Sexo, Mulheres e Homossexualidade na Idade Média

Recentemente, divulguei uma série aqui desconstruindo um vídeo publicado pelo vlogger Bruno Fonseca – auto-intitulado Conde Loppeux de la Villanueva. Eu argumentei que o louvor e a reverência que ele fazia ao medievalismo eram completamente descabidos e que a Idade Média não proveu uma moralidade adequada ao seu povo. Se essa moralidade atendia às necessidades da época – o que pode até ter sido o caso – então não passaria de um código utilitarista e complemente amoral (desprovido de senso moral, apesar de não ser contrário à ela). Mas o código medieval pretendia se passar por moralidade, então não é certo dizer que ela tinha em mente as necessidades da época ou que só tinha em mente tais necessidades.

Tratando a conduta medieval como a moralidade medieval, argumentei que o sexo era um completo tabu, que as mulheres eram desprezadas e que o homossexualismo era normal entre o alto-clero católico. Sobre as mulheres, Conde lembrou da reverência católica a Maria. Sobre o homossexualismo, o Conde disse que eu li apenas “mentirinhas” contadas por ateus em cursinhos pré-vestibular. Aliás, ele reclamou que eu não tenho embasamento histórico e que as minhas fontes são piores do que as dele. Mas estas reclamações dele procedem?

Quando perguntei qual o problema com minhas fontes, ele se limitou a dizer que eram ruins e que as dele eram boas. Quando pedi as fontes dele, ele se limitou a dizer alguns nomes, sem apontar livros, trechos nem nada. Quando perguntei a ele qual critério que devo utilizar para distinguir bons historiadores de ruins ele se recusou e preferiu fazer chacota (sabe-se lá porque). Ou seja, minhas fontes não foram provadas falsas e o Conde não apresentou as que ele julga serem corretas. Em outras palavras, não faz sentido dizer que fui respondido. O Conde falou muito, mas não me respondeu; sua esparafatosa resposta foi vistosa e ofensiva, cheia de pose de intelectual que não quer se misturar com a plebe, mas tudo isso foi uma maquiagem para esconder a nulidade da resposta dele.

E vamos dizer bem a verdade: só quem não tem fontes, não as cita. Não existe desculpa para esconder fontes. E mais ainda: quando pedi um critério, eu não estava agindo como um mendigo pedindo esmola, mas como um professor testando seu aluno. Eu queria saber se ele usava um critério sério e ele agiu como se eu estivesse implorando por um. Mas vá…

Ao que parece, o Conde acha (com uma dose cavalar de ingenuidade) que pode render todas as minhas fontes afirmando que são coisa de cursinho pré-vestibular sem sequer se dar o trabalho de analisar uma por uma e demonstrar isso. Logo ele, defensor da resposta ponto-por-ponto!

Mas já que ele reclama de eu não usar como fonte historiadores melhores (os que ele acha melhores, sabe-se lá porque), então resolvi dar uma fuçada e ver o que encontrava, só para não correr o risco do Conde ter defendido algo certo mesmo sendo incapaz de demonstrar que estava certo. E descobri que o Conde estava errado. Jacques Le Goff, um dos autores mais queridos do Conde, afirma textualmente o contrário do que seu fã defende. O contrário. E isso porque o Conde me chamou de iletrado por defender minhas ideias sem ler tal historiador. Sendo assim, coloco dois textos de Le Goff aqui, ambos publicados no mesmo livro, mostrando exatamente aquilo que sempre defendi aqui. Agora, não existe mais desculpa para ignorar o que eu disse sob o pretexto de ser originário de fontes nas quais o nobre francês de terras espanholas não gosta.

Complementarmente, disponho a vocês a tradução de um capítulo escrito por David Deming sobre as atitudes para com as mulheres nas eras antigas, comparando a atitude dos gregos com a atitude dos católicos medievais. Esse texto até tira um pouco das costas da Igreja Católica o desdenho contra as mulheres – mas nem tanto. Ele faz sua análise baseado nos textos bíblicos e nos textos de cristãos famosos da época. Contudo, é verdade e tudo que é verdade merece espaço aqui.

Este texto do Deming é interessante porque acaba lançando um conflito interessante: seria muita ousadia para um apologista pé-rapado afirmar que a Idade Média não herdou as ciências naturais dos gregos, mas que o machismo, este sim, fez parte da herança. Ou eles podem dizer que o machismo foi criação cristã mesmo… vai saber o que eles vão preferir. De qualquer modo, este texto do Deming ficou bem engraçado e eu simplesmente adorei seu método de escrever.

Divirtam-se!

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Título Original: A mulher, subordinada
Autores: JACQUES LE GOFF e NICOLAS TRUONG
Publicado Originalmente em: Uma História do Corpo na Idade Média,
Editora Record, Brasil, 2006, pgs. 52-55
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A derrota doutrinal do corpo parece, portanto, total. [1] Assim, a subordinação da mulher possui uma raiz espiritual, mas também corporal. “A mulher é fraca”, observa Hildegarde de Bingen no século XII, “ela vê no homem aquilo que pode lhe dar força , assim como a lua recebe a força do sol. Razão pela qual ela é submetida ao homem e deve sempre estar pronta para servi-lo.” Segunda e secundária, a mulher não é nem o equilíbrio e nem a completude do homem. Em um mundo de ordem e de homens necessariamente hierarquizado, “o homem está em cima, a mulher embaixo”, escreve Christiane Klapisch-Zuber. [2]

O corpus da intervenção dos textos bíblicos dos Padres da Igreja dos séculos IV e V (como Ambrósio, Jerônimo, João Crisóstomo e Agostinho) é incansavelmente retomado e repetido durante a Idade Média. Assim, a primeira versão da Criação presente na Bíblia é esquecida em proveito da segunda, mais desfavorável à mulher. Ao Deus criou “o homem à nossa imagem, à nossa semelhança”, isto é, “homem e mulher” (Gênesis 1:26-27), os Padres e os clérigos preferem a versão da modelagem divina de Eva a partir da costela de Adão (Gênesis 2:21-24). Da criação dos corpos nasce, portanto, a desigualdade original da mulher. Uma parte da teologia medieval segue o passo de Agostinho, que faz remonstar a submissão da mulher antes da Queda. O ser humano é portanto cindido: a parte superior (a razão e o espírito) está do lado masculino, a parte inferior (o corpo, a carne), do lado feminino. As Confissões de Agostinho são a narrativa de uma conversão, por meio da qual o futuro bispo de Hipona conta, igualmente, como a mulher em geral – e a sua em particular – foi um obstáculo à sua nova vida de homem da Igreja.

Oito séculos mais tarde, Tomás de Aquino (c. 1224-1274) se afastará em parte do caminho tomado por Agostinho, porém se fazer que a mulher entre no caminho da liberdade e da igualdade. Embebido do pensamento de Aristóteles (384-322 a.C.), para quem “a alma é a forma do corpo”, Tomás de Aquino recusa e refuta o argumento dos dois níveis de criação de Agostinho. Alma e corpo, homem e mulher foram criados ao mesmo tempo. Assim, masculino e feminino são, ambos, a sede da alma divina. Entretanto, o homem dá provas de mais acuidade na razão. E sua semente é a única que, durante a copulação, eterniza o gênero humano e recebe a bênção divina. A imperfeição do corpo da mulher, presente na obra de Aristóteles e na de seu leitor medieval Tomás de Aquino, explica as raízes ideológicas da inferioridade feminina, que, de original, se torna natural e corporal. Tomás de Aquino, entretanto, mantém uma igualdade teórica entre o homem e a mulher, observando que, se Deus quisesse fazer da mulher um ser superior ao homem, ele a teria criado de sua cabeça e, se decidisse fazer dela um ser inferior, ele a teria criado de seus pés. Ora, ele a criou do meio de seu corpo para ressaltar sua igualdade. Também é preciso destacar que a regulamentação do casamento pela Igreja irá exigir o consentimento mútuo dos cônjuges e, embora essa prescrição nem sempre tenha sido respeitada, ela marca um avanço no estatuto da mulher. Do mesmo modo, se é possível afirmar que o grande impulso do culto da Virgem tem repercussões sobre uma promoção da mulher, a exaltação de uma figura feminina divina só pode reforçar uma certa dignidade da mulher, em particular da mãe e, através de Santa Ana, da avó.

A influência de Aristóteles sobre os teólogos da Idade Média não traz benefício à condição feminina. Assim, depois dele, a mulher é considerada “um macho defeituoso”. Essa fraqueza psíquica tem “efeitos diretos sobre seu entendimento e sua vontade”, ela “explica a incontinência que marca seu comportamento; ela influi em sua alma e em sua capacidade de elevar-se à compreensão do divino”, escreve Christiane Klapisch-Zuber. O homem será, por consequência, o guia dessa pecadora. E as mulheres, que não possuem voz na história, vão oscilar entre “Eva e Maria, pecadora e redentora, megera conjugal e dama cortês”. [3]

A mulher irá pagar em sua carne o passe de mágica dos teólogos, que transformaram o pecado original em pecado sexual. Pálido reflexo dos homens, a ponto de Tomás de Aquino, que às vezes segue o pensamento comum, dizer que “a imagem de Deus se verifica no homem de uma maneira que não se verifica na mulher”, ela é subtraída até mesmo em sua natureza biológica, já que a incultura científica da época ignora a existência da ovulação, atribuindo a fecundação apenas ao sexo masculino. “Essa Idade Média é masculina, decididamente”, escreve Georges Duby. “Pois todos os discursos que chegam até mim e sobre os quais me informo são feitos por homens, convencidos da superioridade de seu sexo. É apenas a eles que ouço. No entanto, eu os escuto falando antes de tudo de seu desejo e, por consequência, das mulheres. Eles têm medo delas e, para se afirmarem, desprezam-nas.” Boa esposa e boa mãe, as homenagens que o homem rende à mulher assemelham-se, por vezes, a desgraças, se levarmos em conta o vocabulário corrente entre os operários e os artesãos do século XV, que falam de “cavalgar”, “justar”, “lavrar” e “roissier” (bater e espancar) as mulheres. “O homem se dirige à mulher como se dirige à latrina: para satisfazer uma necessidade”, [4] resume Jacques Rossiaud.

Ao mesmo tempo, os confessores tentam refrear as pulsões masculinas por meio das proibições, mas também controlando a prostituição nos bordéis e nos banhos públicos, esses lugares de exutório. As prostitutas, cuja “condição é vergonhosa”, e “não aquilo que elas obtém”, escreve Tomás de Aquino, encontram-se, pois, em grandes ou pequenos bordeis comunais ou privados, banhos públicos e outros lupanares, vindas dos arredores das cidades, onde exercem “o mais antigo ofício do mundo”, frequentemente após terem sido violadas por grupos de jovens que buscam, por sua vez, exercer e aguçar sua virilidade. Relegadas, mas igualmente reguladoras da sociedade, as prostitutas vivem em seus corpos as tensões da sociedade medieval.

Notas

1. Um resumo dos estudos sobre o corpo na Idade Média produzidos antes desta nova síntese por Jacques Le Goff, e, sobretudo, provenientes de suas pesquisas sobre L’Imaginaire médiéval (Paris, Gallimard, 1985 e 1991), figura em Jacques Le Goff, Un autre Moyen Âge, Paris, Gallimard, 1999.

2. Christiane Klapisch-Zuber, “Masculin/féminin”, in: Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt (orgs.), op. cit.

3. Christiane Klapisch-Zuber, ibid.

4. Ver, sobretudo, Jacques Rossiaud, La prostitution médiévale, Paris, Flammarion, 1990 (reedição). Edição brasileira: A prostituição na Idade Média, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1991.

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Título Original: A sexualidade, o ápide da depreciação (trecho)
Autores: JACQUES LE GOFF e NICOLAS TRUONG
Publicado Originalmente em: Uma História do Corpo na Idade Média,
Editora Record, Brasil, 2006, pgs. 41-42
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Assim, é possível afirmar que o corpo sexuado da Idade Média é majoritariamente desvalorizado, as pulsões e o desejo carnal, amplamente reprimidos. O próprio casamento cristão, que aparece, não sem dificuldade, no século XVIII, será uma tentativa de remediar a concupiscência. A cópula só é compreendida e tolerada com a única finalidade de procriar. “O adúltero é também aquele apaixonado de modo demasiadamente ardente por sua mulher”, repetirão os clérigos da Igreja. Prescreve-se, deste modo, o domínio do corpo; as práticas “desviantes” são proibidas.

Na cama, a mulher deve ser passiva, o homem, ativo, mas moderadamente, sem arrebatamento. No século XVII, apenas Abelardo (1079-1142), pensando talvez em sua Heloísa, chegará a dizer que a dominação masculina “termina no ato conjugal, em que homem e mulher detém igual poder sobre o corpo um do outro.” Mas, para a maior parte dos clérigos e dos leigos, o homem é um possuidor. “O marido é proprietário do corpo de sua mulher, ele tem direito de posse sobre o corpo dela”, resume Georges Duby. Toda tentativa contraceptiva é pecado mortal para os teólogos. A sodomia é uma abominação. A homossexualidade – após ter sido condenada, depois tolerada, a ponto de constituir-se no século XVII, segundo Boswell, em uma cultura “gay” no próprio seio da Igreja – torna-se, a partir do século XVIII, uma perversão por vezes associada ao canibalismo.

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Título Original: Attitudes Toward Women
Autor: DAVID DEMING
Publicado Originalmente em: Science and Technology in World History,
Vol. 2 – Early Christianity, the Rise of Islam and the Middle Ages,
McFarland & Company, EUA, 2010, pgs. 36-41
Tradução: Marco Aurélio Suriani
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Atitudes em Relação às Mulheres

MULHERES EM ROMA

As sociedades gregas e romanas eram patriarcais. Na Grécia Antiga, mulheres eram consideradas significativamente inferiores aos homens. Esta crença era comum não só entre os mais simples, mas também entre as mentes mais incisivas e brilhantes, incluindo Platão e Aristóteles.

O patriarquismo em Roma talvez tenha sido de alguma forma menos opressivo do que na Grécia. “A defesa do patriarcado não era um tema tão visível na literatura romana quanto era na grega.” [1] Mas no entanto, “a esposa … [era] a propriedade de seu marido … [e dentro da família] o pai sozinho tinha a autoridade independente, e enquanto ele vivesse todos aqueles sob seu poder – seus filhos, e as esposas e filhos deles, e suas filhas solteiras – não poderiam adquirir nenhuma propriedade para si mesmos.” [2]

O debate no Senado sobre a Lei Oppian ilustra o papel da mulher na sociedade sob a República Romana. Em 195 aC*, durante a Segunda Guerra Púnica, o Senado romano promulgou a Lei Oppian, uma medida que proibiu a ostentação de riqueza por mulheres. “Nenhuma mulher deve possuir mais de metade de uma onça de ouro, ou vestir uma roupa de várias cores, ou dirigir uma carruagem puxada por cavalos, em uma cidade, ou em qualquer vilarejo, ou em qualquer lugar mais próximo de uma milha [1609 metros] dos mesmos , exceto na ocasião de alguma solenidade pública religiosa.” [3]

(Nota do Tradutor: O autor se confundiu com as datas aqui. O ano de 195 aC foi o ano em que a Lei Oppian foi revogada. Sua promulgação ocorreu, na verdade, em 215 aC. O próprio Deming diz adiante que ela foi revogada em 195 aC, o que me faz crer que ele não tenha errado por desconhecimento, mas por descuido.)

Após a conclusão com êxito da Segunda Guerra Púnica em 201 aC, Roma prosperou, e a Lei Oppian foi revogada em 195 aC. A revogação foi contestada por Catão, o Censor. Em seu discurso no Senado, Catão alertou contra o aumento dos direitos e privilégios permitidos para as mulheres. “Se, romanos, cada indivíduo entre nós tivesse tomado como regra manter a prerrogativa e autoridade de um marido com relação a sua própria mulher, nós teríamos menos problemas com todo o sexo.” [4]

Catão ficou indignado por ter sido abordado por mulheres que tiveram a audácia de confrontá-lo em público, em vez de confiar as suas preocupações em particular aos seus maridos. “Que tipo de prática é essa, de correr para locais públicos, assediando as ruas e enfrentando os maridos de outras mulheres? Não seria possível que cada uma tivesse feito o mesmo pedido para o próprio marido em casa?”

Catão se queixou de que a disciplina das antigas e veneráveis tradições romanas ​​foi sendo corroída e relaxada. “Nossos ancestrais pensaram que não era adequado que as mulheres pudessem realizar qualquer negócio, mesmo privado, sem um diretor; mas que elas deveriam estar sempre sob o controle de pais, irmãos ou maridos. Nós, ao que parece, permitimos, agora, que interferiram na gestão dos assuntos do Estado, e que introduzam a si mesmas no fórum, em assembleias gerais, e em assembleias de eleição.” [5]

Catão advertiu que a igualdade de concessão para mulheres na verdade seria consentir com sua superioridade. “No momento em que elas [as mulheres] chegarem a uma igualdade com você, elas vão ter se tornado seus superiores.” [6]

As descrições mais depreciativas das mulheres na literatura romana são encontrados na sátira, As Formas de Mulheres, pelo poeta Juvenal, que escreveu no final do primeiro século dC, e no início do segundo.

Todas as mulheres em prostitutas sem vergonha nas quais não se podia confiar. “Se você tiver a sorte de encontrar uma esposa modesta, você deve prostrar-se diante do Tarpeian, e sacrificar uma bezerra com chifres dourados a Juno.” [7]

Em qualquer dever virtuoso que requirisse coragem, as mulheres eram covardes. Mas se elas estivessem envolvidas em um ato de infâmia, sua fortaleza era ilimitada. “Quando o perigo vem em um caminho certo e honrado, o coração de uma mulher se esfria com o medo, ela não consegue permanecer sob seus pés trêmulos; mas se ela estiverr fazendo uma coisa ruim, sua coragem não falha.” [8]

Mesmo se uma esposa perfeita pudesse ser encontrada, ela seria indesejável, devido ao seu ego e vaidade. “Você diz que nenhuma esposa digna encontra-se entre todas estas multidões? Bem, imagine uma bonita, charmosa, rica e fértil; imagine-a tendo ancestrais antigos extendidos sobre seus salões; imagine-a sendo mais casta do que as donzelas desgrenhadas de Sabine que pararam a guerra – um prodígio tão raro na Terra quanto um cisne negro! No entanto, quem poderia suportar uma esposa que possua todas essas perfeições?” [9]

Qualquer homem tolo o suficiente para ser um marido dedicado e amoroso só seria explorado por sua esposa cruel. “Se você é honestamente dedicado à esposa, e devotado a uma única mulher, então abaixe a cabeça e submeta-se ao jugo. Você nunca vai encontrar uma mulher que poupa o homem que a ama; pois embora ela mesma seja ardente, ela adora atormentá-lo e roubá-lo. Assim, quanto melhor o homem, quanto mais desejável ele seja como marido, menos benefícios ele vai extrair de sua esposa.” [10]

As mulheres eram briguentas. “Nunca houve um caso em tribunal em que a briga não foi iniciada por uma mulher.” [11] Homens foram avisados ​​de que deveriam “abandonar toda a esperança de paz enquanto sua sogra estiver viva. É ela que ensina a filha a deleitar-se em decapar e despojar seu marido … a vil mulher idosa encontra um lucro em tornar sua filha vil.” [12]

Se uma mulher acusasse seu marido de ser infiel, era apenas para esconder seu próprio adultério.

A cama que mantém uma mulher nunca está livre de disputas e desavenças mútuas, o sono não deve ser encontrado lá! É lá que ela se coloca sobre seu marido, mais selvagem do que uma tigresa que perdeu seus filhotes; consciente de seus deslizes secretos, ela elabora uma queixa, abusando de seus escravos, ou chorando por algum amante imaginário. Ela tem uma oferta abundante de lágrimas sempre pronto, esperando ela ordenar a forma na qual elas devem fluir. Você, idiota pobre, muito satisfeito, acreditando que eles sejam lágrimas de amor, as consola com carinho; mas quais bilhetes, quais cartas de amor você encontraria se abrisse a mesa de sua mulher adúltera de olhos verdes! [13]

Foi Juvenal que originou o ditado, “quem guardará os guardas?” “Eu ouço todo esse tempo o conselho dos meus velhos amigos – mantenha suas mulheres em casa, e as coloque a sete chaves. Sim, mas quem vai assistir os guardas? Esposas são astutas e vai começar por eles.” [14]

As mulheres pobres tinham que ter filhos. Mas uma mulher romana rica poderia contratar um aborteiro. No entanto, o marido foi aconselhado por Juvenal a não resistir ao aborto, mas ajudar com isso. “Grande é a habilidade, tão poderosas são as drogas do aborteiro, pago para assassinar a humanidade dentro do útero. Alegra-te, pobre coitado; dê a ela o líquido para beber o que quer que ele seja, com a sua própria mão: […] você pode encontrar-se o pai de um etíope; e algum dia um colorido herdeiro, a quem você prefere não atender à luz do dia, irá preencher todos os lugares em seu testamento.” [15]

A humilhação final para um homem era ser forçado a ouvir uma mulher culta e articulada participar de conversas inteligentes. “Mas o mais insuportável de tudo é a mulher que assim que chegou para jantar elogia Virgílio, perdoa a moribunda Dido, e coloca os poetas uns contra os outros …. Ela estabelece definições, e discursa sobre a moral, tal como um filósofo; sedente de ser considerada sábia e eloquente.” [16]

A sátira de Juvenal tem despertado a ira de feministas modernas. “[Ele] é provavelmente o mais terrível de todos os catálogos de vícios do sexo feminino.” [17] Mas uma sátira é geralmente escrito a exagerar um vício, e, portanto, ridicularizá-lo. As caracterizações de Juvenal talvez foram escritas não para condenar as mulheres, mas para zombar de estereótipos de comportamentos femininos.

FILHAS DE EVA

As atitudes cristãs em relação às mulheres foram, em parte, influenciadas pelas normas culturais da Roma e da Grécia, nas quais as mulheres eram consideradas inferiores. Mas as escrituras judaicas também foram patriarcais. Deus criou o primeiro homem, a mulher era uma espécie de adendo, fabricado apenas para ser uma auxiliar para o homem – uma serva. “E o Senhor Deus disse: Não é bom que o homem esteja só, vou fazer-lhe uma ajuda própria para ele.” [18]

O homem foi criado “à imagem de Deus”.* [19] Mas a primeira mulher, Eva, foi feita de costela tirada do primeiro homem, Adão. “E da costela que o Senhor Deus tomara do homem, transformou-a numa mulher.” [20] Eva “não foi sequer criada à imagem de Deus, mas somente homem foi; portanto, ela está mais longe de Deus do que o homem, e como conseqüência são mais propensas à loucura e ao vício.” [21]

(Nota do Tradutor: Esse trecho parece entrar em conflito com o texto de Le Goff. Mas é natural, dada que a própria passagem bíblica é confusa. Em Gênesis 1:27 é dito: “E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Deus criou o homem e a mulher à sua imagem  ou criou ambos, mas só o homem à sua imagem? Não culpem a mim e aos autores que coloco aqui as ambiguidades bíblicas! Como vocês poderão notar, Tertuliano concorda com Deming e não com Le Goff.)

A primeira coisa que Eva fez foi criar o pecado original ao convencer Adão a comer da árvore proibida do conhecimento do bem e do mal. Na visão dos pais da Igreja, foi o maior crime de todos os tempos. “E quando a mulher viu que a árvore era boa para se comer, e que era agradável aos olhos, e uma árvore desejável por dar sabedoria, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido com ela; e ele comeu.” [22] “E o Senhor Deus disse à mulher: Que é isto que fizeste? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. “ [23]

Como castigo pelo pecado de Eva, Deus condenou as mulheres a sofrerem dor durante o parto, e a serem governadas por seus maridos. “E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor terás filhos;  e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.” [24]

As mulheres eram tão más que seduziram até os anjos. Em Gênesis 6, foi registrado que as mulheres humanas haviam tentado os próprios anjos (os “filhos de Deus”) em pecado e corrupção. Os descendentes dessa união ilegítima de mulher humana e anjos caídos formavam uma raça de gigantes. “Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos.” [25]

O autor dos livros Eclesiastes advertiu: “Descobri que muito mais amarga do que a morte é a mulher que serve de laço, cujo coração é uma armadilha e cujas mãos são correntes. O homem que agrada a Deus escapará dela, mas ao pecador ela apanhará.” [26] Caso haja uma “mulher virtuosa”, sua bondade não seria merecedora de reconhecimento em si, mas apenas na medida em que for “uma coroa de seu marido”. [27]

O papel das mulheres na Igreja Cristã e da sociedade foi fortemente influenciado pelas doutrinas de Paulo, o Apóstolo. Paulo enfatizou que as mulheres eram espiritualmente inferiores aos homens. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. Mas eu não permito que a mulher ensine, nem possua de autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Pois primeiro foi formado Adão, depois Eva.” [28]

As mulheres não eram autorizados a falar nas igrejas. “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas, pois não lhes é permitido falar, mas elas são ordenadas a estar sob obediência como também diz a lei. E se querem aprender alguma coisa, interroguem seus maridos em casa, pois é uma vergonha que as mulheres falem na igreja.” [29]

Maridos foram intimados por Paulo a “amar suas esposas”. [30] Mas as mulheres tiveram que se submeter à autoridade do marido. “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor. Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres estão sujeitas a seus maridos em tudo.” [31]

Na doutrina de Paulo, as mulheres eram consideradas criaturas subsidiárias que existiam para o bem dos homens. “Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Nem foi o homem criado por causa da mulher, mas a mulher para o homem.” [32]

Tertuliano (c. 155-220 dC) foi “o primeiro e depois de Agostinho o maior dos escritores antiga Igreja do Ocidente.” [33] Este santo tinha pouca paciência com as mulheres. Em seu ensaio Sobre as Roupas Femininas, começou por lembrar às mulheres que elas eram a fonte do pecado original. Estas filhas de Eva eram tão culpadas como a primeira mulher. “E você não sabe que cada uma de vocês é uma Eva? A sentença de Deus sobre este teu sexo vive nesta era: a culpa deve necessariamente viver também. Vocês são a porta do diabo: vocês quebraram o selo da árvore (proibida): vocês são as primeiras desertoras da lei divina: vocês são aquelas que o convenceram ele de que o diabo não era valente o suficiente para atacar. Vocês destruiram tão facilmente a imagem de Deus, o homem. Por conta de sua deserção – isto é, a morte – mesmo o Filho de Deus teve que morrer.” [34]

Embora ele próprio fosse casado, Tertuliano comparou o casamento à fornicação. “Suas leis parecem formar a diferença entre o casamento e a prostituição; através da diversidade de ilicitudes, não pela natureza da coisa em si. Além disso, qual é a coisa que acontece em todos os homens e mulheres para a produção de casamento e fornicação? Comistura da carne, é claro; a concupiscência da qual o Senhor colocou em pé de igualdade com a fornicação.” [35]

Philip Schaff explicou que Tertuliano colocou “a essência do casamento na comunhão de carne, e considerou isso como uma mera concessão que Deus faz à nossa sensualidade … o ideal da vida cristã, com ele [Tertuliano], não só para o clero, mas também para os leigos, é o celibato.” [36]

Lactâncio atribuiu a origem dos demônios, em parte, às mulheres. Demônios eram originalmente anjos que haviam sido enviados para proteger a raça humana. No entanto, eles também receberam o livre arbítrio e foram seduzidos por Satanás e contaminados por terem relações sexuais com mulheres humanas. “Deus … enviou anjos para a proteção e melhoria da raça humana … [Mas], durante sua estadia entre os homens, o ditador mais enganoso da terra [o diabo], … gradualmente os seduziu aos vícios, e os contaminou através de relações sexuais com as mulheres.” [37]

As mulheres eram uma tentação constante para os monges. Histórias notáveis ​​e fantásticas constantemente circularam entre a comunidade monástica sobre os perigos representados por mulheres.

Histórias estranhas foram contadas entre os monges sobre os perigos da paixão. De um monge em específico, que por muito tempo foi considerado como um padrão de ascetismo, mas que caiu na auto-complacência, o que era muito comum entre os eremitas, foi dito que uma noite uma mulher desmaiando apareceu na porta de sua cela, e implorou-lhe por abrigo, e para que ele não permitisse que ela fosse devorada pelos animais selvagens. Em má hora ele cedeu à oração dela. Com todo o aspecto de profunda reverência ela conseguiu a consideração dele, e finalmente se aventurou a colocar sua mão sobre ele. Mas aquele toque convulsionou sua mente. Paixões a tempo adormecidas e esquecidas correram com uma fúria impetuosa em suas veias. Em um paroxismo de amor feroz, ele tentou agarrar a mulher ao seu coração, mas ela desapareceu de sua vista, e um coro de demônios, com gargalhadas, exultava com sua queda. [38]

Alguns monges evitavam a tentação com um expediente simples: eles ficavam longe das mulheres. São João de Licópolis não viu uma mulher por 48 anos. [39] Para o desgosto de São Arsênio, um dia uma mulher apareceu em sua porta:

Uma jovem menina romana fez uma peregrinação da Itália para Alexandria, para olhar para o rosto e obter as orações de São Arsênio, em cuja presença ela forçou. Desanimada devido ao mau acolhimento, atirou-se a seus pés, implorando-lhe com lágrimas a conceder-lhe seu único pedido – lembrar-se dela e orar por ela. “Lembre-se você!”, gritou o santo indignado, “Deve ser a oração da minha vida que eu possa esquecer você.” A pobre menina procurou o consolo do arcebispo de Alexandria, que a confortou assegurando que embora ela pertencia ao sexo que demônios comumente usam para tentar santos, ele não duvidava que o eremita iria rezar por sua alma, embora ele iria tentar esquecer seu rosto. [40]

Gregório I relatou como São Bento foi tentado pela memória de uma mulher desejável. A tentação foi trazida por um demônio na forma de um pequeno pássaro negro que esvoaçava em torno da cabeça de Bento. Afim de não sucumbir à tentação, o venerável Bento a venceu arrancando todas as suas roupas e mergulhando nu em um espinheiro.

Certa vez, quando estava só, apareceu-lhe o tentador: uma dessas avezinhas pretas, conhecidas vulgarmente pelo nome de melro, começou a esvoaçar em torno do seu rosto e a chegar importunamente tão perto que o santo homem, se o quisesse, a poderia apanhar com a mão. Em vez disto, fez o sinal da cruz, e o pássaro afastou-se. Desaparecida, porém, a ave, seguiu-se-lhe grande tentação carnal, qual nunca o santo experimentara. Conhecera outrora certa mulher, que o espírito maligno lhe fazia por essa ocasião voltar aos olhos do espírito, inflamando de tal modo o coração do servo de Deus a lembrança de sua formosura, que seu peito mal podia conter as chamas do amor, e que quase pensava em abandonar o deserto, vencido pela paixão. Mas eis que de repente foi contemplado pela graça celeste, e voltou a si; vendo, então, ao lado de si crescerem densas moitas de urtigas e espinhos, atirou-se, despido, a essas pontas e a essas chamas, onde se revolveu por tanto tempo, que, ao sair, estava ferido por todo o corpo. Assim expulsou do corpo, pelas feridas da carne, a chaga do espírito: convertera em dor a volúpia. Ardendo por fora em justa punição, apagou o que por dentro ilicitamente queimava. Venceu, pois, o pecado, porque transformou a natureza do incêndio. E a partir dessa época, como ele mesmo dizia aos discípulos, foi nele a tal ponto subjugada a tentação da volúpia que nunca mais a sentiu. [41]

De acordo com Gregório I, a virtude de São Bento foi tão grande que despertou a inveja de um sacerdote local chamado Florêncio, um homem “possesso com malícia diabólica.” [42] Florêncio tentou matar Bento, mas não conseguiu. Em seguida, ele tentou destruir a castidade dos monges de Bento enviando mulheres nuas para dançar na frente deles. “E Florêncio, vendo que não podia matar o corpo do mestre, maquinou … para destruir as almas dos seus discípulos; e com este propósito ele enviou para o pátio da Abadia diante de seus olhos sete jovens nuas, que, de mãos dadas, dançaram diante deles por muito tempo, a fim de inflamar-lhes o espírito para as depravações da luxúria.” [43]

Se Bento venceu a tentação de seu corpo mutilando-o com espinhos, isso não foi um ato sem precedentes na Igreja. Orígenes (c. 185-253), que tem sido descrito como “o mais distinto e mais influente de todos os teólogos da antiga igreja, com a possível exceção de Agostinho,” [44] teria se castrado. A fonte deste relato é Eusébio, que escreveu que a inspiração de Orígenes foi uma passagem de Mateus em que Jesus disse que existem aqueles “que se fizeram eunucos pelo bem do reino dos céus.” [45]

Orígenes “realizou uma façanha, que poderia parecer, de fato, em vez de proceder de um entendimento da juventude ainda não amadurecida… [Orígenes entendeu a] expressão ‘há eunucos que se fizeram tais por amor do reino dos céus,’ em demasiado literal e pueril sentido … [E Orígenes] foi levado para cumprir as palavras de nosso Salvador em seus atos.” [46]

1. Rogers, K. M., 1966, The Troublesome Helpmate. University of Washington Press, Seattle, p. 37.
2. Encyclopædia Britannica, Eleventh Edition, 1910, Charity and Charities, vol. 5. Encyclopædia Britannica Company, New York, p. 865.
3. Livius, T., 1850, The History of Rome, Books Twenty-Seven to Thirty-Six, Book 34, Chapter 1, translated by CyrusEdmonds. Henry G. Bohn, London, p. 1490.
4. Ibid., Book 34, Chapter 2, p. 1491.
5. Ibid.
6. Ibid., Book 34, Chapter 3, p. 1491.
7. Juvenal, 1918, Satire 6, The Ways of Women, Lines 50–52, in Juvenal and Perseus, translated by G. G. Ramsay. William Heinemann, London, p. 87.
8. Ibid., Lines 92–96, p. 91.
8. Ibid., Lines 161–168, p. 97.
10. Ibid., Lines 207–213, p. 100–101.
11. Ibid., Lines 242–243, p. 103.
12. Ibid., Lines 232–241, p. 102–103.
13. Ibid., Lines 268 –280, p. 105.
14. Ibid., Lines 246 –349, p. 111.
15. Ibid., Lines 593–601, p. 133.
16. Ibid., Lines 434–447, p. 119.
17. Rogers, K. M., 1966, The Troublesome Helpmate. University of Washington Press, Seattle, p. 38.
18. Bible, King James Version, Genesis 2:18.
19. Ibid., Genesis 1:27.
20. Ibid. Genesis 2:22.
21. Rogers, K. M., 1966, The Troublesome Helpmate. University of Washington Press, Seattle, p. 4.
22. Bible, King James Version, Genesis 3:6.
23. Ibid., Genesis 3:13.
24. Ibid., Genesis 3:16.
25. Ibid., Genesis 6:4.
26. Ibid., Ecclesiastes 7:26.
27. Ibid., Proverbs 12:4.
28. Ibid., 1 Timothy 2:11–2:13.
29. Ibid., 1 Corinthians 14:34–14:35.
30. Ibid., Ephesians 5:25.
31. Ibid., Ephesians 5:22–5:24.
32. Ibid., 1 Corinthians 11:8–11:9.
33. Encyclopædia Britannica, Eleventh Edition, 1911, Tertullian, vol. 26. Encyclopædia Britannica Company, New York, p. 661.
34. Tertullian, 1869, On Female Dress, Book I, Chapter 1, in Ante-Nicene Christian Library, edited by Rev. Alexander Roberts and James Donaldson, vol. 11, The Writings of Tertullian, vol. 1. T. & T. Clark, Edinburgh, p. 304–305.
35. Tertullian, 1870, On Exhortation to Chastity, Chapter 9, in Ante-Nicene Christian Library, edited by Rev. Alexander Roberts and James Donaldson, vol. 18, The Writings of Tertullian, vol. 3. T. & T. Clark, Edinburgh, p. 14.
36. Schaff, P., 1859, History of the Christian Church, A.D. 1–311. Charles Scribner, New York, p. 333–334.
37. Lactantius, 1871, The Divine Institutes, Book 2, Chapter 15, in Ante-Nicene Christian Library, vol. 21, The Works of Lactantius, vol. 1, edited by Alexander Roberts and James Donaldson. T. & T. Clark, Edinburgh, p. 126–127.
38. Lecky, W. E. H., 1897, History of European Morals, Third Edition, Revised, vol. 2. D. Appleton, New York, p. 118–119.
39. Ibid., p. 120.
40. Ibid., p. 121.
41. Gregory I, 1911, The Dialogues of St. Gregory, Book 2, Chapter 2. Philip Lee Warner, London, p. 55.
42. Ibid., Book 2, Chapter 8, p. 65.
43. Ibid., p. 66.
44. Encyclopædia Britannica, Eleventh Edition, 1911, Origen, vol. 20. Encyclopædia Britannica Company, New York, p. 270.
45. Bible, King James Version, Matthew 19:12.
46. Eusebius, 1851, Ecclesiastical History, Book 6, Chapter 8, translated by C. F. Cruse. Henry G. Bohn, London, p. 212.

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11 opiniões sobre “Sexo, Mulheres e Homossexualidade na Idade Média”

  1. Recentemente, divulguei uma série aqui desconstruindo um vídeo publicado pelo vlogger Bruno Fonseca – auto-intitulado Conde Loppeux de la Villanueva. Eu argumentei que o louvor e a reverência que ele fazia ao medievalismo eram completamente descabidos e que a Idade Média não proveu uma moralidade adequada ao seu povo.

    Conde-O cocozinho moral distorce o que eu digo. Eu não disse que a moralidade medieval era adequada. Eu afirmei que muita coisa que consideramos prática nossa é produto do mundo medieval. Será que um moleque analfabeto como vc não sabe a diferença ou precisarei desenhar a uma anta como vc?

    Se essa moralidade atendia às necessidades da época – o que pode até ter sido o caso – então não passaria de um código utilitarista e complemente amoral (desprovido de senso moral, apesar de não ser contrário à ela).

    Conde- A primeira premissa falsa é prosseguida pela segunda. O Sr. Suriani refuta o que não foi dito, para criar a famosa falácia do espantalho, artifício digno dos covardes e sofismadores. Quanto a questão filosófica e moral em si, não discuto com analfabetos. Discuto apenas com pessoas que entendam o que eu falo. Algo que parece impossível ao mensaleiro corrupto de mentalidade.

    “Mas o código medieval pretendia se passar por moralidade, então não é certo dizer que ela tinha em mente as necessidades da época ou que só tinha em mente tais necessidades”.

    Conde- Eu não vou explicar a esta anta monumental a distinção básica entre o jus civilis e o jus naturalis e como os medievais entendiam isso.

    “Tratando a conduta medieval como a moralidade medieval, argumentei que o sexo era um completo tabu, que as mulheres eram desprezadas e que o homossexualismo era normal entre o alto-clero católico”.

    Conde-O homossexualismo não era “normal” entre o alto-clero católico. A prática homossexual poderia levar à pena de morte. Quanto a questão das mulheres, eu falei que o código de cavalaria era uma etiqueta no sentido de civilizar as relações sociais medievais, que eram duras. O Suriani escolhe um espantalho. Ele nem mesmo chega a me refutar. Mas vamos esmagá-lo que nem piolho:

    “Sobre as mulheres, Conde lembrou da reverência católica a Maria. Sobre o homossexualismo, o Conde disse que eu li apenas “mentirinhas” contadas por ateus em cursinhos pré-vestibular. Aliás, ele reclamou que eu não tenho embasamento histórico e que as minhas fontes são piores do que as dele. Mas estas reclamações dele procedem?”

    Conde- Suriani não tem fontes históricas. Ou melhor, como foi desmascarado, só restou catar fontes desencontradas no google, sem a menor procedência das origens de seus textos. Ora, como alguém pode ser levá-lo a sério, se ele nem confere fontes ou faz um estudo abrangente sobre o assunto? Querer ganhar o debate catando qualquer texto que apareça conveniente a si mesmo é puro sinal de desonestidade intelectual. DE vigarice de moleque babaca, que levou uma surra feia e não quer se passar por imbecil. Continua sendo do mesmo jeito.

    “Quando perguntei qual o problema com minhas fontes, ele se limitou a dizer que eram ruins e que as dele eram boas”.

    Conde-Discutir com um moleque mitomaníaco dá nisso. Eu afirmei que simplesmente vc não tem critério de pesquisa de fontes. O mero fato de vc catar dados do google sem analisar livros, conteúdos mais profundos sobre o assunto, demonstra sua completa desonestidade intelectual e sua insistência em simplesmente não conhecer. Vc quer ganhar o debate, não quer saber a verdade.

    “Quando pedi as fontes dele, ele se limitou a dizer alguns nomes, sem apontar livros, trechos nem nada”.

    Conde-Pq vou pesquisar pra vc? Vai estudar, vagabundo analfabeto!

    “Quando perguntei a ele qual critério que devo utilizar para distinguir bons historiadores de ruins ele se recusou e preferiu fazer chacota (sabe-se lá porque)”.

    Conde- O estelionatário ignorou meus conselhos: sr, cu, eu já falei. Confira as fontes, confira as referências dos historiadores, confira se eles tiveram materiais se primeira ou segunda mão, além do que, qual contexto essas declarações foram escritas. Como é que uma pessoa tão metidinha a “científica” seja tão burra a ponto de não saber analisar fontes?

    “Ou seja, minhas fontes não foram provadas falsas ”

    Conde- Esse é o problema. Vc não mostrou fonte alguma. Vc mente, distorce a realidade e a falsifica. Sua argumentação é uma camada de mentiras sobre outras, um círculo vicioso, tal como uma bola de neve que rola, rola, rola e não diz nada.

    “e o Conde não apresentou as que ele julga serem corretas”.

    Conde- Apresentei várias. Inclusive, vc está procurando Jacques le Goff, por minha conta. Vamos ver qual interpretação vc dará aos textos dele, já que vc mente do começo ao fim.

    “Em outras palavras, não faz sentido dizer que fui respondido”.

    Conde- O estelionatário mirim escolhe a resposta que quer ouvir. Que bonitinho!

    “O Conde falou muito, mas não me respondeu; sua esparafatosa resposta foi vistosa e ofensiva, cheia de pose de intelectual que não quer se misturar com a plebe”,

    Conde- “Esparafatosa”? Vc nem sabe escrever direito e ainda quer respeito?

    “mas tudo isso foi uma maquiagem para esconder a nulidade da resposta dele”.

    Conde- O que mais me diverte é vc bancar essa putinha cheia de rancores, quando na prática, vc está tentando até pesquisar fontes que eu citei. Eta moleque burro e babaca, não é mesmo?

    “E vamos dizer bem a verdade: só quem não tem fontes, não as cita”.

    Conde- Vc não citou nenhuma fonte na troca de artigos que tive com vc. Agora foi procurar no google pra salvar sua honra, que é inexistente?

    “Não existe desculpa para esconder fontes”.

    Conde-Esse é o problema. Vc não tem como esconder fontes, pq simplesmente não as têm.

    “E mais ainda: quando pedi um critério, eu não estava agindo como um mendigo pedindo esmola, mas como um professor testando seu aluno”.

    Conde- Não, vc estava pedindo fontes, pq vc mesmo declarou que as ignora. E desde quando um analfabeto funcional como vc é professor de alguma coisa? Eu é que estou ensinando a um aluno relapso e ignorante como vc. Já começou a estudar Le Goff? Voìlá.

    “Eu queria saber se ele usava um critério sério e ele agiu como se eu estivesse implorando por um. Mas vá…”

    Conde- Vc implora alguma coisa? Vc é tão intelectualmente imaturo, que sua única função é ganhar o debate no grito. Mas parece que levou uma surra e foi pesquisar. O problema é que até como pesquisador vc é ruim, pq vc não tem a capacidade intelectual básica de ser intelectualmente isento. Vc é desonesto na raiz da própria faculdade de pesquisar. É desonesto na maneira de debater. Vc comete falácias vergonhosas, como criar um espantalho para mim, colocar palavras que eu não disse, fingir um conhecimento que não possui e ainda bancar a pose de puta raivosa bancando a beatinha. Não adianta, rapaz, a sua ficha se queimou metendo-se em assuntos que desconhece.

    Ao que parece, o Conde acha (com uma dose cavalar de ingenuidade) que pode render todas as minhas fontes afirmando que são coisa de cursinho pré-vestibular sem sequer se dar o trabalho de analisar uma por uma e demonstrar isso. Logo ele, defensor da resposta ponto-por-ponto!

    Mas já que ele reclama de eu não usar como fonte historiadores melhores (os que ele acha melhores, sabe-se lá porque), então resolvi dar uma fuçada e ver o que encontrava, só para não correr o risco do Conde ter defendido algo certo mesmo sendo incapaz de demonstrar que estava certo. E descobri que o Conde estava errado. Jacques Le Goff, um dos autores mais queridos do Conde, afirma textualmente o contrário do que seu fã defende. O contrário. E isso porque o Conde me chamou de iletrado por defender minhas ideias sem ler tal historiador. Sendo assim, coloco dois textos de Le Goff aqui, ambos publicados no mesmo livro, mostrando exatamente aquilo que sempre defendi aqui. Agora, não existe mais desculpa para ignorar o que eu disse sob o pretexto de ser originário de fontes nas quais o nobre francês de terras espanholas não gosta.

    Complementarmente, disponho a vocês a tradução de um capítulo escrito por David Deming sobre as atitudes para com as mulheres nas eras antigas, comparando a atitude dos gregos com a atitude dos católicos medievais. Esse texto até tira um pouco das costas da Igreja Católica o desdenho contra as mulheres – mas nem tanto. Ele faz sua análise baseado nos textos bíblicos e nos textos de cristãos famosos da época. Contudo, é verdade e tudo que é verdade merece espaço aqui.

    Este texto do Deming é interessante porque acaba lançando um conflito interessante: seria muita ousadia para um apologista pé-rapado afirmar que a Idade Média não herdou as ciências naturais dos gregos, mas que o machismo, este sim, fez parte da herança. Ou eles podem dizer que o machismo foi criação cristã mesmo… vai saber o que eles vão preferir. De qualquer modo, este texto do Deming ficou bem engraçado e eu simplesmente adorei seu método de escrever.

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    1. Ao que parece, o Conde acha (com uma dose cavalar de ingenuidade) que pode render todas as minhas fontes afirmando que são coisa de cursinho pré-vestibular sem sequer se dar o trabalho de analisar uma por uma e demonstrar isso. Logo ele, defensor da resposta ponto-por-ponto!

      Conde-O Suriani só mente pra si mesmo. Eu cito as obras, as literaturas e agora ele banca o fodão, pq pesquisou apenas duas laudas de resuminhos da obra de historiadores que nunca ouviu falar, salvo pelo palpite deste conde aqui?

      “Mas já que ele reclama de eu não usar como fonte historiadores melhores (os que ele acha melhores, sabe-se lá porque), então resolvi dar uma fuçada e ver o que encontrava, só para não correr o risco do Conde ter defendido algo certo mesmo sendo incapaz de demonstrar que estava certo”.

      Conde- Eu me divirto bastante, pq o rapazinho demonstra ler orelhas de google. Sem o google, seria um ignorante completo.

      “E descobri que o Conde estava errado. Jacques Le Goff, um dos autores mais queridos do Conde, afirma textualmente o contrário do que seu fã defende. O contrário. E isso porque o Conde me chamou de iletrado por defender minhas ideias sem ler tal historiador. Sendo assim, coloco dois textos de Le Goff aqui, ambos publicados no mesmo livro, mostrando exatamente aquilo que sempre defendi aqui”.

      Conde-Existem duas coisas fraudulentas no discurso de Suriani, vulgo blogueiro do corrupto mensalão: primeiro, ele contesta aquilo que não foi dito. Ele coloca palavras na minha boca, ou pq é burro e não entende o que falamos, ou é desonesto e precisa criar um espantalho para me rebater. E segundo ponto, Jacques Le Goff tem uma obra vastíssima. Querer analisar a obra de um historiador através de fragmentos textuais que se procura no google não quer dizer nada. Apenas revela que o sujeito é um palpiteiro que ficou putinho, pq se provou que não leu e ignora absolutamente qualquer coisa.

      “Agora, não existe mais desculpa para ignorar o que eu disse sob o pretexto de ser originário de fontes nas quais o nobre francês de terras espanholas não gosta.”

      Conde-O moleque analfabeto leu duas laudas de Le Goff e acha que me refuta? Ahauuhauhauhauhauhauhahua!

      “Complementarmente, disponho a vocês a tradução de um capítulo escrito por David Deming sobre as atitudes para com as mulheres nas eras antigas, comparando a atitude dos gregos com a atitude dos católicos medievais. Esse texto até tira um pouco das costas da Igreja Católica o desdenho contra as mulheres – mas nem tanto. Ele faz sua análise baseado nos textos bíblicos e nos textos de cristãos famosos da época. Contudo, é verdade e tudo que é verdade merece espaço aqui”.

      Conde- Discutir com antas analfabetas que pegam orelhadas de google para refutar algo tão complexo como a Idade Média é muito triste.

      “Este texto do Deming é interessante porque acaba lançando um conflito interessante: seria muita ousadia para um apologista pé-rapado afirmar que a Idade Média não herdou as ciências naturais dos gregos, mas que o machismo, este sim, fez parte da herança”.

      Conde-Engraçado, pois a “ciência natural” dos gregos era conhecida tão somente por uma minoria e nunca desenvolveram realmente um arquétipo completo de pensamento científico. Por outro lado, pq será que a ciência, tal como conhecemos, só teve o desenvolvimento na Idade Média, postulando todo o pensamento científico moderno sobre o assunto? De Suriani, esse analfabeto funcional presunçoso, que se socorre desesperadamente através de orelhadas de google, é só silêncio.

      Por outro lado, é interessante notar o ódio patológico que este insignificante homenzinho inculto tem pelo mundo cristão, quando ignora que o mundo antigo era extremamente supersticioso em matéria de religiões. Os pagãos interpretavam praticamente toda a realidade pela intervenção religiosa dos deuses. Ou seja, até os pagãos não corroborariam com as mentirinhas tontas de uma cultura secular. O termo secular, no mundo antigo, simplesmente era desconhecido dos gregos e romanos. A religião moldava o direito, a família e as instituições, como tb a filosofia.

      Ou eles podem dizer que o machismo foi criação cristã mesmo…

      Conde-Suriani não tem conhecimento sobre o passado. Ele acha que as credulices dele podem remodelar o passado, quando se sabe que o passado era totalmente diferente do nosso em matéria de realidades. O patriarcalismo não foi um sistema malvado, “machista” e opressor, mas uma necessidade própria da família de se defender. Não existia delegacia da mulher ou Estado moderno para proteger a família. Logo, o patriarca é que a defendia. E seria muito ingênuo crer que uma pessoa que usa da força para defender a família dividiria esse poder com o lado mais fraco. Ou será que os pais dividem o poder com os filhos quando eles são menores ou fracos?

      vai saber o que eles vão preferir. De qualquer modo, este texto do Deming ficou bem engraçado e eu simplesmente adorei seu método de escrever.

      Conde- Suriani tá pior do que socialite putinha do jornal da alta sociedade: quer aparentar cultura, mas só passa vexame. Tá pior do que loura burra.

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    2. Incrível como você não tem a mínima vergonha de vir me xingar no meu próprio blog. Isso é de uma falta de respeito indescritível. A sua cara de pau não pode ser expressa através do limitado vocabulário humano.

      Suas objeções – todas elas – são meras repetições sem sentido de retórica barato ou de automatismos que já respondi. Mas você, em sua arrogância (hermética?) se recusa a ver que usa retórica ao invés de citação de fontes e que seus automatismos não são a verdade absoluta que devem ser repetidos à exaustão.

      Onde posso verificar uma mísera afirmação do que você disse aqui? Ou será que exige de mim onisciência histórica?

      De onde foi que você tirou que só li duas laudas de Le Goff? Supõe que coloquei aqui só o que li? Não seja cínico!!

      Eu já argumentei que uma visão utilitarista do machismo é linda, maravilhosa, mas que é completamente amoral, no mínimo. Mas você insiste em recorrer ao automatismo utilitarista, como se bastasse isso para dissolver qualquer coisa.

      Faria sentido se eu dissesse que a ciência natural grega era inferior à atual porque esta bastava para aqueles tempos? Que resolvia os problemas deles? Que eles não precisavam de mais do que isso? Então por que diabos insiste em dizer que o machismo não era problema porque ele bastava para aqueles tempos? Que resolvia os problemas deles? Que eles não precisavam de mais do que isso?

      E faz isso tudo me xingando. Mas não se preocupe. Não vou deixar de publicar nada. Todas suas bizarrices e todos os seus pitis ficarão aqui devidamente documentados para que você não possa dizer que é uma pessoa educada, intelectualizada e arrojada em debate.

      Continue desenhando sua caricatura aqui. És completamente livre.

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  2. Ao que parece, o Conde acha (com uma dose cavalar de ingenuidade) que pode render todas as minhas fontes afirmando que são coisa de cursinho pré-vestibular sem sequer se dar o trabalho de analisar uma por uma e demonstrar isso. Logo ele, defensor da resposta ponto-por-ponto!

    Conde-Discutir com sociopatas e megalomaníacos dá nisso. O rapazinho procura as fontes pelas quais cito e ainda diz que não cito fontes? Auhauhauhauhauhauhauha!

    Mas já que ele reclama de eu não usar como fonte historiadores melhores (os que ele acha melhores, sabe-se lá porque), então resolvi dar uma fuçada e ver o que encontrava, só para não correr o risco do Conde ter defendido algo certo mesmo sendo incapaz de demonstrar que estava certo.

    Conde- Confesso: é covardia espancar intelectualmente até a morte o Suriani. Pq ele age como uma criancinha birrenta e teimosa, que depois de uma palmada, ainda insiste em apertar o dedo na tomada. Estou me divertindo horrores ao perceber que o analfabeto está tentando, ainda que superficialmente, procurar fontes no google. Ahuahuahuahuahuahua!

    E descobri que o Conde estava errado. Jacques Le Goff, um dos autores mais queridos do Conde, afirma textualmente o contrário do que seu fã defende. O contrário. E isso porque o Conde me chamou de iletrado por defender minhas ideias sem ler tal historiador.

    Conde- Eu não disse que Le Goff é meu querido, eu disse que é fonte de referências. Não quer dizer que eu concorde com tudo com ele. Vc acha mesmo que sou como vc, que só lê o que te interessa pra defender sua militanciazinha de merda?

    “Sendo assim, coloco dois textos de Le Goff aqui, ambos publicados no mesmo livro, mostrando exatamente aquilo que sempre defendi aqui”.

    Conde- O que vc defendeu não tem nada a ver com Le Goff. Mas é normal que vc minta em cada post. Vc é uma fraude vergonhosa e genuína.

    Agora, não existe mais desculpa para ignorar o que eu disse sob o pretexto de ser originário de fontes nas quais o nobre francês de terras espanholas não gosta.

    Conde-Divertido é pensar que até então, ele não tinha fontes. Pq fui doar conhecimento a este analfabeto?

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  3. Este texto do Deming é interessante porque acaba lançando um conflito interessante: seria muita ousadia para um apologista pé-rapado afirmar que a Idade Média não herdou as ciências naturais dos gregos, mas que o machismo, este sim, fez parte da herança.

    Conde- Resta-nos o analfabeto blogueiro nos citar qual ciência ou academia científica encontramos nos gregos? Meia dúzia de cientistas não é o mesmo que uma cultura organizada de cientistas, como houve na Idade Média, com as universidades. Suriani mente, falsifica a realidade, tudo pra salvar seu ego, que é tão intelectualmente insignificante.

    “Ou eles podem dizer que o machismo foi criação cristã mesmo… vai saber o que eles vão preferir. ”

    Conde- Na cabecinha de cu do analfabeto, o mundo antigo e medieval havia delegacia da mulher ou Estado moderno. Não passa pela cabeça desse cocozinho falante algo como a responsabilidade do homem sozinho de defender sua família. Obviamente o patriarcalismo impunha direitos e autoridade, como impunha deveres. Suriani, eu já debati com muita gente burra e inculta, mas vc conseguiu se superar. Vc é tão adolescente de mentalidade, tão burro, tão ignorante, tão patético, que só estou te respondendo por pura caridade intelectual cristã.;

    De qualquer modo, este texto do Deming ficou bem engraçado e eu simplesmente adorei seu método de escrever.

    Conde- Catou um texto qualquer no google e agora banca o maioral? Que lamentável. Já humilhei muita gente na vida, mas nunca pensei que causaria tanta sensação de inferioridade em alguém.

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  4. Bruno, esse sujeito que se chama de “conde”, mas que de nobre não tem nada, é um troll de internet. Fiquei impressionada de descobrir, a pouco tempo, que ele continua ativo. Já fazia anos que não o via, desde o Orkut. Ele distorce o que os outros dizem, tenta vencer pelo cansaço, faz vários fakes para apoiar seus próprios comentários, se auto-intitula vencedor dos debates, além de sua falta de educação elevada. Melhor bloquear ele no site… Ignore! A maioria dos trolls costuma crescer e deixar de trollar, mas isso deve ser a única coisa que o ilustre imbecil tem na vida: deve continuar desempregado, morando com os pais, sem casar, sem filhos, sem nada. Só resta tentar ser “intelectual de internet”, e nem isso consegue, como se vê. Melhor não dar espaço para ele.
    Esse tipo impede o diálogo construtivo que verdadeiros intelectuais poderiam travar e tirar proveito.
    Abraço.

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    1. Sim, é exatamente a postura que vou tomar com ele daqui para frente: não vou responder nenhum comentário dele aqui. Alguns textos podem até fazer referência a ele, mas não discutir com ele diretamente mais. Só vou deixar os comentários dele aqui para deixar “para a posteridade” rs.

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  5. porque esse título ediota conde?esse plebeu acha que seria gente , se fosse nobre kkk deixa o mané pra lá eu ja pesquisei muito sobre esse tipo de gente é frustado , infeliz, sem money, ñ dve ter história (me refiro família que se destaque , ou experiencia fora desse mundinho brasil e net kk)resumo assim,esse mané..crítico sem conteúdo tem, o sídrome de (alta afirmação ), assim se sente vivo importante fugindo da vidinha sem fim ao indivíduo, uma frase pra resumi-lo, a grandeza de um homem vc nota na humildade, das palavras ,na prepotencia se descobre a fraqueza de um ediota …………….

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  6. Minha modesta contribuição para o tópico:

    https://www.facebook.com/notes/%E3%83%9E%E3%83%AA%E3%83%8D%E3%83%AB-%E3%81%BE%E3%82%8B%E3%81%9B%E3%81%83%E3%81%82/one-sex-or-two/1593406724255947

    Descobri êste texto em 1999, porém na metade do ano passado, era quase impossível encontrar cópias do mesmo via Google (o qual vai de mal a pior, e que há muito tempo deixou de ser páreo para o antigo —mas infelizmente extinto— AltaVista). Contudo eu já tinha preservado o arquivo original em meus CDs de backup, e assim decidi compartilhá-lo em forma de “anotação” no Fakeb00k. Unzip, unrar, enjoy.

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