Teologia da Ressurreição de Jesus – Parte 2: Afinal, qual a finalidade da morte de Jesus?

Por que Jesus morreu e ressuscitou?

Várias respostas já foram dadas a essa pergunta e hoje vou tentar explicar porque todas que conheço ou que posso imaginar falham de alguma forma. Faço isso partindo principalmente do ponto de vista teológico (não desejo analisar respostas como “Jesus morreu porque foi crucificado”… meu foco é no intuito do evento e não em suas causas, rs), então vou procurar saber se as respostas dadas pelos seguidores do cristianismo fazem sentido dentro das próprias doutrinas.

E estou ciente de que algumas pessoas preferem algumas respostas a outras, ou mesmo que rejeitem algumas delas. Eu sei disso, mas isso é irrelevante aqui, então não precisa dizer. O que eu farei será analisar as respostas mais comuns, o que não pressupõe que todos os cristãos concordem com todas as respostas, ok?

Resposta 1: Jesus morreu para expiar nossos pecados. O grande problema dessa resposta é: qual a relação causal entre “Jesus morrer” e “pecados da humanidade serem expiados”? A verdade é que não existe relação de causalidade nenhuma, ou seja, não tem como extrair logicamente uma expiação dos pecados da morte do filho de Deus assim como se extrai “meu lápis caiu no chão” de “eu larguei meu lápis”. Em outras palavras, o que estou argumentando aqui é que Jesus não precisa morrer para expiar nossos pecados assim como eu preciso largar um lápis para ele cair no chão; os pecados poderiam ser expiados de inúmeras formas diferentes sem recorrer a um sacrifício. Vejamos uma analogia: alguém poderia alegar que a causa da expiação dos pecados fosse um raio de luz cósmica saindo da boca Jesus enquanto ele levitava a 20 metros do solo enquanto uma chuva de meteoros verdes ocorria ao seu redor. Ou que um mero soluço dele serviria como expiação. No que a morte dele difere desses eventos como agente de expiação de pecados?

Mas talvez essa resposta ficasse melhor se colocada de outras maneiras, já que esta aqui está muito simples para resolver o caso.

Resposta 2: Jesus morreu porque perder a vida é a pior coisa que pode acontecer a alguém, sendo assim o ato perfeito para simbolizar a expiação dos pecados. Uma resposta um pouco mais sofisticada que precisa recorrer à teologia para ser analisada. Um dos grandes problemas aqui é que Jesus, sendo ele mesmo parte da Santíssima Trindade, possui vida eterna. A palavra morte, para ele, nada mais é do que a perda do corpo físico. Ora, perder o corpo físico não é nem de longe a pior coisa que poderia acontecer a ele. Sequer poder ser considerado algo ruim propriamente dito, se parecendo mais com um contratempo do que com um incidente altamente indesejável. Afinal, o que é a perda do corpo físico para um ser supostamente perfeito e pleno?

Além disso, Jesus ressuscitou depois! Ele recuperou seu corpo físico três dias depois! Isso anula qualquer mal sofrido em nome de uma expiação. Vejam bem: imaginem que sua mãe, vendo que um ladrão estava prestes a atirar em você, resolve pular na sua frente e ser atingida fatalmente em seu lugar. Um gesto comovente, com certeza. Mas isso considerando que a morte dela seja um evento irreversível. Imagine que sua mãe soubesse que ela simplesmente retornaria depois de três dias morta (enquanto que você não tivesse tal poder)? De grandioso ato de amor por um filho, a atitude dela passaria a não ser nada além de uma obrigação. Passar três dias morta para evitar a morte definitiva de um filho está a anos-luz de poder ser chamado de sacrifício. Passar três dias morto, se fosse possível, seria como passar três dias em coma: não é algo agradável, mas também longe de ser algo terrível. E se Jesus não sabia que reviveria após três dias, ele ainda sabia que era uma situação contornável por ser ele mesmo Deus Filho. Esse meu contra-argumento só pode ser evitado dizendo que Jesus não sabia que tinha poderes divinos, mas os milagres realizados por ele e o terceiro capítulo do evangelho de João (João 3) evaporam essa possibilidade.

Uma outra objeção é que qualquer um poderia ter morrido ali no lugar dele. Por que tem que ser o Jesus, o Filho de Deus em pessoa? Se tudo que precisava é que alguém morresse, poderia ser outra pessoa. Se eu morresse numa cruz, isso poderia funcionar como expiação para os pecados da humanidade?

Isso sem contar que se meus pecados estão expiados, então eu não posso ser punido mais por eles. Ora, pecado expiado é pecado expiado, não posso ser punido por uma transgressão expiada! Assim, duvido que um cristão conservador aceitaria uma resposta como essa.

Em suma, não tem como dizer que a pior coisa que poderia acontecer a um ser infinito e ciente disso é perder seu corpo físico temporariamente e pelo tempo que ele desejar, sendo que qualquer pessoa poderia ter sido sacrificada em seu lugar e de modo que ninguém mais pudesse ser punido por pecado algum que cometesse. Pensando bem, não tem como dizer que isso é um sacrifício terrível capaz de expiar nossos pecados.

Resposta 3: Jesus morreu e ressuscitou para dar a salvação a todo aquele que nisso acreditasse. Em primeiro lugar, isso também carece de relação causal. Considerarei então, para não ficar fácil de mais, que isso simbolizava o início do novo paradigma de salvação e não que isso era a causa propriamente dita de seu início (o que não chega a melhorar consideravelmente a resposta, já que virtualmente qualquer ação realizada por ele poderia simbolizar isso.) Vamos então para as objeções teológicas. A primeira delas é a já conhecida constatação de que só faz sentido Deus mudar o paradigma de salvação se ele achava que o original era ruim, mas dizer isso é o equivalente a dizer que Deus errou. Mas oras, Deus é um ser perfeito, ele jamais poderia errar! Alguém poderia dizer que Deus não estava mudando o paradigma, mas criando um. Mas isto não resolve absolutamente nada. Então quer dizer que grandes homens como o Rei Salomão, o Rei Davi, Moisés e Abraão não foram para o céu? Para onde eles foram então, se antes não havia critério para salvação? Dizer que foram salvos mostra que Deus errou e dizer que não foram salvos não explica para onde foram. Não tem escapatória para essa resposta fraca.

A segunda objeção é que isto torna praticamente inútil a moralidade. Ora, se acreditar em Jesus é o critério, que diferença faz seguir as leis (divinas ou humanas, tanto faz)? No fim, isso acaba não dando motivos para as pessoas serem boas, uma acusação que frequentemente é feita contra o ateísmo. Pode-se remendar dizendo que seguir os mandamentos de Deus e se arrepender das transgressões antes de morrer (tendo sorte de não morrer enquanto dirige o carro até a Igreja para se confessar) também conte como critério. Bem, neste caso a morte de Jesus serviria não para facilitar a salvação, mas para dificultar ainda mais. Não basta ser bom, como bastava antes (parto do princípio de que já havia um critério anterior), também tem que acreditar na morte e na ressurreição. Teologicamente, não faz sentido um Deus que fica dificultando a salvação com o passar do tempo!

A terceira objeção é que isso exclui pessoas que por motivos culturais acreditam em outras religiões. Um muçulmano egípcio, por exemplo, o que no mundo poderia ser forte o suficiente para fazê-lo acreditar que Jesus morreu e ressuscitou por ele? Simplesmente nada! E ele não tem culpa disso, ele foi criado pelos pais e moldado pela sociedade para ser assim. Este homem está fadado a ir para o inferno e sofrer punições eternas só porque deu azar de nascer na família errada? Se Jesus passou pelo que passou para que quem cresse nisso se salvasse, então ele não pensou nas pessoas que não teriam culpa de não acreditar nisso, mesmo aquelas que rejeitassem conscientemente. Será que era isso mesmo que um ser perfeito e todo benevolente deseja?

A quarta objeção é de novo que a morte de qualquer pessoa poderia, teoricamente, ter feito o mesmo efeito. Por que tem que ser a morte de Jesus?

Em suma, Jesus teria morrido e ressuscitado para que aquele que nisso acreditasse fosse salvo porque a lei anterior não era boa, mas ao fazer isso ele excluiu aqueles que por motivos culturais jamais o aceitarem e ou só dificultou a salvação ou prescindiu a realização de atos morais, sendo que ao invés de morrer, bastaria ele estalar os dedos como símbolo da nova lei, e sendo que não precisaria nem ser ele a pessoa que fez isso. Uau, faz todo sentido!

Resposta 4: Jesus queria mostrar à humanidade que não se poderia levar a lei mosaica tão a sério. Esta é uma versão bem mais robusta da resposta anterior. Naquela época, as pessoas infringiam a lei que proibia matar o próximo para punir aqueles que infringiam a lei que proibia roubar os outros. Jesus veio para nos mandar amar e dar a outra face ao invés de ficarmos no olho por olho. Mas… no que exatamente ser morto e ressuscitar ajuda ele nessa tarefa? Ele não morreu por causa do ódio provocado pela atitude que queria combater, mas morreu por razões antes de mais nada políticas. Se fosse o primeiro caso, a sua morte poderia soar como uma lição: “Vocês ficam matando os pecadores e acabaram matando o próprio filho de Deus. Estão vendo como essa atitude acaba punindo quem não merece? Então deixem que EU julgo as pessoas, isso não é tarefa para vocês.” Mas as circunstâncias da morte de Jesus não deixam que ela seja interpretada dessa forma. Suas palavras e atitudes em vida podem ser interpretadas assim, mas sua morte definitivamente não.

Resposta 5: Foi um ato de amor pela humanidade. Essa resposta chega a soar como uma piada. No que permitir que seja morto em uma cruz se parece com um ato de amor? Eu não gostaria que uma garota que se diz apaixonada por mim permitisse que fosse crucificada para provar seu amor por mim (e acredito que toda pessoa normal concorde comigo), já que essa atitude seria mais macabra do que qualquer outra coisa.

Resposta 6: Jesus morreu para que paremos de pecar. Outra piada. Se fosse este o caso, a morte dele teria sido completamente em vão, já que continuamos pecando normalmente. Mesmo que se possa dizer que ela teve algum efeito, o que é melhor do que nenhum (e me pergunto como que a morte de alguém que ressuscitou três dias depois pode levar alguém a não pecar – no máximo a racionalizar melhor seus pecados), eu poderia argumentar que existem formas muito melhores de se fazer isso. O esclarecimento, a razão a serviço da moralidade e a educação em massa teriam sido bem mais úteis. Mas Jesus era um homem pobre e comum de seu tempo e não sabia o que era educação e nem moral e ética, então não teria como ele nos ensinar a agirmos moralmente dessa forma. E se ele era um ser sobrenatural onisciente, por que ele morreu e ressuscitou ao invés de ensinar isso?

Resposta 7: Para trazer vida a todos nós. Como podem ver, deixei as piores respostas por último. Tipo… como assim? Será que as pessoas que viveram antes de Jesus não estavam realmente vivas? E se vida está no sentido figurativo, representando a alegria e a plenitude da vida, eu me pergunto: que tipo de psicopatas os teólogos são para achar que as pessoas vão ter uma vida plena ao saber que alguém morreu por elas? Muitas pessoas mais simples podem até se sentir bem ao pensar que alguém já se importou com elas, respeito isso, mas não seria melhor se os próprios teólogos realmente se importassem com essas pessoas, se dedicassem a fazer a vida de todo mundo ser mais significativa, ao invés de ficar inventando uma história maluca de um cara que não precisava morrer mas que mesmo assim ficou morto três dias por causa de alguém que ele jamais conheceu? Se à primeira vista parece algo reconfortante, no fundo isso não passa de uma pieguice (incrível como pieguices conseguem convencer pela emoção.)

Resposta 8: Jesus morreu para pagar por nossos pecados. Para começar, punir uma pessoa pelos erros de outras é uma injustiça. Mesmo que a pessoa concorde com isso, é injusto na medida em que ação é completamente sem sentido do ponto de vista moral. Um pecado (ou crime) só pode ser pago por seu verdadeiro responsável. Essa resposta vai contra a ideia de que cada pessoa é responsável por seus atos.

Além disso, essa resposta sofre de todos aqueles problemas que já mencionei: 1) qual a relação entre a morte de uma única pessoa e o pagamento pelos milhares de crimes de bilhões de pessoas? 2) por que a morte tem que ser de Jesus? 3) o fato dele saber que perder o corpo físico era um evento contornável para ele não torna o seu ato nulo de significado?

Pensemos bem: se eu merecesse uma chibatada por cada pecado que “cometi” nessa vida, duvido que Jesus toparia levá-las em meu lugar. Não porque doeria demais, mas porque ele saberia que eu não aprenderia nada com isso. E ele também não iria querer levar as chibatadas de toda a humanidade, pois isso levaria à destruição de seu corpo físico. Então, ao invés de fazer isso tudo, ele é pregado numa cruz por algumas horas, morre e volta três dias depois e todos os pecados estão expiados?

Sem contar que um argumento como esse também faria qualquer cristão conservador ter arrepios, pois se Jesus morreu para pagar por nossos pecados, não precisamos mais ser punidos por eles. Se pensarmos que roubar e matar são tão pecado quanto crime, como justificar a prisão para quem comete tais delitos numa óptica cristã de Jesus morrendo para pagar pelos pecados? E se devo pagar pelos meus pecados, então a morte de Jesus foi em vão.

Enfim, os argumentos contra cada resposta estão muito bem apresentados (temo que alguns idiotas dirão que não viram nenhum argumento aqui, mas paciência…) Cabe a cada um um refletir sobre o que está aqui ou apresentar argumentos melhores. Mas duvido muito que alguém possa defender que a morte e a ressurreição de Jesus possui propósitos claros e racionalmente defensáveis. É uma questão de fé que prescinde a razão sem a ferir, nada mais e nada menos. Não existem explicações racionais e as pessoas devem entender isso. Sinceramente, até a explicação do Cyanide and Happiness de que Jesus morreu para que pudesse fazer uma piada faz mais sentido do que qualquer explicação dada aqui.

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3 opiniões sobre “Teologia da Ressurreição de Jesus – Parte 2: Afinal, qual a finalidade da morte de Jesus?”

  1. Bruno Almeida.

    Tu fez um artigo inteiro sobre a doutrina do resgate e não fez nenhuma menção a Adão. E apenas uma menção a Lei de Moisés sem no entanto mencionar o cordeiro, mas tomando um rumo totalmente diferente. Tem certeza que sabe do que estava falando?
    ——————————————————————————————————————————-
    Concordo que existem doutrinas que tiram efeito do resgate vicário, entre estas estão a imortalidade da alma, a trindade, a reencarnação e a salvação pelas boas obras. Eu sou cristão, mas minha profissão religiosa não sofre com nenhum dos problemas lógicos que acima mencionei por ter crenças radicalmente diferentes dos dogmas que as principais igrejas católicas, ortodoxas e protestantes mantem a séculos.

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    1. Caro,

      não vejo como discutir com profundidade Adão e Moisés poderia acrescentar em algo na discussão. Fiz referência (mesmo que indireta) a ambos os casos ao longo do texto, e destrinchá-los só deixaria a argumentação mais prolixa. Mas se acha que acabei omitindo algo, argumente. Diga porque Adão torna a a morte/ressurreição de Jesus um evento com algum significado expressivo, de modo que o meu texto não consiga responder. Se o fizer, posso discutir o assunto ou quem sabe corrigir meu texto. Agora dizer que faltou algo, desta forma vaga, é o mesmo que não falar nada.

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  2. Olha, já faz bastante tempo que eu devia ter escrito êste comentário, porém sòmente hoje é que finalmente senti disposição suficiente para a tarefa. Além disto, não é impossível que eu estivesse sentindo um certo receio de desagradar a alguns crentêlhos por quem eu nutria uma quantidade excessiva de respeito 😛

    Enfim, vamos ao assunto. Conforme eu já registrei algumas vezes em algum canto do Facebook, «nada faz sentido nos Evangelhos, excepto à luz da Gnose». De modo que o personagem principal do Nôvo Testamento, e tudo que êle disse e fez, deve ser visto primàriamente, e talvez exclusivamente, como um *símbolo* de processos psíquicos e espirituais que devem ocorrer para cada um dos, vamos dizer assim, “buscadores”. Assim, o sacrifício e a ressurreição de Jesus não foram necessàriamente fatos históricos, porém certamente (segundo a Gnose e a Alquimia, pelo menos) são símbolos da possibilidade de *superação* de certas limitações humanas. A ressurreição de Jesus corresponde ao objetivo final da Alquimia, que é a obtenção da longevidade extrema, ou “elixir da longa vida”; em outras palavras, a Pedra Filosofal é Jesus. Entre os vários poderes atribuídos à Pedra Filosofal (que aliás deve ser a mesma coisa que o Santo Graal), está a extinção da programação para sentir culpa, o que sem dúvida é o mesmo que “zerar todos os pecados” — se não os da humanidade inteira, então pelo menos os de algumas pessoas ‘eleitas’, isto é, selecionadas. De maneira muito mais limitada, contudo, a remoção de ‘culpas específicas’ podia ser feita através de métodos mágicos, e um dos meios mais comuns ou simples de se fazer essas ‘expiações’, é através da manipulação da ‘energia vital’ contida no sangue de um animal sacrificado; e é por isto que se diz de Jesus que êle é o «CORDEIRO de Deus», “que tira o pecado do mundo”. Ocorre que, enquanto as massas cristãs acreditam que a morte de Jesus literalmente as salvou (ou vai salvá-las), as antigas (e há muito tempo extintas) minorias iniciadas no esoterismo cristão entendiam que sòmente a morte e o renascimento simbólicos, efetuados através de ritos específicos, é que poderiam ‘salvar’ ou ‘libertar’ o *indivíduo*. Dêste modo, a expressão “seguir Jesus” adquire um significado totalmente estranho (e inadmissível) para a massa manipulada e alienada; “seguir Jesus” se revela como «fazer o mesmo que Jesus fez», isto é, morrer e renascer, seja através dos rituais iniciáticos apropriados, seja de maneira literal (e nêste caso, seria apenas para sinalizar que o Iniciado é realmente um Iniciado com I-maiúsculo, tendo adquirido contrôle absoluto sôbre o próprio espírito e, como conseqüência, também sôbre o próprio corpo).

    O problema dos ateus materialistas é que, assim como as massas religiosas, êles ignoram totalmente que o fenômeno religioso é apenas a parte visível de um processo maior; a religião é algo EX-otérico, exterior, enquanto que o conhecimento da Tradição (entendida aqui no sentido que René Guénon restaurou ao têrmo) é algo ES-otérico, secreto, reservado para uma ‘elite’. Esta ligação entre a religião e o esoterismo, obviamente, não é em nível de igualdade, e sim de “hieraquia”; ou seja, a função da religião É controlar a maioria, é manipular “as massas”. Mas enquanto o ateísmo materialista interpreta (ou tende a interpretar) essa função manipuladora da religião em têrmos de «enganaçaõ descarada» por parte dos inventores das religiões, os perenialistas (entre os quais eu me incluo, embora de maneira nada ‘ortodoxa’) afirmam que tanto as minorias iniciadas quanto as massas ignorantes acreditam nas mesmíssimas coisas, só que em níveis de interpretação completamente diferentes, e que essa identidade fundamental em nível de crenças… é necessária para que se estabeleça uma «sintonia psíquica» adequada entre a minoria dominante e a maioria dominada, porque é justamente através dessa sintonia psíquica que as elites espirituais exercem (ou melhor dizendo, exerciam) seu contrôle sôbre a massa de religiosos.

    Por enquanto é só, pessoal.

    assinado: Mársia Máriner.

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