O grande pseudocético e pseudocientista Luciano

É galerinha do mal… me chamaram pra briga e ficaria feio se eu não fosse, num é mesmo? Então cá estou. Vou responder às sandices que esse tal de Luciano andou falando sobre mim naquele mural planfetário de igreja que alguns insistem em chamar de blog.

Pra começo de conversa, um breve esclarecimento. Existem os céticos gnosiológicos que consideram não ser possível obter certeza de nada neste mundo e que a verdade não existe ou se existe é ou inalcançável ou irrelevante ou ambos. Já o cético metódico aplica a dúvida como método de verificação, e é a esse ceticismo que me refiro aqui. (ver referências)

O primeiro ponto que destaco é que deixei bem claro que duvidar, qualquer um pode. Ninguém precisa ser cético para duvidar de nada. O ceticismo é um método de se exercer dúvida, então pode-se duvidar sem ser cético. Acontece que algumas pessoas expressam sua dúvida sob a alegação de ser uma dúvida cética, mesmo quando isso é falso. Neste caso, estamos lidando com um pseudocético. Vejam a mina definição de pseudocético:

O conceito por trás do termo é muito simples, não tem segredo nenhum: é o cara que não é cético mas que se declara cético para angariar simpatia e fazer suas ideias passarem com menos questionamento.

Ou o Luciano não leu este parágrafo, que está logo no começo, ou ele é um Analfabeto Funcional with lasers. Qualquer pessoa que tenha lido isso jamais responderia assim:

Por exemplo, suponha que Marcelo afirme duvidar que a Regina tenha matado a Catarina. Caso você questione ao Marcelo como ele chegou a essa conclusão, e ele apenas afirmasse duvidar veementemente do crime cometido por Regina, teríamos, sob a definição do blog do Mensalão, um pseudocético.

É ou não é pessoal? Tendo em vista minha definição apresentada, alguém tem dúvidas de que ou ele não a leu ou ele não a entendeu? Não dá, vei.. não dá.

Continuando. A tese dele é que uma pessoa pode ser cética quanto a um assunto e não ser cética quanto a outro. Bem, se seguirmos que só é cético quem é cético em relação a tudo, então provavelmente não existem céticos no mundo. Ninguém questiona tudo que vê, pois todos nós somos humanos que às vezes acreditamos em coisas que nos interessam só porque nos interessam.

O que diferencia um cético de um pseudocético é que o primeiro reconhece que em certos momentos, faz julgamentos nos quais abre mão de ceticismo (como ferramenta). Já o segundo alega ser cético em julgamentos nos quais ele não usou ceticismo algum! Ninguém precisa ser cético em tudo, já que é impossível. Mas qualquer pessoa que defenda uma ideia alcançada através do ceticismo pode afirmar que usou do método sem problema algum. O problema é quando ela alega que usou o método quando não usou.

Sobre uma pessoa se declarar cética, não vejo problemas. Se ela busca aplicar o método com frequência bem maior do que ela não usa, creio que já se pode chamá-la de cética. Ou se ela for uma exímia aplicadora do método. O que ele faz é como dizer que tudo bem, Mao Tsé Tung matou no mínimo 40 milhões de chineses, mas não dá pra falar que ele é uma pessoa má já que quando ele era criança ele ajudou a vó dele a apanhar legumes no quintal para fazer no almoço. (???) É claro que nem todo mundo é mal o todo tempo todo, mas mesmo assim certas pessoas são más e outras podem ser consideradas boas, num é mesmo?

O que mais me surpreende naquele amontoado de baboseira dele é que ele diz que se você não é cético em relação a tudo, então você não é cético, o que é ruim. Mas se você procurar ser cético com muitas coisas, então você é cético universal, o que também é ruim. E ele mesmo se declara cético, mas não cético universal, logo ele mesmo

“[aparece] com uma credulidade servil e emocionada”

em relação a certos temas, o que é ruim. No fundo, ele critica quem busca ser cético sempre e quem não busca isso. O feitiço volta contra o feiticeiro,  então ele mesmo ou tem suas credulidades servis e emocionadas em relação a certos temas ou é um cético universal. Dãããããã…. Ou será que ele é um semideus capaz de fugir destas trivialidades lógicas contingentes com seus poderes omni-trapaceados? Vai saber…

Mas eu menti alí em cima. O que mais me surpreende mesmo é um guri que não sabe porra nenhuma de ceticismo vir me corrigir. Num dá pra engolir. Se eu coloquei a definição dada pelo próprio inventor do termo, como posso ter errado? E ainda vem o baba ovo do JMK querendo dizer que errei a definição mas que mesmo assim uso bem. É de cair o cu da bunda as coisas que vejo ali naquele esgoto. Voltando ao assunto, alguém aqui sabe como o guri define o ceticismo? Então vamos ler a definição dele que veio direto do túnel do tempo exclusivamente para você, leitor do Blog do Mensalão! Bora revirar o orkut em busca das pérolas deste infeliz!

No fim do post tem os links e as páginas salvas para vocês se certificarem de que os prints a seguir são quentes. A definição dele de cético é essa:

Interessante notar que para ele, o big bang ainda não foi provado! Incrível como ele pulou de iludido defensor emocionado de causas não-materiais para o universo para aplicador sistemático de darwinismo, até mesmo em assuntos onde não há aplicabilidade. Mais interessante ainda é notar como alguém que defende hoje com tanto amor o uso da Psicologia Evolutiva já chegou a afirmar que 99,99% da Psicologia estava errado (ou será que a PE representa apenas insignificantes 0,01% da psicologia? Será que teremos um Moviment Occupy Freud liderado pelos 0,01%). Como esse garoto muda de opinião rápido né? (Atualização: se você não percebeu que eu já tinha dito neste parágrafo que ele não usa mais essa definição e nem que esta última frase é irônica, então você está no site errado. Visite conteúdos mais propícios para o seu nível intelectual, como Teletubbies)

E ele que não venha com mimimi dizendo que nunca disse que big bang e neurociência são falsos. Ele acabou de colocar a crença nos dois no mesmo nível da crença em lobisomens, opiniões, sonhos e falácias. Ele próprio colocou os dois no mesmo patamar de mentiras e invenções. Então ele que não venha dizer que não estava dizendo que psicologia e big bang eram falsos.

Tem mais, essa definição é uma definição fraca, algo como uma meta-definição. É como dizer que justo é aquele que absolve os crimes da ditadura brasileira e condena Obama. Isso não define o que é ser justo, nem que tais julgamentos fossem os mais corretos. Em poucas palavras, justiça é punir quem fez algo errado e recompensar quem fez algo certo. O conceito de justiça não diz que os crimes da ditadura brasileira devem ser absolvidos. A aplicação do conceito pode até dizer isso, mas o conceito não. Sacaram o que eu estou tentando dizer?

Mas agora, se ele apagar esse post dele, não tem problema. O forista Pedro Guncher quotou a mensagem original, e essa não pode ser apagada. Como em 2008 eu ainda não frequentava a internet, nem dá pra dizer que plantei quotes falsos e esperei 4 anos e meio até usá-los. Vejam esses dois comentários do Pedro que provam que o Luciano disse isso e que mostram um outro ponto desonesto:

Em outras palavras, inventar estatísticas não seria justamente um exercício de não-ceticismo? Aliás, inventar estatísticas chama-se falácia da Invenção de Dados (ver referências), e como ele mesmo diz que falácia é não ser cético, logo ele não é cético. Tadããã!!

E vocês acham que essa resposta deixou nosso amiguinho com vergonha? Que nada! Ele apelou e soltou duas pérolas de tanta qualidade e produzidas com tamanha rapidez, que ouvi dizer as ostras até convidaram ele para fazer a palestra de abertura do Congresso Mundial de Ostras 2008! Vamos ver quais foram com o tio Fomon?

Pra começo de conversa, ele fez uma interpretação literal e “autista” da expressão “vou te ajudar desenhando”. Como se isso não fosse uma metáfora para dizer que vai explicar com mais detalhes, ele usou a ausência de um desenho para forçar um diagnóstico de problemas mentais (como se esse tipo de diagnóstico valesse alguma coisa, já que alguns minutos antes de fazer tal comentário ele tinha afirmado que 99,99% da psicologia e da neurociência não foram provados… então porque ele confia nos seus diagnósticos? Será que ele reconsiderou seu ponto de vista com tanta rapidez, mas esqueceu de contar isso? Naaaaa… na verdade, ele quis defender sua definição de ceticismo apelando para algo que a própria definição julga como falso… ou seja, ele é um pivete!)

E depois, que história é essa de que as estatísticas eram “para tirar com a tua cara”? EIKE desculpa esfarrapada! PQP é difícil ver desculpas tão esfarrapadas dando sopa por aí. Uma verdadeira pérola, me agradeçam por trazê-las até vocês!

Bem, esse papo de pseudocetiscismo já deu. Já mostrei que ele não tem a mínima moral para discutir sobre o que é ceticismo com ninguém, o bixo não manja nada do assunto. Vamos falar então de pseudociência (os posts usados como base estão na referência).

A definição de pseudociência é: incorporar elementos científicos tais como teorias ou jargões técnicos a uma explicação que não seja científica para aumentar artificialmente seu poder de persuação.

Leu isso, Luciano? Entendeu? Não vai ficar inventando exemplos non sense e depois dizendo que a sua percepção da minha definição falha em explicá-las não né?

O espiritismo é basicamente isso. Allan Kardec inventou uma teologia dos espíritos e incorporou vários jargões científicos que estavam na moda naquela época, tais como ectoplasmas, velocidade da luz etc. O espiritismo não se propõe como uma abordagem estritamente científica, mas mesmo assim é pseudocientífico pois veste uma fantasia de ciência para forçar aumento da credibilidade ao tentar impressionar os interlocutores.

O que os PUAs fizeam aqui foi justamente isso: pegaram a expressão “Controle de Frame” lá na PNL e adaptaram ela para o uso em paqueras. Daí, para atrair seu público-alvo, composto majortariamente por nerds, disseram que a Psicologia Evolutiva explica a aplicação do CdF em paqueras. Em otras palavras, fizeram pseudociência.

Diga-se de passagem, é assustador como esse guri cai tão facilmente em propagandas. Caiu na propaganda dos PUAs de que havia alguma coisa ali minimamente amparado por qualquer tipo de ciência. Depois, foi na onda do marketing do terceiro filme do Batman de que haveria um conflito político no filme. Isso foi puro marketing para atrair gente pro cinema, porque a história em si não tem absolutamente nada de política, tirando uma única atitude da Mulher Gato. Talvez seja por isso que ele se empenhe tanto em criar formas de detectar propagandas em discursos: ele cai em todas! uhsauhsauhahusahua E ainda assume, na adolescência caiu no papo do Nietzsche que nem bobo. Eu que sou esperto, não preciso catalogá-las para saber quando estou sendo vítima de uma. Mas pessoas com níveis sinápticos desprivilegiados devem recorrer a catálogos sistematizados e abrangentes senão vão morrer sendo passados para trás. Fazer o que, eu tenho dó…

Já to terminando. Só falta dizer que ele reconheceu que INVENTOU a teoria de Controle de Frame aplicada a discursos de internet, mas que não se propôs a fazer isso de forma científica. Em primeiro lugar, ele reconhece que inventou isso tendo como inspiração nos PUAs. Ficou claro que isso não havia em lugar algum, então só pode ter sido inventado com base nos PUAs. A apresentação de buscas no Science Direct tinham dois objetivos: 1) mostrar que Psicologia Evolutiva e Darwinismo Social são áreas ativas de pesquisa científica e 2) que nenhum cientista usa conhecimentos de tais áreas para escrever sobre Controle de Frame. Agora vejam o comentário dele:

Bruno [Almeida, um pseudônimo meu] tentou provavelmente o truque de buscar papers para vir com a alegação de que “não existe controle de frame”, pois não é teoria científica. Tradução: na mente dele algo só existe se for uma teoria científica.

Eu nunca disse que Controle de Frame não existe porque não existem papers, até porque existem papers sobre o tema sim (dããã~~aããã que jumento). A pergunta é: como que alguém que viu a imagem abaixo (clique para ampliar), que estava lá naquele post,pode fazer uma afirmação tão estapafúrdia como aquela alí em cima. Ou ele não leu ou ele é quem lê as coisas como gostaria que fossem e não como foram escrias.

Ele disse que não existe Controle de Frame sendo sustentado por PE e DS em pesquisas científicas, e que portanto qualquer pessoa que alegar que há tal alegação está inventando. E o que o menino faz? Confirma minha teoria:

Bruno tentou provavelmente o truque de buscar papers para vir com a alegação de que “não existe controle de frame”, pois não é teoria científica. Tradução: na mente dele algo só existe se for uma teoria científica.

EIKE imbecil! Não era justamente isso que eu queria mostrar? Ele quer me refutar provando que eu estava certo? PQP madre de dio

Em segundo lugar, ele é um puta de um mentiroso. Vejam esse trecho aqui:

Da mesma forma, Bruno tenta dizer que controle de frame é “pseudociência”, o que é tecnicamente impossível, pois algo só pode ser rotulado de pseudociência se existir uma proposta de que ele fosse científico, o que jamais foi o caso.

Comparem com o texto original publicado ano passado:

Já citei o controle de frame no post anterior, em que desmascarei Daniel Sottomaior. Agora vou abordar o que significa o controle de frame de uma forma mais detalhada e metodológica.

Antes de tudo, vamos aos paradigmas que serão tomados como premissa por aqui.

Um: o sistema darwinista. […] Dois: neurociência. […] Três: dinâmica social. […]

Sim, existem estudos sobre isso, e Desmond Morris ajudou muito com essa base de conhecimento ao estudar o mecanismo de acasalamento nos diversos animais, o que pode ser visto em sua série “Human Sexes”. […]

O homem basicamente é atraído por mulheres com alta capacidade de reprodução. Não significa que ele use o neocórtex para pensar “puxa, que interessante, ela poderia ser a mãe de meus filhos”. Talvez em alguns casos, até pense nisso, mas o que geralmente vai acontecer é que o sistema límbico profundo dele irá SE SENTIR ATRAÍDO por qualquer mulher que demonstrar atributos físicos relacionados ao instinto que diz “essa irá ter bons e saudáveis filhos”. Este é o desejo natural de REPLICAÇÃO.

Ok, amigão. Se isso não é abordagem científica, mas sim uma arte, então a credibilidade deste blog está definitivamente arranhada. Mas não ne… cara, para de tentar negar o óbvio. A questão não é quem fala com mais convicção, mas sim quem falou merda e agora não pode apagar porque eu já certifiquei as cópias e agora só resta mentir.

E notem que aqui ele falou que a neurociência justifica o CdF, mesmo sabendo que 99,98% dela está errado! kkkkkkk

Por fim, uma contradição boba…

Em síntese, posso dizer o que o controle de frame NÃO É: tudo aquilo que o Bruno entendeu. […] [Segundo ele, ] O Controle de Frame é a arte de DOMINAR o uso das ressignificações a seu favor. Simples assim. E as ressignificações são “métodos utilizados em neurolingüística para fazer com que as pessoas possam atribuir ‘novo significado’ a acontecimentos, fatos ou conceitos pela mudança de sua visão de mundo.”

Ao que parece, eu apresentei uma definição falaciosa. Mas será? Olha o que o LH falou mais pra frente:

Eu poderia ter utilizado o termo ressignificação, mas optei por usar “controle de frame”, pois achei ele mais interessante, dando um aspecto de “mudança de perspectiva” ou “mudança da percepção pelo outro lado”.

Ou seja, ele mesmo corroborou minha definição! Que mané mais fdp! É mole? Na boa, não sei como tem gente que leva esse infeliz a sério. Uma pessoa que acha que metáfora é explicação científica (ver imagem abaixo) não deveria ter sequer acesso à Internet…

Esta imagem foi retirada do post Os incontáveis declives escorregadios de Jairo Filipe. Não foi certificada aqui porque só lembrei disso depois de upar o arquivo. Mas este post estará incluído na certificação 5.

Referências:

Tópico no orkut: O que é ser cético? Da comunidade Céticos SA
Posts do blog Luciano Ayan: Como esse blog levou um esquerdista à loucura Pt.2 (sobre pseudocência) e Como o ceticismo político não deixa passar erros em supostas análises sobre o ceticismo (sobre pseudoceticismo)
Post do Blog do Mensalão: Pseudoceticismo: introdução  (sobre pseudoceticismo)
Verbetes da Wikipedia: Ceticismo (distinção entre ceticismo filosófico e cietífico), Invenção de Dados (falácia)

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