Blog do Mensalão!

Olá a todos! Sejam bem vindos a este blog, que estou chamando de “Blog do Mensalão”.

Há muito tempo que estou tentando abrir um blog para mim, mas diversos obstáculos ficaram entre mim e ele. Não vou ficar aqui chorando minhas pitangas logo no meu primeiro post, afinal de contas eu quero bastante leitores e esse tipo de abordagem não costuma popularizar blogs. De qualquer forma, ao longo do tempo vou falando sobre a minha vida de maneira bem diluída, então se alguém ficar curioso é só ficar de olho aqui. Acontece que tem um problema (cuja exposição nem chega a ser “chorar pitanas”) que enfrentei e que quero, ou melhor, preciso, comentar com vocês no primeiro post. É importante comentá-lo já que sua solução é algo fundamental para o entendimento da dinâmica daqui. Estou me referindo ao meu próprio “jeito de ser”, por assim dizer.

Explico: eu sou o tipo de pessoa que procura obter conhecimentos não muito grandes sobre o maior número de assuntos possível. Posso dizer que sei pouco sobre muitas coisas e que dificilmente me especializo em um assunto, salvo em necessidades. Isso se deve ao fato de eu ser volátil e de preferir linhas de pensamento finas e borradas. Acontece que tão breve eu chego a um nível que considero satisfatório de conhecimento sobre um assunto, eu já trato de abrir novos horizontes, de pensar em temas correlacionados, de extrapolar, de correlacionar, de expandir, de aperfeiçoar, de conectar… eu parto pra próxima. Vou deixando meu pensamento evoluir até que eu possa perceber a linha que eu estava seguindo mesmo sem saber.

Não sou do tipo de pessoa que mantém uma linha firme e fixa de pensamento e que vai estabelecendo objetivos e adquirindo conhecimentos a partir dela. Não que eu seja incapaz de agir assim ou mesmo que eu seja absolutamente contra este tipo de mentalidade. Na verdade, acredito que tudo tem seu tempo, então há situações que exijem esse tipo de abordagem. Quando um grupo de trabalho, por exemplo, estabelece um objetivo, ele não pode se dar ao luxo de serem voláteis nem de manterem uma linha de raciocínio confusa. Ao contrário, eles devem manter essa linha até o fim de um projeto, ou até o fim de um ciclo de trabalho (semestre, ano etc) ou até que este seja provado insatisfatório, sob o preço de tornarem seu trabalho lento e ineficiente. Não acho que seja adequado ficar me aprofundando em uma argumentação mais sólida sobre este tema específico nesta introdução, pois além de fugir do tema, é algo que julgo ser de entendimento comum.

Observação: espero que não vejam este meu pensamento de que certas coisas são boas em certas situações e ruins em outras como mero relativismo. Eu absolutamente não sou relativista! Qualquer hora eu resolvo explicar melhor essa história.

O importante mesmo é que se há momentos nos quais especialização e foco são úteis, há também momentos em que não são. Quando se trata de adquirir novos conhecimentos, acredito que esta abordagem seja falha, pois nos torna “bitolados” e nos força a uma visão… “monocromática” da realidade. Se norteamos todos nossos estudos segundo uma linha específica e bem resoluta, acabamos sendo doutrinados. E se nos especializamos demais em um tema, perdemos a visão do todo e não percebemos os erros que cometemos por não considerarmos as relações entre as partes ou por termos uma visão distorcida de tais relações. Mas não me entendam mal: não estou dizendo que os especialistas  sejam piores do que eu. Ambos temos vantagens e desvantagens e ambos somos importantes num debate. Acontece que meu jeito de ser, quando se trata de buscar novos conhecimentos, me impede de ser especialista demais em certos temas. Além disso, mesmo aqueles que seguem uma doutrina de forma convicta, mas que não cheguem a se especilizar nela, costumam ser bem vindos em debates. É evidente que todo apego tem um limite, mas ninguém é isento para dizer “sou completamente independente de ideologias e doutrinas” então devemos perdoar os ideólogos e doutrinadores.

Dada esta minha tendência a preferir ser um mar raso a uma piscina profunda, creio que já tenham percebido o quanto seria complicado para mim abrir um blog: surgiriam dificuldades em estabelecer um público-alvo e em me relacionar com ele de forma simples. Enquanto uns gostariam de ler sobre A e não gostam de ler sobre B, outros gostariam de B e não estariam nem aí para A. No fim das contas, eu acabaria ficando que nem o caçador que entrou no mato para pegar dois coelhos e saiu sem nenhum, enquanto que aquele que entrou para caçar um, saiu com um.

Era preciso ter uma saída e foi então que resolvi procurar sites na internet que tratam de muitos assuntos para ver como eles conseguem harmonia interna. Basicamente, eles se subdividem internamente em temas e cada tema tem um autor específico, algo que resolvi “adaptar” para cá. Assim, o blog não fica confuso e sem foco, pois seu foco passa a ser igual ao dos autores que estiverem mais ativos numa determinada época. Além de resolver meu problema, ainda ganho a vantagem de mesmo sozinho consegir dialogar facilmente com vários públicos-alvo diferentes e trazer ainda mais leitores para cá.

Quanto aos temas do blog, deixarei que cada autor diga por si mesmo. Só o que adianto é que as linhas principais serão Religião, Ateísmo, Ciência, Filosofia e Política, mas nada impede que eu “chame” outros autores para falar sobre outros assuntos. Eu particularmente, o Mensalão, sou o administrador do blog e não vou escrever textos sobre nenhum dos temas acima. Meu papel será moderar os outros autores e falar sobre assuntos pessoais tais como música, jogos, esportes, lazer, literatura etc

Em breve os primeiros autores se apresentarão aqui para vocês. O Bruno Almeida e  Mr. Monk serão os dois primeiros e os demais serão apresentados gradualmente, tão logo eles se disponham a cumprir a promessa que fizeram de me ajudar aqui! Vocês podem saber um pouco mais sobre eles aqui ou clicando no menu “Autores” no cabeçalho da página. Caso queiram entrar em contato comigo, basta ir na aba “Contato” alí em cima também.

Bem, espero que gostem!

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8 opiniões sobre “Blog do Mensalão!”

  1. Vc viu que o Fabrs também começou um blog? Olha o primeiro parágrafo do primeiro post:
    O texto a seguir é uma compilação feita por mim a partir de muitos posts e ideias presentes, principalmente, em outros 2 blogs: lucianoayan.com e ocapitalista.com — seria perda de tempo tentar escrever tudo do zero sendo que estes caras já têm ótimo material a respeito do tema. (O grifo é meu).
    Parei de ler aí. Pô, logo o Fabrs, que eu acho um caro tão inteligente… se quiser acompanha-lo, o endereço é esse aqui: http://matrixpolitica.blogspot.com.br/

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    1. A parte de filosofia, eu vou tratar de teoria do conhecimento e epistemologia. Quero montar aqui um acervo bem completo desses assuntos, já que existe tão pouca divulgação e tantos enganos pela internet afora. Vou somar isso com algumas… curiosidades, por assim dizer, sobre método científico. Espere que você vai ver, vai ficar bem interessante.
      Já a parte de política, estou juntando um material há alguns meses mas ainda não comecei a ler. O pouco que tenho não dá para começar a escrever por conta própria. Então só vou começar a tratar desse assunto daqui alguns meses, só depois de estar com um nível de conhecimento dos assuntos que irei propor mais elevado e com minhas opiniões mais maduras. Afinal de contas, até o Luciano lê antes de postar rs
      Falando nele, eu tinha visto o blog do Fabrs mais cedo. Ele está cometendo os erros infantis que o Ayan conseguiu encrustar na abeça dele: a de que o esquerdismo luta por estados mais inchados possível e de que a direita quer estado mínimo, que estado mínimo é melhor mesmo e que portanto deve-se ser conservador. As três premissas dele são falsas nesse raciocínio.
      Depois ele diz que: “A questão política fundamental é a proteção ou violação dos direitos individuais. É a defesa dos direitos à vida, propriedade e liberdade dos cidadãos que legitima um governo, é sua violação que origina todo tipo de problema social.” Para começar, isso contraria totalmente a discussão sobre o papel do governo que vem sido desenvolvida há mais de século. Tipo… é a opinião dele e ele coloca como “questão fundamental”, então dá pra ver um pouco de imaturidade aí. Não é só ignorar toda a discurssão e dizer que o governo tem com função preservar três liberdades e pronto. Culpa também das referências dele, que promovem um hiper-simplificação do tema. E ainda por cima, quando ele diz que violação de liberdades é origem de todo problema social… nossa, quase cai para trás aqui. Sei não, talvez ele devesse ir lá na ONU agora contar que ele achou a solução para todo tipo de problemas sociais e que todo o esforço político, intelectual e filantrópico dos últimos 100 anos foram mera perda de tempo. Mais uma vez, ninguém mandou ele restringir tanto a própria leitura.
      Agora até cogitei abrir um tópico de Filosofia Política para somar com os outros dois temas que já estão confirmados rs

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    2. “Ele está cometendo os erros infantis que o Ayan conseguiu encrustar na abeça dele: a de que o esquerdismo luta por estados mais inchados possível e de que a direita quer estado mínimo, que estado mínimo é melhor mesmo e que portanto deve-se ser conservador.”

      O post 2 sobre espectro político diz:
      “Quem é “de direita” também costuma associar sua posição política ao cristianismo, sendo a religião a base e justificativa para suas convicções éticas e políticas. Desta forma, tende a ser contra o aborto, contra o casamento entre homossexuais e contra a legalização das drogas.

      Assim, um regime que permitisse a total liberdade econômica, ou seja, garantisse o direito de propriedade e não interferisse na produção e troca de riqueza, mas limitasse completamente a liberdade pessoal seria um regime de direita.”

      Ou seja, o Estado de Direita é mínimo economicamente, mas máximo em relação às liberdades pessoais — dá pra se ter uma ideia disso olhando o Gráfico de Nolan que colei também. A perspectiva do Ayan leva a achar que Estado Máximo é exclusividade da esquerda; isso levando em conta o aspecto econômico, mas há o das liberdades pessoais também.

      “Para começar, isso contraria totalmente a discussão sobre o papel do governo que vem sido desenvolvida há mais de século.”

      Fica, vai ter post sobre papel do governo.

      “Tipo… é a opinião dele e ele coloca como “questão fundamental”, então dá pra ver um pouco de imaturidade aí.”

      Fica, vai ter demonstração.
      Só que não cabe no post cujo objetivo é começar a explicar o que é a esquerda. Tem um motivo pro blog não estar sendo divulgado por mim no “círculo de debatedores profissionais da internet”: é que agora não está sendo feito pra vocês, seus fofos, e sim, num primeiro momento, pra gente que nem introduzida foi ao assunto da política.

      Tá, mentira, é só porque eu tenho medo de vocês mesmo rs

      “E ainda por cima, quando ele diz que violação de liberdades é origem de todo problema social… nossa, quase cai para trás aqui. Sei não, talvez ele devesse ir lá na ONU agora contar que ele achou a solução para todo tipo de problemas sociais”

      Identificar a origem de um problema não significa identificar a solução. Que tal abrir um tópico sobre lógica também?

      Enfim, como é um blog que está começando agora, com uma perspectiva que não conhecem, perdôo as dúvidas (exceto as do Gilmar, porque ele resolveu que ia “não ler e não gostar”). Mas a afobação não tem perdão; o final do post já dizia “No próximo post vamos falar sobre a direita, e ver se ela é uma alternativa melhor ou não”. Já sair supondo o que é que vou defender só porque falei que ia usar alguns textos e ideias do ayan (e de outros blogs) é uma imaturidade. O blog não se chama MATRIX política à toa, é realmente uma perspectiva nova (não porque eu tenha inventado, mas porque as pessoas não conhecem mesmo).

      Ora, se fosse pra repetir e concordar com o Ayan em tudo eu não precisaria fazer meu próprio blog.

      Att.
      MP

      Nota do Moderador: formatação feito por mim. Usem strong e /strong e em /em, tudo entre sinal de maior e menor, para escrever em negrito e em itálico, respectivamente.

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    3. MP, ficou muito confuso de ler… posso dar uma formatada antes de responder? Tinha hora que eu não sabia se estava lendo quote seu de vc mesmo, quote meu ou texto orginal hahaha

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    4. A única parte em que as aspas não marcam uma citação a você, e sim a mim, está no 2º e 3º parágrafos. Talvez ajude colocá-las em itálico, não sei como fazer aqui.

      De resto, todas são citações ao que você falou.

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    5. Matrix Política,

      aparentemente cometi alguns equívocos, mas também alguns acertos. Para começar, se você não perdoa minha afobação, porque eu deveria perdoar o fato de você estar só começando? Não é assim que funciona. Até porque, se sua ideia era fazer uma introdução, que fizesse uma introdução, oras! Apresentasse sua ideia e delineasse seus argumentos futuros ao invés de fazer uma apologia seca.
      Segundo, eu quis dizer alí em cima que a questão do libertarianismo tal como exposta estava crua e ingênua, de caráter opinativo e não-argumentativo e dava sinais de ignorar o que conheço sobre papel do governo. Você tem argumentos? Ótimo! Cadê eles?
      E outra, se o público alvo não sou eu, então estou coberto de razão em dizer que o conteúdo não me agrada, certo?
      Além disso, naquela questão da ONU, a minha ojeção não era em relação à questão identificação de problema/solução, mas sim que você estava dizendo que só existe UM problema. Meio pouco, não acha?
      E se pretende levar isso pra frente, esteja preparado para críticas como: “o fim da liberdade dos fazendeiros de usar mão de obra escrava gerou problemas sociais ou os diminuiu?”

      Só mais uma coisa… no teu blog vc escreveu: “Bruno, o item 25, conforme você mesmo colou, fala não apenas da autoridade estatal, mas diz que deve ser dada com “a finalidade de executar O PROGRAMA” – que é o exposto nos 24 itens anteriores. É por analisar o próprio item, individualmente, que somos obrigados a considerar todo o resto, o contexto ao qual ele faz referência. Para ignorar a finalidade alegada no item 25, precisamos ignorar uma parte do próprio item.

      Então me responda: o que deveria estar escrito no item 25 para que o tal do inchaço governamental pudesse ser considerado neutro? Que eles desejavam um governo forte para garantir que os itens anteriores NÃO fossem cumpridos ou para ser grande independente dos itens anteriores serem cumpridos ou não? E se não estivessem escrito “para executar o programa”, sem alterar nada mais, então seria neutro? É evidente que os fins de um estado forte não torna essa preferência ideologicamente equivalente à sua ideologia. Independente do que estiver escrito, já que você está usando um detalhe irrelevante na análise para forçar a barra…

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    6. Não pedi perdão por estar iniciando, recomendei aguardar pra não correr o risco de supor coisas erradas. A introdução está sendo feita, um post de cada vez, em posts pequenos e tentando abordar da forma mais prática possível (tenho em mente leitores bem iniciantes). Pode dizer que não gosta à vontade, mas seu post anterior não trazia seu gosto e sim críticas sobre o conteúdo, que foram respondidas.

      “Além disso, naquela questão da ONU, a minha ojeção não era em relação à questão identificação de problema/solução, mas sim que você estava dizendo que só existe UM problema. Meio pouco, não acha?”

      Não disse que existe “um problema”, e sim que a violação aos direitos à vida, propriedade e liberdade origina todo tipo de problema social, o que significa que são vários problemas sociais, mas a causa deles é a violação de tais direitos.

      “E se pretende levar isso pra frente, esteja preparado para críticas como: “o fim da liberdade dos fazendeiros de usar mão de obra escrava gerou problemas sociais ou os diminuiu?””

      Se o escravo não pôde optar por trabalhar nas condições que trabalha, nem pode sair quando quiser, seu direito à liberdade já está sendo prejudicado, além de que ele simplesmente não pode dispor daquilo que produz (direito de propriedade).

      O FIM da “liberdade” (que não é liberdade nenhuma) de ter escravos não pode ter causado problemas sociais, a própria escravidão é um problema social, seu início pode ter gerado problemas, seu fim não.

      “o que deveria estar escrito no item 25 para que o tal do inchaço governamental pudesse ser considerado neutro?”

      Se o item estivesse fazendo referência a executar um programa que fosse de direita, seria de direita. Se estivesse falando de estado inchado sem falar pra quê ou pra executar um programa não especificado, seria neutro. Como está falando de um programa de esquerda, é de esquerda.

      Att.
      MP

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