A sexualidade vira-lata dos ateus militantes – Parte 1: Transcrição

Essa série sobre o blogueiro Leonardo Bruno, vulgo Conde Loppeaux, vem mostrar às pessoas o que há de pior entre os defensores das religiões que não estão preparados para argumentar sobre esse assunto.

Faço isso porque, infelizmente, existe público para este tipo de gente. As pessoas adoram ver esses tipinhos falando e depois pensar coisas como: “nossa, esses ateus realmente são tão imorais!” ou como “essa sociedade está mesmo cada vez pior”. Esse segundo tipo de raciocínio é bem manjado e eu já falei sobre ele no artigo Mundo Corrupto na minha comunidade de orkut WatchGOD. As pessoas se sentem infelizes e ficam resmungando, dizendo que o mundo está podre, cheio de pecados, cheio de iniquidades etc. Esse tipo de comportamento é inercial, ou seja, a pessoa que fica resmungando tende a não fazer nada, nem mesmo entender melhor a realidade ao seu redor. Provavelmente é justamente por causa dessa “inércia resmungona” que faz tanto sucesso: agir assim é mais fácil do que apresentar argumentos coerentes e se esforçar para conseguir mudanças.

Vou começar com a análise do vídeo “A sexualidade vira-lata dos ateus militantes” gravado pelo referido blogueiro. Ele apresentou nesse vídeo pouquíssimos argumentos (vou contar quantos), mas todos eles foram falaciosos ou já foram refutados.

Estou reescrevendo este artigo, que já estava no orkut há um certo tempo (A sexualidade vira-lata dos ateus militantes) para evidenciar os erros que os oradores cometem e que forçam as pessoas à essa “inércia resmungona”. Meu objetivo é fazer as pessoas pensarem sobre aquilo que vêem e ouvem e notar os erros que estão aceitando sem ver. Aliás, a palavra certa não é nem “aceitar”, pois dá a ideia de alguém que está propositalmente enganando os outros. O mais correto é dizer “os erros que elas estão perpetuando sem notar”, pois esse tipo de discurso que vou apresentar vem de baixo para cima, e não o contrário.

Segue abaixo uma transcrição do vídeo feia por mim. Eu escrevi aqui exatamente o que ele falou (somente a partir dos 15 segundos) para evidenciar os vícios de linguagem e o despreparo do autor.

[P1] E eu estou lendo aqui uma matéria muito… muito “interessante”, do ponto de vista assim, entre aspas, né… interessante entre aspas, né, porque realmente é uma notícia da chamada cultura inútil.

[P2] Uma pesquisa realizada pela Universidade do Kansas, nos EUA, concluiu que ateus vivem o sexo com mais prazer.

[P3] É engraçado que esse pessoal aí [mosquinhas verdes] gostam de “departamentizar” a natureza humana, como se ela fosse algo mensurável, controlável, né. Ou então, é… como se nós fôssemos uma espécie reprogramada para que… como se nossos comportamentos pudessem ser previstos. Então quer dizer, agora esse pessoal quer mensurar o prazer sexual, quer mensurar, quer mensurar o orgasmo, né.

[P4] E para, claro, como eles são ateístas militantes, eles precisam se envaidecer e acreditar que realmente têm mais felicidade sexual que os religiosos, não é mesmo?

[P5] Só que existe um problema aí, né? Quem foi que criou a norma, nossos códigos de ética amorosa, as nossas etiquetas, né? As… a nossa reverência, principalmente à mulher, né, o cavalheirismo etc. Foram os pagãos? Foram os ateus? Não, meus queridos! Foram os cristãos!, e em particular na Idade das Trevas. Foi a partir da, foi na Idade Média que surgiu os códigos da cavalaria, os códigos do amor cortês e os códigos da… da cortesania, da gentileza, hm?

[P6] Quer dizer que, na verdade, por exemplo, se a gente pegar as trovas medievais, né, o culto do amor à mulher, né, a figura idealizada, inatingível, ou então quando um homem é… dá uma flor para uma mulher, ou agrada, né, de maneira delicada, de maneira sofisticada… foram aqueles homenzinhos medievais que se chamam, que são rotulados, né, de elementos das trevas que criaram toda uma espécie de ritualidade, de cortesania amorosa.

[P7] Mas o que vêm os ateus a nos propôr, né, com essa história de que eles vivem melhor o sexo? Já dizia Nelson Rodrigues que educação sexual é coisa para vira-latas, e eu não tiro a razão dele.

[P8] Uma vez, recentemente aqui em Belém, houve um caso de uma jovem que foi… que filmou, né, uma cena de felação, em que ela estava abocanhando o pinto do namorado, uma menina de treze anos e acabou virando chacota pelo fato do vídeo ter espalhado. E uma senhora que era pedagoga, psicóloga, sei lá, o que seja, veio dizer assim: “Ah! Esta criatura precisa de educação sexual.” Aí eu perguntei, eu pensei [inaudível]: “Bom, uma criatura dessa, que já sabe chu… que já sabe chupar uma piroca… bom, com certeza não vai precisar de educação sexual porque acho que ela já tem até de sobra, né. O que tá faltando talvez educar nas, nos adolescentes são valores, né, são como direcionar o sexo, né. Hoje em dia, praticamente, o que é educado nas pessoas é como se o prazer, como se o sexo pelo sexo fosse a coisa mais importante, quando na verdade os elementos mais é… sutis do relacionamento, que é no caso o amor, que é no caso a ligação de um homem e uma mulher, a construção de uma família estão sendo redundamente ignorados.

[P9] É interessante notar que hoje em dia, cada vez mais uma sociedade que trepa adoida.. doidamente, ou pelo menos diz trepar e cada vez mais frustada sexualmente. E o que é pior, né, cada vez mais solitária, uma sociedade que cada vez… cria menos vínculos possíveis com as pessoas, não é. Não temos, nós somos uma sociedade em que os vínculos afetivos são cada vez mais fracos, apesar da exaltação da sexualidade, né… e os ateus muito orgulhosos que trepam que nem cachorro agora estão, né, se vangloriando porque eles se acham é… “orgiasticamente” superiores aos cristãos ou aos religiosos.

[P10] Olha, sinceramente, quem publica uma matéria dessa é muito babaca. É muito idiota, hm? Quer dizer que vocês agora, vocês acham que vocês sentem mais prazer sexual, que vocês são mais desinibidos que os cristãos, né? É interessante que eles gostam dizer que eles gostam de trepar sem sentimento de culpa, né? … Olha, quem trepa sem sentimento de culpa, pra mim, é um ca-chor-ro, é um cão, é um, é simplesmente um vira-lata. Qualquer tipo de relação amorosa sexual tem que ter o mínimo necessário de drama de consciência.

[P11] É por essas e por outras que esta sociedade está parindo gente na rua que nem cagado, que nem cagado, que nem jogado no lixo, justamente porque todo mundo trepa sem a menor crise de consciência. Não não somente a crise de consciência faz a diferença entre os humanos e os animais, como também essa crise de consciência é que nos engendra o juízo de valor necessário, necessários para ver até que ponto vale a pena fazer o sexo. Quem não tem esse juízo de valor, quem não tem essas crises, tanto do âmbito afetivo, moral na questão sexual, me desculpe: está andando de quatro. Realmente prova que a evolução das espécies é uma farsa. Existe, pelo contrário, a involução das espécies.

[P12] Mas parafraseando o meu grande amigo reacionário Nelson Rodrigues: “educação sexual é para vira-latas”. E a sexualidade dos ateus com certeza é muito, muito, muito triste.

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3 opiniões sobre “A sexualidade vira-lata dos ateus militantes – Parte 1: Transcrição”

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