Apologista Vigiado: Conde Loppeaux de la Villanueva

A partir de hoje dispensarei um pouco da minha atenção a este ser que, mesmo involuntariamente, preenche nossos monitores e caixas de som com seu fino e refinado humor. Sim, meus caros, trata-se de um humorista involuntário e vou provar isso. Seu nome é Leonardo Bruno e ele tem um blog e um canal no youtube! Links no menu à direita.

Em primeiro lugar, ele assumiu para si um nome engraçado. Tipo, que graça tem chamar um humorista de Renato Aragão? Pouca… mas Chamar de Didi é muito mais divertido! Ninguém sabe o nome do Bozo, porque o que importa é que ele é o Bozo! Não digo que o mero uso de um pseudônimo seja engraçado, refiro aqui a ter um apelido divertido como forma de incorporar o humor ao próprio humorista. Por esse motivo, Leonardo Bruno decidiu entitular-se a si mesmo de Conde Loppeaux de la Villanueva! Escuto o leitor segurar risadas… só aviso que em breve não consigarão mais segurá-las.

Em segundo lugar, ele incorporou um esteriótipo exagerado e caricato. Sim, existem cristãos e conservadores meio bobos, assim como existem ateus bobos, mas o Conde se propõe a ser o chefe dos tolos. Leva o esteriótipo às últimas consequências, até que ele se torne uma caricatura daquilo que representa. Assim como Chaplin representou brilhantemente o homem alienado e sua impotência perante as máquinas em Tempos Modernos, Leonardo Bruno representa o cristão chiliquento, que caga de medo de ir pro inferno porque existem ateus malvados e comunistas psicopatas vivendo no mesmo país que ele!

Em terceiro lugar, assumiu um linguajar característico próprio. Quem tem mais de 50 amigos no facebook deve ver no mínimo uma montagem com o Mussum por dia com balões de fala que mimetizam seu popular jeito de falar, ‘né mes moçadis?’. O Conde não ficou pra trás e incorporou ao seu modo de falar uma infinidade de vícios de linguagem irritantes e uma infiniade maior ainda (uma contigência lógica facilmente vencida por sua extraordinária veia humorista) de expressões no diminutivo que visam (não me perguntem como) ofender alguém.

Ele não chama ninguém de mentiroso, mas diz que a pessoa contou uma metirinha. Ele não acusa feministas de terem sido falaciosas, mas diz que elas são burrinhas. Ele não diz que o comentário do leitor X foi fraco, mas que o leitor X deixou um comentariozinho. Esses dias para trás um tal de Rafael Gusmão deixou um comentário no post O Holocausto Judeu: O Mais Trágico Capítulo da História do Cristianismo do blog Rebeldia Metafísica. A julgar pelo linguajar, alguém tem dúvidas de que se trata do mesmo?

Diga-se de passagem: típico comentário de cristão ciliquento que não leu mas como viu que estava repassando a culpa do holocausto nazista para o cristianismo, resolvou dar piti porque é óbvio que ele segue a religião perfeita e que nenhum cristão seria capaz de fazer uma barbaridade em nome dela.

Visto o seu nome de guerra engraçado, sua performance caricata e esteriotipada e sua linguagem cômica e à prova de cópias, concluimos que só pode se tratar de um humorista. Quem duvida, que apresenta um argumento melhor que o meu ou que dê um chilique.

Um pouco de sua história: este rapaz é bem parecido com o ex-mascote desse blog: o Luciano Henrique. A fixação de ambos com a nobreza e com a criação de perfis fakes que ficam avacalhando no orkut, além de manias como a fragmentação de textos adversários como estratégia de distorção, não podem ser desprezadas. Comparem meu post Luciano Ayan: uma breve biografia – de troll no orkut a “líder” conservador fake e Notas sobre Leonardo Bruno Fonseca de Oliveira, zé ninguém. (A imagem que ilustra o post foi retirada de lá.) Abaixo, algumas transcrições como aperitivo:

Um certo Leonardo Bruno Fonseca de Oliveira, que se intitula, em provável processo de fuga da vida medíocre que suporta, “Conde Loppeux de la Villanueva”, publicou em sua página escatológica do Blogger um confuso post, no qual transcreveu minha matéria contendo críticas a um libelo de Roberta Kaufmann contra as cotas.  Repartido em vários fragmentos, meu texto deu margem a uma série de “observações” do “Conde”; na prática, uma grotesca combinação de xingamentos infantis, contestações do que eu não disse e alarmismo macarthista contra o perigoso subversivo que é Gustavo Moreira.

[…]

Eu diria que Leonardo Bruno obteve sucesso em uma única iniciativa, ao sustentar um perfil falso na comunidade Olavo nos Odeia: Rachel Piaszt. Durante meses, o “Conde” simulou ser uma pós-adolescente de Curitiba, de cabelos dourados e coxas bem torneadas, realçadas por um short branco e justo.  […]  Certa madrugada, entretanto, o sono traiu a farsa, e a assinatura digital “Conde” apareceu de súbito, logo abaixo do avatar da Rachel.

Recentemene, ele andou tendo umas rusgas com o próprio Luciano Henrique. O Conde acusava o inseto que mente em proporções bíblicas de defender absurdos como o aborto enquanto este devolvia a acusação de que o primeiro cometia erros políticos graves ao defender a religião sem usar o Bypass político para pregações apologistas. E assim caminha a humanidade…

Ele é um típico representante do povão que já leu mais do que a média, o que não quer dizer que leu muito (e com certeza o pouco que leu era somente o que interessava). Mas mesmo assim, ou talvez por isso mesmo, ele insiste em fazer discursos repletos de disgressões sem sentido, choradeiras, resmungões e, como não poderia faltar, falácias. Quando você analisa o texto desses tipinhos, depois que você tira todas as disgressões desnecessárias, você só verá chororôs e um ou outro argumento falacioso.

Por isso, vou mostrar aqui os chiliques homéricos do Conde e desconstruir sua imagem de liderança cristã apresentando seus erros infantis. Sou ateu sim, mas não desejo um líder como o Conde nem ao pior dos meus inimigos. O pouco do amor cristão que me sobrou me obriga a abrir os olhos dos demais cristãos e de fornecer aos ateus um passatempo para quarta-feiras.

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