E ainda o preconceituoso sou eu!

Há algum tempo, foi publicado aqui na WatchGOD o artigo Preconceituoso é você! por mim criticando várias coisas, dentre elas a postura de pessoas como o Conde de simplesmente devolver as acusações que recebe, sem mais nem menos ou no máximo com desculpas mirabolantes e racionalizações malucas. Usei como exemplo aquelas acusações sobre racismo e aproveitei para me debruçar sobre o tema também. Defendi que as cotas até que pressupõem o problema correto, mas que não são a melhor forma de resolvê-lo e até acho que não deveriam ter sido implementadas. Uma solução que não resolve nada só atrasa o processo que realmente resolverá. Vejam lá, tudo isso está escrito claramente.

E não é que desta vez eu obtive uma resposta no post Um blogueiro esquizofrênico que linkava o meu artigo original? Parabéns ao Conde, os leitores deles merecem ler as duas partes da história. E a cada dia que passa, ele diz menos palavrões na minha caixa de comentários e parece estar tentando postar tudo que quer dizer de uma vez, ao invés de floodar minha caixa de comentários. O Conde é esperto e aprende rápido!

Elogios feitos, vamos à parte ruim. Para começar, ele não entendeu absolutamente nada da minha introdução política, fazendo alguns comentários sobre conservadorismo e reacionarismo que me tiraram uns “do que esse cara tá falando?” Não que eu discorde do que ele escreveu, é que ele se baseou numa interpretação tão equivocada do meu texto, que é como se ele estivesse respondendo outra pessoa. Mas ok, vamos deixar isso de lado para não perdermos tempo demais. Quem quiser, pode acessar os dois textos e ver por si só.

Outra atitude digna de nota foi a seguinte resposta:

E não custa nada observar: quem gosta de retrucar “é você” é o próprio Suriani.

Chega a ser bisonho, mas ele responde até à minha crítica do “é você”, com um “é você”! Isto é incrível! Eu dei três (TRÊS!) exemplos dessa prática no campo estritamente religioso e dissertei sobre seu uso na questão do preconceito, me certificando de que não estava fazendo uma acusação infundada, mas uma muito bem fundamentada. E o que ele responde? Que eu é que faço isso! E o que ele dá como evidência, como exemplo? NADA. Nadica de nada. Isso é que dá tentar debater com gente ignorante, que tenta debater no gogó, na lábia, e na postura convicta para compensar a falta de conteúdo.

Outro ponto é ele me acusar de querer fazer caridade dando vagas para quem não merece. Mas quanta asneira! Eu fiz justamente uma crítica ao sistema de cotas. Disse que ele é insustentável e que só finge resolver o problema e até que ele carece de um objetivo formal. Em momento algum indiquei que a solução seria aumentar o programa ou fazer pequenos ajustes no critério de concessão de cotas, mas sim que se bolasse algo que pudesse efetivamente resolver o problema e que eu preferia não aprofundar em qual solução seria. Por favor, leiam o que escrevi e confrontem com citações como essas aqui em baixo e depois me respondam: será que o Conde sabe interpretar mesmo o que lê?

Suriani oferece um argumento, no mínimo, assustador: ele quer abolir o direito individual, para implantar uma espécie de coletivismo racial.

[…] Uma lei racista e fajuta não se tornará melhor se houver finalidade para isso. [Como se eu tivesse dito que a lei das cotas é válida e que só falta arrumar um propósito rs]

[…] O que seria uma política de cotas eficiente? Uma política mais racista? Uma política mais discriminatória? Uma política racista mais abrangente? Suriani parece meio desequilibrado da cabeça. Ele não consegue formular uma sentença decente. [Como se minha crítica ao sistema de cotas fosse o fato dela ser muito pequena e “leve” rs²]

Eu critiquei o sistema de cotas como sendo uma solução ruim e em momento algum afirmei, como ele se deleitou em dizer, que eu quero fazer caridade distribuindo vagas para negros que não merecem. Ele falhou miseravelmente ao não entender que eu disse que o sistema de cotas é a solução errada para o problema certo.

Mas faço esse post mesmo para responder o seguinte trecho da resposta dele:

Os negros não precisam pedir nada, apenas estudar tanto quanto ou melhor.

[…] Suriani, seu babaca, os negros precisam apenas assumir as responsabilidades e deveres legais comuns a quaisquer pessoas.

[…] Suriani deve se achar melhor do que um cristão, porque, no fundo, deve crer na inferioridade racial dos negros. Coitadinhos, eles sempre precisam de cotas, de tutela governamental, porque são incapazes, como os pródigos, os incapazes e os loucos de todo o gênero.

Opa opa opa, calma aí. Vamos nos ater aos fatos: a proporção de brancos universitários é maior que a proporção de negros universitários. Correto? As estatísticas mostram isso claramente, o próprio Conde sugere formas de se reverter isso (os negros devem estudar o mesmo tanto que os brancos ou até mais) e creio que isso seja indiscutível. Tão indiscutível quanto dizer que isso deve ter uma explicação. Agora, que explicação é essa? Pode até parecer que o que farei aqui é uma falsa dicotomia, mas na verdade essa é uma dicotomia legítima, e só existem dois tipos de explicações possíveis:

  1. Isso é culpa dos próprios negros.
  2. Isso não é culpa dos negros, mas de algo sobre o qual eles não possuem controle.

Creio que até aqui, eu e o Conde concordamos. Cada uma dessas opções esconde inúmeras outras hipóteses, mas todas as explicações possíveis se resumem a essa dicotomia: ou põe a culpa nos negros ou não põe. No máximo, pode ser que mais de uma explicação seja correta, de modo que uma (ou mais) seja do tipo 1 e uma (ou mais) do tipo 2. Ninguém seria louco de discordar de mim até aqui.

Mas onde eu e o Conde nos separamos? Ele acredita que o problema seja do tipo 1, enquanto que eu acredito que o problema seja do tipo 2. É por isso que ele sugere que os negros devem estudar mais e ser mais responsáveis e eu sugiro que as outras pessoas devem se esforçar para reparar isso. Oras, as soluções propostas por cada um gritam o que cada um enxerga como problema!

E o que pode levar alguém a preferir uma explicação do tipo 2? Eu particularmente acredito nela pois não acredito que os negros sejam inferiores, nem em inteligência e nem em disposição e nem em cultura (se é que se pode falar em diferenças culturais muito grandes aqui). Não acho que eles sejam irresponsáveis também. Portanto, não aceito a explicação de que eles precisam estudar mais ou se esforçar mais que o fazem hoje.

O Conde, por outro lado, acha que basta os negros ter mais esforço e mais responsabilidade para conseguirem suas vagas. Mas ué, eles não estão se esforçando tanto quanto os brancos? Ou se esforçam igual mas são burros e precisam de um esforço extra para conseguirem? O Conde chega ao cúmulo de dizer que os negros devem se esforçar até mais que os brancos para conseguir vagas na universidade. Por que Conde? O caminho do branco deve ser mais fácil que o do negro?

E outra, os negros não têm cumprido seus deveres legais? Ora, então os negros são em geral criminosos? Como assim, Conde? “Me explica essa!”

As implicações lógicas e as intenções (nem tão) ocultas do discurso do Conde traem uma pessoa que acredita que negros estão em menor número na universidade porque são pobres, estudam pouco, são burros, são irresponsáveis, não cumprem seus deveres legais e têm que seguir um caminho mais difícil até a universidade. Eu, ao contrário, coloquei a culpa na sociedade como um todo, disse que a solução deve envolver, portanto, toda ela, apesar da solução das cotas ser falha.

E ainda o preconceituoso sou eu!

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17 opiniões sobre “E ainda o preconceituoso sou eu!”

  1. Opa opa opa, calma aí. Vamos nos ater aos fatos: a proporção de brancos universitários é maior que a proporção de negros universitários. Correto?

    Conde-como os judeus e os japoneses têm a média universitária maior do que os brancos não-judeus. E daí? Desde quando a proporção maior ou menor de grupos étnicos diz alguma coisa de racismo? Não há problema algum em ter mais brancos ou mais judeus ou mais japoneses instruídos. Até pq as diferenças não obedecem a quesitos raciais, porém, implicam várias particularidades existenciais que não podem ser medidas ou decretadas por lei.

    “As estatísticas mostram isso claramente, o próprio Conde sugere formas de se reverter isso (os negros devem estudar o mesmo tanto que os brancos ou até mais) e creio que isso seja indiscutível”.

    Conde- Primeiramente, os negros e os brancos das estatísticas só existem abstratamente nas estatísticas. Ninguém outro na universidade pq é branco ou negro, mas pq estudou mais ou pq seus pais investiram mais em educação. A proporção maior de brancos do que negros nas universidades reflete tão somente as tendências da sociedade, já que a maioria da populaçaõ brasileira tb é branca e mestiça. Os negros são minoria no Brasil. Mas o movimento negro fez um milagre curioso: inflou as estatísticas, colocando mestiços e pardos como “negros”. Aí claro, através de uma falsificação estatística, o Brasil se tornou uma verdadeira África.

    “Tão indiscutível quanto dizer que isso deve ter uma explicação. Agora, que explicação é essa? Pode até parecer que o que farei aqui é uma falsa dicotomia, mas na verdade essa é uma dicotomia legítima, e só existem dois tipos de explicações possíveis”:

    Conde- A explicação é bem simples: os pobres, sejam brancos, negros, índios ou de qualquer raça, têm uma educação ruim. A maioria dos brancos tb é pobre. Ainda que haja uma proporção maior de brancos instruídos, em relação aos negros, os brancos pobres tb são maioria. Vamos discriminar os brancos pobres para acolher negros pobres?

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  2. Mas onde eu e o Conde nos separamos? Ele acredita que o problema seja do tipo 1, enquanto que eu acredito que o problema seja do tipo 2. É por isso que ele sugere que os negros devem estudar mais e ser mais responsáveis e eu sugiro que as outras pessoas devem se esforçar para reparar isso. Oras, as soluções propostas por cada um gritam o que cada um enxerga como problema!

    Conde-Essa história de “reparação” parece supor que os negros são intelectualmente inferiores e necessitam de algum tipo de tutela diferenciada do resto da sociedade. A falácia está no fato de que o problema da educação não se limita aos negros. É um factóide criado por movimentos negros financiados por ongs americanas, que querem instituir um racismo que não conhecemos. O problema central da educação está na pobreza. E ela atinge brancos, negros e mestiços, sem exceção. Por outro lado, o que define alguém como “negro”, dentro de uma sociedade de mestiços? Resposta: não há definição clara. As estatísticas sobre o assunto caem num perigoso engodo subjetivista, já que numa população que se define por 200 cores diferentes, o conceito de raça é inócuo. Estatísticas “raciais” não provam nada, num país mestiço. Ainda mais quando sabemos que os orientais e judeus estão acima da média nacional. Judeus e japoneses são racistas tb?

    “E o que pode levar alguém a preferir uma explicação do tipo 2? Eu particularmente acredito nela pois não acredito que os negros sejam inferiores, nem em inteligência e nem em disposição e nem em cultura (se é que se pode falar em diferenças culturais muito grandes aqui). Não acho que eles sejam irresponsáveis também. Portanto, não aceito a explicação de que eles precisam estudar mais ou se esforçar mais que o fazem hoje”.

    Conde-Então o que o imbecil prefere? Que estudem menos?

    “O Conde, por outro lado, acha que basta os negros ter mais esforço e mais responsabilidade para conseguirem suas vagas. Mas ué, eles não estão se esforçando tanto quanto os brancos? Ou se esforçam igual mas são burros e precisam de um esforço extra para conseguirem? O Conde chega ao cúmulo de dizer que os negros devem se esforçar até mais que os brancos para conseguir vagas na universidade. Por que Conde? O caminho do branco deve ser mais fácil que o do negro?’

    Conde-Eu não falei isso. Falei que o esforço deve ser recompensado igualmente. Que os negros precisem estudar mais, isso é óbvio. A baixa instrução deles os exclui do mercado de trabalho. E a solução para isso é simples e cristalina, seguida por judeus e japoneses, grupos que sofreram discriminação no Brasil: estudar, estudar e estudar. O resto é fraude.

    E outra, os negros não têm cumprido seus deveres legais? Ora, então os negros são em geral criminosos? Como assim, Conde? “Me explica essa!”

    Conde- Suriani sofre de um tipo grave de analfabetismo funcional. Afirmar que os negros devem estudar em condições de disputa iguais aos brancos e aos de qualquer outra cor quer dizer que eles devem estudar diferenciadamente? E o que tem a ver “cumprir obrigações legais” com a responsabilidade cristalina de estudar pra passar no vestibular? O que tem a ver o cu com as calças? Discuto com um retardado mental, menos com um apessoa que pensa.

    As implicações lógicas e as intenções (nem tão) ocultas do discurso do Conde traem uma pessoa que acredita que negros estão em menor número na universidade porque são pobres, estudam pouco, são burros, são irresponsáveis, não cumprem seus deveres legais e têm que seguir um caminho mais difícil até a universidade. Eu, ao contrário, coloquei a culpa na sociedade como um todo, disse que a solução deve envolver, portanto, toda ela, apesar da solução das cotas ser falha.

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  3. As implicações lógicas e as intenções (nem tão) ocultas do discurso do Conde traem uma pessoa que acredita que negros estão em menor número na universidade porque são pobres, estudam pouco, são burros, são irresponsáveis, não cumprem seus deveres legais e têm que seguir um caminho mais difícil até a universidade. Eu, ao contrário, coloquei a culpa na sociedade como um todo, disse que a solução deve envolver, portanto, toda ela, apesar da solução das cotas ser falha.

    Conde- Qual é a culpa que o Suriani, eu e a maioria das pessoas temos com o fato de negros não estudarem ou estudarem pouco em relação aos brancos ou aos judeus? Resposta: nenhuma. Aliás, o argumento parte de uma falácia. A de que só os negros sofrem com a ausência nas universidades. Os brancos pobres tb estão ausentes nas universidades. Se alguém quiser ver alguma ligação grupal entre brancos ricos e brancos pobres, o caso é que as pessoas que estão na universidade não o estão pq são brancas ou negras, mas pq mediram seus esforços econômicos e pessoais para estudar. Querer culpar a sociedade o que é responsabilidade individual é típico daquelas mentalidades irresponsáveis, que isentam a obrigação que temos para com nossos atos. É claro que muitas coisas podem influenciar na questão dos negros da universidade. Mas essas influências não se limitam a eles. Os brancos e demais pessoas pobres sofrem os mesmos tipos de privações. E isso tb é estatístico.

    Aliás, e quem disse que todo mundo tem que ir À universidade? A Universidade, por definição, é uma instituição restrita à criação de conhecimento. Nem todas as pessoas estão aptas a entrar numa universidade. É a mania igualitária expandir a educação superior, achando que vai resolver todos os nossos problemas de educação, quando na prática, o que se vê é uma queda da qualidade do ensino superior. Em suma, o Sr. suriani se baseia em falácias e mais falácias, para discutir um assunto que notoriamente ignora por completo.

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    1. “Nem todas as pessoas estão aptas a entrar numa universidade. É a mania igualitária expandir a educação superior, achando que vai resolver todos os nossos problemas de educação, quando na prática, o que se vê é uma queda da qualidade do ensino superior.”

      Mas olha só! Viu, Conde, que quando você pára de xingar você consegue até fazer comentários bem interessantes? Não sei porque diabos ficava se restringindo a tamanha mediocridade nos comentários do anos passado. O que você acabou de dizer é uma questão que sempre pensei, mas infelizmente você atribuiu a mim o contrário do que na verdade penso. Veja bem, eu estou falando sobre cotas de negros na universidade, que é baseada na questão da proporção negros/brancos. Eu disse que essa proporção mostra uma anomalia que deve ser reparada. Agora, que anomalia é essa e como repará-la? Até agora eu não disse um piu sobre o assunto. Eu me restringi a criticar o seu ponto de vista e você erroneamente atribuiu a mim o mesmo pensamento das “massas intelectuais” esquerdistas.

      Mudei de ideia, vou fazer um post sobre o assunto. Também no fim de semana, mas creio que só publicarei no inicio de fevereiro. De qualquer forma, não tenho conseguido te avisar sobre novos posts meus porque voce (pelo que entedni) bloqueou comentários no seu blog (ou não estou conseguindo comentar).

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    2. Mas Condetta, os negros não estudam não só por questão de acesso, mas também pelo processo histórico. Trabalhei com um cara que dizia que se tivesse um chefe ariano (tedesco) ficaria com o olhinho (singular) piscando, já se tivesse um chefe negro pediria demissão no ato.
      Além do mais é ridículo dizer que a universidade é restrita à criação do conhecimento. Nela você também pode, por exemplo, consolidar o conhecimento não produzido pela universidade (além de ir numa penca de bailes e pegar a universitárias cheias de amor pra dar).

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  4. Naõ se preocupe, suriani, não vou mais expor artigos sobre seus comentários insípidos. Vc não tem capacidade lógica elementar de argumentar seriamente. Tudo o que vejo é um molequinho semiletrado, adulador de wikipédia, que mal tem uma leitura apropriada para discutir qualquer coisa.

    Moderação: Não podia faltar uma agressão gratuita, não é mesmo?? kkkk

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    1. Ao contrário Chupeta de Baleia, você deve continuar pegando os comentários (aliás de qualquer lugar) e fazer sua argumentação furada. A partir dos seus comentários já foi descoberta uma nova falácia: o Argumento à Quantidade:
      — As TVs de LED são melhor que as de LCD porque são mais caras.
      — A Santa Inquisição é mais boazinha porque matou menos que os regimes ateus.

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    2. Dizer que vc é intelectualmente insignificante não é uma ofensa, mas um ato de caridade intelectual. Falta-lhe conhecimento bibliográfico e honestidade intelectual. Do resto, ao que parece, os apologetas cristãos da internet não estão dando a mínima pra vc. Vc está no mais completo desespero. Só respondo aqui de sacanagem mesmo.

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    3. Puts, chega a ser engraçado ouvir isso de alguém que não consegue sequer escrever o email corretamente no lugar certo. Você está colocando um ‘q’ antes do seu email. Sobre leituras, de que adianta ler se você não consegue interpretar o que está na frente? Eu não tenho o seu tempo disponível para leituras, mas quando leio um Le Goff, sei o que ele está dizendo e não passo o vexame de sair por aí que nem bobo alegando que ele diz algo totalmente diferente. Sobre honestidade intelectual, o seu problema é que você associa discordância com desonestidade, como a maioria dos apologistas desesperados. Não posso garantir, como qualquer humano, honestidade absoluta, mas posso pelo menos me esforçar e tenho consciência tranquila quanto a isso. Creio que seu problema é acreditar que honestidade é uma questão de defender o lado certo, o que seria lamentável, mas infelizmente é o que parece.

      Agora, não dá para esperar muito de alguém que me ofende mesmo quando eu digo que as cotas não são uma boa solução. Acho que para você me considerar alguém relevante, eu deveria também concordar com seus motivos que exalam superioridade racial? Não, meu caro.

      Convido você a eleger três critérios de honestidade intelectual e depois que os listar aqui, aplicá-los a tudo que escrevo neste blog. Quer tentar? Nunca falei tão sério. Sua alegação de que sou desonesto é falseável, então a coloque sobre teste. Vamos!

      O primeiro passo é listar aqui três critérios. Discutimos um pouco sobre eles e depois você escolhe um texto meu para aplicá-los e eu escolho outro texto meu. Já que você, presumo, é bastante honesto, tenho certeza absoluta de que sentirá que este teste é essencial para que continue fazendo sua alegação de maneira honesta e que não ousará me declarar desonesto mesmo que eu cumpra seus critérios. Vamos, Conde! Tá esperando o quê?

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  5. Caro mensalão,

    Peço licença para indicar um apologista a ser analisado pelo Projeto WatchGod: um tal de Rafazanga ou Rafael Avelino que atua no You Tube. Ele aparenta ser um daqueles apologistas que banca o teólogo sofisticado, lançando mão de um conhecimento raso em filosofia para atacar os “neo-ateus malvados”. Engraçado em alguns vídeos é o fato dele “atuar” no papel de ateu e de apologista, apresentando e refutando os argumentos para sempre chegar na conclusão desejada, sempre apresentada com uma cara de fodão–é claro que os argumentos do ateu são sempre apresentados de forma tosca e descontextualizada. Ver por exemplo o ep.03 O Cristão caçador de recompensas VS O ateu altruísta, o qual parece ser uma resposta ao Yuri, mas ficou parecendo uma daquelas aparições de “gemêos de novela mexicana” com cortes de camera e edição.
    Enfim, fica aí para análise do Projeto e possível inclusão do apologista no mesmo.
    Abraço.
    P.s. Não tinha certeza se este era o local adequado para essa indicação, então me desculpem qualquer coisa.

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    1. Jonatas, não tem problema comentar aqui. Você deve estar se referindo a este canal aqui: http://www.youtube.com/user/sophiazangao. Vi dois videos dele antes de ver o que você se referiu. O primeiro era esse aqui http://www.youtube.com/watch?v=1_ECym0YihU e achei simplesmente non-sense. O segundo foi este aqui http://www.youtube.com/watch?v=ML3s8VbDq6g, onde ele elogia o elogio à loucura, um dos grandes livros que já li. Pena que o elogio dele não passou de um “esse livro é legal, recomendo demais, ele fala sobre isso e aquilo, muito interessante” rs Muito fraquinho.
      Quando fui ver o que você me indicou, confesso que não consegui ver ele todo. (http://www.youtube.com/watch?v=hbzaxZ6pgKo) Sinceramente, que bosta é aquela? O cara está inventando uma conversa em que o ateu diz coisas erradas! Ele pega a tese defendida e a defende com argumentos pobres como se tais ideias fossem defendidas por tais ideias pobres MESMO!
      No caso do IDH, não é o fato do país possuir maioria ateísta que contribui para seu desenvolvimento. O que se deve considerar aqui são os benefícios de uma cultura política secular, que obviamente não age sozinha. Um país precisa de dinheiro, então não um país pobre não vai subir seu IDH para níveis noruegueses em alguns anos. A própria educação só tem efeito a longo prazo e são necessárias algumas gerações até que isso se reflita de maneira significativa sobre a cultura e a política.
      Para dizer a verdade, sou favorável até que se argumente o contrário, que países de IDH alto conquistaram essa meta devido a mecanismos que também levaram ele a se tornar secular. Vejo o secularismo como um efeito colateral (que não é uma expressão pejorativa) do alto IDH e não como uma causa. Como eu disse, políticas seculares possuem seu papel, mas são o fator menos importante.
      Isso não implica necessariamente em ateísmo, pois podemos ter um país bem religioso, mas que adote políticas seculares de forma sistemática e que tenha IDH alto.
      Sim, é verdade que muitos ateus metem os pés pelas mãos e acabam analisando a situação de forma equivocada, mas ver um cara inventando diálogos como aquele é de doer. Aquilo definitivamente não corresponde ao que as pessoas mais esclarecidas pensam e sequer ao pensamento comum entre os ateus. O que ele deveria fazer era citar especificamente o que alguns ateus dizem e refutar aquilo especificamente e sem generalizar. Porque o pior de tudo é ele dizer que isso é comportamento dos ateus, ou seja, ele generalizou indevidamente.
      E tem mais, os EUA não possuem um IDH baixo, mas também não é nada surpreendente. Pelo contrário, uma nação tão rica e com pessoas tão inteligentes deveria ter um IDH maior. Eu penso que o IDH dos EUA é baixo, dentre outros motivos, por causa do liberalismo econômico. Além disso, a política lá não é levada a sério, e eles adoram eleger ilustres incompetentes que servem mais para animar circo do que para administrar um país.
      Mas enfim, ver um cara inventando conversas daquele jeito normalmente me deixa broxado. Sugiro que desafie ele a mostrar as alegações originais dos ateus e os argumentos que eles usam e respondam a estes ao invés de responder aquilo que ele alega que nós ateus dizemos. Porque responder ele de fato dá muito trabalho rs A gente tem que ir pelo caminho mais fácil hehehe

      De qualquer forma, obrigado pela sugestão. Quando eu for fazer novas semanas sobre a WatchGOD, vou ver se incluo ele.

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  6. Mas Condetta, os negros não estudam não só por questão de acesso, mas também pelo processo histórico.

    Conde- O processo histórico jamais impediu os negros de conseguirem a ascensão social, até pq poderemos tb alegar um “processo histórico” abstrato para a maioria dos brancos que são pobres. Alegar um processo histórico abstrato para negar a qualificação e a responsabilidade individual de cada um pelos seus atos pode ser muito conveniente a uma mentalidade socialista e totalitária, mas muito longe da democracia. Negros não passam no vestibular, pelas mesmas razões pq brancos e mestiços não passam no vestibular: uma educação pública deficiente que não oferece condições aos mesmos de passar. Isso nada tem a ver com um alardeado “processo histórico” conspiratório contra os negros. Até pq dentro da classe média há tb negros bem sucedidos, que não sofreram nada desse dito “processo histórico”. A escravidão acabou faz mais de um século. querer alegar culpas históricas passadas para problemas presentes é uma falácia que nega a própria realidade.

    Trabalhei com um cara que dizia que se tivesse um chefe ariano (tedesco) ficaria com o olhinho (singular) piscando, já se tivesse um chefe negro pediria demissão no ato.

    Conde- E daí? Vc pega uma falácia acidental de um mero racista, para negar a realidade brasileira de um país mestiço? E mesmo que essa pessoa pedisse demissão, vai perder o emprego pq é burro.

    Além do mais é ridículo dizer que a universidade é restrita à criação do conhecimento. Nela você também pode, por exemplo, consolidar o conhecimento não produzido pela universidade (além de ir numa penca de bailes e pegar a universitárias cheias de amor pra dar).

    Conde- Que vc perca tempo dando o cu nas rodinhas de maconha, tudo bem. Mas não será estranho que supostamente um lugar de conhecimento como a universidade espalhe drogas pra vc dar o rabo dopado? Naõ seria melhor que vc fizesse isso na cracolândia?

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  7. Logo se vê que não entende nada de estatística. Fim de semana faço um comentário te explicando seus erros aqui, que agora não tenho tempo rs

    Conde- Quem parece não entender nada é vc. Estatísticas sobre raças não provam nada. Da mesma forma que japoneses e judeus têm qualificações maiores e proporções de universitários maiores do que a média nacional, isso não representa injustiça alguma, mas tão somente trabalho, estudo e dedicação. Suriani, cresce, rapaz!

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  8. Ao contrário Chupeta de Baleia, você deve continuar pegando os comentários (aliás de qualquer lugar) e fazer sua argumentação furada. A partir dos seus comentários já foi descoberta uma nova falácia: o Argumento à Quantidade:
    – As TVs de LED são melhor que as de LCD porque são mais caras.
    – A Santa Inquisição é mais boazinha porque matou menos que os regimes ateus.

    Conde-Analfabeto deveria aprender lógica: o fato de a inquisição matar menos do que os regimes ateus não faz dela uma instituição boazinha. No máximo, menos mortífera. Mas não custa nada lembrar: se a inquisição parece boazinha demais pq matou menos, então podemos tirar a conclusão de que os ateus não são nada bonzinhos, pq mataram milhões. Ateu tomou no rabo e se fudeu aqui!

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  9. Puts, chega a ser engraçado ouvir isso de alguém que não consegue sequer escrever o email corretamente no lugar certo. Você está colocando um ‘q’ antes do seu email. Sobre leituras, de que adianta ler se você não consegue interpretar o que está na frente?

    Conde- Lógica do analfabeto: Suriani não lê as fontes que cito e ainda diz que não sei interpretar o que ele nunca leu?

    Eu não tenho o seu tempo disponível para leituras, mas quando leio um Le Goff, sei o que ele está dizendo e não passo o vexame de sair por aí que nem bobo alegando que ele diz algo totalmente diferente.

    Conde-De uma coisa o Suriani pode me agradecer: ele começou a estudar a história dos Annales por minha causa. Está evoluindo o moleque besta. Mas se vc não tem tempo pra ler, no entanto, tem tempo de sobra pra escrever merda. Então pq não pára de escrever um pouco e leia mais?

    Nota da Moderação: Este comentário foi concatenado com outro feito às [02:32] do mesmo dia sobre o mesmo assunto.

    Sobre honestidade intelectual, o seu problema é que você associa discordância com desonestidade, como a maioria dos apologistas desesperados.

    Conde-Desonestidade intelectual é quando percebemos um palpiteiro ralé como vc, que faz comentários sobre assuntos que não leu, ou que só leu superficialmente, demonstrando uma incapacidade intelectual de avaliar fontes com seriedade. Ou seja, na ânsia apologética de falar merda gratuitamente, não há a menor seriedade intelectual de suas idéias. só chavões, lugares-comuns e palpitaria compulsiva. Isso é falta de respeito com o leitor e pura desonestidade.

    Não posso garantir, como qualquer humano, honestidade absoluta, mas posso pelo menos me esforçar e tenho consciência tranquila quanto a isso. Creio que seu problema é acreditar que honestidade é uma questão de defender o lado certo, o que seria lamentável, mas infelizmente é o que parece.

    Agora, não dá para esperar muito de alguém que me ofende mesmo quando eu digo que as cotas não são uma boa solução. Acho que para você me considerar alguém relevante, eu deveria também concordar com seus motivos que exalam superioridade racial? Não, meu caro.

    Conde-Não é incrível que Suriani coloque palavras na minha boca, de idéias que nunca preguei, apenas para refutar a si mesmo e suas mentirinhas? Eu sei que o único desesperado aqui é vc, pq os cristãos simplesmente o ignoram. Nem mesmo perco meu tempo escrevendo no meu blog sobre vc. O que era útil, ou seja, o exemplo supérfluo de palpiteiro que temos no país, vc já serviu de exemplo.

    Convido você a eleger três critérios de honestidade intelectual e depois que os listar aqui, aplicá-los a tudo que escrevo neste blog. Quer tentar? Nunca falei tão sério. Sua alegação de que sou desonesto é falseável, então a coloque sobre teste. Vamos!

    Conde-O fato de vc falar de assuntos que não entende, a fim de aparecer a todo custo, implica um ato desonesto. Seu ódio à religião é correlata a sua ignorância sobre o assunto.

    O primeiro passo é listar aqui três critérios. Discutimos um pouco sobre eles e depois você escolhe um texto meu para aplicá-los e eu escolho outro texto meu. Já que você, presumo, é bastante honesto, tenho certeza absoluta de que sentirá que este teste é essencial para que continue fazendo sua alegação de maneira honesta e que não ousará me declarar desonesto mesmo que eu cumpra seus critérios. Vamos, Conde! Tá esperando o quê?

    Conde-Faz o seguinte. Eu debato com gente que tem conmhecimento. Um iletrado vigarista como vc não merece resposta. Apenas dou resposta aqui por pura caridade intelectual.

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