Bart Ehrman e a Época

A seguir dois textos publicados pela Revista Época de autoria de Bart Ehrman. O primeiro é uma entrevista dada em 2009 para divulgação de seu livro Jesus, Interrupted, na qual ele fala brevemente sobre o livro, sua trajetória e sobre seus objetivos pessoais como autor de livros. Em seguida, um texto sob encomenda para a Revista falando sobre aspectos gerais do Jesus histórico.

Vale lembrar que Bart Ehrman é um agnóstico, apesar de rejeitar a crença no cristianismo. Ele já escreveu diversos livros e já debateu com Willian Lane Craig sobre a Historicidade da Ressurreição de Jesus.

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Título Original: “A Bíblia não tem inspiração divina”
Autor: José Antonio Lima
Publicado Originalmente em: Revista Época (10/05/2009)
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“A Bíblia não tem inspiração divina”

Em entrevista a ÉPOCA, Bart Ehrman, professor de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, fala sobre seu novo livro, no qual debate as contradições dos evangelhos.

Ehrman afirma que apenas oito dos 27 livros no Novo Testamento foram escritos pelos autores aos quais são atribuídos.
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O americano Bart Ehrman cresceu em uma família religiosa e, quando adolescente, havia se tornado um evangélico fervoroso. O interesse pela Bíblia e por sua história o acompanhou a vida toda e hoje, após 35 anos de estudo, diz ter abandonado o Cristianismo por não acreditar que Deus poderia estar no “comando de um mundo cheio de dor e sofrimento”. Professor de estudos religiosos na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Ehrman já escreveu 21 livros sobre religião, incluindo Verdade e Ficção em O Código Da Vinci, sobre o best-seller de Dan Brown, e O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? – Quem mudou a Bíblia e por quê, que figurou entre os mais vendidos na lista do jornal The New York Times. Agora, em Jesus, Interrupted (ainda sem tradução), que será lançado no Brasil no segundo semestre pela Ediouro, Ehrman tenta revelar as contradições da Bíblia, que provam, segundo ele, que o livro não foi enviado à humanidade por Deus.

ÉPOCA – De um tempo para cá temos visto um crescimento do número de títulos com críticas às religiões. O que está motivando os leitores?
Bart Ehrman – Há uma reação contra a direita conservadora do mundo religioso. Aqui nos Estados Unidos há vários líderes desse tipo que tiveram muita atenção da mídia por muito tempo, e as pessoas que estão do lado esquerdo deste espectro começaram a se incomodar. Muitos desses livros escritos por essas pessoas chamadas de “neo-ateístas” são uma representação deste movimento.

ÉPOCA – Alguns dos principais representantes do “neo-ateísmo” são Sam Harris e Richard Dawkins. Em um artigo recente da revista Time, o senhor reconheceu que compartilha leitores com eles. Mas o senhor se considera parte deste movimento?
Ehrman – Não me considero um ateu e não acho que estou fazendo a mesma coisa que esses autores. Eles têm feito coisas boas, mas estão atacando a religião sem conhecer muito. Quando eu escrevo, faço isso como alguém que já esteve profundamente envolvido com a Cristandade, mas que agora a rejeitou. Por isso, a minha perspectiva é completamente diferente.

ÉPOCA – O que fez o senhor passar de um fiel cristão a um “agnóstico feliz”?
Ehrman – Fui criado na Igreja Protestante e fui um cristão muito ativo por vários anos. Mas eu deixei a cristandade não por conta dos meus estudos históricos sobre a Bíblia, mas por não conseguir mais acreditar que poderia haver um deus no comando deste mundo cheio de dor e sofrimento.

ÉPOCA – Qual é o motivo de o livro se chamar Jesus, Interrupted [em tradução livre: Jesus, interrompido]? Quando e como ele foi interrompido?
Ehrman – O título significa que há inúmeras vozes diferentes falando no Novo Testamento. São autores diferentes, que possuem pontos de vista diferentes e que, muitas vezes, são conflitantes. Com tantas vozes assim falando no mesmo livro, muitas vezes é impossível escutar a voz do Jesus histórico, porque ele foi interrompido por outras pessoas.

ÉPOCA – E é possível definir qual é a maior contradição da Bíblia?
Ehrman – São muitas discrepâncias, mas é possível destacar duas. O apóstolo Paulo, por exemplo, acha que a pessoa chega a Deus apenas pela fé, e não pelo que faz. No capítulo 24 de Mateus, no entanto, nós lemos que boas ações levam ao reino dos céus. Essas duas visões são excludentes em um assunto determinante, que é a salvação. Também há visões diferentes sobre quem era Jesus. No evangelho de João, Jesus é Deus, mas nos textos atribuídos a Marcos, Mateus e Lucas não há nada sobre isso. No evangelho de Mateus fica claro que ele acredita que Jesus é um ser humano, e que é o Messias. A Igreja acabou juntando essas duas visões, de que ele é humano e divino, e criou um conceito que não está escrito nem em João e nem em Mateus.

ÉPOCA – O senhor acha que essas discrepâncias fazem da Bíblia uma história falsa?
Ehrman – Eu diria que os diferentes autores da Bíblia tem versões diferentes da história e por isso é errado tentar fazer com que eles digam a mesma coisa. Há muitos erros na Bíblia e, mais importante que isso, há diferentes pontos de vista teológicos e isso precisa ser reconhecido.

ÉPOCA – Desde quando a Bíblia começou a ser questionada? De que maneira isso enfraquece a Cristandade?
Ehrman – As pessoas só começaram a notar essas diferenças na época do Iluminismo, no século XVIII. Antes disso, os estudioso da Bíblia eram teologicamente comprometidos com ela e não imaginavam que poderia haver erros. Essas descobertas são problemáticas especialmente para quem acredita que a Bíblia foi entregue a nós diretamente por Deus. Se isso ocorreu, por que não temos a Bíblia original? Por que temos apenas manuscritos escritos mais tarde e que não são iguais? Essas diferenças mostram que não existe um livro com inspiração divina que foi entregue a nós.

ÉPOCA – E como isso afeta especificamente a Igreja Católica?
Ehrman – Existem estudiosos na Igreja Católica que concordam com quase tudo o que está escrito em Jesus, Interrupted. Mas na tradição católica a fé nunca foi sobre a Bíblia, mas sobre os ensinamentos da Igreja e sobre acreditar que Jesus é o filho de Deus. E isso não muda se a pessoa perceber ou não os erros da Bíblia. É bem diferente do fundamentalismo cristão que é tão poderoso onde eu vivo, no sul dos Estados Unidos. Aqui as pessoas acham que você só poder ser cristão se acreditar totalmente na Bíblia.

ÉPOCA – Alguns críticos do seu trabalho, especialmente o líder evangélico James White, dizem que você quer destruir a fé cristã. O que você acha disso?
Ehrman Estou tentando destruir o tipo de fé cristã de James White! (risos). Mas na verdade nada que eu faça pode destruir o Cristianismo. O problema é que há um certo tipo de fé cristã que diz que a Bíblia não tem erros e é infalível, e eu não concordo com isso. Eu não sou o único que pensa assim. As opiniões que estão descritas no meu livro são as mesmas da maioria dos estudiosos da Bíblia há muitas e muitas décadas, mas eles não costumam falar disso em público. Meu livro apenas pega o que os estudiosos dizem há muito tempo e torna disponível para os leitores normais.

ÉPOCA – Você recebeu muitas críticas de leitores por conta do livro?
Ehrman – Recebi e-mails de pessoas bravas e sei que na internet há muita gente contrariada. Dizem que quero destruir sua fé, que sou o anti-Cristo. Mas a maior parte dos que escreve ficou grata pelo livro e feliz por eu ter dito essas coisas, já que suspeitavam desses erros, mas não tinham base teológica para questionar a Bíblia.

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Título Original: “O que sabemos sobre Jesus”
Autor: Bart Ehrman
Publicado Originalmente em: Revista Época (01/01/2013)
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Ele teve uma mulher? Descendia dos patriarcas judeus? A vida de Cristo como a conhecemos vem de relatos que, em boa parte, não estão nos Evangelhos – quando eles estão, os textos se contradizem

Neste período que celebra o nascimento de Jesus Cristo, poucos assuntos poderiam ser mais momentosos que um recém-descoberto fragmento de um papiro, batizado de “O Evangelho da Mulher de Jesus” pela professora Karen King, da Universidade Harvard, que anunciou a novidade. Esse pequeno achado voltou a levantar questões sobre o que sabemos a respeito da história de Jesus de Nazaré, e se há outros Evangelhos fora do Novo Testamento que possam contribuir com alguma informação valiosa.

O fragmento, do tamanho de um cartão de crédito, está escrito em copta, a língua do Antigo Egito. Tem apenas oito linhas cortadas de texto. Em uma delas, Jesus fala sobre “minha mulher”. Os teóricos da conspiração imediatamente enxergaram uma revelação dos céus e alegaram que a notícia comprova a visão do estado matrimonial de Jesus detalhada por esta altíssima autoridade, Dan Brown, no livro O código Da Vinci. Cristãos conservadores dizem que um papiro tão insignificante não prova nada. A pesquisadora Karen King e seus colegas tomaram o caminho do meio. Dada a estimativa de que o fragmento data do século IV, mais de 300 anos depois de Jesus e seus parentes terem existido, eles afirmam que isso mostra em que acreditavam os cristãos sobre Jesus naquela época, mas nada se pode concluir sobre o que aconteceu realmente durante sua vida.

Muitos especialistas em cristianismo antigo consideraram o fragmento uma farsa, algo forjado recentemente por um amador que, ao contrário de Karen King, não era bem versado nos detalhes da gramática copta. O veredicto ainda não está dado. Aguardam-se os resultados da análise da tinta, para descobrir se era antiga ou moderna. Mesmo se o texto for falso, como é provável, isso nos alerta para o fato de que há Evangelhos com informações divergentes das versões amplamente aceitas hoje.

Precisamos lembrar que muito do “conhecimento comum” sobre a criança de Belém não pode ser achado em nenhuma escritura. Alguns exemplos óbvios: em nenhum momento, a Bíblia diz em que ano Jesus veio ao mundo, ou se ele nasceu em 25 de dezembro. Tampouco coloca um boi e um burro em torno de sua manjedoura nem diz que eram três os Reis Magos que foram visitá-lo.

Por muitos séculos, os cristãos extraíram informações sobre o nascimento de Jesus não do Novo Testamento, mas sim de escritos populares. Um dos mais conhecidos é o Proto-Evangelho de Tiago, provavelmente do fim do século II, 100 anos após os Evangelhos canônicos. É bastante improvável que haja alguma informação histórica confiável nesse texto. No entanto, os cristãos ao longo da Idade Média raramente estavam interessados em precisão histórica. Eles amavam histórias, especialmente as que pouco tinham a ver com a aparição do Filho de Deus no mundo.

Em muitos aspectos, o Proto-Evangelho de Tiago é guiado pela preocupação em saber detalhes da mãe de Jesus, a Virgem Maria. Por que ela foi a escolhida para dar à luz o Filho de Deus? Esse texto é o primeiro relato sobre o milagroso nascimento de Maria. Sua mãe, Ana, seria estéril, mas Deus lhe deu a graça da concepção. Quando Maria nasceu, Ana a dedicou a Deus e fez do quarto da filha um santuário no qual ela viveu à parte das influências mundanas pelos primeiros três anos de vida. Maria foi então levada pelos pais para o Templo de Deus em Jerusalém. Criada pelos guardiães do templo, era alimentada diariamente por um anjo vindo dos céus. Quando ela se aproximou da puberdade, os guardiães escolheram um homem para lhe servir de companheiro. Era um viúvo mais velho chamado José, que inicialmente se recusou a ter essa responsabilidade. Os guardiães lhe disseram que Deus não aceitaria um “não” como resposta. Desde então, milhões de cristãos retratam José como um homem idoso e Maria uma jovem (pense em todas as ilustrações do casal viajando para Belém ou no momento da Natividade), além de crer que os “irmãos” de Jesus (incluindo Tiago, o suposto autor dos escritos) são filhos de José de um casamento anterior. Isso não está na Bíblia.

A história continua adentrando pelo território familiar: um anjo anuncia a Maria que ela conceberá pelo Espírito Santo. José se exaspera com a gravidez da mulher por achar que fora traído, mas depois descobre o que aconteceu. Na viagem para Belém, Jesus nasce. Há numerosos detalhes apócrifos, entre eles uma fascinante descrição em primeira pessoa, de José, sobre como o tempo parou quando Jesus veio ao mundo. Ele vê pássaros imóveis no ar e um grupo de homens comendo com as mãos paralisadas a meio caminho da boca.

Ainda mais notável é o que acontece depois da aparição de Jesus. Na hora do parto, José sai para procurar uma parteira que ajude Maria. Quando os dois voltam, é tarde demais: a gruta (e não um estábulo) está tomada por uma luz ofuscante; a criança já nasceu e anda (com menos de uma hora de vida!) em direção ao colo da mãe. A parteira vai atrás de uma colega, Salomé, e anuncia que uma virgem deu à luz. Salomé é incrédula e diz que só acreditará se ela mesma examinar Maria. Ela o faz e, para seu espanto, constata que Maria está fisicamente intacta. A mão que Salomé usou para tocar Maria começa a pegar fogo, como uma punição por sua descrença. Por instrução divina, ela acolhe a criança, e sua mão volta ao normal. Esse é o primeiro milagre registrado de Jesus.

Os evangelhos não são uma fonte aceitável para quem deseja reconstruir com seriedade os eventos históricos. Para alguns cristãos, isso é um problema; para outros, uma libertação.

Os leitores que não estão familiarizados com essas histórias tendem a achá-las obviamente inverossímeis. Raramente temos a mesma impressão de histórias conhecidas de nossa infância que são igualmente espetaculares e soam bizarras para pessoas que as ouvem pela primeira vez. Os relatos sobre Jesus são totalmente fantasiosos? Depende de quem responde. Em novembro, o papa Bento XVI publicou seu terceiro livro sobre a vida de Jesus, concentrado nos relatos do Novo Testamento. Apesar de Joseph Ratzinger ter construído uma respitável trajetória como teólogo antes de se tornar papa, não se trata de um livro catedrático escrito por um pesquisador. É uma obra perfeita para qualquer cristão que defenda os Evangelhos não só por seu valor teológico, mas como relato histórico. Mas não agrada a quem quer saber o que aconteceu de fato na vida de Jesus.

Um grande número de estudiosos – católicos, protestantes, judeus, agnósticos – reconhece que há problemas nos tradicionais relatos de Mateus e Lucas, os dois evangelistas que abordam a infância de Jesus. Por mais que eles sejam valiosas reflexões sobre o significado e a importância do Filho de Deus, não são o tipo de fonte histórica aceitável para quem deseja reconstruir com seriedade os eventos históricos. Para alguns cristãos, isso é um problema. Para outros, é uma libertação, porque os desobriga de basear sua fé em relatos imprecisos.

NOVO MISTÉRIO Reprodução do papiro recém-descoberto em que o trecho “minha mulher” é atribuído a Jesus. Testes da tinta usada dirão se o fragmento escrito em copta é autêntico (Foto: Harvard University, Karen L. King/AP)NOVO MISTÉRIO Reprodução do papiro recém-descoberto em que o trecho “minha mulher” é atribuído a Jesus. Testes da tinta usada dirão se o fragmento escrito em copta é autêntico (Foto: Harvard University, Karen L. King/AP)

Os dois primeiros capítulos do Evangelho de Mateus e os dois iniciais de Lucas são bastante distintos um do outro, a ponto de parecer inconciliáveis. De cara, divergem sobre a genealogia de José: cada um cita pai, avô e bisavô diferentes. Lucas e Mateus querem vincular José à linha ancestral dos patriarcas judeus, mas nenhum deles tem dados confiáveis para comprovar isso. Por isso, criaram genealogias com esse intuito, que acabaram se tornando conflitantes. As discrepâncias se estendem ao longo dos outros capítulos.

Esses dois Evangelhos também exibem contradições com fatos conhecidos da história. Apenas Lucas narra a viagem de Nazaré a Belém feita por José e Maria para se registrar num censo no qual “o mundo inteiro” deveria ser contado, sob o governo do imperador César Augusto. O mundo inteiro? Lucas só pode ter tido a intenção de dizer “todo o Império Romano”. Mesmo isso não pode estar certo. Há boa documentação sobre o tempo de César, e não houve nenhum censo durante todo o seu reinado, que dirá um em que as pessoas precisavam se registrar na terra de seus antepassados. Pelo relato de Lucas, José e Maria precisavam se registrar em Belém, porque José descendia do rei Davi. No entanto, Davi viveu milhares de anos antes. Toda a população sob o governo romano estava retornando a sua terra ancestral? Imagine as migrações em massa para esse censo. Nenhum historiador daquela época não pensaria que aquilo pudesse ser digno de registro? O Evangelho não é uma história baseada em fatos. É uma narrativa construída para explicar como Jesus poderia ter nascido em Belém – onde o Messias estava por vir –, se todos sabiam que a família dele era de Nazaré.

Há outras tantas informações implausíveis nos relatos. Em Mateus, os Reis Magos seguem a estrela na direção de Belém, até que ela para sobre a casa onde está Jesus (por que, aliás, a família de Jesus vivia numa casa, se eles estavam recém-chegados para se registrar no censo?). Como uma estrela, ou qualquer corpo celeste, pode guiar alguém até um local específico? E como pode parar sobre uma determinada casa?

Muitos cristãos se ofendem com os questionamentos dos Evangelhos, mas essa reação não tem razão de ser. Os relatos sobre a vida de Jesus no Novo Testamento nunca foram chamados de “histórias”, mas sim de “evangelhos”, o que quer dizer “proclamações de boas-novas”. Esses livros têm o objetivo de declarar verdades religiosas, não fatos históricos. Isso pode não ser uma boa notícia para os crentes que pensam que a verdade tem de estar necessariamente vinculada à história. Mas, aos que têm uma visão mais ampla, um gosto mais apurado pela literatura e uma noção do significado de teologia, a história do Menino Jesus e sua aparição no mundo se fundamentam não no que realmente aconteceu. Sustentam-se, sim, naquilo que desfrutam todos os que acreditam que histórias como essa levam a uma verdade maior.


Bart Ehrman é professor de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte e autor de O problema com Deus.

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2 opiniões sobre “Bart Ehrman e a Época”

  1. “Em novembro, o papa Bento XVI publicou seu terceiro livro sobre a vida de Jesus, concentrado nos relatos do Novo Testamento. Apesar de Joseph Ratzinger ter construído uma respitável trajetória como teólogo antes de se tornar papa, não se trata de um livro catedrático escrito por um pesquisador. É uma obra perfeita para qualquer cristão que defenda os Evangelhos não só por seu valor teológico, mas como relato histórico. Mas não agrada a quem quer saber o que aconteceu de fato na vida de Jesus.”

    Eu acho que ele faz de conta que é agnóstico para fazer proselitismo. Foi a conclusão à qual eu cheguei depois de ler esse trecho.

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