões sobre “Perguntas Cristãs Estúpidas”

  1. Me impressiona sua paciência em rebater esses argumentos que só podem ser provenientes de birra, creio que até as aproprias pessoas que fazem essas perguntas sabem a resposta só não querem se sentir “por baixo”.
    Tenho mais uma:

    11 – Se Jesus não existe então quem humilha satanás?

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    1. Minha proposta era, além de divertir um pouco, aproveitar a oportunidade para dizer um pouco sobre o que eu penso em algumas questões como moralidade secular vs religiosa e a questão cieência vs religião. Porque de fato, a grande maioria das perguntas não merecem resposta e realmente traem uma pessoa desesperada rs

      Obrigado pelo vídeo!

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  2. O post ficou realmente divertido. Tem umas coisas ali que são dignas do Emerson Oliveira.

    A pergunta “Se os seres humanos evoluíram dos macacos, por que é que ainda existem macacos?” é uma das mais irritantes e frustrantes ao mesmo tempo, porque uma pessoa que faz essa pergunta não tem a menor noção de como funciona a evolução, e é difícil dar-lhe uma resposta concisa. Mas depois de ler o post eu pensei numa que pode pelo menos fazer o cristão pensar: “A razão pela qual ainda existem macacos é a mesma pela qual ainda existem judeus: assim como nem todos os judeus ficaram convencidos o suficiente pelo ministério de Jesus e seus apóstolos para evoluírem para cristãos, igualmente nem todos os macacos sofreram pressões seletivas fortes o bastante para se converterem em humanos!” O ideal seria achar uma formulação mais engraçada dessa resposta.

    E aquela matéria da Super que eu te sugeri era mais pra oferecer um contraponto aos exemplos que os criacionistas apresentam, em geral envolvendo envolvendo relações mutuamente benéficas entre diferentes espécies, e sempre omitindo o predatismo e o parasitismo. Não é que elas deponham contra a hipótese de uma inteligência ordenadora por trás, muito pelo contrário, elas fornecem tanta evidência quanto; mas a ideia aqui é questionar o caráter moral de tal inteligência. Ou quem sabe até argumentar em favor do politeísmo; lembra daquela entrevista do Dawkins na Playboy que vc me mandou uma vez, ele dá o exemplo da gazela e do leão; será que foi o mesmo sujeito quem projetou as pernas velozes da gazela e os instintos de caça, e o aparelho digestivo de carnívoros do leão? Afinal, de que lado ele está? Por que não poderiam ser dois projetistas diferentes numa competição?

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    1. Exatamente! Chega a ser irritante ver essa pergunta. Esse exemplo dos judeus eu já vi em algum lugar, tenho quase certeza (não fique triste se essa ideia foi original sua, acontece às vezes da nossa originalidade chegar depois da dos outros rs)

      Quanto ao artigo da Super, eu estava escrevendo uma reflexão sobre ela que caminhava mais ou menos na direção que você colocou aqui, mas como vi que ia ficar muito grande o post todo, resolvi cortar logo nela. O resultado, reconheço, não ficou dos melhores, mas não queria cometer a indelicadeza de deixá-lo de fora (só não me diga que teria sido menos indelicado tirá-lo do que deixá-lo como deixei rs)

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    2. Pode ser uma das mais irritantes, mas não é A MAIS irritante. A pior é: “por que vocês ateus lutam contra algo que vocês dizem que não existem?” Essa sim, dá vontade de matar o indivíduo com requintes de crueldade.

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